Sete dias enterrado vivo: o desafio de MrBeast sob nove toneladas de terra

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Resumo

Jimmy Donaldson, o MrBeast, passa uma semana dentro de um caixão enterrado sob cerca de nove mil quilos de terra. Ele chama o desafio de "a coisa mais assustadora" que já fez. Ao longo do vídeo, o que começa como uma prova de coragem física se transforma num relato de desgaste mental. Enquanto isso, na superfície, os amigos dele se dedicam a atrapalhar o descanso. No meio da semana, o canal alcança 200 milhões de inscritos.

9 min de leitura

O enterro e as regras de sobrevivência

No momento do enterro, a tensão é visível. Com a terra caindo sobre o caixão, Jimmy diz que o teto está tremendo e que talvez precise segurá-lo. Ele afirma estar "confiando a vida" àquela estrutura pelos próximos sete dias, reforça que tudo é "cem por cento real" e admite ter subestimado totalmente a dificuldade.

Os recursos são poucos. Há uma maleta de comida com basicamente MREs, as refeições militares prontas que ele explica serem "cozidas quimicamente" ao receber água quente, além de lanches. Há também um galão de 18 litros de água e uma maleta de itens essenciais montada pela equipe. Pela quantidade de comida, Jimmy prevê que ela vai acabar bem antes do fim do prazo. Ele insiste que o desafio é extremamente perigoso e que depende de haver sempre alguém na superfície monitorando o ar e respondendo pelo rádio a qualquer hora. A demora da equipe para enterrá-lo foi tanta que ele já precisava urinar logo no começo, e o vídeo trata a questão do banheiro como um desconforto constante.

Dormir como estratégia, e os amigos como obstáculo

O plano de Jimmy era dormir o máximo possível. Segundo ele, dormindo não se pensa no fato de estar preso num caixão, e isso seria essencial "pela própria sanidade". Ele mesmo pondera que isso só funciona "na maioria das vezes". Também não contava com uma coisa: os amigos iam irritá-lo e impedir que dormisse. Logo cedo, Nolan desenha no rosto dele, e as piadas sobre a mãe de Nolan viram um tema recorrente.

No segundo dia, Jimmy corta as calças para transformá-las em shorts e prova as MREs. O macarrão sai "crocante". Enquanto isso, a equipe faz churrasco literalmente em cima do túmulo. Alguém promete comer rações em solidariedade, mas Jimmy ouve Tareq dizendo "não" ao fundo. O tédio chega a um ponto em que ele soca as paredes do caixão para se distrair. Quando os dedos começam a doer, coloca uma meia na mão para continuar.

A câmera cirúrgica e o conteúdo da maleta

Em certo momento, Jimmy ouve ruídos estranhos e pergunta pelo rádio o que está acontecendo, "já que minha vida tá em jogo". Não recebe explicação. A equipe havia enterrado um cano até o túmulo, retirado a terra do caminho e introduzido uma câmera cirúrgica para vê-lo "sofrer". O susto aumenta quando uma mosca pousa na perna dele.

Ao fim do segundo dia, a equipe vai para o trailer, e Jimmy resolve abrir a maleta de itens essenciais. Lá dentro encontra uma foto da mãe de Nolan, e a piada se estende pelo resto do vídeo. Ele lista o que poderia fazê-lo desistir: perder essa foto, a vontade de não evacuar debaixo da terra e, repetidas vezes, dor nas costas.

Chuva, alto-falantes e um parafuso solto

Uma tempestade forte durante a noite preocupa a equipe. Nolan é acordado para verificar se Jimmy "não foi esmagado", e alguém comenta que terra molhada fica mais pesada. A resposta da equipe é colocar 15 caixas de som sobre a cova e fazer uma festa. O caixão vibra a ponto de machucar a cabeça de Jimmy. É nesse momento que ele percebe um parafuso solto, vindo "literalmente da base" do caixão, e pergunta se deveria se preocupar com a estrutura não estar totalmente presa. Ninguém responde, e ele conclui que "ou eu vou morrer" ou os amigos estão fazendo alguma idiotice.

Era a segunda opção. O som alto servia para encobrir a escavação de um túnel até o caixão. Um dos amigos sugere tocar barulho de obra para disfarçar a escavadeira, e outro compara a situação a um videogame, "só que dá pra matar alguém sem querer". A equipe diz ter passado a noite toda cavando e brinca que "não pagamos aquele cara pra cavar". Kris comenta que não tem licença para nada daquilo.

As 50 horas e o risco de coágulo

Jimmy anuncia que passou das 50 horas e que já está enterrado há mais tempo do que no desafio anterior. Ele conta ter prometido ao médico que se moveria todos os dias para evitar coágulos, já que, "aparentemente", ficar deitado por sete dias pode matar. Pediu pesos à equipe e recebeu halteres de um quilo. A partir daí, o medo de morrer de coágulo ao se levantar no fim do desafio passa a acompanhá-lo.

Ele também relata que a presença constante das câmeras não o incomodou nos primeiros dias, mas que a sensação de estar sendo encarado o tempo todo começou a irritá-lo. Quando o túnel finalmente chega ao caixão, os amigos aparecem por uma abertura. Jimmy diz que consegue ver "a testa do Nolan". Nolan implora pela foto da mãe, e Jimmy responde que vai emoldurá-la. Os amigos contam que o canal está perto de 200 milhões de inscritos e prendem no caixão a nova barra da Feastables, para que ela apareça em todo timelapse.

O colapso emocional

Naquela noite, Jimmy diz estar muito cansado e, mesmo assim, incapaz de dormir, algo que, segundo ele, nunca tinha acontecido. Começa a chorar sem saber o motivo. No quinto dia, afirma que humanos não foram feitos para ficar deitados cinco dias seguidos. Diz estar "sofrendo mentalmente", sem vontade de fazer nada e sem energia sequer para preparar a comida. Os amigos anunciam que vão atirar com armas de paintball na lápide dele.

Os problemas de higiene pioram. Ele diz que precisa muito evacuar, mas vai tentar segurar pelos dois dias restantes. Acidentalmente urinou no short e cortou a parte afetada. Mais tarde, conta que já usou todas as garrafas de urina e passou a esvaziar as embalagens de comida para usá-las como saco.

Os 200 milhões de inscritos vistos do caixão

A equipe volta para comemorar a proximidade dos 200 milhões. Nesse trecho entra o segmento patrocinado. A equipe conecta uma internet sem fio ao caixão, e Jimmy diz que, mesmo a três metros de profundidade, consegue acompanhar a contagem ao vivo.

Enquanto o número sobe, cada um dá um depoimento. Um colega lembra que antes era "só um cara aleatório em Nebraska". Outro recorda que falavam desse sonho sentados numa mesa de escola. Chandler conta que, quando entrou, a equipe tinha sete pessoas e ele era o zelador. Jimmy diz que começou a gravar vídeos aos 11 anos, que agora tem 25 e que "nem em um milhão de anos" imaginou que o canal chegaria a esse tamanho. Agradece a quem assiste e lembra da época em que os vídeos não tinham nenhuma visualização. O marco é atingido.

Logo depois, a equipe desliga a conexão antes que ele consiga falar com a namorada para dizer que está vivo. De novo sozinho, ele chora e diz que a comemoração foi legal, mas que agora está preso outra vez, que não faz ideia de como aguentará mais dois dias e que está "indo ladeira abaixo bem rápido". Quando Nolan tenta falar com ele, Jimmy agradece a preocupação e admite que está conversando só "pelo conteúdo", sem vontade nenhuma de falar. Um dos amigos resume a trajetória: Jimmy passou de apavorado a falante sem parar e, depois, a "sad boy".

Os pais de Nolan

Para animá-lo, Nolan faz algumas ligações e leva os próprios pais ao local. Jimmy aproveita para perguntar se eles têm histórias constrangedoras sobre o filho. Eles contam que Nolan disse que iria ao baile da escola, mas foi se esconder na casa do vizinho, e que nunca levou uma namorada para o Natal. Jimmy diz que era exatamente disso que precisava para se animar.

A saída

Na última noite, Jimmy avisa à equipe que, dali a exatamente doze horas, eles devem começar a cavar. Pergunta o que farão se ele tiver um coágulo ao se levantar e morrer na hora. A resposta: "Eu saberia onde botar você." Antes de dormir, ele chora outra vez, diz nunca ter ficado tão ansioso por algo na vida e que mal pode esperar para ver a luz do dia. No último dia, conta que só pensava se conseguiria se levantar, porque "não é normal" ficar tanto tempo deitado sem se mover. Para ele, esperar os amigos o tirarem dali era a pior parte do desafio.

A escavadeira é operada por um homem que, segundo Karl, parece o Papai Noel. Quando a luz do dia aparece, Jimmy diz que é difícil descrever a sensação de ver o sol depois de sete dias no escuro, e volta a chorar sem conseguir evitar. Como ele previa, a primeira coisa que os amigos comentam é o cheiro. Um médico desce para examiná-lo antes que se levante. É a primeira vez em uma semana que fica de pé. As pernas estão fracas e ele sente pressão na cabeça, mas diz "eu não morri" e que está bem.

Na superfície, uma multidão o espera para comemorar os 200 milhões de inscritos "do jeito certo". O vídeo termina, como de costume no canal, com uma explosão.