Sete dias numa cidade abandonada: abrigo, água perdida e o mistério das garrafas quebradas
MrBeast ミスタービーストO vídeo acompanha um desafio de sobrevivência: Jimmy, que narra a história, e os companheiros Mark, Kris e Chandler são deixados de helicóptero no telhado de um prédio no meio de uma cidade abandonada, com a missão de passar ali sete dias. Logo que o helicóptero parte, alguém pergunta para que tudo aquilo, e a resposta é direta: "pelo conteúdo". Segundo o narrador, a cidade, que já foi um lugar pitoresco, foi bombardeada e abandonada por causa de uma guerra, e as únicas pessoas ali seriam o grupo e o cameraman, "pelo menos é o que achamos". A partir daí, o vídeo se organiza em torno de três problemas: encontrar um abrigo que proteja do frio, administrar suprimentos limitados e descobrir quem estaria quebrando vidros perto do acampamento à noite.
Primeiro dia: exploração e um abrigo improvisado
O primeiro objetivo era explorar a cidade e achar um lugar seguro para morar durante a semana. O grupo começa vasculhando o próprio prédio onde desembarcou, levantando tábuas para ver o que havia embaixo. A impressão geral é de estranhamento: os participantes comparam o lugar a um apocalipse zumbi e o descrevem como surreal.
Depois de explorar um pouco mais, encontram uma área que parecia servir de abrigo, com vista para a cidade inteira e um teto para protegê-los da chuva. Decidida a base, abrem as caixas de suprimentos deixadas pelo helicóptero no telhado. Segundo o vídeo, elas continham todo o equipamento de sobrevivência para os sete dias, incluindo ferramentas.
As tarefas são divididas. Kris e Mark cuidam do fogo, e Mark comenta que prefere montar a lenha em formato de cabana e que já foi escoteiro. Jimmy e Chandler procuram algo para dormir. Chandler encontra um colchão no canto do segundo andar, tão velho que alguém pergunta se ele tem cem anos, e recebe o conselho de envolvê-lo numa lona para protegê-lo dos insetos. Chandler decide se enrolar "tipo um burrito". Os demais preferem dormir sobre portas de madeira, e Jimmy já reclama de dor nas costas antes de dormir.
A primeira noite: vidro quebrando
Embora o primeiro dia tenha sido tranquilo, à noite Mark e a equipe de câmera acordaram com o barulho de vidro se quebrando perto do acampamento. Alguém diz ter visto alguma coisa, e o grupo passa a suspeitar que não está sozinho na cidade.
O primeiro abrigo também tinha outro problema: o vento. Na manhã seguinte, ninguém tinha dormido bem, e o grupo decide procurar um novo lugar. O café da manhã é chili enlatado. Jimmy diz que nunca tinha comido chili no café da manhã, mas estava com fome demais para se importar. Alguém lembra da "jangada", referência a um desafio anterior que, segundo outro participante, o cérebro tentou esquecer.
Segundo dia: o drone, o gato e uma cidade maior do que esperavam
Para procurar um novo abrigo, o grupo usa um drone e sobrevoa prédios que ainda não tinha explorado, entre eles alguns hotéis. A escala do lugar impressiona: "isso é uma cidade de verdade". Durante a busca, encontram um gato. Jimmy pousa o drone ao lado dele, e o animal chega perto e cheira a câmera. Ele brinca que o instinto de sobrevivência do gato está com defeito e garante que ninguém pagou o gato para atuar.
A brincadeira não dura muito, porque a noite prometia ser congelante. A exploração passa por espaços que mostram o que a cidade já foi: uma piscina em ruínas, que o vídeo compara com imagens de como era décadas atrás, um campo ou ginásio esportivo e uma bola de futebol que, segundo eles, deve ser mais velha que todo o grupo, "tirando o Mark".
Diante de um túnel, o grupo precisa escolher entre continuar explorando a vizinhança ou usar a última hora de sol para se preparar para a noite. A decisão é unânime: não congelar.
A mudança de base
Depois de um dia inteiro de busca, o grupo encontra um cômodo que considera seguro o bastante. O plano é fazer uma fogueira ali dentro e cobrir uma das paredes para que o espaço fique confortável. Há uma piada sobre quem faria o trabalho: Jimmy diz que Mark faria tudo, e Mark responde que tinha dito "a gente".
O problema era a distância, já que o acampamento antigo e o equipamento estavam do outro lado. Com o sol se pondo e a temperatura caindo rápido, voltam para buscar os materiais e passam as horas seguintes carregando o máximo possível. Escureceu antes que conseguissem levar tudo. Na nova base, à prova d'água, ficaram apenas com um galão de água, algumas latas de chili e uns colchões velhos. Mesmo assim, a avaliação é positiva: o lugar não tinha vento e era bem mais quente.
Terceiro dia: um estranho na cidade
No terceiro dia, a exploração continua por escadarias muito íngremes, que, segundo um deles, só têm três degraus normais, até chegar a uma praia. Perto dali, alguém acha ter visto uma pessoa e aponta algo que reflete a luz à distância. Jimmy é lembrado do "ataque da garrafa de vidro" da primeira noite, e o grupo cogita que as garrafas tenham vindo daquele lugar. O cameraman filma a figura misteriosa com o drone, e eles decidem investigar.
A investigação os leva a um grande hotel com uma mansão ao lado. O narrador explica que, décadas atrás, o hotel funcionava como um enorme resort de luxo, mas os anos de guerra transformaram o lugar numa cidade de ruínas. Dentro do prédio, o clima fica tenso: corredores longos e escuros, alguém pede que todos parem e aparece um doce no caminho. Jimmy pergunta, brincando, se seria uma barra Feastables. Há também uma piada sobre o grupo não esperar o cameraman entrar nos cômodos antes de seguir. O resto do dia é gasto procurando o estranho, sem sucesso. Ao anoitecer, só resta torcer para que ele não vá atrás deles.
A lanterna mais potente do mundo
Já no escuro, o grupo faz algo que vinha planejando: testar o que chamam de lanterna mais poderosa do mundo, apontando-a para um prédio escuro do outro lado. O feixe ilumina a área, alguém brinca que os peixes devem estar "viajando", e logo depois a lanterna para de funcionar, logo após um comentário sobre ela ser a mais poderosa. O lado ruim da brincadeira, admitem, é que precisaram voltar à base no escuro, o que dá muito mais medo à noite. Um deles diz que parecia que o mundo tinha acabado e só eles tinham sobrevivido.
De volta à base, acendem a fogueira e jantam o que restava, que era chili enlatado. Comentam que seria ótimo ter, no dia seguinte, uma mesa, sete cadeiras e mais comida.
Quarto dia: a água acaba e a corda arrebenta
Na manhã do quarto dia, percebem que os suprimentos estão no fim, e a bolsa d'água está vazia. Mais água havia ficado no primeiro acampamento, num telhado do outro lado. Uma brincadeira de "mão no nariz" define quem iria buscá-la, e Mark e Chandler partem para pegar suprimentos da caixa. Enquanto isso, Jimmy e Kris saem para procurar mesa e cadeiras, para não ficarem inúteis. Kris se distrai ao encontrar uma bicicleta em bom estado e declara que aquela é "a melhor cidade abandonada do mundo". A busca segue a lógica de que casas têm mesas e cadeiras, e de fato encontram uma cadeira.
No telhado, a situação é outra. Segundo o narrador, a bolsa d'água pesava mais de 45 kg, e Mark, "sendo o cientista youtuber que ele é", teve a ideia de descê-la do prédio com uma corda para ganhar tempo. A corda arrebentou e a bolsa caiu no chão. O narrador frisa que a cena é real e que Mark acabou mesmo com metade da água do grupo. Mark pede desculpas, e o pedido é que carregue a bolsa restante desta vez.
Dois participantes vão embora
Com metade da água perdida, o vídeo afirma que a única forma de completar os sete dias seria mandar duas pessoas para casa. Kris e Chandler se oferecem para sair, deixando a Jimmy e Mark recursos suficientes para terminar o desafio. Na despedida, Kris diz que só teria coragem de deixar Jimmy sozinho com Mark. Um sinalizador é disparado para chamar o barco e ilumina a cidade inteira, o que todos acham impressionante. Depois disso, restam só Jimmy e Mark, e Jimmy descreve o lugar como muito solitário.
Quinto dia: transformar ruínas em lar
No primeiro dia sem os amigos, a meta é reformar o abrigo: pôr lonas para diminuir o vento, construir uma lareira para manter o espaço aquecido e encontrar prateleiras e mesas. Mark brinca que, com tudo o que planejou, talvez fique até o dia 14, e Jimmy rebate que ele está mentindo.
A busca pelos prédios vizinhos rende uma estante, uma mesinha, um carpete grande, uma peça de metal encontrada pelo cameraman, uma poltrona inteira e confortável, uma "TV falsa" (uma moldura sem aparelho) e até um papel de parede. Diante de uma varanda com arcos, Jimmy comenta que cada prédio da cidade tem personalidade própria. A peça de metal vira parte de um sistema de ventilação para a lareira. Quando Jimmy pergunta para que serviria o papel de parede, Mark responde que é para fazer da casa um lar. Jimmy compara a busca a fazer compras, só que de lixo de 30 anos atrás.
Os dois passam as quatro horas seguintes retirando entulho do abrigo. Limpam a estante, que passa a guardar a comida, e Jimmy observa que, por algum motivo, metade da comida trazida era chili, que ninguém ali gostava. Instalam uma nova porta e uma lona grande para manter dentro do cômodo o calor da lareira. Mark explica o funcionamento: o oxigênio entra, o fogo queima, o calor vai para o quarto e a fumaça sai. Ele chama a solução de "pura tecnologia caipira". Quando o fogo pega, os dois comemoram o fim de tanto tempo de frio e sentem o calor entrar no cômodo.
O resultado é apresentado como uma pequena casa: uma planta no canto, camas menores, o iPad de Mark encaixado na moldura da TV falsa, iluminação, a lareira aquecendo o quarto, uma mesa de verdade com cadeiras, a estante com as latas restantes e uma toalha suja que os dois dividiam. "A gente não está mais sobrevivendo, a gente tá vivendo", resume um deles.
A revelação das garrafas
Na quinta noite, com tudo indo bem, os dois ouvem vidro quebrando de novo. Jimmy chama por Mark, que responde que está ali, e os dois decidem subir para ver quem está no andar de cima. Jimmy grita que, se houver alguém, pode aparecer, que só quer fazer amizade. Antes de subir, pergunta se aquilo é pegadinha, e Mark jura que não é ele.
Era ele. Lá em cima, os dois encontram o mecanismo, e Jimmy chama aquilo de "a coisa mais Mark Rober" que já viu. Mark explica que tinha um controle remoto com o qual conseguia, deitado no saco de dormir, jogar garrafas de vidro do telhado e assustar todo mundo, sem que ninguém suspeitasse. Jimmy reclama que achava que podia confiar nele, mas diz que foi fácil perdoá-lo porque faltava apenas mais um dia. O vídeo não volta a falar da figura avistada perto da praia no terceiro dia.
Sexto dia: brincadeiras contra a solidão
Na manhã do sexto dia, a diferença das reformas fica evidente. Do lado de fora faz muito mais frio que dentro do abrigo, e os dois estimam que as melhorias deixaram o cômodo pelo menos uns dez graus mais quente. Mark diz que dormiu muito bem.
Para o último dia completo, Jimmy propõe que os dois se divirtam. Encontram um caiaque e o usam na piscina abandonada, jogam beisebol e futebol, e Mark ensina Jimmy a fazer pedras quicarem na água "cientificamente". Também gritam um para o outro de lados diferentes da cidade e combinam de jogar coisas do telhado ao mesmo tempo. Segundo Jimmy, essas "coisas idiotas" ajudaram a esquecer o quanto a cidade era solitária.
O fim do desafio
No sétimo dia, depois de arrumar o acampamento, Jimmy diz que os dois tinham um único objetivo: deixar o lugar e nunca mais voltar. O vídeo termina com a chegada do resgate, os dois gritando "liberdade" e a pressa em ir embora. O desafio foi concluído por Jimmy e Mark, depois que a perda de metade da água obrigou Kris e Chandler a sair no quarto dia.
Acabaram de deixar a gente no meio de uma cidade abandonada, e nós vamos passar os próximos sete dias aqui, e lá se vai a nossa única saída. Agora a gente tá preso aqui por sete dias.
Pra quê isso mesmo? Pelo conteúdo.
Essa cidade pitoresca foi bombardeada e abandonada por causa de uma guerra, o que significa que as únicas pessoas aqui somos nós e o cameraman, pelo menos é o que achamos.
Acho que a gente pode começar saindo do telhado.
A gente sabia que nosso primeiro objetivo era explorar essa cidade e encontrar um lugar seguro para chamar de lar pelos próximos sete dias, que começou com a gente explorando esse prédio.
Tá, vamos ver o que tem no fundo desse prédio. Imagino que embaixo dessa madeira tem um piso. Só tem um jeito de descobrir.
Tá legal. Isso é muito doido. Me sinto em um apocalipse zumbi. Isso é surreal. Olha só isso.
E depois de explorar mais um pouco, a gente encontrou uma região que parecia funcionar como nosso abrigo.
Ah, meu Deus. Acho que podemos montar um acampamento aqui. Dá pra ver a cidade inteira daqui. Além disso, a gente tem um teto para se proteger da chuva.
E agora que decidimos onde montar a nossa base, o próximo passo foi abrir as caixas de suprimento deixadas pelo helicóptero no telhado.
Vamos abrir essa caixa para montar o acampamento. A gente precisa de ferramentas.
Essa caixa contém todo equipamento de sobrevivência que vamos precisar pelos próximos sete dias.
Quem quer fazer o fogo? Deixa com a gente. A gente monta as camas.
A Kris começou a fazer o fogo com o Mark.
Eu sou muito fã de madeira de cabana para fazer fogo. Já fui escoteiro. Eu já contei isso?
Enquanto isso, eu e o Chandler procuramos alguma coisa pra dormir.
Esse colchão tem cem anos de idade? Espera, você achou um colchão? Achei. Onde? No segundo andar, no canto. Pode ficar. Valeu.
Você devia cobrir esse negócio com uma lona para não ser destruído por insetos. Eu vou enrolar tipo um burrito.
E enquanto o Chandler se arriscava com o colchão esquisito, a gente decidiu dormir em cima de portas de madeira.
Sem chance de você estar mais confortável do que eu agora. Minhas costas já estão doendo.
Ainda tem muitos prédios para a gente explorar nessa cidade. Amanhã vai ser doido. Nos vemos de manhã.
Apesar do nosso primeiro dia na cidade ter sido bem tranquilo, uma coisa esquisita acabou acontecendo naquela noite. Enquanto a gente estava dormindo, o Mark e a galera da câmera acordaram com o barulho de vidro se quebrando perto do acampamento. O que fez a gente pensar que talvez não estivéssemos sozinhos na cidade.
O que foi isso? A gente ouviu vidro quebrando. Eu acho que vi alguma coisa.
Mas além dos barulhos bizarros, o primeiro abrigo tinha vento demais pra dormir.
Vocês dormiram bem? Não.
Então, para conseguir dormir melhor, a gente levantou, tomou café e se preparou para achar um novo abrigo.
Essa é a primeira vez que eu como chili no café da manhã, mas eu tô com tanta fome que eu nem ligo. Desde a jangada. Eu nunca tinha ficado tão animado por chili enlatado. Eu acho que meu cérebro tentou se esquecer disso. Valeu.
Depois de um café da manhã nutritivo, a gente usou nosso drone para procurar um novo abrigo nos prédios não explorados.
A gente ainda não explorou aquele prédio. Ainda não exploramos aqueles hotéis. Isso é uma cidade de verdade.
Porém, quando vasculhamos os prédios, encontramos um hóspede inesperado.
Tem um gato. Tem um gato lá embaixo. Eu vou pousar o drone do lado do gato. Tá chegando perto. Olha só pra ele! Kris, ele tá cheirando a câmera. O instinto de sobrevivência dele tá com defeito. Eu juro, a gente não pagou esse gato pra atuar.
Apesar de ser divertido brincar com eles, a gente precisa focar no abrigo, porque essa noite vai ser congelante. Então, a gente começou a nossa jornada para achar um abrigo suficiente para o desafio.
Nossa, o que é isso? Aqui é bem bonito. Aqui tem um tipo de estética de um jeito bonito, apesar de ser feio. Estética de apocalipse zumbi. Tipo isso.
Isso é uma piscina? Que isso? Isso é muito bizarro.
Muito tempo atrás, isso costumava ser desse jeito. E algumas décadas depois de ficar abandonado, foi só isso que sobrou hoje.
Isso é um campo de futebol? Isso é tipo um ginásio! Aquilo é uma bola de futebol? Aposto que essa bola é mais velha do que eu. Ela é mais velha do que todos nós, aposto. Tirando o Mark. Ele é mais velho.
A gente tem duas opções. Podemos continuar explorando esse túnel super legal e dar uma olhada na vizinhança. Ou, restando só uma hora de luz do sol, a gente pode se preparar para a noite e não congelar na madrugada. Não congelar. Parece uma boa ideia. Concordo.
Depois de passar o dia todo procurando por um novo abrigo… nem dá pra acreditar no tamanho dessa cidade. A gente enfim achou um lugar seguro o bastante para ser chamado de lar.
Pra gente não congelar essa noite, a gente pensou em montar acampamento nesse cômodo bem aqui. Vamos fazer uma fogueira aqui. A gente pode cobrir a parede ali. Vai ficar bem confortável. É, e o Mark vai fazer tudo isso. Eu falei a gente.
A única parte difícil é… vem cá. O nosso acampamento e nosso equipamento estão lá do outro lado. Eu espero que esse lugar funcione porque vai dar muito trabalho trazer tudo.
Com o sol se pondo e a temperatura caindo bem rápido, a gente fez o caminho de volta para o antigo acampamento e arrumou tudo para montar nossa nova base.
A gente tá indo pro novo acampamento. Nova base, nova base. A nova base.
Tá, a gente precisa limpar e arrumar muita coisa hoje à noite. Aqui parece um lugar horrível, mas fazer o quê.
Depois de achar uma base à prova d’água, a gente passou as horas seguintes levando o máximo de equipamento possível antes do pôr do sol. E como ficou escuro tão rápido, não conseguimos trazer todos os recursos para a nova base. Então, além de um galão de água, umas latas de chili e uns colchões velhos, isso é tudo que a gente tinha.
O que vocês acharam da nossa nova casa? Eu gostei porque não tem vento. É bem mais quente. Chandler? Oi?
Chegamos ao terceiro dia dos sete dias desse desafio, e assim que acordamos, a gente continuou explorando.
Toma cuidado. Essa escadaria é muito íngreme. Em toda escadaria, só tem três degraus normais.
Essa praia é bonita. Até que tem o cheiro da praia. É porque é a praia.
Mas não muito longe dali, algo estranho aconteceu.
Acho que eu vi alguém. O quê? Não tá vendo alguma coisa refletindo bem ali? Estou vendo. Jimmy, lembra como a gente quase morreu na primeira noite com o ataque da garrafa de vidro? Será que foi de lá que aquelas garrafas vieram?
Nessa hora, a gente percebeu que a gente realmente não estava sozinho nessa cidade abandonada. E assim que o nosso cameraman filmou essa pessoa misteriosa no nosso drone, a gente fez o que qualquer pessoa faria.
Vamos dar uma olhada. Investigação. Aquele prédio é irado. Por que tem uma mansão do lado de um hotel gigante?
Décadas atrás, esse hotel funcionava como um resort de luxo gigante, mas os anos de guerra transformaram esse lugar pitoresco em uma cidade de ruínas.
Vamos entrar. No que a gente foi se meter? Claro que a gente não espera o cameraman entrar numa sala antes de a gente ir.
Tá escurecendo. Para todo mundo. Para. Doce. A gente devia entrar. Eu vou primeiro. Fica à vontade. Acha que é uma barra Feastables? O que é isso? Isso tá ficando muito bizarro. Acho que o Mark pode ir na frente. O quê? Olha como esse corredor é fundo.
A gente passou o resto do dia procurando pelo estranho, mas assim que começou a escurecer, a gente só podia torcer pra ele não procurar a gente mais tarde.
E agora que já escureceu, é isso que a gente estava esperando. Me dá a grandona. Valeu. A grandona.
Tá vendo como aquele prédio lá tá escuro? Essa é a lanterna mais poderosa do mundo. Agora não tá mais. Aposto que os peixes tão viajando. Parou de funcionar. Cara, foi só você falar.
A parte boa das nossas ações é que brincamos com a lanterna mais potente do mundo. A parte ruim das nossas ações é que agora temos que voltar no escuro.
Péssima hora. Dá muito mais medo vir aqui à noite. É, isso dá muito medo. Parece que o mundo acabou e só a gente sobreviveu.
Voltamos pra base! Voltamos! Eu vou fazer a fogueira. Eu tô com fome. Só sobrou o chili enlatado. Então, com o final da nossa comida aqui, temos um banquete. Amanhã, se a gente tiver mesas e sete cadeiras... E mais comida. Seria incrível.
Mas, quando acordamos na manhã seguinte do quarto dos sete dias, a gente percebeu que nossos suprimentos já estavam acabando.
Nossa bolsa d’água tá sem água. A gente tem mais? Aponta a câmera para aquele telhado. Lá do outro lado. Eu queria ter calorias suficientes no meu corpo para ir buscar. Mão no nariz. O que significa isso? Significa que você vai. Ele vai precisar de ajuda. Ele não consegue levar sozinho.
Então, o Mark e o Chandler foram até o primeiro acampamento para pegar suprimentos da caixa.
Eu e o Chandler estamos numa missão secundária por água. Essa é uma missão principal.
Enquanto eles pegam a água, a gente não quer ser inútil. A gente? Eu tô bem. Eu não quero que a gente seja inútil. Por isso, a gente vai tentar achar uma mesa e umas cadeiras.
Mas a gente não chegou muito longe antes da Kris se distrair.
A gente não viu que isso tava aqui? Jimmy? Oi? Achei uma bicicleta. Essa bicicleta tá em bom estado. Onde você achou? Aqui. É a melhor cidade abandonada do mundo! Tá se divertindo? Eu tô. Tá, vou procurar uma mesa.
Tá, vamos lá. Como a gente vai tirar a água disso? É pesado.
A lógica é que isso é uma casa. E o que as pessoas têm nas casas? Mesas e cadeiras. Exatamente. Espera um segundo. Olha só isso. Não se mexe. Tá bom. Jimmy, Jimmy. É uma cadeira.
Você é forte. Me dá uma ajudinha, Chandler. Essa bolsa d’água tem mais de 45 kg.
Então, meu amigo Mark, sendo o cientista youtuber que ele é, teve uma ideia pra descer ela do prédio mais rápido. Mas...
A corda arrebentou. A gente precisa de uma corda mais forte.
O que você tá vendo é real. O Mark realmente acabou com metade da água.
A gente tem más notícias. Vem logo. Vem logo. A corda arrebentou, e a água toda caiu no chão.
Isso era um problema muito sério.
Oh, não. Não é possível. Mark! Foi mal! Relaxa, ainda sobrou mais uma bolsa de água. Carrega ela dessa vez, por favor.
E agora que metade da nossa água realmente acabou, o único jeito possível de completar o desafio dos sete dias seria, infelizmente, mandar dois de nós para casa. Então, Kris e Chandler se voluntariaram para sair da cidade, deixando eu e o Mark com recursos suficientes para completar os sete dias.
De verdade, eu teria medo de deixar o Jimmy com outra pessoa sem ser você. Vocês conseguem. Que fofo.
Então, lançamos um sinalizador para chamar o barco, o que até que foi bem legal.
Olha só como isso é legal! Ele iluminou a cidade inteira!
Mas a parte menos legal é que com a Kris e o Chandler indo embora, só ficou o Mark e eu sobrevivendo nessa cidade. É tão solitário.
É nosso primeiro dia sem os nossos amigos, mas a gente vai tentar ao máximo se virar. Nosso objetivo hoje é reformar o nosso abrigo. A gente vai colocar umas lonas para diminuir o vento aqui. A gente vai construir uma lareira aqui e manter ela aquecida. Vamos encontrar prateleiras e mesas. A gente vai fazer esse lugar parecer um lar.
Para fazer as coisas que a gente planejou, talvez eu fique até o dia 14. Ele tá mentindo.
Então a gente começou a explorar alguns prédios vizinhos para encontrar móveis para o nosso abrigo, e foi quando encontramos essa estante incrível, essa mesinha, esse carpete gigante, além desse negócio de metal que nosso cameraman achou.
Olha essa cadeira. Ela tá inteira. Cara, que confortável.
Achei uma TV falsa. Agora a gente pode fingir que temos uma TV. Ótimo achado.
Nossa. Isso é muito legal. É uma varanda com uns arcos. Cada prédio nessa cidade tem uma personalidade própria.
O que fazemos com isso? A gente podia usar como um sistema de ventilação. Junto com isso, dá pra fazer uma lareira.
É um papel de parede? Temos um papel de parede. Pra que a gente vai usar isso? Pra fazer da casa um lar, Jimmy. É tipo ir fazer compras, mas, no lugar, a gente pegou um monte de lixo de 30 anos atrás.
Querida, chegamos. A gente achou tudo isso. Agora a gente vai começar a decorar. A gente não está mais sobrevivendo, a gente tá vivendo! Gostei disso.
A gente gastou as quatro horas seguintes movendo todo o entulho do nosso abrigo.
Quando a gente tiver terminado, esse quarto vai ser o melhor quarto de uma cidade abandonada que você já viu.
A nossa nova estante. Tá, vamos ver como ficou. Tá vendo toda essa poeira? Isso não é satisfatório?
E agora que a estante está limpa, a gente pode usar para estocar comida. Por alguma razão, metade da comida que a gente trouxe é chili, e ninguém aqui gosta de chili.
Beleza. Isso vai bloquear muitos ventos.
Com a nossa nova porta no lugar, a gente também colocou uma lona gigante, o que fez com que todo o calor da lareira ficasse no interior do abrigo.
Oxigênio entra, o fogo queima, manda calor para o quarto, manda fumaça pra fora. Isso é pura tecnologia caipira.
Finalmente, depois de passar frio por tanto tempo… É isso aí. Olha só isso. Agora temos fogo. Dá pra sentir o calor entrando. Cara, eu e o Jimmy fizemos isso de ruínas de uma cidade abandonada.
A nossa base ficou assim. A gente tem uma planta no canto. Temos as nossas camas que são menores agora. Vê se isso não é genial? Esse é o iPad do Mark na moldura da TV. Também temos uma bela iluminação. Uma lareira que está esquentando o quarto. Uma mesa de verdade com cadeiras e ainda temos uma estante com a comida enlatada que ainda temos. E uma toalha suja que estamos dividindo. Isso é sobrevivência.
Mas como a nossa noite estava indo tão bem pelo quinto dia seguido, ouvimos vidro quebrando de novo.
Mark? Eu tô aqui, irmão. O que foi isso? A gente tava tendo um dia tão legal. Eu quero ver quem está lá em cima. Ei, se tiver alguém aí, pode aparecer. Eu só quero fazer amizade.
É sério que isso não é pegadinha? Cara, eu juro que não fui eu. Olá? O que é isso? Cara! Ah, meu Deus. Essa é a coisa mais Mark Rober que já vi. Fala sério! Você jurou!
Acontece que o Mark estava zoando a gente e era ele que estava jogando as garrafas esse tempo todo.
Eu tô com um controle remoto aqui, mas ninguém suspeita disso. Eu consigo estar no meu saco de dormir e começar a jogar garrafas de vidro do telhado e assustar todo mundo.
Ah, meu Deus. Achei que dava pra confiar em você.
Pra ser sincero, foi bem fácil perdoar o Mark porque a gente só precisava passar mais um dia de desafio.
Bom dia. Bom dia, cidade abandonada! Cidade abandonada, cidade abandonada! É muito mais frio aqui fora do que lá dentro. Vamos entrar.
Essa é a manhã do dia seis. Todas as melhorias que fizemos foram fenomenais e está pelo menos uns dez graus mais quente. Isso foi incrível. Eu dormi muito bem.
Mark, no nosso último dia nesse lugar, que tal a gente ir se divertir? É! É!
Jimmy, aquilo é um caiaque? Já sei o que fazer com isso. Agora alguém pode usar o caiaque na piscina.
Eu e o Mark nos divertimos muito. A gente jogou beisebol, futebol, e o Mark até me ensinou como jogar pedras cientificamente. Desse jeito! A gente até gritou um para o outro de lados diferentes da cidade.
Mark! O quê? Vamos jogar coisas do telhado ao mesmo tempo! Ótima ideia!
E pra ser sincero, fazer todas essas coisas idiotas ajudou a gente a esquecer o quanto essa cidade é solitária. Isso!
E quando o último dia desse desafio chegou, depois de arrumar o acampamento, a gente só tinha um objetivo em mente. Deixar esse lugar e nunca mais voltar.
Aqui! Aqui! Liberdade!
A propósito, o canal do YouTube do Mark está disponível em português. Vai lá conferir. Aqui está o canal dele. Você é incrível.
Vamos sair logo daqui! Bora!
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