100 pares de gêmeos idênticos disputam US$ 250 mil: memória, confiança e blefe

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Visão geral

Cem pares de gêmeos idênticos, cada um dentro de um cubo, disputam um único prêmio de US$ 250 mil. A regra que atravessa todo o vídeo é que os gêmeos competem como unidade: se um deles cruzar a linha vermelha do cubo, os dois são eliminados, e cada desafio foi pensado para exigir trabalho conjunto. MrBeast apresenta a competição como um teste do vínculo entre irmãos. Ao longo das provas, porém, também aparecem a ganância, as alianças entre duplas e, na final, a capacidade de enganar e de ler o próprio irmão.

13 min de leitura

Logo no início surge o tipo de curiosidade que o formato desperta. Um dos gêmeos admite ter feito uma prova no lugar do irmão, e MrBeast promete incluir o momento no vídeo.

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Primeiro desafio: memorizar sequências de cores

Na primeira prova, a sala pisca uma série de cores. Cada dupla precisa memorizar a ordem e digitá-la num tablet; quem erra é eliminado. A primeira rodada tem seis cores: azul, amarelo, verde, amarelo, azul, azul. Mesmo assim, três pares erram, e o apresentador observa que os três estavam em cubos vizinhos. Ele também nota que alguns cubos estavam trocando informações entre si.

A cada rodada o padrão ganha mais cores. A segunda sequência já tem 15, e MrBeast avisa que mais tarde chegariam a 27. A dificuldade gera atrito entre os irmãos, com discussões do tipo "terminou no verde?" contra "terminou no amarelo", e um deles reclamando que o outro não estava ouvindo. Uma das participantes tinha ficado em terceiro lugar no vídeo "de 1 a 100 anos" do canal e, desta vez, terminou em 93º.

Na rodada final dessa prova, 12 pares saíram. Cada dupla eliminada recebeu US$ 1.000, e restaram 72 pares. Os cubos dos eliminados foram destruídos, como de costume no canal. Os gêmeos Derting comemoraram a passagem com entusiasmo.

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Segundo desafio: a torre de blocos e a disputa contra o vizinho

O apresentador anuncia que metade dos competidores sairia nesta prova. Um gêmeo, de olhos vendados, empilha dez blocos de Feastables numa bandeja segurada pelo outro, que depois precisa levar a torre até um pódio. Se um único bloco cair, a dupla está fora, e a torre caindo e tocando quem segura a bandeja também conta como queda. Além disso, cada dupla enfrenta a do cubo vizinho, e só uma das duas avança.

Como quem empilha não enxerga nada, tudo depende da comunicação. Algumas duplas se saíram bem: um competidor chegou a apontar com a cabeça, como se o irmão vendado pudesse ver, e os dois atribuíram o acerto a "uma coisa de gêmeos". Outras tiveram dificuldade evidente, e um deles reconheceu que a coordenação da dupla estava "péssima". O narrador destaca que completar a torre é só o começo: a parte mais difícil é transportá-la até o pódio sem que balance demais.

Surgiram estratégias alternativas. Algumas duplas nem tocaram nos blocos e apostaram tudo na queda da torre adversária, esperando o erro do vizinho. As gêmeas Collins escolheram distrair os oponentes gritando, tão alto que duplas do outro lado da sala também as ouviam.

Com dez minutos restantes, a regra mudou: venceria quem tivesse mais blocos na torre quando o tempo acabasse. As Collins, ao perceber que o tempo se esgotava, empilharam rapidamente e empataram em cinco blocos. A dupla adversária ainda tentou colocar mais um bloco nos últimos segundos, e houve confusão quando um bloco tocou o nariz de um competidor. Dois jogos foram decididos no último segundo, com torres caindo no fim da contagem.

Ao final, metade dos competidores tinha saído. Os restantes dormiram em beliches dentro dos cubos, comemorando ser "os últimos 36". Uma dupla contou ter formado uma aliança forte com os gêmeos Morris durante a prova.

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Terceiro desafio: US$ 5.000 contra a chance de continuar

No dia seguinte, cada dupla encontrou US$ 5.000 à frente. Quem aceitasse o dinheiro teria 50% de chance de ser eliminado aleatoriamente; quem recusasse seguiria com certeza. O prazo era de dez minutos, e MrBeast resumiu a escolha: jogar pelo seguro ou arriscar a chance dos 250 mil por 5 mil.

As reações variaram. Uma dupla achou que cinco mil não compensavam desperdiçar a chance maior e disse confiar na "intuição de gêmeas". Outras tiveram tensão interna: um irmão queria sair com algo garantido, enquanto o outro insistia que o objetivo era o prêmio principal. Um par de gêmeas que se autodenominou "Barbies malvadas" recusou dizendo que queria apenas ganhar o desafio e ter o direito de se gabar. Um competidor contou ter se perguntado o que Jimmy faria, concluiu que Jimmy aceitaria, e então pegou o dinheiro.

Oito duplas aceitaram, e quatro delas foram sorteadas numa máquina para sair. Cada dupla eliminada sorteava o nome seguinte: os Allen, os Moore, os Miller e, por último, os DeAngelo. As reações foram diferentes. Os Moore disseram que a ganância acabou com eles, e um dos Miller se declarou muito arrependido, porque o prêmio mudaria suas vidas. Os DeAngelo preferiram olhar pelo lado positivo, com cinco mil garantidos. O narrador chama essa prova de "quarto desafio", o que sugere que nem todas as etapas aparecem na edição.

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A votação: todos podiam ficar, mas um alvo foi escolhido

Na prova seguinte, o grupo decidia coletivamente. Cada tablet tinha dois botões. Se todos apertassem o verde, ninguém saía. O vermelho servia para votar em alguém, e a dupla mais votada seria eliminada. Havia cinco minutos.

Alguns competidores defenderam abertamente o verde, dizendo que ser gêmeo é sobre trabalho em equipe e que votar contra os outros era feio. Mas as gêmeas Collins tinham ficado conhecidas pela estratégia de gritaria no desafio da torre. A notícia se espalhou, alguns pares votaram vermelho e o narrador descreve uma reação em cadeia que deixou claro que alguém sairia. Os nomes "Stacey e Tracy" circularam entre os cubos. As Collins tentaram se defender perguntando quem ali tinha personalidade e trabalhava duro.

No resultado, só duas duplas receberam votos: os gêmeos Haley, com um, e as Collins, com 26. As Collins disseram que os outros estavam com medo delas. Depois que saíram, um competidor comentou que estava muito mais tranquilo, e numa segunda votação todos apertaram o verde. Alguns participantes refletiram que o grupo poderia ter se voltado uns contra os outros, mas preferiam que as pessoas saíssem nos próprios termos, e não escolhidas pelos demais.

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O desafio do botão: dez vagas, dez alarmes

Com 31 pares restantes, MrBeast anunciou o que chamou de desafio mais difícil, ao fim do qual sobrariam dez duplas. Em momentos aleatórios ao longo de horas, as luzes da sala ficariam vermelhas. A primeira dupla a tocar o botão do tablet estaria classificada, e todas as outras que tivessem apertado naquela rodada seriam eliminadas. Haveria dez rodadas, e cada dupla escolhia em qual tentar.

O apresentador explicou a lógica: quanto mais duplas tentassem na mesma rodada, piores as chances de cada uma. Por isso começaram as negociações. Algumas duplas anunciaram a todos em qual rodada iriam, para afastar concorrentes. Uma delas avisou que iria no segundo alarme e que quem não quisesse ser eliminado deveria evitá-lo. Outras apostavam no próprio tempo de reação e diziam que iriam logo no primeiro. Houve também quem achasse que ir primeiro nunca é a resposta.

Na primeira rodada, quatro pares tentaram. Logo em seguida, sem tempo para relaxar, veio o segundo alarme, também disputado por quatro pares. Os Clifford venceram essa rodada por menos de um décimo de segundo. Na terceira, três pares apertaram e venceram os gêmeos Hershey. Restavam 16 duplas para sete vagas, e o apresentador observou que, tecnicamente, esperar tinha melhorado as probabilidades, embora ainda houvesse muita gente.

Os vencedores seguintes foram os gêmeos Beatty na quarta rodada, as Leiva na quinta e, depois, os Narvaez e os Morris. Com sete pares para três vagas, a tensão aumentou. Os competidores vigiavam quem estava com a mão perto da tela, e uma dupla notou que os Badgett tinham tirado a mão, sem saber se iriam tentar. Na oitava rodada venceram as gêmeas Badgett, na nona os Derting e na décima os Rosenberg.

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O boliche às cegas: 105 pinos e confrontos escolhidos

Com dez duplas restantes, o objetivo era chegar a cinco. Os confrontos eram pares contra pares, num boliche gigante de 105 pinos. Quem jogava ficava vendado e o irmão orientava a direção. Vencia quem derrubasse mais pinos em três rodadas. A dupla que ganhou a primeira rodada do desafio do botão, as gêmeas Sansone, escolheu primeiro o adversário. MrBeast lembrou que, sendo às cegas, não era só questão de força, mas também de estratégia.

Os pares avaliavam os rivais pela aparência. Um competidor supôs que os Rosenberg, um pouco mais velhos e de óculos, deviam ser ótimos jogadores. Outros admitiram jogar mal.

As Sansone escolheram os Hershey. Depois de duas rodadas, os Hershey tinham 48 pinos contra 37 das Sansone. Na rodada final, porém, os Hershey erraram feio e as Sansone viraram: 79 a 55. O apresentador chamou a reviravolta de "a virada do século". Em seguida, os Beatty enfrentaram os Narvaez e terminaram com 89 pinos contra 74. Houve ainda confrontos envolvendo as Badgett e outro entre as Leiva e os Clifford. O vídeo mostra pouco desses jogos.

Ao longo da prova, um integrante dos Morris despontou como a maior ameaça, contando que já tinha jogado numa liga de boliche e era amigo de muitos jogadores de liga. O último confronto, entre as duas duplas que restavam, foi descrito como o melhor até então, com os dois lados mostrando experiência. A contagem final ficou em 86 a 82.

Os cinco finalistas foram os Beatty, os Clifford, os Derting, as Sansone e os Morris, apresentados como "o campeão de boliche".

O que os finalistas fariam com o dinheiro

Antes da final, os competidores contaram seus planos. Um par queria ir ao Japão e pagar a faculdade. Outro falou em investir, e alguém mencionou comprar uma casa nova para os pais, logo seguido de um "provavelmente não". Uma dupla disse que investiria na própria banda para virar estrelas do rock. Outra explicou que os pais tinham três filhos na faculdade e tentavam ajudá-los, por isso significaria muito poder retribuir. Um deles acrescentou que também compraria uma vara de pescar nova.

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A final das maletas: blefes e leitura entre irmãos

Os cinco pares saíram dos cubos para a disputa final, num formato que, segundo MrBeast, quem viu o vídeo com 50 YouTubers reconheceria. A cada rodada, todos começavam vendados enquanto ele embaralhava as maletas. Uma das maletas tinha o cheque de US$ 250 mil e as outras estavam vazias. Um gêmeo de cada dupla pegava uma maleta e olhava o conteúdo, e só ele sabia o que havia ali. Os irmãos sem maleta votavam para eliminar uma dupla. A mais votada abria a maleta: se estivesse vazia, saía; se tivesse o cheque, levava o prêmio. O apresentador lembrou que, se a telepatia entre gêmeos existe, aquela seria a hora de usá-la.

Na primeira rodada, um dos Beatty com maleta afirmou abertamente: "Está comigo". Os outros acharam a declaração ousada e suspeita. Os votos se dividiram: um para os Clifford, um para os Morris, um para as Sansone e dois para os Beatty. Ao abrir, a maleta estava vazia. Um dos votos contra os Beatty tinha vindo do próprio irmão. Segundo o narrador, o gêmeo quase executou o blefe perfeito, até que o próprio irmão não conseguiu lê-lo. Os Beatty saíram, mas MrBeast garantiu que não iriam embora de mãos vazias.

Na segunda rodada, o outro lado escolheu as maletas, e um competidor foi instruído a observar a linguagem corporal dos demais. Todos negaram ter o dinheiro, e alguém lembrou que isso não podia ser verdade. As suspeitas recaíram sobre os Morris e os Clifford. A votação empatou: dois votos para os Morris e dois para os Derting. Em três minutos de desempate, os Morris insistiram que o dinheiro estava com os Derting e pediram que confiassem neles, enquanto outros consideravam que os Morris podiam estar mentindo. Os quatro votos foram para os Derting, cuja maleta estava vazia. Eles ficaram em quarto lugar e levaram US$ 10.000.

Na terceira rodada, MrBeast decidiu não mostrar ao público quem tinha o dinheiro. Três duplas restavam: Clifford, Sansone e Morris. As discussões giraram em torno de quem parecia nervoso. Um competidor argumentou que acusar uma dupla deixava àquela dupla a única opção de votar no acusador. Outra participante disse aos Clifford que eles tinham acertado nas duas votações anteriores e que votaria com eles. Um dos Morris, perguntado diretamente, respondeu: "Talvez esteja na minha mala". Os dois primeiros votos foram para os Morris, o que já bastava para obrigá-los a abrir.

A maleta tinha o cheque de US$ 250 mil. Os gêmeos Morris venceram e dividiram o prêmio em US$ 125 mil para cada um. Quando MrBeast perguntou como gastariam o dinheiro, disseram que ele iria para a família, que trabalha muito por eles.