Keema curry "sem água para emagrecer" de Ryuji, cozido apenas com a umidade da carne suína moída e dos legumes, sem óleo
料理研究家リュウジのバズレシピTraduzido de 日本語
Ryuji, que trabalha com pesquisa culinária, já tinha feito antes um "keema curry sem água que emagrece" com frango, mas desta vez a receita é com carne suína moída. Não se acrescenta água nem óleo: tudo cozinha apenas com a gordura que sai da carne de porco e a umidade do tomate e dos legumes. Ryuji aponta isso como o motivo de o prato "emagrecer". O curry anterior cozinhava por uma hora, mas este fica pronto em 30 minutos. Na segunda parte, Ryuji e a equipe compararam se o prato combina melhor com arroz japonês ou com arroz basmati.
Ingredientes e por que usar abobrinha
Os ingredientes são carne suína moída, cebola, abobrinha, alho, gengibre e tomate em lata. Da outra vez foi usado tomate fresco, mas desta vez, segundo Ryuji, tomate pelado em lata basta. As quantidades aproximadas são 1 cebola grande (cerca de 300 g), 1 abobrinha (cerca de 200 g), 1 lata de tomate (400 g), 15 g de alho e 15 g de gengibre, e 350 g de carne suína moída. A carne fica em 350 g só porque Ryuji adora carne; a quantidade pode ser a gosto, como 300 g.
Se não houver abobrinha, dá para substituir por berinjela. No caso da berinjela, cerca de 2 pequenas correspondem ao mesmo peso. Mas, segundo Ryuji, a berinjela fica mole e desmanchando ao cozinhar, enquanto a abobrinha, além de ter mais água, mantém um pouco da textura. Com a textura preservada, mastiga-se mais, o que estimula o centro da saciedade e ajuda a emagrecer — essa é a explicação de Ryuji. Também surgiu o comentário de que muita gente acha que a abobrinha é parente da berinjela, mas na verdade ela é da família da abóbora. Quando alguém da equipe perguntou se podia colocar cogumelos, Ryuji respondeu que sim e disse que quer fazer um curry de cogumelos numa próxima vez.
Basta cortar os ingredientes grosseiramente. A cebola entra para dar doçura e presença ao recheio, e o alho, para dar aroma picante. O gengibre é picado com casca, uns 15 g. A quantidade é generosa porque Ryuji adora gengibre. Como o curry indiano leva bastante gengibre, Ryuji acha que dá para fazer sem, mas que com ele fica muito mais gostoso, sem dúvida. Sobre se o gengibre aquecido esquenta o corpo, a resposta foi: "Acho que tem efeito de fazer suar".
Ordem das camadas e tamanho da panela
A panela usada desta vez é uma que ficou famosa no TikTok depois que uma mulher apareceu usando. Dá para fazer sem ela. Mas, explica Ryuji, ela permite ver como os legumes vão se transformando com o calor, o que é interessante e também instrutivo.
Na panela, colocam-se nesta ordem a cebola, a abobrinha, o alho, o gengibre e o tomate pelado, e a carne moída vai por cima de tudo. Quanto à ordem das camadas, Ryuji acha melhor deixar a carne no topo. Com a carne por cima, à medida que ela cozinha, o sabor dela vai passando para os legumes de baixo.
O tamanho da panela também exige atenção. Segundo Ryuji, curry sem água fica melhor feito em panela pequena. Numa panela larga, como uma frigideira, a área em contato com o fogo é maior, a água evapora demais e a quantidade de líquido no final muda. Mesmo numa panelinha pequena, do tipo yukihira, o resultado sai praticamente igual.
Tempero e momento de colocar o curry em pó
O primeiro tempero é 2/3 de colher de chá de sal (cerca de 4 g) e molho de peixe; na receita escrita, o molho de peixe aparece como 1 colher de sopa. Sem molho de peixe, basta usar 1 colher de chá de sal, mas como o molho de peixe dá umami, Ryuji diz que com ele fica muito mais gostoso, sem dúvida. A marca usada é a "Tiparos", que Ryuji sempre recomenda, com o aviso de que não se trata de publicidade paga. Com ele, segundo Ryuji, não é preciso realçador de sabor.
Nos curries sem água de outros perfis, muitos já colocam o curry em pó nesta etapa. Ryuji considera que o curry em pó deve entrar depois, então ainda não o coloca aqui. Sem usar nenhum óleo, leva-se a panela ao fogo assim mesmo, apoia-se a tampa levemente por cima e deixa-se cozinhar por cerca de 30 minutos.
O cozimento e as vantagens deste curry
Logo que começa a cozinhar, o volume dos ingredientes diminui e a umidade vermelha do tomate vai saindo cada vez mais. O líquido, que no início só estava no fundo da panela, depois de um tempo sobe até a parte de cima. Mostrando isso, Ryuji explicou que os legumes encolhem rápido assim. Quando começar a borbulhar, pode-se baixar o fogo para médio-baixo.
As vantagens deste curry apontadas por Ryuji são três: tem pouco óleo, permite comer bastante legume e os ingredientes são baratos. Tomate pelado, abobrinha e cebola são baratos em qualquer época. A abobrinha é mais barata no verão, mas também se encontra a de estufa no inverno. Quando não houver, é só fazer com berinjela.
Como cozinhar o arroz basmati
Enquanto o curry cozinha, prepara-se o arroz basmati, um arroz indiano também usado no biryani. Segundo Ryuji, já adiantando a conclusão, o que emagrece é o basmati. Por ser cozido em água, ele perde carboidrato (amido) e vira um arroz que sacia, mas tem pouco carboidrato.
Para cozinhar, usa-se água com sal, como para massa — no gosto de Ryuji, com cerca de 1,2% de sal. Ryuji diz que o basmati fica mais gostoso com sal. Como o próprio arroz já pega sal, o curry que o acompanha não precisa ser tão salgado. Costuma-se dizer que o certo seria deixá-lo de molho antes, mas, segundo Ryuji, basta cozinhá-lo sem deixar de molho por cerca de 15 minutos e escorrer quando ainda estiver um pouco firme. Quando alguém da equipe perguntou se não era preciso passá-lo na água, Ryuji respondeu que, se passar na água, vira arroz frio. Deixando-o no escorredor, o vapor fica retido e ele não esfria.
Finalização: mais curry em pó e molho de peixe
Depois de cerca de 30 minutos, ao abrir a tampa, mesmo sem ter colocado água, os ingredientes estavam tão macios que se desfaziam, e havia líquido de sobra. A abobrinha também amoleceu, mas, diferente da berinjela, manteve a forma.
Nesse momento, acrescentam-se 2 colheres de sopa de curry em pó. Isso engrossa o curry, que estava um pouco ralo. Quando alguém da equipe perguntou se o curry em pó era para engrossar, Ryuji respondeu que ele entra para transformar o prato em curry, e que a consistência é um efeito colateral. Mesmo ralo, não tem problema, porque combina com o arroz basmati.
Ao provar, estava gostoso, mas faltava sal e o sabor de curry podia ser um pouco mais forte, então o curry em pó foi aumentado para 3 colheres de sopa e acrescentou-se mais 1 colher de chá de molho de peixe. Segundo Ryuji, quando o molho de peixe é colocado no final, fervê-lo um pouco faz o cheiro do molho de peixe evaporar e o sabor ficar mais suave. Ryuji também opinou que muitos japoneses não gostam de molho de peixe porque geralmente o usam sem aquecer. E acrescentou que, como o sabor muda conforme a quantidade de água que resta nos legumes, é bom ir provando e ajustando. Não é preciso mais sal, mas pode-se acrescentar a gosto.
Esta panela pequena rende de 3 a 4 porções. Quando perguntaram sobre as calorias, Ryuji respondeu: "Baixíssimas". O motivo é que tem pouca gordura e as calorias vêm só da carne de porco, do tomate e dos legumes.
Degustação: a avaliação com arroz japonês
Primeiro, o curry foi servido sobre arroz japonês. Ryuji se surpreendeu por ficar tão gostoso com tão poucos temperos, a ponto de nem parecer comida para emagrecer, e disse que este ficou muito melhor do que o curry de frango para emagrecer feito anteriormente.
Uma pessoa da equipe que não tinha gostado muito do curry saudável de peito de frango da vez anterior também provou. Essa pessoa avaliou que os legumes ficaram concentrados e gostosos, e que este satisfaz mais do que o anterior. Outros participantes comentaram que a abobrinha derretida estava gostosa e que o umami do molho de peixe se destacava bem.
Comparação com o arroz basmati
Em seguida, comendo com arroz basmati, vários participantes, incluindo Ryuji, disseram que assim ficava mais gostoso. Ryuji explica que o basmati é soltinho e não pesa, e que, por ser cozido em água com sal, dá um toque mais marcante ao sabor. Também houve quem dissesse que gosta de arroz japonês e que ele não fica estranho, mas que, depois de provar o basmati, prefere este. Surgiu ainda o comentário de que o biryani leva muito óleo, mas como este curry não usa óleo, as qualidades do basmati se destacam ainda mais. Além disso, foi elogiado o fato de o arroz ficar pronto em 15 minutos, sem deixar de molho, enquanto o curry cozinha por 30 minutos — mais rápido do que fazer arroz do jeito comum.
Por outro lado, uma pessoa da equipe disse que prefere o curry de sempre, mas que, vendo como um curry saudável para dieta, ele é uma boa opção. Ryuji afirmou que, entre os curries saudáveis, este está bem no topo e que gosta muito dele. Por fim, Ryuji encerrou dizendo que quem tiver interesse pode fazer com arroz basmati, mas que, basicamente, com arroz japonês já fica bem gostoso, e convidou todos a experimentarem este curry sem água.
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