Gameplay comentado de todas as lutas contra chefes de Blasphemous: uma peregrinação sombria narrada, de propósito, como algo "aconchegante"
ゲーミングボーイTraduzido de 日本語
Este vídeo é um gameplay comentado do RPG de ação 2D Blasphemous, jogado do primeiro chefe até o final. A voz é da A.I.VOICE Kotonoha Akane. O narrador apresenta a história pesada, que se aproxima da origem de um milagre divino capaz de materializar os pecados das pessoas, como "uma fantasia aconchegante de redenção, cheia de um clima divertido". Ele também chama o protagonista de "um protagonista fofo de chapéu pontudo". Mantendo esse tom paradoxal, ele vai explicando como lidar com cada chefe, quando usar cada sistema e o que acha da encenação dos combates.
Controles básicos e o primeiro chefe, "Guardião do Pesar Silencioso"
No início, o narrador mostra que o protagonista pode recuperar vida bebendo bile. Na primeira luta contra chefe, ele organiza os controles básicos. O ataque normal, no botão quadrado, pode ser encadeado até 3 vezes. Com o botão R2, o protagonista dá uma deslizada "escorregadia", que serve para desviar dos ataques inimigos. O narrador explica que, repetindo o ciclo de atacar algumas vezes e depois esquivar, dá para ir desgastando o chefe aos poucos. Ele também parece gostar do efeito sonoro afiado dos golpes.
"Aquele que Concede Misericórdia": como lidar com cada padrão de ataque
O cenário seguinte são ruínas. O protagonista encontra uma estátua que lembra a Pietà, ou seja, a Virgem Maria segurando Cristo. O chefe aparece destruindo essa estátua. A princípio, o narrador achou que fosse do tipo força bruta, mas na verdade era um oponente "bem chatinho", que além dos ataques de curta distância faz brotar raízes do chão.
O narrador mostra de forma concreta como reagir a cada padrão de ataque. Contra o pisão, é só passar por ele acertando um ataque aéreo. Contra o golpe com um braço só, basta encaixar um ataque aéreo ali mesmo. Quando aparecer o sinal de um ataque grande, é preciso pular no momento certo atacando. Em todas as situações há muitas chances de contra-atacar. Segundo o narrador, esses são todos os padrões de ação, então basta observar os movimentos e reagir corretamente. Ele avalia que a dificuldade foi adequada para um segundo chefe. Também comenta que, como aprendeu o quarto golpe do combo pelo caminho, os ataques ficaram ainda mais "afiados".
"A Santa de Rosto Queimado": ajustar o HP e depois derrubar de uma vez
No altar do convento espera uma santa com o rosto desfigurado por queimaduras. Segundo a explicação do narrador, ela era originalmente uma mulher bonita. Mas, justamente por causa dessa beleza, passou a ser venerada religiosamente, e por isso derramou óleo fervente no próprio rosto. O narrador reage a isso com um "que coragem, hein".
A estratégia é ficar pulando enquanto desvia dos ataques mágicos da inimiga e atacar a ferida, que é o ponto fraco. Como ela tem muita vida, é preciso lutar com paciência. As bolinhas que parecem de pingue-pongue podem ser rebatidas com ataques e, quando acertam, causam um dano considerável. Porém, a direção do rebote é caprichosa, e é preciso jeito para mandá-las para onde se quer.
Nessa luta, o narrador monta uma estratégia. Quando o HP da chefe cai abaixo de 50%, o padrão de ação muda e fica mais difícil acertá-la. Por isso, primeiro ele vai reduzindo o HP até o limite do meio da barra, por volta de 51%. Em seguida, atrai a chefe para o centro da tela. Com tudo pronto, rebate as bolinhas e acaba com ela de uma vez durante a fase final.
"As Três Angústias", "Melquíades" e "Exposito"
"As Três Angústias", enfrentadas em um poço vertical, são apresentadas como a personificação do sofrimento de três irmãs. Como as três atacam separadamente, à primeira vista parecem complicadas. Mas o narrador diz que, como também há três áreas de acerto, na prática é um "chefe molenga". Como é gostoso ver a magia acertar várias vezes seguidas, ele mira quando as inimigas estão agrupadas. Durante o modo em que atacam a partir das paredes, ele se concentra em desviar. No final, as nuvens se juntam e surge uma figura enorme, mas ele continua atacando sem se preocupar e vence.
Na catedral, ele enfrenta um esqueleto gigante que faz um sinal com os dedos, "Melquíades, o Arcebispo Sepultado". O corpo principal é erguido por várias mãos. A sequência é derrotar as mãos e depois atacar o corpo. O narrador avalia a magia que aprendeu pelo caminho como "superútil". Diz que ela tem uma área de ataque ampla e também é bonita de ver.
Contra o bebê que aparece de repente no subsolo da catedral, "Exposito, Descendente do Abandono", ele acerta alguns ataques normais e depois lança a magia. Espera o tempo de recarga até poder usar a magia de novo e finaliza com outra magia.
"Quirce, Ressuscitado pelas Chamas": as lendas por trás dos chefes
Depois de pisar em falso, o protagonista enfrenta Quirce. Segundo a apresentação do narrador, ele foi queimado na fogueira como herege, mas ressuscitou das cinzas graças a um milagre. O narrador comenta que cada chefe tem uma lenda que serve de inspiração, então também há o prazer de se aprofundar na ambientação por trás deles.
"Isidora, a Voz dos Mortos": a invencibilidade da magia em vez do parry
No fundo do ossuário, ele luta contra uma mulher de voz belíssima. Essa chefe tem uma quantidade enorme de vida, e durante a luta o MP acaba ficando insuficiente. Por isso, o narrador se "autoflagela" entre os ataques para recuperar MP.
Nessa luta, o narrador também fala do parry, que ele não vinha usando até então. Os ataques físicos dos inimigos podem ser defendidos com parry, o que ajuda em situações em que é difícil desviar. Porém, neste jogo quase nunca é possível derrubar os chefes. Por isso, o narrador avalia que o parry rende pouco e é apenas mais um meio de defesa que dificilmente leva a um contra-ataque. Já a magia tem um tempo de invencibilidade no momento em que é ativada. Por isso, a conclusão do narrador é que o ideal é receber os ataques inimigos com magia sempre que possível, e ele diz que essa tática funcionou muito bem nesta luta também. Quando a vida da inimiga chega a 20%, ela desaparece e faz uma pausa. Ele também aproveita esse intervalo para se autoflagelar e recuperar MP, e no final a derrota disparando magias seguidas.
"Sierpes": equipamento de rosário e uma luta em três fases
No cemitério de navios, ele enfrenta Sierpes, uma serpente gigantesca tão grande que não cabe na tela. Aqui o narrador apresenta o sistema de equipamentos. O protagonista pode equipar rosários e, dependendo da combinação, mudar o estilo de luta. Desta vez, ele escolheu um rosário que faz a espada soltar descargas elétricas quando se bebe bile. Repondo a bile periodicamente, ele vai desgastando a chefe com a espada envolta em eletricidade.
Sierpes também é uma chefe com muita vida, mas, graças ao efeito desse equipamento, ele diz que está conseguindo tirar vida num bom ritmo. A luta é dividida em três fases. Ao tirar mais ou menos metade da vida, a fase muda e o cenário vai subindo aos poucos. Na segunda fase, não há grandes mudanças no padrão de ação. Quando vem um ataque, ele lança uma magia ou bebe bile para desviar. Na terceira fase, como dá para perceber pelo jeito que a chuva cai, sopra um vento forte da esquerda para a direita no cenário, e o protagonista é arrastado. O narrador descreve isso como algo que "deixa tudo mais divertido". Como resta pouca vida, ele segue pressionando e vence.
"Crisanta da Agonia Aprisionada": a luta contra chefe mais elogiada
No telhado da catedral, quem bloqueia o caminho do protagonista é Crisanta, uma fiel devota. Segundo o narrador, ela parece estar sendo controlada pela vontade dos céus. Por isso, ele entra na luta dizendo: "Vamos dar uma surra nela para ela acordar". O jogo tem vários finais, e o narrador está seguindo a rota do final verdadeiro. Ele também aponta como atrativo o fato de haver desdobramentos na reta final exclusivos dessa rota.
A luta contra Crisanta é dividida em primeira e segunda metade. Na primeira metade, Crisanta deixa muitas brechas e a luta acaba rápido. Na segunda metade, ela foge com frequência, então é preciso continuar atacando com persistência. Mas como todos os ataques dela podem ser bloqueados com parry, lidar com ela não é tão difícil. Segundo ele, o que exige atenção é o ataque rápido por baixo. O narrador classifica como "sensacional" o efeito de raio gerado pelo golpe de cima para baixo. Logo depois há uma brecha para encaixar um corte com investida, e ele diz que esse espaçamento também é perfeito. Ele afirma que só pela encenação dessa troca de golpes já dá para sentir um enorme cuidado com a apresentação dos combates.
Por outro lado, ele também aponta um ponto negativo. Se ela solta o ataque por baixo logo depois que você ataca, não dá tempo de reagir. Por isso, nas situações em que pode vir um ataque por baixo, não resta alternativa senão agir com cautela. O narrador diz que, se o ataque por baixo viesse alguns frames mais tarde, a troca de golpes poderia ser bem mais intensa. Mesmo assim, a avaliação do narrador é que, descontando essa insatisfação, é uma luta contra chefe extremamente divertida.
Ele também comenta a mudança de atmosfera. Até então, as lutas contra chefes tinham um clima bastante melancólico, e os campos de batalha eram escuros e úmidos. A partir desta luta, isso muda completamente, e a trilha sonora passa a ser uma música refrescante no estilo flamenco. O narrador diz que é uma luta que traz uma grande sensação de libertação, justamente por todo o caminho de peregrinação percorrido até ali. No final, ele vence escapando de uma sequência de 4 golpes amplos.
A sequência final de três lutas: Escribar, o Último Filho do Milagre e a luta final
Por fim, quem se coloca diante do protagonista é Sua Santidade Escribar, o líder supremo da igreja que governa esta terra. A luta contra o chefe final é uma sequência de 3 lutas. A primeira acaba rapidinho.
Na segunda, contra "o Último Filho do Milagre", o oponente fica gigante e parte para cima. O mecanismo é o seguinte: ao atacar a parte dourada, a máscara de cima se abre, e acertando o rosto é possível causar dano. Ele continua atacando o rosto enquanto atravessa plataformas que desaparecem. O narrador explica que os ataques de fogo são chatos porque prendem o personagem por muito tempo, mas que dá para revidar se movimentando bastante no canto da tela. Esperando o momento em que a máscara se fecha e volta ao normal, e acertando uma magia quando o chefe se levanta, é possível voltar a atacar o rosto. No final, ele acaba com o chefe de uma vez.
Na luta final, ele enfrenta o oponente ressuscitado pela última vez. A vida do chefe não é exibida, e o narrador diz que "é quase uma luta de evento". Nesse momento, Crisanta, que antes era inimiga do protagonista, aparece e o protege de um raio gigantesco. O narrador recebe essa reviravolta como algo que, embora breve, aquece o coração.
A interpretação do narrador sobre a fé
O narrador interpreta a história da seguinte forma. Escribar parece ser um fiel devoto da vontade dos céus. Mas, considerando que a vontade de Crisanta estava presa por correntes, é provável que a vontade de Escribar também esteja sob o domínio dos céus. Isso é apresentado como uma suposição do próprio narrador. Com base nisso, o narrador diz que a história não se limita ao bem e ao mal do vilão por trás de tudo, mas que também foi uma narrativa que faz pensar um pouco sobre o próprio ato de ter fé.
Ao fim da peregrinação
Depois de assistir ao final, o narrador relata, como encerramento da peregrinação, que chegou à origem do milagre que se abateu sobre esta terra. Ele elogia o mundo construído com tanto esmero e os gráficos desenhados com cuidado. Relembra que a jornada se passou em um mundo sombrio que parece simbolizar o caminho da redenção, mas que, animado pelos chefes cheios de vida, conseguiu fazer uma peregrinação divertida. Por fim, encerra o vídeo dizendo que, como existe uma continuação, gostaria de jogá-la se tiver a oportunidade.
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