Cem dias sem tocar o chão: o desafio do piloto Armando para ganhar um jato privado de US$ 2,5 milhões

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Visão geral

Jimmy (MrBeast) comprou um jato privado de luxo, segundo ele por US$ 2,5 milhões, e propôs um desafio ao piloto Armando: se ficar 100 dias dentro da aeronave sem que nenhuma parte do corpo toque o chão fora dela, o avião passa a ser dele. Ao longo do vídeo, a pergunta é se Armando aguenta o confinamento, a solidão e a distância da família, e como ele lida com as ofertas que Jimmy apresenta a cada dez dias, sempre colocando conforto imediato contra dinheiro ou prêmios. Armando se apresenta como alguém que passou 22 anos no exército, e é por esse histórico que ele explica boa parte da própria resistência.

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As regras e o primeiro voo

O desafio começa assim que Armando entra no jato. A primeira coisa que Jimmy faz é pedir uma volta, em parte para confirmar que ele "é um piloto de verdade". O voo e o pouso correm bem, e depois disso Jimmy repete a regra central: se qualquer parte do corpo de Armando tocar o chão do lado de fora, o vídeo acaba e o jato é perdido.

Num primeiro tour, Armando mostra o que chama de escritório, a sala de jantar e o "quarto" onde vai dormir pelos próximos três meses. Ele aponta logo as limitações: não há cozinha de verdade, apenas um micro-ondas e um carrinho de serviço de bordo cheio de carnes enlatadas, e não há chuveiro. Jimmy concorda que o problema é real. O jato é, nas palavras dele, um veículo de classe mundial, mas não foi feito para alguém morar dentro. Na primeira noite, sem cama, Armando conclui que a melhor opção talvez seja dormir na poltrona. No segundo dia, comenta que o jato pode parecer confortável, mas não serve para dormir.

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O jato a serviço da equipe

Logo nos primeiros dias, Jimmy e os amigos passam a usar o avião em proveito próprio. Pedem que Armando os leve a um jogo de hóquei em Nova York. Oferecem um ingresso a ele, que desconfia de uma armadilha, já que sair do avião significaria perder. Armando pilota até lá e fica dentro da aeronave enquanto o grupo vai ao jogo. No dia seguinte, o grupo pede uma viagem a Miami. Armando diz gostar do fato de o jato estar sendo usado, mas na mesma passagem conta que sente muita falta da esposa e da filha, e lembra que ainda tem 96 dias pela frente.

Rotina, higiene e o problema do sono

Sozinho no hangar, Armando decide que precisa criar uma rotina. Faz exercícios dentro da cabine, como andar de caranguejo, que ele admite ser mais cansativo do que imaginava. Esquenta refeições no micro-ondas, como legumes cozidos no café da manhã, e se limpa apenas com lenços umedecidos, já que não há chuveiro.

O maior problema é dormir. A "cama" fracassa, o sofá prejudica o pescoço, e o único lugar onde ele consegue se esticar totalmente também não resolve o desconforto. Cansado de olhar "estas quatro paredes", ele decide voar. Na manhã seguinte, sobrevoa as Cataratas do Niágara a 4 mil pés. Armando explica que o Hawker é um avião para dois pilotos, por isso voa com um copiloto. A diferença entre os dois fica evidente: o copiloto pode descer, enquanto o limite do universo de Armando são os degraus da porta.

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Dia 10: chuveiro ou US$ 50 mil

No décimo dia, Jimmy aparece com a primeira oferta. Antes, pergunta como têm sido os dias, e Armando lista a falta de chuveiro, de cama e de cozinha, mas resume dizendo que, no geral, está tudo bem. Jimmy explica o formato: a cada dez dias haverá uma oferta. A do dia 10 é escolher entre coordenadas de uma pista onde alguém entregará US$ 50 mil em dinheiro ou a instalação de um chuveiro acoplado ao jato. Como o chuveiro seria uma extensão da aeronave, entrar nele não causaria eliminação. Armando visita o módulo, fica impressionado por poder ficar em pé, mas escolhe o dinheiro e diz: "Fui feito para voar, assim como o avião".

Jimmy observa que, somando os US$ 50 mil ao jato, Armando poderia se tornar o vencedor mais bem pago da história do canal. Armando faz piada com o "doce cheiro do dinheiro" e passa o dia tentando reorganizar as notas no menor número possível de malas para não ocupar espaço no avião.

O custo de manter um jato

O dinheiro levanta uma questão que acompanha Armando até o fim: o que fazer com o avião se ganhar. Vender ou ficar com ele? Ele faz contas rápidas e estima que, só nos três meses seguintes ao desafio, gastaria cerca de US$ 8 mil com hangar, US$ 10 mil com seguro e US$ 30 mil com manutenção. Jimmy reconhece que o custo de um jato privado pode crescer muito e anuncia que, ao longo do vídeo, Armando terá a chance de ganhar até um milhão de dólares extras em prêmios e dinheiro, para conseguir manter o avião se vencer. Armando diz que imagina a família e os amigos se divertindo a bordo a caminho de algum destino, e conclui que vai ter de tirar muito mais dinheiro de Jimmy.

Ele compara a experiência ao serviço militar. No começo, a pessoa chega animada. Depois entra no ritmo e passa a odiar a vida e as próprias escolhas. Só mais tarde começa a ver a luz no fim do túnel.

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Dia 20: cama inflável ou caixa misteriosa

Perto da segunda semana, a falta de sono já cobra seu preço. Armando relata que não consegue dormir sem que algo doa, que o treino foi fraco, que o estômago está enjoado e que mais uma noite no sofá foi "um fracasso miserável". Ele diz estar curioso com a próxima oferta, mas afirma que precisa de uma cama.

Como Jimmy estava gravando outro vídeo na Filadélfia, Armando voou até lá e levou o apresentador de volta à Carolina do Norte, num voo de 48 minutos. Em agradecimento, ganhou cheesesteaks. Jimmy antecipou a oferta para que Armando pudesse "dormir sobre ela" literalmente: uma cama inflável feita sob medida para o avião ou as coordenadas de uma caixa misteriosa escondida em algum lugar do mundo, que poderia conter US$ 250 mil, um Tesla ou algo mais valioso que o próprio jato. Jimmy revela ao público que o prêmio valia US$ 250 mil.

Depois de dormir na cama inflável, com um cheesesteak ao lado, Armando descreve a noite como "dormir em nuvens de bebê" e diz que, com a cama, sabe que o corpo aguenta os 100 dias. Ele escolhe a cama, argumentando que não consegue pilotar sem uma boa noite de sono e que está no desafio para o longo prazo. Só então descobre que a caixa era uma Lamborghini. Lamenta brevemente, mas conclui que a cama "vai mudar o jogo".

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A proibição de voar e o mês de comida enlatada

Com o sono resolvido, Armando passa a estudar o manual do avião, que tem cerca de 2 mil páginas. Jimmy então endurece as regras: a partir dali, Armando só pode voar com autorização. Mesmo assim, deve continuar praticando, porque mais adiante enfrentará "o maior desafio da sua carreira como piloto". Armando passa a simular voos, inserindo rotas e velocidades de decolagem, cruzeiro e emergência.

Nessas simulações, os destinos imaginários giram em torno de comida: Nova Orleans e seus beignets, frutos do mar em Charleston, pizza de Nova York, sanduíche cubano e empanadas em Key West, churrasco. Jimmy observa que não é surpresa, já que Armando come a mesma coisa há quase um mês e, segundo o próprio piloto, o cheiro lembra comida de gato.

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Dia 30: DoorDash e um "companheiro" de cela

No dia 30, Jimmy aparece com o carrinho de comida enlatada para reabastecer o jato pelos 70 dias restantes, já que Armando tinha comida para apenas 24 horas. A oferta: recusar o frango e o atum em troca de um telefone com apenas o aplicativo DoorDash, sem chamadas nem mensagens, para pedir o que quiser quando quiser. A condição é aceitar que o conteúdo de uma caixa misteriosa, onde "tem coisas respirando", fique no jato com ele por 24 horas. Citando os 22 anos de exército, Armando escolhe o DoorDash. Dentro da caixa estava Nolan, integrante da equipe.

Armando, que quase não tinha interação humana, e Nolan passam o dia juntos. Nolan aperta botões, entra no cockpit e pede tacos. Os dois usam o aplicativo para encomendar muitas coisas de várias lojas e decoram o jato, inclusive com uma árvore. No dia seguinte, Jimmy precisa do avião e manda tirar tudo, por segurança. Enquanto Jimmy grava outro vídeo, Nolan e Armando voam para as Florida Keys, algo que Jimmy só descobre depois ao ver as imagens. Ali termina o período de 24 horas e Nolan desce do avião.

Sozinho de novo, Armando passa a pedir comida variada, como pães chineses, macarrão, frutas e legumes frescos, e depois outras coisas: produtos de limpeza, um aspirador de pó, elásticos de resistência. Ele diz que finalmente se sente acomodado e em paz.

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Solidão: aquilo que não se pede por aplicativo

Mesmo com cama e entregas, Armando diz que continua sozinho e que só se diverte quando Jimmy e a equipe aparecem ou quando pode voar. Conta que já esteve em 70 países, escalou o Kilimanjaro e pilotou vários aviões, e que quer levar a esposa e a filha para viajar pelo mundo no jato. Jimmy comenta que, em todo vídeo em que um participante fica muito tempo confinado, o isolamento acaba consumindo a pessoa.

No dia 40, como Jimmy estava explorando templos na selva, Karl e Chandler vão animar Armando. Oferecem "férias" com eles por US$ 50 mil, depois US$ 25 mil, depois US$ 10 mil, e Armando recusa todas. Por fim, aceita por US$ 1. As férias começam com um pratinho de frutas e terminam com um sistema de projetor para ver filmes. Armando diz que a noite teria valido os US$ 50 mil.

O dia seguinte, porém, é difícil. Armando explica que, depois de um dia de visitas, cheio de gente e conversa, ele se vê sozinho com os pensamentos. Para manter a mente ocupada, passa o dia no cockpit praticando voos e checklists. Mas percebe que esses voos imaginários só o fazem pensar no que está perdendo. Mostra uma bonequinha da filha que leva para onde vai e se pergunta se ela sente falta dele. Quer apenas um abraço da esposa e diz se arrepender de não estar perto da família.

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Dia 50: o reencontro com a família

Na metade do desafio, Jimmy encontra Armando dizendo que achava que o tinham esquecido. Armando conta que não sabe o que acontece no mundo e que este é o período mais longo que passou sem ver ou falar com a família. Jimmy faz uma ligação para a esposa e pergunta se ela iria ao aeroporto passar o dia com ele caso Armando voasse até lá. Ela aceita.

Armando voa até elas e diz que vai precisar se segurar para não sair correndo do avião. A filha, Maddie, o vê acenando, e o reencontro acontece dentro do jato, com um piquenique na cabine. Ele confessa que não toma banho desde que saiu de casa. Jimmy observa que a visita deu a Armando um impulso de energia. De volta ao hangar, Armando acha surreal estar ali de novo e admite que ter a família na cabeça pelos próximos 50 dias pode tornar o resto do desafio mais difícil.

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Dia 60: um "quintal" por US$ 50 mil

Armando começa a sentir que "as paredes estão se fechando". Compara a situação à prisão e diz que há pouco espaço mesmo num jato particular. Ele prevê que a próxima oferta será entre espaço extra e dinheiro, e pondera que precisaria de mais de US$ 100 mil só para voar e manter o avião.

Acerta parcialmente. No dia 60, Jimmy e Karl apresentam uma plataforma acoplada ao jato com uma academia completa e até um trampolim. Como foi projetada junto ao avião e encosta nele, conta como parte da aeronave, e Armando poderia dormir ali e tomar ar fresco. O preço: os mesmos US$ 50 mil ganhos no dia 10, o dinheiro que ele próprio dizia precisar para manter o jato. Sob contagem regressiva, Armando escolhe o espaço.

Antes de aproveitar, ele ainda leva Jimmy e a noiva, Thea, a Nova York, para a maior pista de esqui coberta dos Estados Unidos, e depois à Flórida, para um jantar privado com o chef Gordon Ramsay. De volta ao hangar, Armando passa quase o tempo todo no que chama de quintal, toma café ao ar livre e melhora os exercícios: antes lutava para caminhar 1,6 km por dia e passa a caminhar 5,6 km em menos de uma hora.

Dias 70 a 79: o silêncio de Jimmy

Jimmy conta que não visitou Armando no dia 70 porque, ao ver o quanto ele estava melhor, teve medo de ter facilitado demais. Armando registra os dias 71, 72, 73 e 74 sem notícias e começa a achar que foi esquecido. Ele reflete que imaginava que o maior desafio seria voar pelo país, mas que a verdadeira dificuldade foi o isolamento, algo que o quintal não resolveu. Quando Jimmy volta no dia 80, diz que perdeu o dia 70 porque estava saindo com a noiva.

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Dia 80: dez cidades, dez entregas

Lembrando que voos dos sonhos e combustível de jato são caros, Jimmy propõe uma corrida. Há dez cartas com coordenadas de aeroportos pelo país. Em cada cidade, Armando deve pedir um item pelo DoorDash e precisa reunir os dez até o dia 90. Se conseguir, Jimmy e o DoorDash pagarão US$ 50 mil. Para Armando, o dinheiro é "a diferença entre realizar os sonhos de todos ou decepcioná-los", e por isso planeja fazer tudo em oito dias para ter margem.

A primeira parada é Cleveland, onde ele pede um carregador portátil. Depois vai a Charlotte, que chama de casa, onde agenda a entrega com antecedência, e em seguida a Providence, em Rhode Island. As três entregas seguintes também saem sem problemas, e Armando já considera o dinheiro garantido. Então surgem os imprevistos. Durante um voo, algo começa a se soltar e ele precisa pousar. Um amortecedor principal apresenta defeito, e Armando passa a noite em Denver até que um mecânico resolva. Depois vai a Jackson Hole, no Wyoming, buscar um jogo de tabuleiro. A seguir, o mau tempo o impede de chegar a Portland, no Oregon, e ele desvia para Driggs, em Idaho, perdendo um dos dez dias. Com sete itens recolhidos e três dias restantes, diz que não tem margem para erro. Chega a Portland para buscar itens de camping e termina em Tampa, na Flórida, com um alto-falante Bluetooth que chega em 15 minutos. Ele conclui as dez cidades e volta ao hangar com dez dias restando para o fim do desafio, recebendo os US$ 50 mil.

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Dia 90: a oferta de mais 100 dias

Na mesma visita, Jimmy apresenta a última proposta. No dia 100, Armando ganhará o jato e bastante dinheiro. Mas, se quiser dinheiro suficiente para voar o quanto quiser, terá de participar de outro vídeo de 100 dias no jato, por US$ 500 mil. Armando diz não saber como se sente e ganha dez dias para pensar.

Nesse período, ele pesa os prós e contras em voz alta. Já tem quase tudo de que precisa: decorações, cama, DoorDash. A família tem uma boa rede de apoio, mas ele sente falta dela. Calcula que, se tivesse aceitado todas as ofertas, teria US$ 100 mil, uma Lamborghini e o jato, e que US$ 500 mil "pagam tudo". Lembra que, vendendo o avião, receberia US$ 2,5 milhões, enquanto o dinheiro extra permitiria ficar com ele e talvez dar a volta ao mundo. Enumera destinos como Itália, Croácia, Tanzânia, Polônia, Martha's Vineyard, Miami, Cidade do México, Buenos Aires, Santiago e Japão. O contraponto que ele mesmo repete é que seriam mais 100 dias longe da família.

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Dia 100: a decisão final

Na manhã do último dia, Armando diz que ainda não decidiu. Faltando cerca de dez minutos, ele e Jimmy vão ao cockpit, e Armando percebe que nunca havia se sentado lá com Jimmy. Antes da resposta, Jimmy chama a esposa e a filha, que não sabiam da segunda oferta. Ao ouvirem falar em mais 100 dias por US$ 500 mil, gritam que ele recuse, "seja o que for, diga não". A esposa diz que já passou por muita coisa e que é melhor ele não ficar no jato.

Jimmy faz a pergunta direta, sim ou não, e lembra que, se Armando sair agora, encerra o vídeo com o maior prêmio já dado no canal. Se ficar, entra num novo vídeo valendo US$ 500 mil adicionais. A resposta explícita não aparece na transcrição. O vídeo termina com Jimmy entregando a escritura do jato, "oficialmente no nome da sua família". A família comemora, e à pergunta "para onde vamos?" a resposta é Orlando.