Sete dias numa cidade abandonada: abrigo, água perdida e o mistério das garrafas quebradas

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Visão geral

O vídeo acompanha um desafio de sobrevivência: Jimmy, que narra a história, e os companheiros Mark, Kris e Chandler são deixados de helicóptero no telhado de um prédio no meio de uma cidade abandonada, com a missão de passar ali sete dias. Logo que o helicóptero parte, alguém pergunta para que tudo aquilo, e a resposta é direta: "pelo conteúdo". Segundo o narrador, a cidade, que já foi um lugar pitoresco, foi bombardeada e abandonada por causa de uma guerra, e as únicas pessoas ali seriam o grupo e o cameraman, "pelo menos é o que achamos". A partir daí, o vídeo se organiza em torno de três problemas: encontrar um abrigo que proteja do frio, administrar suprimentos limitados e descobrir quem estaria quebrando vidros perto do acampamento à noite.

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Primeiro dia: exploração e um abrigo improvisado

O primeiro objetivo era explorar a cidade e achar um lugar seguro para morar durante a semana. O grupo começa vasculhando o próprio prédio onde desembarcou, levantando tábuas para ver o que havia embaixo. A impressão geral é de estranhamento: os participantes comparam o lugar a um apocalipse zumbi e o descrevem como surreal.

Depois de explorar um pouco mais, encontram uma área que parecia servir de abrigo, com vista para a cidade inteira e um teto para protegê-los da chuva. Decidida a base, abrem as caixas de suprimentos deixadas pelo helicóptero no telhado. Segundo o vídeo, elas continham todo o equipamento de sobrevivência para os sete dias, incluindo ferramentas.

As tarefas são divididas. Kris e Mark cuidam do fogo, e Mark comenta que prefere montar a lenha em formato de cabana e que já foi escoteiro. Jimmy e Chandler procuram algo para dormir. Chandler encontra um colchão no canto do segundo andar, tão velho que alguém pergunta se ele tem cem anos, e recebe o conselho de envolvê-lo numa lona para protegê-lo dos insetos. Chandler decide se enrolar "tipo um burrito". Os demais preferem dormir sobre portas de madeira, e Jimmy já reclama de dor nas costas antes de dormir.

A primeira noite: vidro quebrando

Embora o primeiro dia tenha sido tranquilo, à noite Mark e a equipe de câmera acordaram com o barulho de vidro se quebrando perto do acampamento. Alguém diz ter visto alguma coisa, e o grupo passa a suspeitar que não está sozinho na cidade.

O primeiro abrigo também tinha outro problema: o vento. Na manhã seguinte, ninguém tinha dormido bem, e o grupo decide procurar um novo lugar. O café da manhã é chili enlatado. Jimmy diz que nunca tinha comido chili no café da manhã, mas estava com fome demais para se importar. Alguém lembra da "jangada", referência a um desafio anterior que, segundo outro participante, o cérebro tentou esquecer.

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Segundo dia: o drone, o gato e uma cidade maior do que esperavam

Para procurar um novo abrigo, o grupo usa um drone e sobrevoa prédios que ainda não tinha explorado, entre eles alguns hotéis. A escala do lugar impressiona: "isso é uma cidade de verdade". Durante a busca, encontram um gato. Jimmy pousa o drone ao lado dele, e o animal chega perto e cheira a câmera. Ele brinca que o instinto de sobrevivência do gato está com defeito e garante que ninguém pagou o gato para atuar.

A brincadeira não dura muito, porque a noite prometia ser congelante. A exploração passa por espaços que mostram o que a cidade já foi: uma piscina em ruínas, que o vídeo compara com imagens de como era décadas atrás, um campo ou ginásio esportivo e uma bola de futebol que, segundo eles, deve ser mais velha que todo o grupo, "tirando o Mark".

Diante de um túnel, o grupo precisa escolher entre continuar explorando a vizinhança ou usar a última hora de sol para se preparar para a noite. A decisão é unânime: não congelar.

A mudança de base

Depois de um dia inteiro de busca, o grupo encontra um cômodo que considera seguro o bastante. O plano é fazer uma fogueira ali dentro e cobrir uma das paredes para que o espaço fique confortável. Há uma piada sobre quem faria o trabalho: Jimmy diz que Mark faria tudo, e Mark responde que tinha dito "a gente".

O problema era a distância, já que o acampamento antigo e o equipamento estavam do outro lado. Com o sol se pondo e a temperatura caindo rápido, voltam para buscar os materiais e passam as horas seguintes carregando o máximo possível. Escureceu antes que conseguissem levar tudo. Na nova base, à prova d'água, ficaram apenas com um galão de água, algumas latas de chili e uns colchões velhos. Mesmo assim, a avaliação é positiva: o lugar não tinha vento e era bem mais quente.

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Terceiro dia: um estranho na cidade

No terceiro dia, a exploração continua por escadarias muito íngremes, que, segundo um deles, só têm três degraus normais, até chegar a uma praia. Perto dali, alguém acha ter visto uma pessoa e aponta algo que reflete a luz à distância. Jimmy é lembrado do "ataque da garrafa de vidro" da primeira noite, e o grupo cogita que as garrafas tenham vindo daquele lugar. O cameraman filma a figura misteriosa com o drone, e eles decidem investigar.

A investigação os leva a um grande hotel com uma mansão ao lado. O narrador explica que, décadas atrás, o hotel funcionava como um enorme resort de luxo, mas os anos de guerra transformaram o lugar numa cidade de ruínas. Dentro do prédio, o clima fica tenso: corredores longos e escuros, alguém pede que todos parem e aparece um doce no caminho. Jimmy pergunta, brincando, se seria uma barra Feastables. Há também uma piada sobre o grupo não esperar o cameraman entrar nos cômodos antes de seguir. O resto do dia é gasto procurando o estranho, sem sucesso. Ao anoitecer, só resta torcer para que ele não vá atrás deles.

A lanterna mais potente do mundo

Já no escuro, o grupo faz algo que vinha planejando: testar o que chamam de lanterna mais poderosa do mundo, apontando-a para um prédio escuro do outro lado. O feixe ilumina a área, alguém brinca que os peixes devem estar "viajando", e logo depois a lanterna para de funcionar, logo após um comentário sobre ela ser a mais poderosa. O lado ruim da brincadeira, admitem, é que precisaram voltar à base no escuro, o que dá muito mais medo à noite. Um deles diz que parecia que o mundo tinha acabado e só eles tinham sobrevivido.

De volta à base, acendem a fogueira e jantam o que restava, que era chili enlatado. Comentam que seria ótimo ter, no dia seguinte, uma mesa, sete cadeiras e mais comida.

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Quarto dia: a água acaba e a corda arrebenta

Na manhã do quarto dia, percebem que os suprimentos estão no fim, e a bolsa d'água está vazia. Mais água havia ficado no primeiro acampamento, num telhado do outro lado. Uma brincadeira de "mão no nariz" define quem iria buscá-la, e Mark e Chandler partem para pegar suprimentos da caixa. Enquanto isso, Jimmy e Kris saem para procurar mesa e cadeiras, para não ficarem inúteis. Kris se distrai ao encontrar uma bicicleta em bom estado e declara que aquela é "a melhor cidade abandonada do mundo". A busca segue a lógica de que casas têm mesas e cadeiras, e de fato encontram uma cadeira.

No telhado, a situação é outra. Segundo o narrador, a bolsa d'água pesava mais de 45 kg, e Mark, "sendo o cientista youtuber que ele é", teve a ideia de descê-la do prédio com uma corda para ganhar tempo. A corda arrebentou e a bolsa caiu no chão. O narrador frisa que a cena é real e que Mark acabou mesmo com metade da água do grupo. Mark pede desculpas, e o pedido é que carregue a bolsa restante desta vez.

Dois participantes vão embora

Com metade da água perdida, o vídeo afirma que a única forma de completar os sete dias seria mandar duas pessoas para casa. Kris e Chandler se oferecem para sair, deixando a Jimmy e Mark recursos suficientes para terminar o desafio. Na despedida, Kris diz que só teria coragem de deixar Jimmy sozinho com Mark. Um sinalizador é disparado para chamar o barco e ilumina a cidade inteira, o que todos acham impressionante. Depois disso, restam só Jimmy e Mark, e Jimmy descreve o lugar como muito solitário.

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Quinto dia: transformar ruínas em lar

No primeiro dia sem os amigos, a meta é reformar o abrigo: pôr lonas para diminuir o vento, construir uma lareira para manter o espaço aquecido e encontrar prateleiras e mesas. Mark brinca que, com tudo o que planejou, talvez fique até o dia 14, e Jimmy rebate que ele está mentindo.

A busca pelos prédios vizinhos rende uma estante, uma mesinha, um carpete grande, uma peça de metal encontrada pelo cameraman, uma poltrona inteira e confortável, uma "TV falsa" (uma moldura sem aparelho) e até um papel de parede. Diante de uma varanda com arcos, Jimmy comenta que cada prédio da cidade tem personalidade própria. A peça de metal vira parte de um sistema de ventilação para a lareira. Quando Jimmy pergunta para que serviria o papel de parede, Mark responde que é para fazer da casa um lar. Jimmy compara a busca a fazer compras, só que de lixo de 30 anos atrás.

Os dois passam as quatro horas seguintes retirando entulho do abrigo. Limpam a estante, que passa a guardar a comida, e Jimmy observa que, por algum motivo, metade da comida trazida era chili, que ninguém ali gostava. Instalam uma nova porta e uma lona grande para manter dentro do cômodo o calor da lareira. Mark explica o funcionamento: o oxigênio entra, o fogo queima, o calor vai para o quarto e a fumaça sai. Ele chama a solução de "pura tecnologia caipira". Quando o fogo pega, os dois comemoram o fim de tanto tempo de frio e sentem o calor entrar no cômodo.

O resultado é apresentado como uma pequena casa: uma planta no canto, camas menores, o iPad de Mark encaixado na moldura da TV falsa, iluminação, a lareira aquecendo o quarto, uma mesa de verdade com cadeiras, a estante com as latas restantes e uma toalha suja que os dois dividiam. "A gente não está mais sobrevivendo, a gente tá vivendo", resume um deles.

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A revelação das garrafas

Na quinta noite, com tudo indo bem, os dois ouvem vidro quebrando de novo. Jimmy chama por Mark, que responde que está ali, e os dois decidem subir para ver quem está no andar de cima. Jimmy grita que, se houver alguém, pode aparecer, que só quer fazer amizade. Antes de subir, pergunta se aquilo é pegadinha, e Mark jura que não é ele.

Era ele. Lá em cima, os dois encontram o mecanismo, e Jimmy chama aquilo de "a coisa mais Mark Rober" que já viu. Mark explica que tinha um controle remoto com o qual conseguia, deitado no saco de dormir, jogar garrafas de vidro do telhado e assustar todo mundo, sem que ninguém suspeitasse. Jimmy reclama que achava que podia confiar nele, mas diz que foi fácil perdoá-lo porque faltava apenas mais um dia. O vídeo não volta a falar da figura avistada perto da praia no terceiro dia.

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Sexto dia: brincadeiras contra a solidão

Na manhã do sexto dia, a diferença das reformas fica evidente. Do lado de fora faz muito mais frio que dentro do abrigo, e os dois estimam que as melhorias deixaram o cômodo pelo menos uns dez graus mais quente. Mark diz que dormiu muito bem.

Para o último dia completo, Jimmy propõe que os dois se divirtam. Encontram um caiaque e o usam na piscina abandonada, jogam beisebol e futebol, e Mark ensina Jimmy a fazer pedras quicarem na água "cientificamente". Também gritam um para o outro de lados diferentes da cidade e combinam de jogar coisas do telhado ao mesmo tempo. Segundo Jimmy, essas "coisas idiotas" ajudaram a esquecer o quanto a cidade era solitária.

O fim do desafio

No sétimo dia, depois de arrumar o acampamento, Jimmy diz que os dois tinham um único objetivo: deixar o lugar e nunca mais voltar. O vídeo termina com a chegada do resgate, os dois gritando "liberdade" e a pressa em ir embora. O desafio foi concluído por Jimmy e Mark, depois que a perda de metade da água obrigou Kris e Chandler a sair no quarto dia.