Gameplay de SANABI: a vingança de um ex-militar que teve a filha tirada dele e a verdade por trás dela

Traduzido de 日本語

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Visão geral

Este é um vídeo de gameplay que acompanha o jogo de ação 2D SANABI do início ao fim. Ele mostra a sensação da ação com o gancho e acompanha a progressão de cada luta contra chefes até a verdade por trás da história. O narrador conta que começou achando que seria um jogo divertido sobretudo pela ação, mas que, à medida que jogava, passou a se encantar também pela história, cheia de pistas e prenúncios. Atenção: o texto a seguir aborda também o cerne da trama da reta final.

16 min de leitura
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Uma história que começa com uma brincadeira de aventura

A história começa no quintal em frente à casa do protagonista. A filha quer brincar de aventura, e o jogador cumpre o tutorial como membro de um esquadrão de aventureiros liderado pela "Capitã Filha". Quando a brincadeira de aventura termina, a filha, que ainda não se cansou de brincar, propõe agora brincar de walkie-talkie.

A comunicação com a filha, que está dentro de casa, funciona, mas a Capitã Filha relata que "tem um relógio enorme em casa". O protagonista não se lembra de ter colocado nada parecido ali. As letras escritas no relógio dizem "Sanabi". Aflito, o pai corre de volta para casa. O narrador corta a cena sem revelar claramente o que é esse relógio e explica que é aí que começa a vingança desse homem.

2:03

O primeiro chefe, o "Canhão", e a ação com o gancho

O protagonista segue a pista da misteriosa entidade Sanabi e parte para destruir a organização que vendeu bombas a ela. Depois de muita destruição, surge um chefe com um canhão na cabeça.

O narrador aponta como um dos atrativos do jogo a ação com o gancho, usando o braço mecânico. Quase todas as ações envolvem o gancho: prender-se ao teto ou às paredes para se deslocar, cravá-lo nos inimigos para causar dano, e assim por diante. O primeiro chefe funciona como uma espécie de tutorial: é preciso desviar dos raios, aproximar-se com o gancho e ir cravando o gancho no chefe. Segundo o narrador, "até se acostumar é bem difícil, mas quando o movimento sai exatamente como você imaginou, é muito satisfatório".

O Canhão é derrotado, mas nenhuma informação relevante é obtida. É então que aparece um antigo subordinado dos tempos de exército, que traz uma missão relacionada a Sanabi. O protagonista, que já havia deixado o exército, acaba voltando à ativa.

3:15

A cidade especial do conglomerado Mago Group e a luta contra o "Triturador"

A ação se transfere para Mago, cidade especial pertencente ao gigantesco conglomerado Mago Group. Nessa cidade, 3 milhões de habitantes desapareceram, e acredita-se que provavelmente Sanabi esteja no centro de tudo. A equipe de investigação que chegou antes foi quase toda dizimada, e o protagonista se junta a Mari, uma hacker e a única sobrevivente.

Logo em seguida, os dois são atacados por um triturador em forma de verme. Esse triturador devora todas as estruturas da cidade e segue destruindo tudo, parando de vez em quando para recarregar. Parece ser uma sabotagem de Sanabi, mas, aparentemente, a máquina foi fabricada pelo próprio Mago Group, e o motivo de terem construído algo assim continua um mistério.

A luta avança em etapas. Primeiro, ataca-se aos poucos o ponto na ponta da boca; então Mari encontra um conjunto de explosivos em um contêiner e adota a estratégia de fazer o triturador engoli-los para enfraquecê-lo. Segundo o narrador, porém, isso não surtiu muito efeito. O triturador ativa a energia auxiliar e passa para a segunda forma. Mesmo assim, a forma de lutar é simples: usando como apoio os contêineres flutuantes que Mari parece controlar remotamente, o jogador salta e ataca o ponto fraco pelo ar. Repetindo isso enquanto desvia dos ataques, o jogador imobiliza o triturador e, por fim, golpeia perto do anzol lançado por Mari para içá-lo. O plano original era terminar içando-o, mas o guindaste não aguentaria o peso. O narrador conta, brincando, que "ouviu as reclamações da Mari de qualquer jeito e fez ela se calar".

5:48

O que eles viram no setor industrial

Ao avançar até a região central da cidade, os dois se deparam com uma enorme quantidade de trituradores no setor industrial. Aqui o narrador especula que a destruição da cidade talvez também esteja acontecendo dentro dos planos da Mago. Sobre o CEO da Mago, comenta que é um rosto que ele já viu em algum lugar, mas que dá a impressão de ser alguém que fez muita gente sofrer.

6:02

A luta da "Emboscada" no trem de deslocamento vertical e a explicação dos controles

Sanabi provavelmente está nos níveis superiores da cidade, e o plano dos dois era subir em um trem que se desloca verticalmente pela cidade. Porém, inimigos surgem dos vagões, e fica claro que eles caíram em uma emboscada. Separado de Mari, o protagonista luta recebendo apoio remoto.

O adversário dessa luta é protegido por um escudo, e os ataques normais com o gancho não passam. O inimigo dispara mísseis teleguiados, e a estratégia é atrair esses mísseis para que acertem o escudo do inimigo. A luta é dividida em várias fases, e a cada fase aumenta o número de inimigos comuns. O narrador elogia o combate, que vai esquentando aos poucos e é divertido de jogar.

Neste ponto, o narrador explica os controles da versão para PC. A direção do gancho é definida com o mouse, e o disparo é feito com o clique. Exceto nas superfícies onde o gancho é proibido, ele gruda em praticamente qualquer lugar. Durante a ação com o gancho, WASD dá um pouco de aceleração, Shift acelera de uma vez na direção do movimento e Espaço recolhe o gancho. Depois de se lançar contra um inimigo, é possível sair disparado na direção que quiser. As ações possíveis são basicamente essas, e o narrador resume que "basicamente, só é preciso pensar em onde se agarrar e até quando". Segundo ele, dá para curtir a ação com o gancho com controles simples, e, ao experimentar, a jogabilidade é surpreendentemente ágil.

Depois de derrotar o inimigo com escudo, surge uma torreta pesada. Nesta, atrair os mísseis não causa dano, e ela continua disparando mísseis sem parar. A solução foi pensada por Mari: usar a "Neo Data Blade", uma espada suspeita que Mari pegou no mercado negro, para deter a torreta pesada. No entanto, aparece um robô de segurança escondido, e o protagonista acaba imobilizado. No fim, o robô de segurança também é destruído, e ele supera essa situação.

9:33

"Justiça", o espadachim invisível, e a tecnologia de clonagem

Desistindo de seguir de trem, os dois vão a uma fábrica de automóveis em busca de um carro voador, mas quase todos os veículos foram transformados em sucata. É então que um inimigo invisível os ataca: um robô tripulado armado com uma espada, conhecido como "Justiça".

Justiça é uma máquina com avançada capacidade de furtividade, que permanece oculta até o instante em que entra no alcance de ataque. O narrador conta que, como de fato não dá para vê-lo de jeito nenhum, ele é bem difícil. O corpo principal tem uma função de defesa, e ataques diretos simples com o gancho não funcionam, mas, ao destruir os três núcleos ao redor, ele fica vulnerável. A estratégia é repetir esse procedimento para ir desgastando-o.

Diz-se que Justiça era originalmente uma espécie de "herói invisível", que resolvia problemas sem que ninguém soubesse. Porém, ao investigar após a luta, descobre-se que o Justiça enfrentado ali era uma imitação criada a partir da cópia de uma personalidade, e que a Mago vinha pesquisando tecnologias ilegais. A cena em que Justiça parecia ter tirado a própria vida era, na verdade, uma eliminação feita por outro Justiça. Justiça parece ter como base clones humanos ou algo assim, e pode ser produzido em massa como algo descartável. O narrador especula que se tratava de pesquisa com fins militares e explica que era uma tecnologia confidencial com a qual uma única empresa poderia até tentar derrubar o Estado, uma tecnologia ilegal que levaria a empresa a ser destruída se o governo descobrisse.

Depois de esgotar a resistência de Justiça, o narrador o vê como uma espécie de cobaia surgida durante o processo de pesquisa. Talvez por terem forçado demais a correção da personalidade, restaram apenas vestígios mínimos da personalidade original, e o controle do pensamento aparentemente não funcionou bem. Com base nesse resultado, a Mago passa a pesquisar não a correção de personalidade em humanos aprimorados, mas a introdução de personalidades em máquinas.

11:24

O Protocolo de Solução Final e a avaliação da história

Nesse momento, a Mago havia decretado na cidade o "Protocolo de Solução Final". Como havia a possibilidade de que informações de certo projeto tivessem vazado, essa etapa ordenava o suicídio imediato de todos os funcionários da cidade e, além disso, previa derreter o reator nuclear para apagar os vestígios. O narrador descreve isso como "uma loucura das boas". Mesmo temendo o derretimento do reator, os protagonistas continuam rumo aos níveis superiores atrás de Sanabi.

Aqui o narrador dá sua opinião sobre a obra como um todo. Começou achando que seria um jogo divertido pela ação, mas, abrindo a caixa, a história se revelou surpreendentemente interessante. Há uma representação cativante dos personagens e uma grande quantidade de prenúncios espalhados, e, quanto mais se joga, mais o jogo ganha sabor. Ele avalia que, em obras de ficção científica, muitas vezes as pistas ficam soltas, mas que o ponto positivo deste jogo é amarrá-las com cuidado. Por outro lado, acrescenta que, se a qualidade da tradução melhorasse, seria perfeito.

13:33

O misterioso número de identificação e a investida nos níveis superiores

Durante a longa subida pelo setor industrial central, o protagonista é chamado por uma máquina misteriosa pelo número "17287" e, sem motivo aparente, é tratado como inimigo. Em seguida, Mari encontra um carro voador, e os dois atravessam à força um poço de descarte que está desabando, subindo de uma vez até os níveis superiores. O impulso é tanto que chegam a ser arremessados. A bordo de um trem de carga voador rumo ao coração da fortaleza, os dois têm um breve momento de descanso.

15:25

A luta contra a arma gigante do exército, o "Pássaro de Fogo"

Percebendo o risco de derretimento do reator, o exército finalmente mobiliza suas tropas. Surge a arma gigante do exército, o "Pássaro de Fogo", que ataca sem hesitar, embora o protagonista também devesse ser membro do exército.

Na luta, o jogador foge usando como apoio os pedaços do trem de carga despedaçado. As plataformas vão sendo destruídas pelos ataques do inimigo, mas há bombas voadoras dentro da carga, e a dinâmica geral é agarrá-las e lançá-las contra o Pássaro de Fogo. As plataformas reaparecem periodicamente, mas o narrador diz que dá bastante medo: parece que, no instante em que se tenta pousar, a plataforma não estará lá, ou que se vai colidir com uma plataforma voltando enquanto se desloca com o gancho. Quando o Pássaro de Fogo está no modo de bombardeio, é difícil acertá-lo sem acertar o tempo, o que torna tudo trabalhoso. À medida que as bombas o atingem, o Pássaro de Fogo, talvez por cautela, passa a quase não se expor, mas, desviando dos sinais de ataque e acertando duas bombas, o jogador consegue destruí-lo.

17:06

Algo estranho na sala de controle e a luta contra o "Major"

Finalmente eles chegam ao prédio do topo, mas não há sinal de Sanabi. Ao se aproximar de um equipamento acessível na sala de controle, o protagonista é identificado como "17287", e recomenda-se a execução de um desligamento. Quando ele se dá conta, o ambiente mudou completamente, e há corpos de funcionários espalhados ao redor.

Sem entender a situação, ele sai e encontra o Major Song, seu antigo subordinado dos tempos de exército. No entanto, Song não o reconhece, e os dois acabam lutando. Segundo o narrador, esta é, na prática, a última luta contra chefe.

O Major Song posiciona discos de fogo giratórios enquanto ataca com projéteis e armas de curto alcance. A investida, um ataque carregado, é eficaz, mas atacar durante a barreira provoca um contra-ataque, o que é extremamente incômodo. Como é difícil identificar a barreira, o narrador recomenda começar a carregar o ataque ao ver o teletransporte e acertá-lo sem dar brecha para que ele erga a barreira. O Major Song era alguém que costumava brincar muito com a filha do protagonista, mas agora não há como se comunicar com ele; ele apenas ataca, e não resta alternativa senão neutralizá-lo. Quando Song fica atordoado, há um embate corpo a corpo em que é preciso apertar o botão repetidamente. O narrador conta que gostou do efeito em que as engrenagens ao fundo vão ficando cada vez mais lentas, mudando a percepção do tempo.

O Major Song é derrotado, mas chegam reforços do exército, e o protagonista acaba capturado.

20:48

A verdade revelada pela análise

O protagonista capturado é submetido a uma análise, e a partir daí a verdade vem à tona. Neste ponto, Song e os demais ainda veem essa unidade apenas como um robô de combate. Mas, ao observar a forma como o protagonista lutava, começam a pensar que talvez seja uma unidade com a mesma personalidade do General, seu antigo superior, que deveria ter morrido muito tempo atrás.

A análise revela que havia um filtro implantado nessa personalidade, distorcendo profundamente a autopercepção dele, e que um filtro de criptografia havia sido inserido em sua voz, impedindo-o de conversar normalmente com outras pessoas. O narrador especula que, como Mari é uma hacker genial, a conversa em si funcionava por meio do headset. A segurança do filtro pôde ser desativada, mas cabe agora ao próprio protagonista corrigir, de dentro de seus pensamentos, sua autopercepção distorcida. Esse processo é doloroso, mas os dois continuam esperando, confiando no General.

No mar de memórias, o protagonista vai confirmando suas memórias verdadeiras. Ali se revela que existia um projeto para usar militarmente a personalidade do protagonista, que fora um militar excepcional; que, para criar robôs que agissem em função de um objetivo, o conceito de vingança foi usado como força motriz; que a morte de sua esposa foi substituída pela memória da morte de sua filha para tornar o desejo de vingança ainda mais sólido; e que, no fundo da personalidade, havia o conceito de "Sanabi", e esse conceito misterioso atrapalhava o desejo de vingança.

O projeto acabou contornando esse problema fazendo-o acreditar, equivocadamente, que Sanabi era o responsável pela morte da filha. Além disso, foi implementada a possibilidade de substituir Sanabi por qualquer alvo, completando uma personalidade virtual ideal, capaz de atacar qualquer coisa. Instalando-a em robôs produzidos em massa para fins de trabalho, seria possível criar o exército mais poderoso e controlável. O narrador explica que esse era o pilar da operação da Mago para derrubar o Estado, ou seja, a verdadeira identidade de "Sanabi".

24:07

Os 3 milhões de habitantes e a verdadeira identidade de Mari

Ao recobrar a consciência, o protagonista percebe que é uma máquina na qual foi instalada uma cópia de sua personalidade e recupera sua verdadeira autopercepção. Descobre também que sua percepção apenas vinha sendo distorcida e que os 3 milhões de habitantes de Mago de fato existiam. Para deter a fusão nuclear do reator, alguém precisa destruir o núcleo interno enquanto é exposto à radiação, e Mari ainda estava no reator para fazer isso.

Revela-se ainda que Mari era, na verdade, a filha do protagonista. Para alegrar o pai, que havia perdido a esposa, Mari começou a pesquisar a cópia da personalidade dele. Foi esse o início de todas as desgraças.

Ao chegar ao reator, o protagonista reencontra Mari. Dali em diante vem o final, mas o narrador considera que falar qualquer coisa nesse momento seria deselegante, então permanece calado até os créditos e apenas deixa as cenas rolarem.

40:50

As considerações finais do narrador

Ao terminar o jogo, o narrador relembra que foi uma aventura difícil, mas que tanto o jogo quanto a história são extremamente bem feitos e que ele se divertiu em todos os momentos. Diz que o vídeo ficou longo, mas que o que pôde mostrar é apenas uma pequena parte das cenas. Por fim, descrevendo-o como "uma obra em que o esforço de chegar até o fim é o que lhe dá sentido", recomenda que quem ficou interessado experimente jogá-lo por conta própria.