Ryuji prova o comentado macarrão com legumes de verão do Goemon e o refaz em casa
料理研究家リュウジのバズレシピTraduzido de 日本語
O pesquisador culinário Ryuji visitou o Yomenya Goemon com a funcionária A-ko e provou o macarrão com legumes de verão na manteiga e shoyu, que estava fazendo sucesso no X (antigo Twitter). Depois, em casa, ele preparou o mesmo prato e a sopa de tofu do Goemon. As impressões dos dois sobre o prato foram duras, e Ryuji completou com sua própria interpretação o que sentiu que "estava faltando alguma coisa". Entre uma etapa e outra do preparo, eles também conversam sobre para quem se cozinha e como lidar com críticas.
Pedindo o prato do momento na "rede de massas favorita"
Ryuji apresenta o Goemon como "a minha rede de massas preferida" e diz achar que, entre as redes de massas, é a mais gostosa. Ele também entende que, em popularidade, o Goemon ocupa o primeiro lugar entre as redes de restaurantes de massas. O objetivo do dia era o prato de edição limitada de verão que estava fazendo sucesso no X. Pelo que Ryuji se lembra, o cardápio da casa trazia palavras como "porco Sangen", "caprichado", "legumes de verão" e "manteiga e shoyu". A-ko tinha visto no X o comentário de que o prato "vicia demais" e estava curiosa para saber que gosto tinha.
A-ko pediu o macarrão com legumes de verão, e Ryuji escolheu o meio a meio. O prato dele parecia ser uma combinação de carbonara com genovese. Ele comenta que, a olho, a quantidade de massa parecia passar de 100 g.
Degustação no restaurante: dá para sentir o dashi, mas a manteiga e o shoyu são fracos
Ao provar a primeira garfada do macarrão com legumes de verão, a reação dos dois foi: "Que gosto é esse?". Apesar do nome manteiga e shoyu, o sabor pareceu fraco, e Ryuji estranha: "Isso não é manteiga?". A-ko também diz: "Acho que eu preferiria o shoyu um pouco mais marcante". Sentindo que "faltava alguma coisa", Ryuji pediu sal ao restaurante e polvilhou um pouco. Segundo ele, o prato não ficou de repente gostoso; foi mais como se o que faltava tivesse sido preenchido. Nesse ponto, Ryuji avalia que o problema é a concentração de sal.
Sobre a composição do sabor, Ryuji analisou que quase não se sente a manteiga, que o shoyu também é pouco e que, no geral, o gosto é bem de dashi. Na descrição dele, é "um peperoncino de dashi com um pouco de shoyu", com legumes e um ovo onsen por cima. Quanto à manteiga do restaurante, como quase não tinha aroma, ele supõe que não seja manteiga de verdade, e sim uma manteiga composta, parecida com margarina.
Ele também comenta os outros pratos. A carbonara é do tipo que leva creme, e, segundo Ryuji, todas as carbonaras de rede são à base de creme. Sobre o genovese, diz que é gostoso, mas deixa escapar: "Tenho a impressão de que antigamente era mais gostoso".
A nota baixa de A-ko e a possibilidade de diferença entre unidades
Mesmo depois de voltar para casa, a avaliação de A-ko continua severa. Ela diz que, na sua escala pessoal, o macarrão com legumes de verão ficou com uma nota bem baixa e que não entendeu por que fez tanto sucesso. O preço de 1.300 ienes também pareceu incomodá-la: era a primeira vez dela no Goemon, mas achou "caro". Ryuji também admitiu com franqueza que entende a vontade de, pagando 1.300 ienes, preferir fazer em casa.
Por outro lado, Ryuji mencionou várias vezes a possibilidade de o sabor variar de unidade para unidade. Ele citou como experiência que a unidade de beira de estrada em Chiba, que frequentava bastante, era gostosa. Quando A-ko pesquisou depois, viu que no X também havia algumas pessoas dizendo que "antes era mais gostoso". Preocupado com o grande número de fãs do Goemon, Ryuji disse, meio brincando: "Acho que este vídeo vai dar polêmica". A-ko admitiu: "Só falamos mal", mas não abriu mão de que não estava gostoso. Ryuji defende que não há problema em dar uma opinião sincera.
O ovo onsen, no modo "manter aquecido" da panela de arroz
Como o macarrão do restaurante vinha com ovo onsen, o primeiro passo é prepará-lo. Ryuji usou a panela elétrica de arroz. Ele coloca água fervente na panela, mergulha os ovos e deixa cerca de 20 minutos no modo "manter aquecido". A vantagem, diz, é que basta deixar lá. Ele também alerta que, se ficar tempo demais sem resfriar, vira ovo cozido.
O método de A-ko é diferente: ela coloca os ovos numa panela com água fervendo, desliga o fogo, tampa e deixa por 12 minutos. A conversa chegou à conclusão de que o jeito de fazer ovo onsen varia muito de pessoa para pessoa. Ryuji também comentou que é raro ele usar ovo onsen nos seus vídeos.
Reproduzindo a sopa de tofu do Goemon
Também foi reproduzida a sopa de tofu que acompanhava o macarrão. É uma sopa com gosto de chawanmushi, e tanto Ryuji quanto A-ko a acharam gostosa. A-ko contou ainda que havia gente no X dizendo que essa sopa era o melhor de tudo. Segundo a explicação de Ryuji, essa sopa é "praticamente dashi", e, se você der sabor de dashi, chega a esse gosto.
O preparo consiste em colocar 150 g de tofu sedoso picado bem miúdo em 500 cc de água e temperar com dashi de kombu e Hondashi. O dashi de kombu começou com 1 colher de chá, mas, depois de provar, ele acrescentou "mais um pouco", chegando a cerca de 1 e 1/3 colher de chá. O Hondashi foi 1 colher de chá. O shoyu fica em 1 colher de chá, só para dar cor. Se colocar muito shoyu, vira gosto de shoyu, então o segredo é não exagerar. Por fim, acrescentam-se 3 pitadas de sal e está pronto.
A coisa verde que vinha na sopa do restaurante era mitsuba: coloca-se o mitsuba picado na tigela e depois despeja-se a sopa. Ryuji diz que o melhor é colocar o mitsuba por último. Ele também comenta que, com o mitsuba, o gosto fica "chawanmushi puro".
Cortando os legumes de propósito de um jeito diferente do restaurante
Os ingredientes do macarrão são pimentão vermelho, berinjela, quiabo, repolho, bacon fatiado fino e alho. O alho do restaurante não era forte, mas desta vez ele usa cerca de 7 g por porção. Como são duas porções, 14 g. Como também não havia sinal de alho tostado, ele decidiu refogá-lo normalmente. Para o azeite, ele considera o da Ajinomoto, de sabor neutro, o melhor e usa 2 colheres de sopa. Ele vai refogando com o alho em fogo bem baixo e, enquanto isso, corta os legumes.
O quiabo é cortado na diagonal, igual ao do restaurante. A berinjela, no restaurante, vinha cortada absurdamente comprida, e A-ko achou difícil de comer. Ryuji também acha que aquele corte "fica bonito, mas não fica gostoso" e optou por fatias normais. O pimentão vermelho, que no restaurante vinha em cubos, ele trocou para tiras, por serem mais fáceis de comer com macarrão.
Segundo Ryuji, o que não pode faltar é o quiabo e a berinjela. O pimentão vermelho serve para dar cor e aparência, então pode ficar de fora. O repolho é cortado em pedaços grosseiros. A quantidade é de cerca de 30 g de cada legume por porção, ou 60 g de cada para duas porções. Ryuji diz que está fazendo o prato com a proposta de "como ficaria se eu fizesse um macarrão caprichado com legumes de verão".
Sobre o bacon, ele diz que, por ser um macarrão de legumes, não precisa de muito, mas também que "quanto mais você coloca, mais gostoso fica", e usou um pacote (4 fatias). Ele acrescenta que o verão já está acabando e que o prato do restaurante, por ser de edição limitada, talvez já tenha saído do cardápio, mas que, com esta reprodução, dá para comê-lo.
Refogado e tempero: dashi como base, shoyu e manteiga moderados
Primeiro refogam-se o bacon e a berinjela. Ele diz que não é preciso deixar a berinjela de molho para tirar o amargor. A berinjela do restaurante também não tinha passado por isso, mas Ryuji acredita que provavelmente era congelada. Quando A-ko pergunta se a pitada de sal na berinjela é para ela não absorver óleo, ele responde: "É só tempero. Não tem nenhum significado profundo". A berinjela é o único legume que não dá para comer sem cozinhar; os outros podem ser comidos crus. O motivo é que a berinjela crua range nos dentes e não fica gostosa. Depois, acrescentam-se o quiabo, o repolho e o pimentão vermelho.
O tempero começa com 1 colher de sopa de shoyu. Como não dava para sentir muito o shoyu no macarrão do restaurante, Ryuji concluiu que a base deveria ser o dashi. Supondo que fosse o mesmo dashi usado na sopa, ele acrescenta 1/2 colher de chá de Hondashi e 1/2 colher de chá de dashi de kombu. Ele também comenta que achava que era kombu porque o sabor de bonito não era forte.
Para o líquido, ele usa água quente comum, e não a água do cozimento do macarrão, porque a água do cozimento deixaria o prato salgado. A quantidade é um pouco menos de uma concha pequena, mas no meio do caminho ele acrescentou mais uma colherada. Ele explica que o líquido não é para dar um caráter de sopa, mas porque, sem essa quantidade, o macarrão fica seco. O fato de a viscosidade do quiabo dar liga ao molho é apontado como o motivo para usá-lo. O objetivo é um "sabor em que o dashi não fique forte demais e o shoyu também não", e no fim acrescenta-se uma pitada de sal.
Como é mais fácil fazer o molho antes, ele não prepara ao mesmo tempo que o macarrão. Os legumes não devem ficar moles demais, então, quando estiverem razoavelmente cozidos, ele tira do fogo. Nesse ponto, o repolho ainda está crocante e o quiabo também não está totalmente cozido. A manteiga não deve ser forte demais, apenas o suficiente para perfumar.
Massa de 1,8 mm, cozida por menos tempo que o indicado
A massa do restaurante não era nem fina nem grossa; pela avaliação de Ryuji, tinha uns 1,7 a 1,8 mm. Desta vez ele usa 1,8 mm e cozinha em água com 1% de sal. O tempo de cozimento indicado era de 11 minutos, mas ele fez em 9. Ryuji conta que ultimamente tem achado as massas mais grossas mais gostosas.
Ele coloca a massa no molho, liga o fogo e acrescenta 10 g de manteiga (5 g por porção). Em termos de aroma, Ryuji diz que manteiga colocada desse jeito é o que funciona melhor. No resultado final, quase não sobra caldo, e a viscosidade do quiabo envolve tudo. A berinjela fica macia e absorve o dashi. Ele serve, coloca o ovo onsen por cima e acompanha com a sopa de tofu com mitsuba, e está pronto. Ryuji batiza o prato de "Em homenagem ao Goemon: espaguete caprichado de porco Sangen e legumes de verão".
"A comida é definida por quem come": sal e a força da comida caseira
Enquanto a massa cozinhava, Ryuji falou sobre sua visão de culinária. A conversa começa com o comentário de que, ultimamente, ele não gosta de massa fina. Ele explica que, na verdade, adora massa fina, mas usou uma mais grossa porque A-ko não gosta. Sua comida é feita para "criar o que é mais gostoso para aquela pessoa", e não para si mesmo. Por isso, diz, o sabor muda completamente dependendo de para quem se cozinha.
Em seguida, Ryuji abordou a crítica de que "a comida dele é muito temperada". Ele rebate dizendo que quem fala isso não o conhece bem e que ele também tem pratos de sabor suave. Ele diz que, basicamente, gosta de reproduzir o sabor dos restaurantes, e que o sabor de restaurante é salgado. Por isso, talvez não agrade a quem só come comida caseira. No entanto, como o macarrão do Goemon não era salgado, desta vez ele colocou um pouco mais de sal do que o Goemon.
Na visão de Ryuji, o que há de mais poderoso na culinária é conseguir se adaptar ao gosto de quem vai comer. Os restaurantes não ajustam o sabor para cada pessoa, então não conseguem competir com a comida feita em casa, em que você mesmo define a concentração de sal que prefere. Ele diz que a comida da mãe é gostosa justamente porque ela passou anos se adaptando ao paladar da família, ajustando o sabor enquanto perguntava todos os dias se estava gostoso. A-ko respondeu chamando isso de "esforço da mãe".
No meio da conversa, A-ko avisou que havia algo no canto da boca de Ryuji. Ela explicou que, num comentário anterior, alguém tinha escrito: "Por que a equipe não avisa ele?". Ryuji respondeu que não se importa de ter algo na boca. Ele disse que não é um ídolo, e sim um tiozão comum, e que não gosta que comentem sua aparência. Também contou que acha que ficou famoso como pesquisador culinário, mas que sua autoestima não aumentou nem um pouco.
Degustação: parecido, mas com o sabor ao gosto de A-ko
O macarrão pronto foi comido com hashi, seguindo o estilo do Goemon. Ryuji disse que estava "absurdamente gostoso" e avaliou que tinha ficado com um sabor japonês de shoyu e manteiga, com o sal no ponto certo. A-ko também respondeu: "Que alívio". Foram destacados pontos como o pimentão vermelho dando um toque especial, a quantidade de legumes no prato e o fato de os legumes estarem crocantes por terem sido tirados do fogo no meio do preparo.
A-ko disse: "É parecido, mas não é; este é mais gostoso". Ryuji fez questão de ressaltar que isso é porque o prato foi feito ao gosto de A-ko, e não porque o macarrão do Goemon não seja gostoso. Em seguida, ligou isso à conversa anterior: é por isso que ele diz que a comida caseira é a mais gostosa.
A sopa de tofu ficou igual à do restaurante até no aroma, e A-ko confirmou: "Era exatamente esse o gosto". Ryuji avalia que o mitsuba é essencial para dar o caráter de chawanmushi. Para variar o sabor, ele recomendou yuzu kosho. Como se come com hashi, fica fácil passar o yuzu kosho, e é um jeito de comer que não dá para fazer no restaurante. A-ko, que à medida que comia tinha começado a querer algo picante, disse que o yuzu kosho caía muito bem. Ela também comentou que o sabor não é o que se imagina pelo nome "manteiga e shoyu", sendo surpreendentemente leve. Ryuji disse que fica gostoso comer junto com a sopa e elogiou a ideia de incluir essa sopa como acompanhamento.
Avaliação do desenvolvimento de produtos do Goemon
Na degustação, acompanhada de bebida, Ryuji disse que o prato também combina com vinho. O Goemon serve vinho em taça, e ele conta que, ao ver clientes bebendo vinho enquanto comiam macarrão, já pensou: "Tem gente que bebe mesmo sem petisco?". Mas reconsiderou, achando que talvez com este macarrão combine.
Ryuji também elogiou a capacidade de desenvolvimento de produtos do Goemon, por ter criado um macarrão que, mesmo com tanta presença de legumes, fica harmonioso. Ele disse que não pensaria num prato assim e que é um aprendizado. Também lembrou que o meio a meio tinha 80 g de cada, totalizando 160 g, e que foi bem difícil até para ele.
Ele mostra ainda que não sobra caldo no prato depois de comer. Segundo Ryuji, isso acontece porque a viscosidade do quiabo se junta ao óleo e envolve a massa. Ele diz que este macarrão foi o segundo mais gostoso entre os que fez recentemente. O primeiro é a penne na manteiga, de que A-ko gosta tanto que diz ser "o melhor dos melhores". A-ko citou como vantagens que nenhum restaurante tem um prato parecido, que a penne não empapa e fica gostosa mesmo fria, servindo de petisco, e que não suja muito a boca, e incentivou a divulgação da receita. Ryuji respondeu que pretende publicá-la.
O makanai é feito para A-ko; quanto mais sincera a pessoa, mais vale a pena cozinhar
A-ko diz que sua reação nos episódios de makanai (a refeição da equipe) é diferente da dos outros episódios, a ponto de ela chamá-los de "episódios premiados". Segundo a explicação de Ryuji, no makanai ele faz o que A-ko acha gostoso. Se fosse outro funcionário, que diria "não gosto de manteiga", ele nem faria este prato.
Ryuji diz que, do ponto de vista de quem cozinha, talvez valha mais a pena cozinhar para pessoas exigentes. Em vez de ouvir "está gostoso" para tudo, quando a pessoa faz cara de "não é isso", dá para pensar em como fazer da próxima vez. Ele também gosta de sugerir variações de sabor e fazer a pessoa experimentar outros gostos. Dizer isso a alguém que não gosta de cozinhar talvez seja pesado, mas, como ele gosta de cozinhar, não considera falta de educação. A-ko também respondeu que, em parte, ela escolhe com quem ser sincera e só fala assim porque é o Ryuji.
"Reclamações são bem-vindas", lição dos tempos de hotelaria
Por fim, Ryuji falou sobre como lidar com críticas. Em restaurantes, o cliente que não gostou vai embora sem dizer nada e nunca mais volta. Por isso, diziam-lhe repetidamente que é uma bênção quando alguém comenta sobre o sabor. Na época em que trabalhava em hotel, ensinaram-lhe a não se irritar com reclamações. Quem reclama quer melhorias e ainda pode continuar sendo cliente. Existem os reclamões monstruosos, mas também há opiniões pertinentes, então, em princípio, deve-se ouvir o que é dito. Ryuji conta que foi isso que aprendeu.
Ele diz que, ainda hoje, fica irritado quando escrevem nos comentários que "não ficou gostoso". Mesmo assim, procura pensar no motivo do erro e melhorar. Para Ryuji, como suas receitas nem sempre são perfeitas, se ele ficar arrogante, para de crescer e deixa de ter novas receitas e ideias. Por isso, ele responde às opiniões contrárias na seção de comentários. Ele também conta que os comentários e tuítes duros que recebeu ao longo do tempo serviram de motivação para estudar e não receber mais esse tipo de crítica. Por outro lado, quando dizem que "ficou muito gostoso", isso lhe dá confiança e o deixa feliz. Ryuji pediu aos espectadores que escrevam suas opiniões, por menores que sejam, e encerrou o vídeo.
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