Preso numa ilha até construir um veleiro: a travessia de MrBeast e quatro amigos que terminou a 800 metros da chegada
MrBeast ミスタービーストJimmy (MrBeast), Chandler, Nolan, Hase e Darius são deixados numa ilha no meio do Oceano Pacífico com uma regra: a única saída é construir um veleiro e navegar quilômetros em mar aberto até outra ilha, visível no horizonte. Jimmy explica que a ideia nasceu de uma fantasia antiga, a de saber se ele e os amigos conseguiriam escapar se ficassem presos numa ilha. Nenhum dos cinco sabe velejar, e o grupo trabalha só com o que encontra: bambu da mata e lixo trazido pela maré. O vídeo acompanha cerca de uma semana de construção e uma travessia de quase 12 horas que termina muito perto do objetivo, mas sem chegar lá.
Os primeiros passos: abrigo, suprimentos e a dimensão do problema
Antes de pensar no barco, o grupo precisa sobreviver. O plano é coletar materiais e montar um abrigo "pra essa ilha não matar a gente antes de conseguir escapar". O resultado do primeiro dia é uma espécie de forte numa árvore, montado com nós amarrados por Chandler enquanto alguém o segura no alto.
O grupo recebe uma caixa com uma pequena quantidade de itens de sobrevivência, incluindo água. Jimmy ressalta que pode parecer bastante, mas ela precisa durar até o veleiro ficar pronto, e ninguém sabe quanto tempo isso vai levar, porque, nas palavras dele, são "só um bando de youtubers tentando construir um abrigo do nada". A dificuldade com o abrigo já serve de aviso: se montar um forte custa tanto esforço, o veleiro vai custar muito mais.
O modelo que precisam construir aparece numa animação em 3D, e a primeira reação de um dos participantes é dizer que aquilo é impossível. À noite, em volta da fogueira, Jimmy pergunta a cada um se já construiu um veleiro. Todos respondem que não. O único com alguma experiência é Hase, que, segundo Jimmy, "meio que já fez um" num vídeo anterior. Por isso ele foi chamado.
A maquete de Hase e as metas do projeto
Na manhã do segundo dia, Hase já está trabalhando antes de todo mundo acordar. Ele apresenta uma maquete: dois cascos, vigas transversais por cima e um mastro no centro. Para a vela da miniatura, ele pede um pedaço da camisa de Nolan. O modelo flutua, e Jimmy define a escala do desafio: o protótipo funciona, mas o barco real precisa ser 30 ou 40 vezes maior, aguentar 450 quilos e levar o grupo até a outra ilha.
O material principal sugerido é o bambu, leve e por isso bom para flutuar. O problema é que o bambuzal fica no meio da mata. Antes de entrar, Hase convoca uma "reunião de emergência" para alertar sobre jararacas, cobras-de-pestana e aranhas-armadeiras. Na caminhada surgem formigas na camisa, uma colmeia que alguém pensa em cutucar e o comentário de que "todo bicho quer matar a gente aqui".
O lixo do mar como matéria-prima
A outra fonte de material é o lixo que chega às praias. Jimmy explica que navios grandes passam pela região e jogam lixo no mar, e que esse lixo acaba na ilha. Para o grupo, isso vira recurso: "Qualquer recipiente, se estiver vedado, vale mais do que ouro." Alguém brinca que assim eles limpam as praias e ainda escapam.
As peças mais valiosas são barris de plásticos inteiros, que funcionam como flutuadores. O primeiro que encontram está quebrado. Depois aparece um barril grande que flutua e, em seguida, outro aparentemente inteiro. Um dos participantes diz estar quase desmaiando de insolação, mas que o achado faz tudo valer a pena.
Calor, cansaço e um ritmo lento demais
Mesmo com material suficiente para começar, o calor impede que a construção comece no segundo dia. A equipe chega à noite exausta, e Jimmy avalia que, naquele ritmo, o projeto levaria um mês. A madrugada também não ajuda: Nolan acorda com uma aranha grande na cama, considerada perigosa pelo grupo, e a confusão para tirá-la dali termina com ela sendo jogada em cima dos outros.
No dia seguinte, a área de trabalho é transferida para uma sombra mais adiante na praia. O argumento é prático: na sombra seria possível construir o dia inteiro, e não só algumas horas. No caminho, Chandler encontra um terceiro barril, o que aumenta as chances de o barco flutuar de verdade. Com bambu e madeira suficientes, a construção finalmente começa.
Divisão de tarefas e a jangada tomando forma
A organização do grupo muda no meio do trabalho. Chandler, cansado, toma a câmera do cinegrafista Darius e manda Darius ajudar na construção. Jimmy resume: com Darius "promovido a construtor de veleiro" e Chandler atrás da câmera, a jangada começa a tomar forma.
Os nós aparecem desde cedo como o ponto mais crítico. Se um deles estiver frouxo quando uma onda bater, o barco afunda no meio do oceano. Em seguida vem o convés de bambu, que o grupo chama, sem muita certeza, de "convés de popa", rendendo piadas e a regra de que ninguém pode fazer cocô no mar. No fim do dia, a estrutura já começa a parecer um veleiro, e o grupo prefere jantar a seguir trabalhando.
A aposta nas marés
Na manhã seguinte, Hase passa a observar as marés como possível vantagem. Quando a maré desce, ela leva a água para longe da praia. Se o barco aproveitar esse movimento, será arrastado para o mar. Ele faz um alerta que volta no fim do vídeo: se forem contra o vento e contra as correntes, "vocês podem me dar um motor que não vamos chegar até aquela ilha". Hase também diz sentir que todos contam com ele e que, se conseguirem cumprir o desafio com pessoas que nunca velejaram, vai guardar a lembrança pelo resto da vida.
A equipe começa o dia reclamando de dor e de areia no corpo. As metas são amarrar o convés, coletar material para os remos e testar a flutuação antes de montar a vela.
O quarto barril e o colapso de Nolan
Uma falha atrasa tudo: a estrutura está desnivelada e falta um quarto barril. Jimmy comenta que boa parte do vídeo até ali mostra o grupo revirando lixo, mas que esse lixo é a única esperança de sair da ilha. Enquanto uma parte da equipe procura, Hase assume os nós, por achar que amarra melhor do que qualquer outro e preferir testar cada um pessoalmente.
A busca dura duas horas sob uns 37 graus, segundo Jimmy. Quando o barril aparece, precisa ser carregado por cerca de 800 metros sobre pedras. Nolan não levou água e chega ao limite: diz que os dedos estão formigando e que a visão está afunilando. Enquanto isso, outra parte do grupo tenta ferver pedaços de plástico num objeto de metal trazido pela maré para transformá-los em remos.
Darius volta com o barril, e Nolan precisa de ajuda e água. Jimmy conclui que valeu a pena, já que voltaram com um barril e um leme, e descreve o episódio como um dos momentos em que perceberam que todos precisavam trabalhar juntos. Ele também registra que o grupo já tinha consumido mais da metade da água, o que tornava inviável ficar muito mais tempo.
Amarrações e o teste de flutuação
Com os quatro barris presos a uma armação, começam as vigas transversais. O modelo de amarração precisa ser repetido em 17 vigas, dos dois lados, e uma corda chega a arrebentar no processo. Jimmy apresenta então uma escolha: continuar construindo e torcer para dar certo, correndo o risco de o barco desmanchar no dia da travessia, ou parar e testar a flutuação antes de avançar. O grupo escolhe testar.
A jangada flutua, e a comemoração é grande. Jimmy diz que é a primeira vez desde o começo do vídeo que sente que aquilo é possível. Nesse ponto ele reflete sobre o canal: costumam fazer vídeos com cenários enormes, centenas de participantes e prêmios de um milhão de dólares, e às vezes é bom simplesmente ficar numa ilha com quatro amigos construindo um veleiro. Ele admite que é um dos vídeos mais difíceis, pelo calor e pelos insetos, mas diz que é divertido passar tempo com os amigos de novo. Já faziam vídeos assim o tempo todo, e ele não sabe bem por que pararam. A previsão de Jimmy é ter o barco pronto na noite seguinte e partir no outro dia, se a corrente ajudar.
Vela, remos e a corrida contra a lua nova
Ainda falta o essencial. Por enquanto, diz Jimmy, há uma jangada e não um veleiro, porque nada capta o vento. A pressão aumenta: a água está acabando, Nolan não está bem, e um dos participantes conta mais de 60 picadas de inseto só nos braços e nas mãos e diz não saber quanto tempo mais aguenta se não partirem no dia seguinte.
A tentativa de derreter plástico para os remos não funciona. O grupo não entende por que o plástico não "ferve" se a água está fervendo, e brinca que é por isso que as pessoas assistem ao Mark Rober e não a eles. A alternativa vem de uma ideia de quilha, explicada como a peça que mantém o barco em linha reta. Virando a peça de lado, ela vira remo. O primeiro protótipo parece mais uma bandeira do que um remo, mas, com amarrações mais firmes, o grupo termina quatro. Um dos participantes já sente os ombros cansados e imagina que talvez precise remar por horas.
Hase constrói uma vela em formato de garra de caranguejo, que ele compara à dos antigos polinésios, presa aos mastros e montada com um furo para a dobradiça. Ele avisa que, se essa peça falhar, a vela inteira quebra. A vela pode ser recolhida puxando uma corda, caso o vento esteja na direção errada.
O prazo é ditado pela natureza. Segundo Hase, as marés estão extremas por causa da lua nova: partir na maré alta, quando ela começar a baixar, levaria o barco direto para o mar, na direção da ilha. Com menos de doze horas até a maré virar, o grupo trabalha noite adentro. Perto da meia-noite, Chandler não sabe nem dizer o que está construindo e arrisca que é um leme. O barco fica pronto pouco depois.
A partida e os primeiros problemas no mar
Na manhã da travessia, Jimmy diz que pensou a noite toda em voltar para casa e ver a família, e que a única forma de fazer isso é cruzar o oceano no veleiro improvisado. Antes de partir, o grupo faz um juramento em coro: quando estiverem cansados, mais cansados ou com vontade de parar, vão "continuar remando".
A corrente da maré vazante ajuda no início. Hase explica que ela vai empurrar o barco por pouco tempo, porque em algumas horas eles entrarão num canal onde a corrente tentará arrastá-los lateralmente para o mar aberto. Por isso precisam aproveitar ao máximo o começo. Com a vela aberta, Hase mede cerca de 1 km/h, velocidade que ele considera suficiente para chegar. Faltam mais de 8 km, e ninguém sabe quanto tempo vai levar.
Vinte minutos depois, o cansaço já aparece, junto com o enjoo. Jimmy observa que, se os quatro remassem sem parar por horas, ficariam exaustos antes de chegar ao canal, já que avançavam praticamente contra o vento. Hase, como capitão, organiza turnos de quinze minutos, com três pessoas no lado direito e uma descansando em rodízio. Depois de cerca de 45 minutos, haviam percorrido uns 20% do caminho.
Perto do canal, os problemas se acumulam. Um remo quebra, parte da jangada cai na água, Hase também cai, e o barco começa a girar de lado. A regra passa a ser que, sempre que saírem da rota, todos remam com remadas longas. Com o vento aumentando, o grupo consegue corrigir o rumo, e Jimmy diz que finalmente pegaram o ritmo. Num momento de calma, dois participantes dizem que não há ninguém com quem prefeririam estar remando no meio do oceano. O cansaço, porém, só cresce: há quem se diga desidratado, Chandler está enjoado, e um dos participantes lembra que construíram o barco por seis dias seguidos, doze horas por dia. Ombros doloridos, sol forte e a comparação com "lagostas assando" marcam esse trecho. Jimmy admite que já não sabe se vão conseguir.
O canal: horas de deriva e o sinalizador à vista
Ao entrar no canal, as ondas ficam fortes e o barco é empurrado para fora. Hase pede que Darius pare de remar para não deixar o barco contra o vento, e Darius retruca que, se parar por cinco segundos, o barco vira. Hase explica que ali corrente e vento são mais fortes, e que só a força dos remadores impede que sejam levados longe demais para o sul.
Durante horas, Jimmy narra, a corrente os puxa para a esquerda, depois para a direita, e os faz girar em círculos. Até que percebem que não estão avançando. "Encalhamos", diz Jimmy, no sentido de estarem parados no mar, e o grupo começa a se sentir derrotado: longe demais para voltar e com pouca esperança de continuar. Depois de seis horas de revezamento, Jimmy está enjoado e Chandler dorme. Jimmy diz que, com ele e Chandler sem condições, a missão passou a depender de Hase, Nolan e Darius.
Darius calcula que a ilha está a uns cinco quilômetros. Hase explica que, se conseguissem entrar na direção certa do vento em relação à ilha, poderiam seguir com a corrente e o vento, mas o pouco avanço do começo exige ainda mais esforço. Com sete horas no mar, a jangada não se move como esperavam e já recua quando param de remar. Alguém sugere usar o sinalizador. Um dos participantes diz ter remado quase sem parar durante sete horas e não aguentar mais, justamente com a ilha "muito perto, mas também muito longe".
A virada da maré e a contagem regressiva
Deitado sem forças, Jimmy lembra do juramento e do que disse dois dias antes, que às vezes é bom estar numa ilha com quatro amigos construindo um veleiro, e diz ter se divertido muito naquela semana. Então, "por algum milagre", o barco começa a virar na direção da ilha sem que ninguém reme. A explicação dada é que a maré está subindo e puxando o barco para a ilha. Sem perceber, eles já tinham saído do canal.
Com quase cinco quilômetros pela frente, o grupo decide tentar mais uma vez. Um dos participantes diz que pode até falar que vai desistir, mas que, enquanto houver chance, nunca vai desistir. Depois de mais de oito horas remando, todos queimados de sol, famintos e desidratados, as distâncias começam a cair: quatro, três, menos de dois quilômetros, 1.600 metros. Darius brinca com a contagem — depois de 1.500 vem 1.300, depois 1.100, depois mil metros — até alguém gritar "terra à vista".
Os últimos 5%: a maré vira contra eles
A empolgação dura pouco. Restam só 20 minutos até a maré mudar, e o vídeo repete o alerta de Hase sobre ir contra o vento e a corrente. A uns 500 metros, o grupo sabe que, se deixar a corrente levar, vai passar direto pela ilha. O barco começa a ir demais para a direita, e eles entram nos "últimos 15 minutos", com onze horas de barco.
Com 95% do caminho feito e quase nenhuma energia, tudo dá errado. O vento fica contra e vira um forte vento lateral. Há um desacordo sobre a vela: um participante acha que ela está empurrando o barco para o sul, outro acha que sem ela não vencem o vento, e outro diz que a lógica não faz sentido para ele. Durante uma contagem regressiva, alguém passa a remar com as mãos, e uma onda grande atinge o barco. Por fim, a maré vira e arrasta a jangada para longe: a água que antes empurrava o barco agora está contra eles, e, segundo Jimmy, não havia nada a fazer.
A cerca de 800 metros da ilha, alguém comenta que poderiam ter nadado até lá. O clima é de luto: há quem diga que vai chorar e quem lamente ter feito tudo aquilo sem conseguir. Depois de quase 12 horas remando e velejando, um dos participantes calcula que, se tivessem ido só 20 minutos mais rápido, estariam na ilha. O grupo dispara o sinalizador.
Jimmy encerra dizendo que este é o desafio mais difícil que já fez no canal, e que chegar tão perto e fracassar porque a maré virou nos últimos cinco por cento torna tudo ainda mais duro. Ele diz que odeia perder, que sente estar decepcionando o público e pede desculpas. Promete que não vai falhar de novo no próximo vídeo de desafio e embarca no helicóptero que leva o grupo embora.
Nós estamos isolados nessa ilha, no meio do Oceano Pacífico. O único jeito de sair da ilha é construir um veleiro e depois navegar por quilômetros em mar aberto até aquela outra ilha.
Por quê? Porque eles gostam de ver a gente sofrer. Vamos começar logo. Bora lá.
O que estamos procurando? Materiais pra fazer um veleiro. Peraí, vocês já velejaram antes? Não. Não.
Temos que montar um acampamento. Eu já tô suando. Acho que aqui é um bom lugar pra acampar. Vamos começar.
Não conseguem ver ele porque é uma animação em 3D, mas é isso que temos que construir. Isso é impossível. Se não construir isso, a gente não sai. Acho que você pirou de vez.
Antes de começar a construção do veleiro, a gente precisa coletar materiais e montar um abrigo pra essa ilha não matar a gente antes de conseguir escapar.
O motivo de a gente encarar esse desafio é que eu sempre imaginei: se eu e meus amigos ficássemos presos numa ilha, a gente conseguiria escapar? Todo jovem já pensou nisso. Então, pra gente não ficar preso nessa ilha até envelhecer...
O forte tá ficando muito bom.
A gente descarregou uma caixa que contém uma pequena quantidade de itens de sobrevivência. Pode parecer que é bastante água, mas ela tem que durar até a gente construir o veleiro. E eu juro que não sei quanto tempo isso vai levar, porque, na verdade, somos só um bando de youtubers tentando construir um abrigo do nada.
O ideal é que fique mais alto. Chandler, tive uma ideia. Tá bom, manda ver. Beleza. Eu aguento.
E aí, Chandler, como tá esse nó aí? Não me mata. Pronto, terminei, me põe no chão. Como faço pra descer ele? Agacha.
A gente já tá penando pra montar abrigo. Imagina quando for fazer veleiro. É. Ai, ai. Isso pode demorar. Ótimo. Isso vai demorar um pouco.
Mas isso foi só o começo. A gente não imaginava que esse desafio nos levaria além dos nossos limites, testando a nossa disposição de sobreviver em grupo.
Tô começando a ficar com visão de túnel. A gente tem que remar! Onda grande, onda grande!
O sol estava se pondo rápido, então acendemos uma fogueira com cuidado.
Ah! Solta. E depois, fizemos um plano de ação.
Nolan, você já construiu um veleiro? Não. Chandler, e você? Não. Eu também não. É por isso que o Hase está aqui, porque num vídeo anterior ele meio que já fez um. E amanhã, a gente começa a construir o veleiro. Bora lá! Aê!
Não faço ideia de como vamos fazer isso, mas a gente tá preso aqui até conseguir.
No primeiro dia, a gente construiu um abrigo. É tipo um forte numa árvore. Eu tô ansioso pra velejar com um monte de gente que nunca velejou antes.
Como o Hase é o único que sabe o que está fazendo, na manhã do segundo dia... Ele era o único trabalhando no barco.
Hase, o que você tá fazendo, cara? Tentando sair daqui. A gente nem abriu direito os olhos, e você já tá aqui, construindo.
O que você tá fazendo? Essa é a nossa maquete. Ele tem dois cascos. E em cima deles, vai ter vigas transversais, e nesse ponto, vai ficar o nosso mastro. Cadê a vela?
Nolan, a gente precisa da sua camisa. Por que a minha camisa? Eu não preciso da camisa inteira. Cara, eu já ia te dar. Eu já ia te dar, beleza? Vamos ver se flutua. Ele flutua! Aê!
Agora, a gente tem um protótipo funcional, mas ele precisa ser 30 ou 40 vezes maior, que aguente 450 quilos e leve a gente até aquela ilha. E ficaremos aqui até fazer isso. Melhor a gente começar.
Primeiro, precisamos coletar os materiais. Sabem o que funciona bem num veleiro? Bambu. O bambu é bem leve, o que faz ele flutuar. Vai ser ótimo se a gente encontrar o suficiente. Mas o bambuzal fica bem no meio dessa mata, e eu não faço ideia dos perigos que podem se esconder dentro dela.
O Hase pediu uma reunião de emergência, o que foi? Antes da gente entrar na mata... Prestem atenção em algumas coisas. As jararacas, as cobras-de-pestana e as aranhas-armadeiras. Você tá falando sério? Vai ficar tudo bem. Vamos buscar uns bambus.
Cara, tem umas formigas na minha camisa. O que aconteceria se eu cutucasse essa colmeia? Não, não, não faz isso. Eu nunca faria isso. Todo bicho quer matar a gente aqui, eu juro. O que é isso? É uma ave, cara.
Cara, tem uns caixotes onde a gente pode guardar coisas. Mano, isso deve servir pra alguma coisa, né? Tomara. A gente vai ter que voltar mais devagar. Gente, quanta coisa! É! Isso é ótimo.
Qualquer recipiente, se estiver vedado, vale mais do que ouro. Navios grandes passam por aqui e jogam lixo no mar, e ele vem parar nesta ilha. Lixo que a gente pode reaproveitar. Podemos usar pra construir um veleiro. A gente limpa as praias e ainda escapa.
Pode ter coisas trazidas pela maré ali. A gente precisa vasculhar essa ilha inteira. Os materiais têm que ser perfeitos.
Isso é o que eu tô pensando? Eu achei outro desses barris de plástico, mas ele tá todo quebrado. Que droga. Ei, Jimmy! Olha só.
Cara, a gente tem que ver se isso flutua. Ele flutua? Flutua! Nossa, ele é grande.
Ei, outro barril de plástico. Parece que tá inteiro. Eu nem acredito. Eu tô quase desmaiando de insolação, mas isso faz tudo valer a pena.
Agora, já tem material suficiente pra começar a fazer o veleiro, mas com esse calor, a gente não teve energia pra começar a construção hoje.
Eu tô começando a achar que a gente não fez muita coisa hoje. Eu sei que o cara com um peixe na cabeça não diria isso. Olha quem fala, chapéu de sol! Isso passou dos limites.
Veleiro no três. Um, dois, três. Veleiro! Veleiro!
É o segundo dia, e tá todo mundo exausto. Jimmy, você tá satisfeito com o quanto a gente rendeu hoje? Nesse ritmo, vai levar um mês.
Tenta descansar, galera. De manhã, a gente tem um veleiro pra construir. Boa noite.
Ai, caramba. O Nolan acabou de acordar com uma aranha na cama. Ela tá ali, ela tá ali. Ai, essa é das grandes. Essa é perigosa.
Nolan, pega ela! Ela tá vindo na minha direção! O que você quer que eu faça? Tira ela daqui! Ai, você jogou ela pra cima da gente!
Beleza, já tá resolvido. Agora, volta a dormir e para de querer chamar atenção. Eu não sei se consigo dormir. Boa noite.
Ela ainda tá por aqui em algum lugar.
Na manhã seguinte, a gente não quis derreter no sol como no dia anterior, então decidiu transferir a área de trabalho pra uma sombra mais adiante, na praia.
É difícil descrever o calor que faz nesta ilha. A gente precisa mudar pra onde tem sombra pra poder construir o dia todo, em vez de só algumas horas por dia.
E no caminho pra esse novo lugar... Uma mina de ouro! O Chandler encontrou um terceiro barril, aumentando as chances do nosso veleiro flutuar de verdade.
Os caras estão cansados de catar coisas, mas finalmente a gente tem bambu e madeira suficientes pra construir um veleiro decente.
Vamos começar logo! Vamos construir ele! Bora lá! É, cara. Vamos vazar daqui. O mais rápido possível, por favor.
Eu sei que não parece grande coisa, mas esse monte de bambus e de lixo vão virar um veleiro. Só que vai dar muito trabalho.
Eu tô cansado. Me dá isso! Darius, vai fazer outra coisa, eu vou filmar.
O Chandler tá filmando. Vou filmar. Quer que eu... Chandler? Vou fazer uma pausa. Você substituiu o nosso cinegrafista? Isso, vai, vai ajudar eles. Ai, meu Deus.
Darius, acho que você vai ajudar. Tá certo. Olha, espero que saiba construir um barco. Porque a gente não sabe.
Com o Darius promovido a construtor de veleiro e o Chandler atrás da câmera, a jangada finalmente começou a tomar forma. Mas se um desses nós estiver frouxo quando for atingido por uma onda... A gente vai afundar no meio do oceano.
É hora de construir o convés de popa. Convés de popa? Não é assim que chamam isso nos navios? Eu não sei. Por que chamam de convés de popa? Porque é onde você faz popô. Só pra esclarecer, ninguém pode fazer cocô dentro do mar.
Esse bambu aqui é o convés do nosso barco. Ele tá começando a parecer um veleiro agora. É, ele tá tomando forma.
Ah, cara. Aê. Olha só isso! Vamo nessa!
A gente pode começar a amarrar, nivelar tudo, montar a vela... Ou a gente pode jantar. A gente podia jantar. Jantar, com certeza. Tá bom.
Já pensou num nome pra ele ou a gente vai esperar? A gente vai esperar? Chandler, qual é o nome? Beleza, esse é o nome. Entendi.
Na manhã seguinte, Hase começou a reparar numa possível vantagem nas marés.
Quando a maré sobe, quando a maré desce, ela leva a água pra longe da praia. Então, se pegarmos essa maré, ela vai nos arrastar pro mar. Mas se formos contra o vento e contra as correntes também, vocês podem me dar um motor que não vamos chegar até aquela ilha.
E eu acho que todo mundo tá contando comigo. Então, se tudo der certo e a gente realizar o que se propôs a fazer com caras que nunca velejaram antes, eu vou guardar essa lembrança pelo resto da vida.
Gente, como vocês estão? Cansado. Tá tudo doendo muito. Eu tô cansado de ter areia no meu corpo todo. Eu tô ótimo, dormi muito bem. Cala a boca.
Os objetivos de hoje são claros. Amarrar o convés de popa, coletar materiais pra fazer os remos. Depois a gente monta a vela? Não. Depois a gente testa ele, vê se flutua. E se flutuar, aí a gente monta a vela. Se não flutuar, eu vou nadando.
Quando o Chandler e eu saímos pra procurar materiais, eu percebi que... Grande parte do vídeo, até agora, só mostra a gente vasculhando lixo, tentando achar o que precisa pra fazer o veleiro. Mas esse lixo era nossa única esperança de sair dessa ilha... Porque a gente ainda precisava de um quarto barril.
Tá desnivelado. Aquela ponta vai ficar estranha. A gente precisa de um quarto barril. É. Acho que, a essa altura, a gente precisa simplesmente andar até achar ele.
Só quero que vocês saibam que, agora, tá uns 37 graus. Eu tô suando. Esta ilha é insuportável.
Como foi, Chandler? Achou o que você precisava? É, ele não parece estar muito feliz.
Tem que usar os pontos fortes de cada um. Um nó amarrado do jeito errado e o barco todo pode se desmanchar. Acho que eu sei dar nós melhor do que qualquer um aqui, então é melhor eu fazer isso e testar todos eles.
Procuramos um barril de plástico. A gente tá vasculhando a praia há duas horas. Isso é ridículo.
Ei, espera aí. Você viu alguma coisa? Não acredito. Não brinca. Aê! Vem cá! Bora lá! Ah, cara. Ai, meu Deus.
A gente vai ter que carregar isso por uns 800 metros, pelas pedras. Ai, caramba. Eu vou desmaiar. Você tá bem? Acho que eu não consigo carregar ele. Sério mesmo. Acho que vou desmaiar se tentar carregar isso. Droga, eu devia ter trazido a minha água.
A gente achou esse objeto de metal trazido pela maré... E a gente vai acender fogo embaixo dele pra poder ferver pedaços de plástico que depois serão transformados em remos.
Beleza, vamos sair pra buscar mais lenha e ver o que acontece com o plástico.
Não ter trazido água foi uma péssima ideia. É, os meus dedos estão formigando e a minha visão tá afunilando.
Ai, meu Deus. Tá quente demais. Darius! Darius! Darius! Darius!
Não vou sair pra procurar mais nada. Nem carregar mais nada pra lá, depois disso.
Hase! Hase! Essa é uma das coisas mais lindas que eu já vi. O Darius tá chegando com um barril de plástico.
Hase, acho que o Nolan precisa de ajuda. Ele não tá nada bem. Eu te ajudo, cara. Eu te ajudo. Descansa. Ele vai desmaiar. Água. Preciso de água. Bebe, bebe, bebe. Se hidrata bem.
Mas sinceramente, ele voltou com um barril e um leme. Valeu a pena. Acho que a gente vai dar conta de tudo, Nolan. Nolan?
Esse foi um dos momentos em que a gente percebeu que todos precisavam trabalhar juntos pra dar certo. A gente já tinha consumido mais da metade do nosso suprimento de água, então não podia se dar ao luxo de continuar lá por mais tempo. E agora que a gente já tinha o último barril de que precisávamos, era hora de se concentrar.
Todos os barris agora estão presos a uma armação. Eles vão ser os mecanismos que vão manter a gente à tona, e não vão sair do lugar. Eu espero. Se eles saírem, a gente vai afundar. E aí, vai ter que começar tudo de novo.
Então, com essa parte pronta, é hora das vigas transversais. Esse é o tipo de amarração que a gente vai replicar nas 17 vigas. Boa. E a gente tem que fazer isso dos dois lados.
Xi, você quebrou.
A gente tá confiando nessa corda pra segurar tudo enquanto a gente cruza o oceano.
Agora, chegamos a um ponto decisivo. Temos duas opções. Continuar construindo e torcer pra dar certo. E se ela desmanchar nesse dia... A gente se ferra. Ou a gente pode fazer uma pausa, botar isso na água... E aí, ver se ela flutua antes de ir pra mais longe.
Ver se ela flutua. Vamos nadar. Vamos nessa. Beleza!
Todo esse tempo numa ilha levou a esse exato momento! Bora lá! Temos que confiar nesses nós. Vamos velejar até aquela ilha ali.
Xi, você quebrou. Eu não sou construtor naval, nem nada. Eu só levo jeito pra coisa.
Ele flutua! Aê! É isso aí! Aê! O barco flutua mesmo! Aê! Aê! Passamos no teste de flutuação. Isso é surreal!
Agora, imaginem isso com um piso de verdade, uma vela, alguns lemes e alguns remos. Galera, a gente vai cozinhar. A gente vai pra aquela ilha!
Essa é a primeira vez, desde o começo do vídeo, que eu senti que isso é mesmo possível.
Nesse canal, a gente produz muitos vídeos em que constrói cenários enormes, reúne centenas de participantes e dá prêmios altos, tipo um milhão de dólares. E sinceramente, às vezes é bom ser deixado numa ilha com quatro amigos e construir um veleiro.
E aqui faz calor, tem insetos, então esse é um dos vídeos mais difíceis. Não me entendam mal. Não é fácil, mas é muito divertido poder passar um tempo com os caras de novo. A gente fazia vídeos assim o tempo todo, e eu não sei bem por que a gente parou, mas eu vou me divertir muito.
Acho que, se a gente se concentrar, até amanhã à noite esse veleiro fica pronto. E depois de amanhã, se a corrente estiver a favor, a gente pode zarpar pra aquela ilha.
Mas como vocês podem ver, está faltando uma peça bem importante desse quebra-cabeça. Agora, a gente tem uma jangada, não um veleiro. Basicamente, a gente precisa construir uma coisa que capte o vento pra poder avançar pelo oceano.
Hoje... Vamos fazer uma vela. A gente precisa sair daqui. O estoque da água tá diminuindo. O Nolan não tá muito bem.
As picadas de inseto me deixaram meio preocupado. Eu tenho mais de 60 picadas de inseto só nos braços e nas mãos. Sério, se a gente não sair amanhã, não sei quanto tempo mais eu vou aguentar.
Eu vou garantir que ele fique pronto. A gente vai embora amanhã.
Não rolou. Não deu pra derreter o plástico. A água estava literalmente fervendo, então, em teoria, o plástico não deveria ferver também? É assim que eu faço macarrão.
Eu não entendo, mas é por isso que vocês assistem ao Mark Rober e não à gente. É. Vão ver um bando de idiotas sobreviver numa ilha.
Peraí, o quê? Olha só, o que uma quilha faz é permitir que o barco siga reto, mesmo quando ele não quer.
Tenho um novo plano, Chandler. Tá vendo? Entendeu aonde eu quero chegar? Peraí, vira ele de lado. Agora, temos um remo. Ops. Vamos amarrar ele. Vocês sacaram a ideia. Isso é só um protótipo. Vamos ver como ele funciona.
É triste que o nosso remo pareça mais uma bandeira do que um remo? A gente vai amarrar mais apertado. Olha só, a gente fez quatro dessas belezinhas. A gente vai remar!
Admito que os meus ombros já tão cansados e talvez a gente tenha que fazer isso por horas.
Preciso de bambus super finos e fortes. Essa é a nossa vela, olha só. De caranguejo, igual à dos antigos polinésios. Certo.
E depois que o Hase acabou de amarrar a vela aos mastros, chegou a hora de fazer um furo pra dobradiça da vela. Se isso falhar, a vela inteira quebra. É, isso vai ser interessante. Sim.
E assim, cada um assumiu uma tarefa e viramos uma máquina encalhada, mas bem ajustada.
Me dá essa camisa. Obrigado. Tô trabalhando nas quilhas. Eu espero que essa vela funcione. Tô quase terminando esse remo. Essa corda ficou presa. Não sei se vai dar pra fazer isso.
A última etapa da construção era absolutamente decisiva, se a gente quisesse ter uma chance de chegar àquela ilha no dia seguinte. Porque... As marés estão extremas por causa da lua nova. Se a gente zarpar na maré alta quando começar a baixar, ela vai arrastar a gente direto pro mar, na direção daquela ilha. O timing é perfeito. Se der pra terminar ele hoje, amanhã vai ser o momento perfeito.
E com menos de doze horas até a maré virar, a gente continuou trabalhando. E agora era hora de montar a vela.
Aê! Ficou massa. Aê! Uau, olha só, já tem vento! Os remos... Ficaram prontos. Que beleza. Ficaram muito bons mesmo. Tudo pronto.
O vento vai bater nela e empurrar a gente pra frente. Mas se a gente não gostar da direção do vento, é só puxar essa corda e... Puft! A vela some. Parabéns.
Já vai escurecer aqui. Temos cerca de uma hora e meia pra terminar o que ainda falta antes de anoitecer.
E continuamos trabalhando por horas noite adentro, testando nossos limites até a exaustão completa.
Já é quase meia-noite. Vamos contar as novidades. Chandler, no que você tá trabalhando?
Eu não sei. Como é que chama isso? Eu acho que o nosso cérebro nem funciona mais. Eu tô fazendo um leme? A essa hora, a gente estaria dormindo. Eu acho que tô fazendo um leme.
Vou usar um serrote. Tudo bem?
Terminamos. E foi isso. A essa altura, a gente já tinha feito tudo o que era possível pra ir embora dessa ilha de uma vez por todas.
Enquanto sonhava durante a noite, eu só conseguia pensar em sair dessa ilha, voltar pra casa e ver a minha família. Mas o único jeito de voltar pra eles é cruzar um oceano cheio de perigos nesse veleiro improvisado.
Hoje, o destino das nossas vidas está nas mãos da mãe natureza. Até o fim do dia, a gente vai estar naquela ilha. E a única coisa que nos separa do poder dela é esse veleiro e uns aos outros.
Vamos nessa! Olha esse marzão. Finalmente vai acontecer, mano. Eu nem acredito.
Depois de uma semana ralando sem parar, essa foi a engenhoca que a gente construiu. Chegou a hora.
Antes de a gente zarpar e chegar naquela ilha ou no meio do Oceano Pacífico, como Titanic... O Titanic foi no Atlântico. Agora, você estragou.
Eu quero falar pra vocês sobre o Typeless. Um teclado de voz inteligente que transforma sua fala em um texto perfeito em qualquer aplicativo.
E como existe uma chance de a gente se afogar no mar... A gente devia mandar uma mensagem pro Tareq.
Tareq, a gente vai velejar até uma ilha. E se não chegar lá, eu te odeio. É isso.
E graças ao Typeless, vocês vão ver que ele traduz a mensagem, tira todas as palavras de preenchimento e reorganiza a frase. Isso é ótimo. Eu encho muita linguiça. É verdade.
Tareq, aqui é o Chandler. Onde você tá? A gente precisava da sua ajuda.
Tá vendo? Todos os hums e coisas do tipo sumiram. Uau, sumiram mesmo. E a pontuação.
Tareq, tô te escrevendo pelo Typeless, que está disponível pra iOS e Android, além de Mac e Windows. Ele remove palavras de preenchimento, reestrutura as frases e deixa a digitação quatro vezes mais rápida. Escaneie esse QR code e nunca mais digite usando o Typeless.
Muito bem. Quem tá pronto pra sair dessa ilha? Uhu!
Quando estiverem cansados, o que vão fazer? Continuar remando. Quando estiverem mais cansados, o que vão fazer? Continuar remando. E quando quiserem parar de remar, o que vão fazer? Continuar remando!
Remem no três. Um, dois, três, remem! Remem! Eu não tenho remo.
A hora da verdade. Ai, meu Deus!
Agora já estamos no fundo, pessoal. É agora ou nunca. A corrente tá ótima. Cara, ela tá me arrastando.
Preparem os remos! Remem como se não houvesse amanhã! Remem, remem, remem. Rápido, a gente tem que passar desse ponto. Lado direito, remem mais. Eu tô tentando.
Nolan, como você tá? Nada bem. Isso não tá funcionando. Continua remando. Remem!
Esse vai ser o dia mais longo possível. Ou a gente chega naquela ilha ou morre. A maré tá ajudando a gente. Vamos chegar lá. Achem o seu ritmo.
A corrente arrasta naturalmente a gente pra fora, e isso ajuda muito. Mas essa corrente não vai nos ajudar por muito tempo porque em poucas horas, nós vamos entrar nesse canal, onde a corrente vai tentar nos arrastar lateralmente, direto para o mar aberto. Então, precisamos usar tudo o que temos agora pra chegar o mais perto possível da ilha.
Abram a vela. Cuidado! Pronto, vamos ver se dá pra pegar um pouco de vento e navegar até a ilha. Vamo lá, pessoal.
Tá rolando uma brisa agora. É verdade. A gente tá a um quilômetro por hora. A essa velocidade, pelo menos, dá pra chegar. Eu sei que não parece, mas a gente tá avançando agora.
Essa é a distância que estamos da ilha até agora, e ainda nem dá pra ver a ilha. E isso porque ainda temos mais de oito quilômetros pela frente e não fazemos ideia de quanto tempo vai levar.
Vinte minutos depois, como tá essa força? Já tô bem cansado. Mal. Já tô ficando enjoado. Lamento, pessoal, vocês vão ter que remar o tempo todo.
Mas ficou claro que se nós quatro remássemos sem parar por horas... Cara, meus braços já estão cansados. Eu não invejo vocês agora. Nós ficaríamos exaustos antes mesmo de chegar ao canal.
A gente tá indo contra o vento, praticamente, o que é uma loucura. Então, como capitão do nosso barco... Lado direito, continuem remando. Tô tentando. Não parem de remar.
Minhas costas estão cansadas, então, tô remando como se estivesse dormindo. Hase bolou uma estratégia.
Acho que esse jeito de remar não funciona, gente. Vamos fazer turnos de quinze minutos. Assim você descansa um pouco. Vamos pôr três pessoas do lado direito. Nolan, vem pra cá. Tá. Vamos revezar nos remos e deixar uma pessoa descansar.
Agora, eu tô na minha pausa. Ai, meu ombro tá me matando. Jimmy, troca comigo? Minha vez de entrar na frente. Acelera, gente. Agora, a gente tá avançando. É tudo ou nada, baby.
Estamos a cerca de quarenta e cinco minutos de lá, e só percorremos uns vinte por cento do caminho. Mas quando chegamos mais perto do canal, a situação começou a se complicar.
Ah, não. O remo quebrou. Não, o remo dele quebrou! Cara, isso é um problemão. Eu sei! Eu vou enfiar isso de novo e torcer pra funcionar. Não vai funcionar. Tenho que continuar remando.
E se os remos já não fossem o suficiente... Ah, não. Peraí. Não! Deixamos cair uma parte da jangada. Até o nosso Hase caiu. Tenho que continuar remando. Foi mal, gente. Isso custou caro.
E pra completar, nem estávamos virados pra direção certa. Peraí, com certeza, ele tá virando de lado. Sempre que sairmos da rota, todo mundo tem que remar. Prontos? Vamos lá. Só remadas longas. Puxem com toda a força.
O vento também tá aumentando. Eu tô fazendo o que posso. Quanto mais a gente puxa, mais vira. Muito bom. É isso aí, pessoal. Agora, a gente tá virando. Beleza, voltamos pra rota. Estamos virando pra direção certa. Estamos navegando.
Foi um começo difícil, mas finalmente, pegamos o ritmo. Não tem mais ninguém com quem eu preferiria estar remando, no meio do oceano. Eu também.
A gente já se afastou muito da ilha de onde veio. Nem consigo mais ver a nossa praia. Daqui pra frente, vai ser bem tranquilo. Mas com muito esforço. Muito esforço é um eufemismo. Porque todo esse progresso aumentou ainda mais o cansaço.
Eu sei. Eu tô desidratado. Chandler, como você tá, cara? Você não parece muito bem. Tá se sentindo bem? Eu tô enjoado.
Não sei a que distância a gente está. Parece que já faz horas, duas horas, pelo menos. E a gente construiu um barco por seis dias seguidos, doze horas por dia, então, estão todos cansados.
Não sei por quê, mas meu ombro tá zoado. Chandler, eu preciso que você troque comigo. Tô vendo estrelas porque tô com muita dor agora. Mais um beef stick.
Cara, o sol tá fritando, a gente tá assando como lagostas no sol. Isso é uma tortura. A essa altura, eu sinceramente não sei se vamos conseguir ou não.
Mas como eu disse desde o início, a corrente que vamos enfrentar dentro desse canal é tão forte que vai fazer de tudo pra nos empurrar lateralmente na direção do mar aberto. E agora não estávamos a horas disso, mas a minutos.
Uou, as ondas estão ficando bem fortes. Esse é o canal. Estamos em mar aberto agora. Ele quer arrastar a gente pra fora.
Darius, para agora. Para. Não rema mais. Se eu parar de remar por cinco segundos, a gente vai virar pra esse lado. Eu sei, mas a gente vai ficar contra o vento, e isso é o que não podemos fazer. A gente já tá quase ficando. Beleza, pessoal. Vamos lá.
A gente precisa atravessar esse canal. Aqui a corrente e o vento são mais fortes, e a força de vocês é que impede que a gente vá longe demais pro sul, então, ainda dá pra fazer a travessia.
Eu não parei de remar. Tem que remar, acho que a gente tá começando a perder força. É, a gente tá começando a perder força. Esse é o segundo vento, vamo lá!
Rema pra trás, rema pra trás. Força! Tamo tentando. Tamo tentando! Eu tô remando com o máximo de força possível. Te admiro por isso. Força! Força!
Estamos todos exaustos, cansados, mas não vamos desistir. Acho que eu vou vomitar. Desistir não é uma opção. A gente se esforçou demais pra perder agora. Com toda certeza, vamos conseguir. Nenhuma dúvida.
Meus braços parecem espaguete agora. Eles já pareciam antes. Cara, não me faz ir até aí. Eu vou virar esse barco. Qual é!
Durante horas seguidas, a corrente nos puxou implacavelmente pra esquerda. Todos juntos, todos juntos! Nos arrastou pra direita. Remem. A gente tem que voltar pra rota. E nos fez girar em círculos. Eu tô muito zonzo. Vamo lá! Juntos, ao mesmo tempo.
Então, percebemos que não estávamos avançando. Acho que ficamos parados ali por um tempo. Encalhamos.
E ali, no meio do oceano, nós começamos a nos sentir derrotados. Será que tem tubarões embaixo da gente agora? Com certeza.
A essa altura, estávamos longe demais pra voltar. E com menos esperança ainda pra continuar.
Eu acho que o Jimmy vai vomitar. E acho que o Chandler tá dormindo. A gente tá se revezando já faz seis horas. O Darius dormiu o tempo todo. O Hase ficou no leme e segurando a vela. E o Jimmy tá enjoado. O corpo já não aguenta mais. Não dá mais pra continuar.
Como eu e o Chandler ficamos imprestáveis, a missão dependia totalmente do Hase, do Nolan e do Darius.
Darius, você é demais. Valeu, cara. A ilha tá a uns cinco quilômetros. Se entrarmos na direção certa do vento em relação à ilha, vai dar pra seguir com a corrente e o vento. Mas o problema é que a gente avançou tão pouco no início que, basicamente, tem que se esforçar mais só pra poder chegar.
E apesar dos esforços deles, era impossível avançar sem que o time inteiro ajudasse. Parece que a gente não tá se movendo.
Eu tô tremendo. Eu tô tremendo muito. A gente já tá aqui há sete horas. Essa jangada não tá se movendo como a gente imaginava. Eu tinha certeza de que daria. Eu também, a gente tava avançando bem.
E em momentos como esse, quando a gente para de remar, já começa a recuar. Agora, a gente tá sendo arrastado pro Oceano Pacífico. Acho que tá na hora de usar o sinalizador. Eu não vou reclamar.
Cara, pra mim não dá mais. Eu remei praticamente sem parar durante sete horas desde que a gente zarpou. Eu não aguento. Não dá mais. E o pior é que ela tá praticamente ali na frente. Tá muito perto, mas também muito longe.
Antes de sair da praia, todos nós fizemos uma promessa. E quando quiserem parar de remar, o que vão fazer? Continuar remando!
Deitado aqui sem forças, nesse veleiro, eu comecei a pensar no que eu disse dois dias atrás. Às vezes é bom ser deixado numa ilha com quatro amigos e construir um veleiro. Nessa última semana, eu me diverti muito.
E justo quando minha esperança começava a voltar, por algum milagre, a mãe natureza começou a empurrar a gente.
Não sei se vocês sacaram isso, mas a gente tá virando na direção da ilha sem fazer nada. Porque a maré tá subindo. Então, ela está puxando a gente na direção da ilha.
E a essa altura, sem perceber, já tínhamos escapado oficialmente do canal.
Darius, a gente tá chegando perto? Faltam quase cinco quilômetros. Vocês querem tentar mais uma vez? Acho que vale a pena. Eu vou dar tudo de mim. Eu posso até dizer que vou desistir, mas enquanto tiver chance, eu nunca vou desistir.
Remem no três. Um, dois, três. Remem! Agora, até parece possível.
Já são mais de oito horas remando. Estamos todos queimados de sol, famintos, desidratados, mas a gente se recusa a desistir.
Olha só, pessoal, a gente tá a uns quatro quilômetros agora. Se nós continuarmos, vamos conseguir. Alguém aí acha que a gente não vai conseguir agora? Uns três quilômetros. Pelas nossas estimativas, faltam menos de dois quilômetros. Estão animados que agora falta pouco? Sim! Remem! Remem!
Darius, lembra quando faltavam uns quatro quilômetros? Claro que lembro. Faltam 1.600 metros. E olha como a ilha tá perto agora.
Sabe o que vem depois de 1.500? Mil e trezentos. E depois, vem o quê? Mil e cem. E o que vem depois de mil e cem? Mil metros. Tá quase chegando! Tá quase chegando! Eu tô muito feliz! Terra à vista!
Mas nossa empolgação não durou muito, porque logo à frente, havia uma última mudança da maré.
A gente tem só 20 minutos até a maré mudar. O tempo tá acabando. Mas se formos contra o vento e contra as correntes também, vocês podem me dar um motor que não vamos chegar até aquela ilha.
É agora, gente. Tem que se esforçar ao máximo. Aê! Força! A gente tá na reta final, mas agora é tudo ou nada.
A gente deve estar a uns 500 metros de distância, mas se deixar a corrente levar o barco, a gente vai passar direto pela ilha, e esse vídeo já era.
A gente tá indo muito pra direita. Cara, a gente vai passar reto. Isso tem graça? Vai, gente, precisamos de força. Esse é o final. São os últimos 15 minutos, bora lá! Força, força, força! Remem!
Onze horas nesse barco. A gente não vai perder agora. Força! A hora é agora. Se já dá pra ver a ilha, já dá pra chegar na ilha. Todos juntos, trabalho em equipe. Só mais dez minutos. Eu vou vomitar, cara.
Quando percorremos 95% do caminho, com quase nenhuma energia de sobra... Tudo deu errado.
O vento ficou totalmente contra a gente. Tamos pegando um vento lateral terrível. É pra baixar a vela? Acho que a vela pode estar empurrando a gente mais pro sul. Acho que não vamos vencer o vento sem ela. Mas você não tá sentindo de onde o vento tá vindo? O vento tá contra nós agora. Ei, acho que a gente devia subir a vela. Isso não faz sentido pra mim. A gente tá se afastando.
Cinco. A gente tem que tentar, ou vai passar direto. Lado direito, lado direito, lado direito, força!
Quatro. Por que o mar é tão difícil? Três. Temos que insistir. Dois. Rema! Tô remando, eu vou usar a mão, peraí.
Onda grande. Onda grande! Se segura! Remem com a maior força que puderem. Remem! Tô tentando, cara. Remem. Remem. Remem. Remem.
Eu tô com medo de que a gente não esteja mais avançando.
A maré virou e arrastou a gente na hora. A água, que antes estava empurrando a jangada, agora estava contra a gente. E não havia nada que pudéssemos fazer. A gente chegou tão perto.
A gente tá se afastando? Estamos a uns oitocentos metros. A gente podia ter nadado até lá. Já tá tudo perdido?
É isso. Sinto muito, pessoal. Eu não acredito.
A gente tava tão perto da ilha. E agora a gente tá se afastando. Vendo o que a gente tentou conquistar escapar das nossas mãos.
Eu vou chorar, cara. Não acredito que a gente fez tudo isso e não conseguiu. É péssimo, cara. A gente quase conseguiu.
Depois de quase 12 horas remando e velejando nesse barco improvisado.
Cara, se tivéssemos ido só 20 minutos mais rápido, estaríamos naquela ilha. Ela tava bem ali. Foi mal, gente. Todos podiam ter se esforçado mais.
Vamos disparar o sinalizador. Eu odeio essas coisas.
Este é o desafio mais difícil que já fiz nesse canal. E chegar tão perto e fracassar, só porque a maré virou nos últimos cinco por cento, faz isso ser ainda mais difícil. Eu nem sei o que dizer.
Eu odeio perder e não gosto dessa sensação. E eu acho que tô decepcionando vocês. Eu sinto muito.
Vocês têm a minha palavra. No próximo vídeo de desafio, eu não vou falhar de novo. Vou entrar naquele helicóptero e a gente se vê depois.
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