Sete dias presos numa caverna: a expedição de MrBeast e amigos até a câmara das minhocas brilhantes

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Visão geral

Jimmy (MrBeast) e os amigos Mack, Karl e Shawn descem de rapel centenas de metros para dentro de uma caverna e, a partir do momento em que tocam o chão, ficam presos ali por sete dias. Jimmy diz no início que essa talvez tenha sido a coisa mais assustadora que já fez. Ao longo do vídeo, o grupo monta um acampamento, enfrenta a umidade constante e um rio gelado e tenta alcançar o fim da caverna. No final, Jimmy faz um balanço do quanto a experiência foi dura em comparação com desafios anteriores.

10 min de leitura

Os números sobre o tamanho da caverna variam ao longo do vídeo. Na abertura, Jimmy diz que ela se estende por mais de cinco quilômetros. Depois, na primeira noite, fala em 2,5 quilômetros de profundidade, e mais adiante diz que ainda faltavam mais de dois quilômetros quando o grupo tinha percorrido 10% do trajeto.

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A descida e a escolha do acampamento

A primeira preocupação foi se afastar do ponto da descida. Se houvesse uma tempestade, segundo o grupo, aquela área poderia inundar "como um oceano" e afogar todos. Por isso a decisão foi entrar mais fundo para montar o acampamento-base. Com poucas horas de luz restantes, procuravam terreno plano. Encontraram, logo após a boca da caverna, uma área elevada o bastante para ficar protegida de inundações repentinas. Jimmy chamou o lugar de "perfeito", e um dos amigos corrigiu para "bom o suficiente".

O resto do primeiro dia foi gasto carregando os suprimentos deixados para eles. Cada sacola pesava cerca de 36 quilos, e o transporte até o acampamento levou cerca de quatro horas em terreno difícil. Com a ajuda do guia de sobrevivência Joel, o grupo fez furos na rocha para prender cordas e pendurar redes. Jimmy se surpreendeu com o conforto da rede, mas a primeira noite foi fria.

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Noites molhadas, a "mega lona" e o buraco ao lado da rede

Pela manhã, um disse ter dormido "horrivelmente" e outro disse não ter dormido. O problema era a água que pinga constantemente do teto. Uma lona já cobria o grupo, mas a água ainda atingia as redes. A proposta foi unir várias lonas em uma "mega lona" para manter todos secos.

Nesse mesmo momento, descobriram que uma das redes estava ao lado de um buraco de quase 12 metros de profundidade, que não tinham notado ao montar o acampamento. Jimmy e Shawn ficaram trabalhando no abrigo. Mack e Karl desceram o buraco para mostrar o quão perigoso era o local e, mesmo devendo voltar, insistiram em ver até onde conseguiam chegar. Lá embaixo encontraram um rio. O vídeo antecipa que esse rio atravessa toda a caverna e que o grupo passaria bastante tempo nele.

Enquanto isso, no acampamento, apareceu um problema inesperado: um saco de dormir tinha sido deixado de lado porque cheirava a xixi. Jimmy tirou daí a "lição número um": não alugar sacos de dormir. Quando Mack e Karl voltaram, encontraram o novo teto de lonas amarradas e a fogueira transferida para um canto da rocha. Segundo o grupo, ali as pedras retinham calor e bloqueavam as gotas que caíam de cima. Depois de uma discussão bem-humorada sobre como chamar essa água que não é chuva, porque vem da rocha e não de nuvens, o grupo adotou o nome "xixi de rocha". A noite seguinte foi bem mais seca.

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Primeira expedição: frestas, câmaras e o rio gelado

No terceiro dia, o grupo pediu a Joel que os levasse até o fim da caverna, ressaltando que ainda estavam no começo dela. Jimmy observa que a exploração de cavernas alterna extremos. Em um trecho mal se passa pelas rachaduras da rocha, e no seguinte surge uma câmara tão grande que só foi possível vê-la inteira acendendo sinalizadores. O brilho foi tão forte que alguém disse estar ficando cego. Em retrospecto, Jimmy reconhece que provavelmente não usaram os sinalizadores da forma mais eficaz.

Depois de trechos de escalada guiados por Joel, chegou o ponto em que o grupo vestiu trajes térmicos: dali em diante, o resto da aventura aconteceria dentro de um rio gelado. Segundo o vídeo, os trajes eram a única maneira de evitar hipotermia. A primeira travessia exigia entrar no rio e passar contra a correnteza por um pequeno buraco entre as rochas. Joel orientou que seguissem pela parede da esquerda e avisou que a água puxaria os pés. Jimmy explica que, totalmente submerso em água gelada, agarrar-se às rochas fica incrivelmente difícil. Mack disse estar com medo, mas passou com o incentivo dos outros.

Do outro lado, Jimmy anunciou que tinham percorrido apenas 10% do caminho e que ainda faltavam mais de dois quilômetros. Com os corpos molhados, era preciso continuar em movimento, porque, segundo o grupo, a temperatura cairia rápido. Cada avanço também os afastava mais do acampamento. Houve um obstáculo fora da água, com uma teia de aranha cuja dona ninguém conseguia ver, e um comentário de Jimmy de que a caverna era "como um vídeo do MrBeast": quanto mais se avança, mais difícil fica.

A retirada forçada

Depois de três horas, Joel avisou que a água estava muito alta e que o grupo tinha demorado demais, por isso precisavam voltar. Jimmy tentou discordar, mas logo reconheceu que não dava para contrariar o especialista em segurança. O próprio vídeo admite a causa: perderam tempo demais filmando e brincando com os sinalizadores. Naquele dia viram apenas 20% da caverna.

De volta ao acampamento, encontraram luzes que Shawn havia instalado enquanto estavam fora. O plano passou a ser descansar no quarto dia e, no quinto, tentar chegar ao fim. Os amigos responderam com ceticismo às promessas de Jimmy de que iriam longe.

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Banho no rio e o plano para o quinto dia

Depois de mais uma noite que Jimmy chamou de miserável, o desejo de todos era tomar banho. Fazia três ou quatro dias que não se lavavam. Para isso, voltaram até o ponto de rapel para chegar com segurança ao leito do rio. A água estava tão fria que Jimmy disse sentir o cérebro e a testa congelada. Para secar o cabelo, usaram o vento de um drone, e funcionou.

Depois, Joel apresentou o mapa da caverna. Da última vez tinham parado por causa da subida da água, mas as chuvas estavam diminuindo, o que talvez abrisse uma janela para chegar ao fim no dia seguinte. O roteiro incluía passar de novo pelas correntezas já conhecidas, saltar de penhascos, desviar de pedras irregulares e, por fim, chegar à "câmara das minhocas brilhantes". O grupo pediu a Joel que não descrevesse o lugar para manter a surpresa. A noite terminou com s'mores ao redor do fogo, aprovados por Joel.

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A travessia rumo ao fim da caverna

No quinto dia, a experiência adquirida no terceiro dia e o foco menor nas filmagens permitiram ao grupo avançar bem mais rápido. Além de Joel, levaram um segundo especialista em sobrevivência. Logo alcançaram o ponto onde haviam parado e seguiram para uma área mais estreita, com correntes mais fortes. A estratégia era usar as paredes e subir por elas. Em alguns trechos não havia fundo, e os pés não tocavam o chão. Isso significava, segundo a narração, que soltar a rocha poderia fazer a pessoa ser arrastada pela forte correnteza logo abaixo. Joel guiava cada movimento e indicou buracos na rocha onde a água ficava mais calma.

O primeiro obstáculo sério foi um trecho em que a água recirculava. Joel explicou que, em caso de queda, ela leva a pessoa para o fundo e a mantém lá. O grupo resumiu sem rodeios que uma queda ali poderia ser fatal. Jimmy comentou que cavernas são muito mais difíceis do que imaginava e que dava para medir a força do rio pelo fato de ele ter criado a caverna inteira.

Joel também saltou de um penhasco. Mack se ofereceu para pular, dizendo que, depois de tudo o que Jimmy já o fez passar, aquilo não era tão assustador, mas desistiu na contagem regressiva, e o grupo seguiu para não perder o prazo. Depois vieram trechos rio abaixo com pedras pontiagudas invisíveis sob a água, sobre as quais os guias pediram cuidado, e passagens cada vez mais escuras e estreitas. Segundo a narração, o grupo começou a duvidar de que chegaria ao fim. A essa altura, já estavam havia cerca de cinco horas na travessia.

Nesse ponto o vídeo é interrompido por um segmento publicitário de brinquedos, que Jimmy explica ter gravado um mês depois em um cenário de caverna, porque na hora não estava em condições de apresentá-lo.

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A câmara das minhocas brilhantes

Depois do que Jimmy chama de caminhada brutal, o grupo chegou à câmara. As luzes no teto são produzidas por pequenas minhocas bioluminescentes, e o grupo comparou a cena à Via Láctea e disse que o lugar não parecia ser a Terra. Segundo Jimmy, naquele momento a vista fez a caminhada valer a pena.

A jornada, porém, não tinha terminado: era preciso voltar ao acampamento. A volta foi mais fácil porque seguiam a favor da correnteza, e o vídeo acelera esse trecho. Ainda assim, a ida e a volta levaram tanto tempo que o grupo só chegou ao acampamento já no sexto dia. Shawn, que ficara na base, disse estar exausto e preocupado com a demora. O que restou de energia serviu apenas para descansar perto do fogo e comer.

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O balanço de Jimmy

Mesmo destruído pela caminhada, Jimmy não conseguia dormir. Ele compara a caverna a desafios anteriores de sete dias: em confinamento solitário, enterrado vivo e em uma jangada. Na avaliação dele, esta foi mais difícil do que todos esses, porque se está sempre encharcado e com frio e o corpo bate o tempo todo contra pedras duras. Ele estima que a caverna é miserável "noventa por cento das vezes".

Jimmy também destaca os momentos de diversão: vencer corredeiras a 90 metros abaixo da superfície e rir com os amigos nas redes. Para ele, toda a miséria valeu a pena por causa da companhia. Em boa companhia, diz, uma caverna molhada, fria e miserável pode se transformar na viagem mais bonita da vida.

A saída e o agradecimento a Joel

Antes de ir embora, o grupo precisou recolher tudo o que tinha levado. Jimmy reforçou que era "tudo" mesmo. De volta à entrada da caverna, fizeram uma última surpresa para Joel: 50 mil dólares neozelandeses como gesto de gratidão, o que Jimmy descreveu como dez mil para cada pessoa que Joel "não deixou morrer". Depois de sete dias, o grupo finalmente deixou a caverna.