Sete dias isolados no Ártico: abrigo de neve, gelo espesso demais e dois peixes

Abrir no YouTube ↗
Resumo

O vídeo acompanha Jimmy e cinco amigos durante sete dias no Ártico, com apenas o que carregavam nas costas. Os outros integrantes que aparecem são Chandler, Nolan, Tareq, Hase e o cinegrafista Darius. Para Jimmy, o desafio tinha um peso a mais: o grupo havia fracassado no vídeo de sobrevivência anterior, e esta seria uma chance de redenção. A pergunta que guia o episódio é simples: o grupo consegue chegar ao sétimo dia sem que ninguém se machuque, com abrigo, fogo e comida suficientes?

15 min de leitura

Primeiro dia: nada de barracas, só neve

Logo na chegada, o grupo pisa em cerca de meio metro de neve. Jimmy conta que pediu a todos que não trouxessem barracas, porque a casa seria cavada na própria neve. Os objetivos do primeiro dia eram dois: construir um abrigo e acender uma fogueira.

A pressa vinha do anoitecer. Segundo o vídeo, o frio noturno era tão extremo que dez minutos expostos ao vento poderiam causar congelamento. A previsão era de temperaturas abaixo de zero naquela noite, com risco de perder parte dos dedos. O abrigo de neve servia para proteger do vento e conservar o calor. Enquanto a equipe cavava, descobria que quanto mais fundo, mais dura a neve ficava, e foi preciso buscar mais pás.

Jimmy saiu para buscar lenha e diz ter tido sorte: encontrou madeira seca. Quando Hase voltou, todos testaram o abrigo e constataram que era apertado demais. Não dava nem para esticar as pernas, e restavam só duas horas de luz. A conclusão foi que, mesmo desconfortável, o lugar servia para que ninguém morresse, que era a prioridade declarada do vídeo.

A fogueira acendeu e virou motivo de comemoração: deu para descongelar luvas e derreter neve para obter água potável. A água demorava a esquentar porque o grupo continuava acrescentando neve. Houve também um susto: a jaqueta e a calça de um dos participantes pegaram fogo perto da fogueira.

Passada a meia-noite, o abrigo ainda não comportava todos. Hase e Darius não cabiam, e alguém acabou dormindo do lado de fora. Os demais se espremeram "como sardinhas" na pequena caverna. Os participantes descrevem aquela como a pior noite de sono que já tiveram.

Segundo dia: a saída com cabeça raspada

De manhã havia gelo cobrindo as mochilas. A câmera estava tão fria que machucava a mão de quem a segurava, e alguém nem tinha luvas. Pés e dedos estavam dormentes.

Nesse momento, um avião sobrevoou o acampamento. Jimmy explicou a regra: uma vez por dia, aquele avião passaria por ali, e quem quisesse disparar o sinalizador e ir embora poderia fazê-lo, mas teria de raspar a cabeça antes. Apesar da noite péssima, ninguém desistiu.

Ficou claro para o grupo que o abrigo precisava crescer. Com seis pessoas, a meta era conseguir dormir lado a lado, metade em cada canto. Jimmy brincou que, se não desse certo, voltaria para casa sem cabelo. Darius foi cobrado por filmar em vez de ajudar e respondeu que só fazia o que lhe mandaram. Depois de várias horas de escavação, o resultado foi elogiado.

Surgiu então um problema prático: ninguém havia trazido a barraca para as necessidades fisiológicas, que estava na lista. Quem deveria trazê-la disse que não tinha espaço na mochila. Alguém foi encarregado de encontrar uma área afastada para isso, porque, segundo o vídeo, defecar perto do abrigo atrairia ursos. Durante essa busca, um dos participantes comentou o desconforto de ver pegadas de animais por toda parte sem nunca ver o animal, com a sensação de estar sendo observado.

Jimmy admitiu ter pensado seriamente em disparar o sinalizador. Disse que o segundo dia parecia o sexto ou sétimo de um desafio normal e que não sabia se todos aguentariam. Também disse estar orgulhoso do esforço dos amigos. O problema ainda sem solução era a comida: havia mantimentos para três, talvez quatro dias, e sem pesca ou caça o grupo não sobreviveria.

Terceiro dia: frio de -8,3 °C, lenha úmida e o gelo que a broca não vence

Com dois dias de comida em estoque, Jimmy relatou que o nariz parecia estar congelando, com pontos arroxeados. Depois que escureceu, o termômetro mostrou -8,3 °C, e o vídeo afirma que nem o abrigo conseguia afastar totalmente o risco de congelamento. Chandler estava com os dedos dos pés brancos e quase sem sensibilidade, o que foi tratado como mau sinal. A solução foi aquecê-los na axila de um colega.

Para piorar, o piloto avisou que nevava demais e que não dava para voar. Ou seja, quem pensava em desistir não poderia. Jimmy observou que os dias de maior risco de ferimentos eram justamente aqueles em que o avião não podia vir.

A neve da noite cobriu o acampamento e encharcou toda a lenha. Acender o fogo, a prioridade máxima, ficou muito mais difícil. Um dos participantes teve a ideia de usar penas, que finalmente produziram a faísca necessária, e o fogo pegou.

O foco seguinte era comida. Jimmy havia trazido uma broca de gelo, e perto do acampamento havia um lago congelado. Antes de sair, verificaram Chandler: a cor estava voltando aos dedos. Nolan ficou de "plantão médico" no acampamento, enquanto Jimmy, Hase, Tareq e Darius saíram para pescar.

A equipe procurou pontos mais escuros no gelo, na esperança de que fossem mais finos, e enfrentou vento forte que dificultava a visão. A técnica, segundo Hase, era não forçar a broca para baixo e deixar as lâminas cortarem. O buraco chegou a cerca de 75 centímetros, descrito como "meio Tareq", e já era tão fundo quanto um braço. Faltavam uns dois centímetros para chegar à água quando a broca não conseguiu mais girar, porque não era comprida o bastante para aquela espessura de gelo. Com as roupas encharcadas e risco de hipotermia, o grupo teve de voltar sem peixe.

Enquanto isso, quem ficou no acampamento viu a cozinha inteira ser coberta de neve e tentou salvar o que pôde.

O peso do fracasso anterior e a cama de pinheiro

Voltar sem comida deixou Jimmy pensativo. O vídeo resgata a promessa feita após o desafio de sobrevivência anterior: no próximo, não falharia de novo. O ânimo estava baixo. Alguém pediu para ser apagado e acordado só no sétimo dia, espantado por ainda ser o terceiro.

Havia uma preocupação concreta: as roupas de todos estavam encharcadas, e a noite seria muito fria. Um dos participantes alertou que, se essa água congelasse junto ao corpo, alguém poderia morrer de hipotermia caso nada fosse feito. A solução foi cortar galhos de um pinheiro para fazer uma cama que isolasse do chão, já que o contato com o solo piora o frio noturno. Quando Hase chegou com os galhos, o momento foi descrito como um presente de Natal antecipado, e pela primeira vez o grupo teve esperança de passar a noite aquecido.

Quarto dia: drone, esquis e uma travessia até o rio

O dia começou com sol e a esperança de que tudo finalmente desse certo, mas logo apareceu uma faixa escura no horizonte: uma nevasca a caminho. Além disso, restava comida para apenas um dia.

Para achar um lugar melhor de pesca, usaram o drone de Darius. A lógica era procurar gelo com água corrente embaixo, porque, segundo o grupo, água em movimento indica gelo mais fino. O drone revelou um rio grande, e rios grandes, segundo eles, têm mais peixes. O problema era a distância: seria preciso atravessar um lago e uma floresta.

Para o lago, levaram esquis de cross-country, o que funcionou para alguns, mas não para Jimmy e Darius, que não sabiam esquiar. Darius caiu repetidas vezes, e Jimmy reclamou várias vezes que odiava aquilo, até pegar o ritmo de "avança, avança e desliza". Na floresta, trocaram os esquis por raquetes de neve, que permitem andar sobre neve fofa. No caminho encontraram pegadas enormes que, segundo Hase, eram de alce, e preferiram desviar. Um dos participantes ficou com a perna presa num buraco, sustentado apenas por um galho.

No acampamento, Chandler e Nolan seguiam ampliando o abrigo, com a ideia de dar uma "mansão" para Jimmy. Chandler descobriu um novo método de remover grandes pedaços do teto, e Jimmy pediu que tomassem cuidado para não derrubá-lo.

Quando o avião apareceu sobre o acampamento, a tentação de disparar o sinalizador foi enorme. Um dos participantes disse que estava com o dedo no gatilho e quase apertou, argumentando que já tinham feito o abrigo e muita coisa. Ninguém disparou. Longe dali, Jimmy não tinha como saber se os colegas tinham desistido.

No rio, o resultado repetiu o do dia anterior. O buraco já tinha a profundidade de um braço e ainda não havia água. Jimmy notou que, embora a ciência dissesse que o gelo do rio deveria ser mais fino, não parecia ser. As botas dele se encheram de neve úmida após uma queda, os dedos ficaram vermelhos e arroxeados, e os pés foram aquecidos na axila de Darius. Após três horas no frio e com uma tempestade se formando, Jimmy decidiu voltar, dizendo que alguém poderia se machucar feio e que era hora de aceitar que tinham fracassado de novo.

De volta ao acampamento, contaram que haviam cavado quase dois metros em quatro horas brutais, sem chegar aos peixes, e prometeram voltar no dia seguinte. Um dos participantes lamentou não ter usado o sinalizador, porque estavam sem comida. A consolação foi o abrigo, agora bem maior, com espaço igual entre todos para que ninguém esbarrasse em ninguém à noite.

Quinto dia: a última refeição e a decisão de arriscar

No quinto dia restava uma única refeição, além de alguns lanches levados para emergências. Logo depois, a comida acabou praticamente de vez. Uma nevasca se aproximava, e nenhum avião viria. O grupo estava por conta própria.

Sair também era arriscado, porque a neve estava úmida e encharcaria todos. Jimmy avisou que provavelmente alguém voltaria com hipotermia e pediu que quem ficasse deixasse água quente pronta, como um "pronto-socorro". Justificou a decisão dizendo conhecer os amigos: sem pesca, todos surtariam no dia seguinte. Lembrou ainda que, no vídeo anterior, tinham chegado perto da ilha sem conseguir, e que não queria falhar em outro. O grupo saiu gritando "pegar um peixe".

Por causa da nevasca, decidiram não levar os esquis para carregar menos peso, aceitando uma caminhada mais longa. A trilha até o rio estava totalmente coberta de neve.

No acampamento, quem ficou precisava resolver o fogo sozinho, com a lenha toda molhada e sem os participantes mais experientes. A solução veio de uma árvore morta, seca por dentro. Depois de abri-la à força, rasparam lascas secas, a única lenha seca disponível, para acender o fogo.

No rio, o buraco do dia anterior ainda estava lá, marcado pela broca fincada como uma "Excalibur". O plano era alargar as laterais com picareta para a broca ir mais fundo, enquanto Jimmy procurava um ponto mais fino. A hipótese dele era que, onde os rios se encontram, a água se move mais e o gelo é mais fino. Funcionou: num desses pontos, a broca atravessou com cerca de 20 centímetros de gelo. Usaram comida congelada como isca e abriram vários buracos.

Quatro horas de espera e o monólogo de Jimmy

Depois de quatro horas sem nenhum peixe, Jimmy gravou um desabafo. Disse estar com muito frio, já não acreditar que algum peixe morderia a isca e temer que a falta de calorias tornasse aquela noite e o dia seguinte muito frios. Admitiu que talvez tivessem de encerrar o desafio se a nevasca piorasse, mas que não queria falhar em dois desafios seguidos, que detesta fracassar e que ficaria ali o tempo necessário para pegar um peixe e se sair bem pelo público.

Foi justamente durante esse monólogo que sentiu um puxão. O peixe estava fisgado pelo lábio e veio de lado. Jimmy tentou pegá-lo com a mão e o deixou escapar de volta ao buraco. Na confusão, alguém molhou a mão ou a luva na água, mas havia uma luva extra. Hase insistiu que, ali, onde há um peixe, há outros. Pouco depois, Jimmy fisgou de novo e, orientado a puxar devagar, finalmente tirou o peixe do buraco. Em seguida, outro participante sentiu uma fisgada e, mantendo a tensão na linha, pegou um segundo peixe.

O balanço apresentado no vídeo foi de dois peixes depois de sete horas de pesca. Um dos participantes reclamou de dor de cabeça por estar há horas sem beber água.

No acampamento, o fogo estava aceso e a água, pronta. Quando a equipe de pesca chegou e mostrou o conteúdo do saco azul, houve comemoração. O primeiro peixe foi assado naquela noite, e o segundo ficou reservado para sustentar o grupo durante o sexto dia. Um dos participantes disse nunca ter comido um peixe tão fresco.

Sexto dia: descanso, piadas e uma retrospectiva

No sexto dia, o avião voltou, e alguém brincou que talvez disparasse o sinalizador por não saber o quanto o dia seria divertido. Jimmy considerou que, após cinco dias exaustivos, o grupo merecia diversão e anunciou uma surpresa para quem chegasse ao sétimo dia. Um dos participantes admitiu que quase teria ido embora sem os peixes e chamou aquele de o desafio mais difícil que já fez. Diante da provocação sobre uma tentativa de fazê-lo comer picles sete anos antes, que se repetiu ali, rebaixou o Ártico para o segundo lugar.

Jimmy fez então uma reflexão: o grupo produz vídeos de sobrevivência como esse há quase uma década. O vídeo intercala trechos de desafios anteriores, como ficar 24 horas debaixo d'água e um barco que surpreendentemente flutuava. Ele descreveu o momento na nevasca como um dos mais difíceis da vida, mas também um dos melhores. Disse que, naquela caverna, fazendo piadas com os amigos e desconectados da sociedade, aquele foi um dos vídeos mais divertidos que já fez. Agradeceu aos amigos por transformarem um vídeo que "teoricamente devia ser péssimo" em algo cheio de bons momentos e agradeceu ao público, lembrando que, quando criança, sonhava com a vida que tem hoje. O vídeo inclui uma gravação antiga em que ele se dirige ao "eu em dez anos", esperando ainda estar no YouTube.

O dia terminou com brincadeiras na neve, Jimmy encharcado depois de ser empurrado por Tareq, e s'mores que Hase guardou para a última noite. Antes de dormir, Jimmy deu uma pista da surpresa: não sairiam de helicóptero.

Sétimo dia: a reviravolta e os cães

Na manhã do sétimo dia, Jimmy fingiu uma reviravolta, anunciando mais uma semana no Ártico, o que provocou protestos imediatos. Antes de qualquer coisa, porém, o grupo não poderia sair até recolher cada resto de lixo do acampamento.

O sinalizador foi então disparado para chamar a surpresa: uma matilha de cães do Ártico, que levaria o grupo embora. Os participantes celebraram a carona ("não tem nada mais 'ártico' do que isso") e falaram da vontade de tomar um banho quente. Jimmy encerra os sete dias com a sensação de que, desta vez, o grupo não fracassou.