Do bunker de US$ 1 ao de US$ 1 bilhão: MrBeast percorre abrigos nucleares em ordem crescente de preço

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Resumo

Neste vídeo, MrBeast (Jimmy) e sua equipe visitam uma série de bunkers organizados do mais barato ao mais caro. O primeiro custou US$ 1. O último é apresentado como um bunker de US$ 1 bilhão, escavado 600 metros dentro de uma montanha e, segundo o vídeo, capaz de sobreviver às maiores bombas atômicas já feitas. A pergunta que guia o passeio é simples: o que muda de um abrigo para o outro à medida que o preço sobe? As respostas vão de um contêiner enferrujado a uma base militar cujos detalhes não podem ser filmados.

12 min de leitura

US$ 1: um contêiner enterrado

O bunker mais barato é, nas palavras de Jimmy, basicamente um contêiner de transporte enterrado no subsolo. Por dentro está molhado, e o "tour" acaba quase assim que começa. A estrutura já está entortando, o que segundo ele explicaria por que o venderam por apenas US$ 1. Jimmy brinca que o bunker parece já ter passado por uma explosão. Quando pergunta a um amigo se ele sobreviveria a uma bomba, a resposta é um simples "não". Jimmy grita "soltem a bomba!", mas o resultado do teste não fica claro na fala, e o grupo segue para o próximo abrigo.

US$ 1 milhão: um centro de lançamento de mísseis transformado em casa

O segundo bunker foi construído originalmente para lançar mísseis e sobreviver a um apocalipse nuclear bem abaixo da superfície. Para chegar ao coração da instalação é preciso descer inúmeras escadas e abrir uma porta de 3 toneladas. A sala principal, que Jimmy compara a Star Wars, é de onde o míssil seria lançado. Segundo a narração, toda a instalação foi projetada para resistir a um ataque nuclear e depois revidar.

Um detalhe de engenharia chama a atenção. O piso onde o grupo está fica suspenso como uma plataforma gigante pendurada no teto, e oito molas são a única coisa que o sustenta. Cinquenta anos atrás, o local era um centro de comando de mísseis. Hoje, o atual dono o transformou numa casa fortificada e escondida, pronta para o fim do mundo. O grupo encontra uma banheira, uma cozinha, uma área de entretenimento e, cinco andares abaixo da superfície, uma boate onde o dono realmente dá festas.

O proprietário então leva a equipe a uma área que normalmente não mostra a ninguém: o silo onde, décadas atrás, ficava armazenado um míssil nuclear real. Perguntado se é seguro entrar, ele responde que não. Quando as luzes são apagadas, o grupo fica no escuro total e descreve a experiência como realmente assustadora.

US$ 3 milhões: o bunker de quintal de Colin Furze

Para mostrar como seria um bunker construído por conta própria, Jimmy visita o quintal do YouTuber Colin Furze. A entrada fica num galpão. Lá dentro, segundo Colin, há cerca de um metro de concreto sobre a cabeça. O espaço funciona como casa segura e também como museu das criações do canal. O vídeo atribui o valor de US$ 3 milhões à coleção de armas "insanas e perigosas" guardada ali.

Entre os itens estão um lança-chamas de mochila, um lançador de foguetes de pulso que também dispara facas e tem um taser, e uma metralhadora com motosserra. Jimmy compara Colin a um Tony Stark da vida real. O lança-chamas é acionado dentro do bunker, o que deixa o grupo apreensivo ("você vai queimar seu bunker"), e Jimmy também o experimenta. A conclusão dele é que este seria o pior bunker do mundo para tentar roubar.

O bunker continua por um sistema de túneis até um segundo cômodo, maior que o primeiro. A narração menciona uma invenção tão perigosa que foi deixada para o fim "por precaução". Antes disso, Colin apresenta um canhão que transforma qualquer coisa em munição e dispara pãezinhos e um rolo inteiro de papel higiênico. Depois vem um cinto giratório de facas. Colin diz que nenhuma faca jamais caiu, e Jimmy admite que não se sentiu seguro. Por fim, Colin mostra o "freezer-wave", descrito como o oposto de um micro-ondas, que congela instantaneamente bombons de chocolate.

US$ 5 milhões: o bunker presidencial de JFK

O próximo é um bunker numa ilha, apresentado como o abrigo presidencial de US$ 5 milhões. Segundo a narração, em 1961 ele era mais que suficiente para John F. Kennedy. A reação do grupo é de decepção. O lugar cheira a xixi de gato, Jimmy o descreve como "meio que uma lixeira" atualmente, e diante dos "banheiros presidenciais" ele pergunta se aquilo realmente vale cinco milhões. A comparação com os bunkers modernos vira piada: Jimmy diz esperar que JFK nunca veja o vídeo, porque ficaria chateado com todos os outros.

US$ 30 milhões: um arranha-céu subterrâneo para 75 pessoas

Passando "do bunker do passado para o bunker do futuro", o grupo visita uma estrutura de 15 andares, descrita como um arranha-céu subterrâneo construído para que 75 pessoas sobrevivam a qualquer coisa. As portas de aço blindadas têm 60 cm de espessura. Perguntado quantos lança-foguetes seriam necessários para derrubá-las, o anfitrião estima provavelmente três. A segurança inclui um ninho de atirador no telhado, vigilância 24 horas, armas (a parte favorita de Larry, membro da equipe) e um estande de tiro interno. O responsável explica a lógica: não vão deixar as pessoas roubarem a comida deles.

O bunker também tem hospital, sala de exames, consultório dentário, farmácia e até uma cadeia, além de 15 apartamentos de luxo. A equipe já conhecia o lugar: cinco anos antes, gravou ali um vídeo passando 24 horas no bunker. Jimmy acha o apartamento, com lavadora e secadora, mais legal que a maioria dos apartamentos comuns. Há ainda uma mercearia com bacon em lata e uma sala de hidroponia, apontada como uma das mais importantes. A explicação dada é que ela usa água em vez de terra para cultivar plantas que forneceriam comida praticamente infinita aos moradores. O passeio termina na piscina, que o vídeo chama de possivelmente a mais protegida do mundo.

Jimmy avalia que este bunker é "pelo menos 20 vezes melhor" que todos os anteriores, citando a piscina, a comida, a academia e uma parede de escalada. Ele chega a dizer, em tom de confidência, que acha que vão comprar um.

US$ 50 milhões: a casa escondida sob uma casa

O bunker de US$ 50 milhões fica nove metros abaixo de uma casa comum, num bairro comum. Por dentro, a casa da superfície é normal. Um código secreto abre o elevador, e Jimmy pede que a imagem seja desfocada para não ter problemas. A descida de três andares é lenta, e pela parede do elevador dá para ver a pedra e o cimento atravessados.

Segundo Jimmy, a proposta deste bunker é fazer você esquecer que está num bunker. Há um piso que o grupo não sabe se é carpete ou grama, palmeiras três andares abaixo da terra, árvores visíveis pelas "janelas" e uma árvore de Natal ainda montada nove meses depois do Natal. Lá embaixo existe uma casa inteira. A lógica, na leitura de Jimmy, é que quem precisasse viver ali por décadas não sentiria falta do mundo exterior, porque o ambiente imita o mundo exterior. Se fosse obrigado a passar 100 anos num bunker, diz ele, provavelmente escolheria este.

Há alguns contratempos. Os tetos são baixos, e Jimmy brinca que quem construiu o lugar deve ter cerca de 1,50 m. Ao pegar uma Coca Diet da geladeira, ele descobre que ela venceu há dois anos e reclama do gosto. Ao pedir que alguém pesquise se vai passar mal, ninguém consegue sinal, justamente por estarem três andares abaixo do solo.

O reencontro com Hugo e Rayne

No quarto, Jimmy reconhece o cenário de um vídeo anterior, em que Hugo e Rayne ficaram presos num bunker por 100 dias para ganhar US$ 500 mil. Ele chama os dois pelo elevador para mostrar o lugar e admite que este é muito melhor do que o bunker que construiu para eles. Pouco depois, a dupla volta às discussões de sempre. Rayne diz que, se tivesse aquela cozinha, teria cozinhado para Hugo todas as noites, e Hugo duvida.

Os dois também descobrem uma piscina do lado de fora da casa subterrânea. Hugo pula de meia. A única crítica de Rayne ao bunker é que a piscina não tem aquecimento e está muito fria. Perguntados se o desafio teria sido diferente com uma piscina, respondem que seria muito diferente, e Rayne diz que provavelmente nem teria saído. O passeio termina com a saída secreta de fuga, que Jimmy diz não ter certeza de que pode mostrar.

US$ 1 bilhão: Cheyenne Mountain

O último é a Estação da Força Espacial de Cheyenne Mountain, apresentada como o bunker mais seguro do planeta. Segundo o vídeo, ela é protegida por mais de 600 metros de granito sólido e pode resistir aos armamentos mais destrutivos já criados. Logo na entrada, Jimmy pergunta o que aconteceria se corressem pelo túnel. A resposta é que atirariam neles.

O sigilo muda o formato do vídeo. No lugar do mapa 3D que normalmente explicaria a disposição do bunker, a equipe precisa tampar a câmera, porque legalmente não pode mostrar esse tipo de informação. O grupo passa por duas enormes portas à prova de bombas nucleares, uma de cada lado. Questionado, o anfitrião afirma que, se uma bomba nuclear fosse detonada lá fora, eles estariam bem dentro do complexo. Na "parede de boas-vindas" aparecem os quatro comandos que operam a partir dali, entre eles a Força Espacial.

O vídeo destaca outra forma de proteção, voltada não contra inimigos, mas contra a natureza. O bunker foi construído com um vão escavado entre a montanha e a estrutura, que repousa sobre molas para absorver o impacto de um ataque nuclear ou de um terremoto. Jimmy diz que andaram "por uma eternidade" até o interior, mas que não pode revelar a distância porque a informação é classificada.

O Convés de Batalha e o centro de operações

No chamado Convés de Batalha, a equipe pode filmar tudo, exceto o que está à direita. Segundo a narração, é dali que os líderes do NORAD dariam as ordens para proteger a América do Norte de um ataque aéreo ou marítimo. Jimmy recebe permissão para sentar na cadeira do general, com a condição de não tocar em nada. Tareq, da equipe, acaba tocando em algo, o que gera bronca dos anfitriões ("não toque de novo") e um pedido de desculpas repetido. Jimmy exagera dizendo que aqueles botões poderiam lançar mísseis e que Tareq pode ter feito todos serem expulsos.

Eric, um dos anfitriões, leva o grupo ao AJOC, sigla de Centro de Operações Conjuntas Alternativo. Segundo ele, o centro é responsável por proteger o ar e o mar de todo o continente norte-americano. Perguntado quanto tempo levaria para que jatos interceptassem um avião desconhecido, ele responde que menos de cinco minutos. Quando Jimmy pergunta sobre OVNIs, o anfitrião não responde e olha para o chão, e a cena é cortada. A equipe só consegue permissão para filmar um corredor, logo antes de ter que tampar a lente de novo.

Uma cidade dentro da montanha

O número de pessoas que trabalham no local é classificado. Mesmo assim, o vídeo afirma que a instalação tem o necessário para manter centenas de pessoas vivas por anos, incluindo academia, mercado e até uma unidade do Subway. Há também um corpo de bombeiros próprio, com caminhões que trafegam por estradas de verdade dentro da montanha. Os bombeiros costumam treinar em bonecos, mas a equipe oferece um dos seus membros para uma simulação de resgate. O grupo improvisa uma reanimação caótica, e o avaliador dá nota 4 de 10.

No fechamento, Jimmy retoma a escala do vídeo. Alguns bunkers se escondem em quintais, outros, com dinheiro suficiente, sob bairros inteiros, e alguns são tão luxuosos que têm o próprio parque aquático. Para ele, nenhum se compara a Cheyenne Mountain, descrita como uma cidade subterrânea com rede elétrica própria, corredores sem fim, estradas e vários lagos, e que um dia pode ser o que defende a América do Norte e a humanidade. O vídeo termina com o anfitrião pedindo que a câmera seja coberta uma última vez e recusando, com um "de jeito nenhum", o pedido de Jimmy para dizer que o exército dos EUA caçaria quem não se inscrevesse no canal.