MrBeast e o projeto de dez escolas pelo mundo: reformas, poços, merenda e transporte

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Resumo

Neste vídeo, MrBeast (Jimmy) se propõe a construir dez escolas em diferentes partes do mundo. O ponto de partida é um dado citado por ele: mais de 200 milhões de crianças não têm acesso seguro a uma escola. Para ele, o projeto vai além dos prédios. A proposta inclui alimentar os alunos por anos, afastá-los do trabalho infantil em fazendas e evitar que bebam água não potável. Logo na abertura, ele afirma que o vídeo "vai mudar a vida de dezenas de milhares de pessoas no mundo todo".

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Gana: demolir a escola velha e construir outra

A primeira parada é em Gana. Quando Chandler pergunta se a escola que aparece foi construída pela equipe, a resposta é que aquela é a escola velha, em ruínas. Segundo o vídeo, o prédio era tão perigoso que funcionários públicos haviam ordenado sua demolição, e a equipe o derruba diante da câmera. Em seguida, as crianças conhecem a escola nova. A equipe também constrói um poço novo nas proximidades.

Uma reforma completa e duas salas novas

A segunda escola, ao contrário da primeira, não precisava ser demolida. A opção foi uma reforma completa. MrBeast diz achar "surreal" que mais de 250 crianças estudassem ali naquelas condições. O trabalho começa com a pintura das paredes, numa cena em que ele brinca que deixaram a parte de baixo para ele pintar. O resultado descrito é telhado, paredes e piso novos. A equipe também construiu duas salas de aula, que as crianças veem pela primeira vez durante a gravação.

Ele comenta que algumas daquelas crianças nunca tinham tido um brinquedo e prevê que a frequência escolar vai aumentar e que elas vão se divertir mais. Essa previsão é dele, feita no momento da entrega.

Moradia para os professores

A diretora contou a MrBeast que dois professores, Joseph e Emmanuel, gastavam um terço do salário para chegar à escola e passavam mais de uma hora por dia dirigindo. Ele considera essa rotina "muito difícil e nada sustentável". Por isso, a equipe construiu moradias para os dois perto da escola. Na revelação, feita com vendas nos olhos, os professores descobrem que não vão dividir um apartamento: cada um tem o seu. A resposta de MrBeast aos agradecimentos é agradecer a eles "por serem ótimos professores".

Água do rio, vermes e um poço para a comunidade

Ao chegar, MrBeast diz ter notado algo impossível de ignorar. Há mais de uma década, a vila inteira bebia a água de um rio, e segundo o vídeo quase 80% da população, crianças incluídas, tinha vermes parasitários no intestino. Ele diz que isso "partiu o seu coração". A equipe perfurou um poço que atende a escola e as centenas de pessoas da comunidade próxima. Construiu também banheiros, para que as crianças não precisassem fazer as necessidades no mato, e pias abastecidas pelo poço.

Cozinha e cinco anos de almoço grátis

O complexo ganhou ainda uma cozinha equipada para servir refeições diárias. MrBeast anuncia que, em todos os dias letivos dos próximos cinco anos, todos os alunos terão almoço grátis. Para mostrar o compromisso, pede a um interlocutor que escolha qualquer data no calendário. A escolha é maio de 2030, e ele confirma que naquele dia haverá refeição gratuita. O próprio interlocutor corre para dar a notícia às crianças, que começam a gritar "Mr. Beast!". O vídeo agradece à Fundação Rockefeller pela ajuda.

Segundo MrBeast, foram gastos mais de meio milhão de dólares só nesse complexo, sem contar as outras escolas. Ele prevê que o valor passe de um milhão de dólares até o fim do ano, somando a estrutura da escola e da comunidade ao redor. Diz que a infraestrutura vai impactar as próximas gerações e conta, em tom de brincadeira, que o nomearam "diretor de infraestrutura". Um dos moradores comenta: "Jimmy, você cumpre o que promete."

Um prédio mais velho que ele e o risco de desabamento

Na escola seguinte, MrBeast pede que as crianças saiam do prédio. Ele explica que a construção é mais velha do que ele e que o telhado poderia cair sobre os alunos durante uma aula. Chama a situação de "totalmente inaceitável" e diz que a demolição se justifica porque não quer que nenhuma criança morra enquanto estuda.

A escola velha foi substituída por uma nova, de dois andares e com o dobro do tamanho. Segundo o vídeo, ela comporta mais de 300 crianças em oito salas grandes e mobiliadas. Ao lado, a equipe construiu um poço movido a energia solar e uma caixa d'água, que abastecem a escola e cerca de mil moradores da comunidade vizinha.

Escola segura e trabalho infantil

MrBeast diz que o objetivo não é só "cumprir metas e construir escolas", e sim mudar radicalmente a vida das comunidades. Ele liga a escola ao trabalho infantil: garantir uma escola segura significaria que essas crianças não seriam obrigadas a trabalhar ilegalmente. Nesse ponto cita a Feastables, sua marca, afirmando que ela paga aos agricultores preços que garantem renda digna e audita e combate o trabalho infantil nas fazendas. Ele conclui que foi por isso que construiu escolas "em 11 comunidades diferentes" para as crianças de Gana. O número é o que aparece na fala, embora o título do vídeo fale em dez escolas.

Alagamentos e sete salas construídas do zero

A escola seguinte era, nas palavras dele, tão precária que aprender ali era quase impossível. Um morador explica que as salas alagavam quando chovia e que a água entrava pelas aberturas, enchendo tudo de lama. Nos meses seguintes, a equipe construiu uma escola nova do zero, com sete salas mobiliadas. Segundo MrBeast, nenhum professor havia deixado as crianças entrarem antes da gravação.

Oito meses antes, a equipe já tinha construído uma cozinha para a escola antiga que ficava no local. Ali também foi prometida merenda gratuita em todos os dias letivos dos próximos cinco anos. Uma pessoa da escola avisa que vão precisar de mais salas, porque mais crianças virão atrás da comida. MrBeast responde que foi justamente por isso que construíram sete.

Um ano depois: frequência maior e dez salas novas

Em seguida, o vídeo volta a uma escola que tinha recebido um programa de alimentação escolar um ano antes, mostrado em outro vídeo. Segundo MrBeast, o almoço continua sendo servido em todos os dias letivos, e a frequência escolar aumentou 10% e segue crescendo. Esse é o único resultado medido depois da intervenção que o vídeo apresenta.

Ele conta que, ao ver o estado das salas no vídeo anterior, soube que precisava agir. A equipe construiu uma escola nova com dez salas de aula, que ele apresenta como apenas uma das dez escolas do projeto. As crianças entram gritando "Sala nova!". MrBeast diz que, sem essa escola, elas continuariam indo todos os dias para salas que lhes davam medo.

A primeira escola de ensino médio de uma cidade

A etapa seguinte é construir a primeira escola de ensino médio de uma cidade onde uma única escola atendia do ensino fundamental ao médio. A diretora trabalhava dentro do carro. A construção usa paredes pré-fabricadas, montadas e conectadas entre si, e MrBeast comenta que imaginava usar martelo e prego. Com cerca de 50 voluntários, ele ajuda a erguer o telhado em duas partes. A cena tem brincadeiras: ele comenta que "parece que a gente tá indo pra guerra", e alguém diz que Nolan é baixo demais para alcançar o telhado. Ele explica que o material seria preenchido com concreto para que a estrutura durasse gerações.

A diretora confirma que passou a última década trabalhando no carro por não ter uma sala. A equipe construiu para ela um escritório ao lado da escola nova, e ela se emociona. A última surpresa é um campo de futebol novo para os alunos. O vídeo agradece à Fundação Televisa pela ajuda nessa etapa.

Equador: escolas elevadas na floresta e uma ponte de metal

MrBeast apresenta as escolas do Equador como possivelmente as mais difíceis do projeto. Elas ficam no meio da floresta tropical, em comunidades que, segundo ele, precisam se virar sozinhas. Para chegar lá, a equipe pegou dois aviões, fez três horas de barco e mais uma hora e meia de carro.

No local, o problema principal era a chuva. Os professores relatam que era impossível dar aula quando chovia, e MrBeast observa que, sob os telhados de metal, não se conseguia ouvir ninguém. Perguntado até onde a água chegava, um morador responde que passava dos joelhos, e MrBeast comenta que isso já não é só um problema para as aulas, é um perigo. Os prédios precários foram substituídos por duas escolas elevadas, projetadas para manter os alunos seguros durante a chuva. Mais de 50 crianças voltariam a estudar em condições melhores. A equipe também trocou uma ponte de madeira, descrita como perigosa, por uma de metal, pensando nas centenas de alunos que as escolas vão receber ao longo do tempo.

Estados Unidos: aprender ao ar livre na Hope Creek Academy

Nos Estados Unidos, o projeto vai para a Hope Creek Academy, escola para alunos com necessidades neurodivergentes. Uma pessoa da escola diz que o objetivo é oferecer oportunidades para que eles cresçam e evoluam num ambiente seguro. MrBeast afirma que, para esse grupo, o melhor lugar para aprender é fora da sala de aula e diz que "dados mostram" que crianças neurodivergentes aprendem melhor ao ar livre do que presas numa sala lotada. O vídeo não detalha esses dados.

Em parceria com a Lowe's, cujos funcionários vestidos de vermelho trabalham como voluntários, a equipe constrói um centro de aprendizado ao ar livre, descrito como "um parquinho integrado à natureza", com uma casinha entre as estruturas. Na inauguração, uma educadora diz que o espaço é mais aberto e natural e oferece mais oportunidades para a imaginação e a criatividade.

Índia: uma escola de três andares e um ônibus

A última parada é na Índia, numa escola tão lotada que centenas de alunos não tinham espaço para estudar. Mais de 400 alunos dividiam seis salas de aula. A equipe construiu uma escola nova de três andares. Muitas crianças caminhavam mais de uma hora no escuro, por estradas movimentadas e perigosas, para chegar à escola, e por isso a equipe comprou um ônibus. Uma professora diz estar feliz porque os alunos, principalmente as meninas, vão chegar em segurança. Ela agradece à fundação pelo "prédio muito grande".

O balanço final e as ambições

No encerramento, MrBeast admite não ser o melhor nesse tipo de discurso e agradece aos espectadores. Segundo ele, a transformação de comunidades inteiras só foi possível porque o público assiste aos vídeos. Ele informa que foram gastos mais de três milhões de dólares na construção das dez escolas, que devem beneficiar mais de 18 mil alunos, além dos poços de água potável, do ônibus e da ponte. Diz esperar que isso seja só o começo e que o canal consiga, ao longo da sua história, salvar e mudar "milhões de vidas mais". Ele também agradece à T-Mobile pelo apoio ao vídeo.