Três versões de Peyoung criadas por Ryuji que custam poucas centenas de ienes

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Visão geral

Neste quadro, o pesquisador culinário Ryuji pensa em como deixar o Peyoung Sauce Yakisoba o mais gostoso possível, prepara três versões e pede que a equipe as prove e as avalie. A equipe nunca havia incrementado um Peyoung, e o motivo, segundo eles, é que "o Peyoung já é gostoso do jeito que é". Ryuji reconhece que é por isso que muita gente não faz versões dele, mas acredita que "incrementado fica muito mais gostoso". A proposta do episódio é mostrar o que acontece quando um pesquisador culinário se dedica de verdade a criar versões do prato.

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As três condições definidas para as versões

Logo de início, Ryuji listou três premissas para incrementar um Peyoung. A primeira é não dar trabalho. Se for para ter muito trabalho, segundo ele, é melhor usar um macarrão de yakisoba comum, desses vendidos em saquinho, em vez de Peyoung. A segunda é aproveitar as qualidades do Peyoung. A terceira é usar poucos ingredientes. Se forem usados ingredientes sofisticados como ikura ou tobiko, "aí já não é Peyoung", então ele só faz versões que custam poucas centenas de ienes. Ryuji explicou que quer testar até onde consegue chegar em sabor dentro dessas limitações.

Ryuji também disse que "o jeito de tornar uma comida instantânea gostosa revela o bom gosto de cada um". A ideia é que justamente a restrição de não poder ter muito trabalho abre espaço para a criatividade.

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Primeiro prato: "Peyoung abura soba", com a clara reidratada junto com o macarrão

O primeiro prato é o "Peyoung abura soba". É uma receita que Ryuji já havia feito antes e achado muito gostosa, e ele mesmo diz que "supera o Peyoung". Mas, sobre se já a tinha publicado, ele foi vago: "acho que não". Os ingredientes principais são alho ralado e ovo.

O preparo começa pela forma de colocar os vegetais desidratados. Ao colocá-los e depois sacudir o pote para que o repolho caia para o fundo, o repolho não gruda no lado de dentro da tampa. Antes, a tampa do Peyoung podia ser removida por completo, o que facilitava esse passo, mas no pote atual isso ficou mais difícil, e por isso ele adota esse método.

O ponto mais importante desta versão é, depois de despejar a água quente até a linha, colocar apenas a clara do ovo, fechar a tampa e esperar 3 minutos. A gema é reservada à parte. Enquanto o macarrão se reidrata, a clara cozinha e vira um ingrediente do abura soba. Ryuji enfatizou que não quer desperdiçar a clara. A equipe duvidou — "será que cozinha mesmo?", "não vai ficar uma gosma?" —, mas Ryuji respondeu que "cozinha no ponto certo".

Nesse contexto, também surgiu o assunto de outra receita de Peyoung com ovo que havia viralizado recentemente no X (antigo Twitter) (nas legendas, ela é mencionada como a receita do "Toba"). Sobre essa receita, "Ohnishi" teria explicado, em linhas gerais, que, ao passar o macarrão pelo ovo, a temperatura do Peyoung chegaria a mais de 90 graus e as proteínas coagulariam. Ryuji classificou isso como "exagero" e rebateu que um Peyoung aquecido com água a 100 graus e depois escorrido não teria como se manter a 90 graus. Ryuji conta que apontou isso cara a cara para a pessoa, que admitiu ter exagerado.

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Macarrão mais macio, clara mole

Depois de escorrer a água, Ryuji também mostrou ser exigente quanto à textura do macarrão. Há quem coma o Peyoung com cerca de um minuto e meio, mas para ele isso é "inaceitável". Duro, o macarrão não se envolve no molho e parece que você está comendo um salgadinho.

O tempero tem uma ordem definida. Primeiro mistura-se o molho que vem no pacote, ainda sem o óleo. Nesse momento, a clara está exatamente no ponto mole. Como é um abura soba, a clara não pode ficar dura demais; o mais gostoso é envolver o macarrão com a clara mole, explica Ryuji. Como a clara dilui o molho, acrescenta-se cerca de uma colher de chá de molho de ostra. Ele conta que já mostrou na TV esse truque de colocar molho de ostra no Peyoung. Em seguida, entram 2 colheres de chá de óleo de gergelim, cebolinha, a gema reservada, o furikake e o tempero que vêm no pacote, um pouco de óleo de pimenta e pimenta-do-reino; mistura-se tudo e está pronto. Sobre o furikake que acompanha o produto, Ryuji diz que "praticamente todas as qualidades do Peyoung estão concentradas nesse furikake" e que não há motivo para não usá-lo.

Ryuji explicou que a receita que fez sucesso no X consistia em mergulhar o macarrão no ovo cru, enquanto a dele se diferencia por deixar o ovo mole e misturá-lo ao macarrão.

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Degustação do abura soba: fica mais fácil de sorver

As reações da equipe foram: "está gostoso", "tem o sabor de Peyoung, mas numa versão melhorada", "parece mesmo abura soba". Um integrante observou que o Peyoung costuma ter uma textura meio seca, mas que a clara, lisinha, deixa o macarrão mais fácil de sorver. A avaliação foi de que não é só o óleo: a clara faz diferença.

Ryuji disse que é "uma receita que só faz sentido com Peyoung" e, embora tenha afirmado que adora essa versão, anunciou que as outras duas são "cinco vezes mais gostosas". Também a apresentou como uma versão voltada para quem gosta de sabores mais "junk".

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Segundo prato: "Peyoung de atum com maionese", com mostrada karashi e Hondashi

O segundo prato é o "Peyoung de atum com maionese". Segundo Ryuji, a combinação de Peyoung com maionese já é das mais poderosas, e a ela se acrescenta atum.

O atum em lata pode ser usado direto, mas fica mais gostoso se o óleo for bem escorrido. Como vai maionese, se sobrar óleo o resultado fica gorduroso demais e o sabor perde o equilíbrio. Ao atum escorrido, acrescentam-se cerca de 1 colher de sopa de maionese, mostarda karashi, meia colher de chá de shoyu e, como ingrediente secreto, uma pitada de Hondashi, e mistura-se tudo. Ryuji explicou que a mostarda "faz toda a diferença" e que um pouco de Hondashi dá profundidade ao sabor. Pode-se usar a lata inteira de atum ou começar experimentando com metade.

O Peyoung em si é preparado como de costume. Por causa da gravação, desta vez a água foi escorrida com 2 minutos e meio. O molho não é reduzido: usa-se tudo, porque mesmo com o sabor um pouco mais forte fica gostoso. Ryuji destacou três qualidades desta versão: a boa combinação do sabor do atum com o Peyoung, o fato de a maionese e o óleo combinarem muito bem com yakisoba e o acréscimo de ingredientes com mais substância, algo que o Peyoung não tem. Ele também disse que o abura soba do primeiro prato pode dividir opiniões, mas que este, na opinião dele, tem "um sabor que todo mundo aprova".

Ele recomenda especialmente fazer versões para quem come o Peyoung tamanho extra grande, porque a pessoa acaba enjoando no meio do caminho, e com o atum com maionese basta colocar por cima para mudar o sabor. A sugestão é colocar primeiro cerca de metade do atum com maionese, ver como fica e, se faltar, acrescentar depois. Por fim, polvilham-se o furikake e o tempero do pacote e, se houver, uma pitada de curry em pó. Ryuji acrescentou que o curry em pó combina muito com atum com maionese, mas que sem ele também fica gostoso. Na hora de comer, deve-se misturar bem e comer as partes envolvidas no atum.

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Degustação do atum com maionese: substância e o toque da mostarda

Da equipe vieram comentários como "muito gostoso" e "eu não sabia que atum com maionese combinava". Também foram elogiados o toque da mostarda e a substância dos ingredientes, com reações como "dá vontade de beber", "dá para comer carboidrato e proteína" e "junk demais". Ryuji disse que pode-se colocar a lata inteira de atum e aumentar a ardência. Acrescentou ainda que esse Peyoung de atum com maionese também fica gostoso como yakisoba-pan.

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Terceiro prato: "Peyoung de natto com maionese e alho", amarrado pelo alho em pó

Ryuji apresentou o terceiro prato como "o favorito ao título" e disse que, para ele, o mais gostoso é o Peyoung com natto. Alguns integrantes da equipe já tinham colocado natto no Peyoung, e isso por si só fica gostoso. Mas, segundo Ryuji, "é só isso", e falta alguma coisa. Esta versão é a "forma definitiva", com os ajustes feitos por ele.

O Peyoung pode ser preparado normalmente. Como a viscosidade do natto é importante, primeiro ele é mexido para criar liga, antes de colocar o molho, e só então acrescentam-se o molho e a mostarda que vêm na embalagem. A maionese é obrigatória. Ryuji chegou a dizer que "Peyoung com natto sem maionese não é Peyoung", e a equipe riu dizendo que era "exagero". Ele recomenda a maionese Pure Select.

Outro item indispensável é o alho em pó. Segundo Ryuji, só colocar natto no Peyoung não deixa o sabor coeso, e o alho "cria harmonia". O motivo de usar alho em pó e não alho fresco é que o fresco tem um aroma forte demais e acaba encobrindo o aroma agradável original do Peyoung. Os temperos devem ser generosos, e o alho e a pimenta-do-reino são imprescindíveis. Ryuji disse que talvez algumas pessoas prefiram o de atum com maionese, mas que ele fica com o de natto e alho.

Ele também se adiantou: os puristas do Peyoung talvez achem esse tipo de versão imperdoável, mas o Peyoung com natto é uma variação relativamente conhecida, então pediu que o perdoassem.

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O natto é um ingrediente "trapaça", e o alho é três vezes mais do que você imagina

A finalização começa colocando bastante natto sobre o Peyoung já misturado com o molho. Ryuji chamou o natto de "ingrediente trapaça" e disse que, ao colocá-lo, "já ganhou". Por cima vai a maionese, e depois o furikake do pacote. Segundo ele, o bom é o furikake se envolver no natto. Entra também o tempero, e o alho em pó deve ser colocado em quantidade "três vezes maior do que você imagina". Ryuji mostrou a quantidade real e reforçou que é preciso colocar tudo aquilo. A pimenta-do-reino vai a gosto, e mistura-se bem antes de comer.

Ryuji se descreveu como um pesquisador culinário apaixonado por natto e disse que "depois de comer isso, você não vai conseguir comer outro Peyoung".

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Degustação do Peyoung com natto: as opiniões se dividiram

A reação da equipe foi a mais forte entre os três pratos. Seguiram-se comentários como "este é o mais gostoso", "disparado", "é completamente diferente de só colocar natto" e "está bem amarrado". Também houve a análise de que o natto tem um sabor marcante e que o alho e a maionese o equilibram. Um integrante disse que "queria comer um extra grande inteiro assim", mas Ryuji respondeu que, no caso do extra grande, acha que pode haver uma parte comida do jeito normal.

Como dica para comer, Ryuji disse que os temperos combinam muito bem, então, se achar que falta, pode-se colocar pimenta-do-reino e outros à vontade. Acrescentar gengibre em conserva também é bom, mas, basicamente, os temperos já bastam.

Mesmo assim, as avaliações não foram unânimes. Enquanto um integrante disse que "depois de provar este, os outros dois parecem fracos", outro afirmou: "para mim, o de atum com maionese é o primeiro". Outro integrante comentou que, se fosse tudo assim, daria vontade de intercalar com alguma outra coisa no meio.

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Conclusão: alternar os três conforme o dia

No fim, Ryuji disse que "o de natto já está bom", mas pediu que as pessoas experimentassem também o de atum com maionese e o abura soba. Como guia para escolher entre eles, sugeriu o abura soba quando se quer algo mais intenso, o de atum com maionese quando se quer mais substância e o de natto para comer todos os dias, e assim encerrou o quadro.