"Popeye udon" com muito espinafre congelado e nagaimo assado com shiso: dois pratos e bate-papo de Ryuji e A-ko
料理研究家リュウジのバズレシピTraduzido de 日本語
Este é um episódio em que o pesquisador culinário Ryuji recebe A-ko (grafia das legendas), da equipe, para preparar dois pratos. Faz parte da série no formato "makanai" (refeição da equipe), que, segundo se diz, tem sido bem recebida. Depois do pedido de A-ko ("quero comer udon"), decidiram fazer o "Popeye udon", receita de que A-ko tinha gostado num teste anterior. Ryuji acrescenta também um nagaimo assado com shiso, para comer enquanto o udon cozinha. Na segunda metade, durante a refeição, a conversa passa por um problema de filmagem em Hiroshima, reações aos comentários e os riscos de falar mal dos outros na internet.
A "receita lendária" que ficou engavetada
Segundo A-ko, o Popeye udon foi algo que provou quando Ryuji fez um teste rápido tempos atrás, e de que gostou muito. Ao perguntar "por que não fazer um vídeo disso?", ouviu que era simples demais e acabava rápido, e por isso a receita nunca chegou a ser publicada. Ryuji chama a receita de "receita lendária" e ri do fato de A-ko ter se lembrado tão bem de um prato tão sem graça. Como receitas simples são justamente as ideais para vídeos de makanai, ela foi escolhida desta vez.
A base do Popeye udon é udon com carne de porco e espinafre congelado. Ryuji explica que dá para usar frango no lugar do porco, e espinafre fresco também serve. No caso do fresco, é bom fervê-lo antes, porque isso elimina o ácido oxálico; pode-se cozinhá-lo junto na panela, mas, se for picado e deixado de molho na água, o amargor chamado ácido oxálico sai. Acrescentou ainda que o excesso de ácido oxálico pode levar à formação de pedras no corpo. A-ko diz que, para começo de conversa, adora espinafre.
Ao fazer dois pratos, comece pelo que "fica gostoso mesmo frio"
Ryuji diz que, ao preparar dois pratos, faz primeiro o que continua gostoso mesmo depois de esfriar, e começou pelo nagaimo assado com shiso. São 300 g de nagaimo. Os nagaimos vendidos costumam ter por volta de 300 g; 200 g também serviriam, mas sobraria um pedaço sem uso, então a ideia é usar tudo. Ao pesar, deu cerca de 320 g.
O nagaimo é lavado como se estivesse tirando as raízes finas. A-ko pergunta se normalmente ele não queima essas raízes, mas Ryuji responde que ali o fogão é de indução e que fazer aquilo dava trabalho.
O problema da coceira nas mãos com nagaimo
No meio do preparo, surge o assunto de A-ko não poder tocar em nagaimo cru. As mãos incham e a coceira não para. Ryuji diz que tem o corpo resistente e não sente coceira com nada, e que o yamaimo dá mais coceira que o nagaimo. A-ko responde que nunca comparou, porque dá medo demais.
A-ko conta que viu que lavar as mãos com vinagre depois que a coceira começa ajuda, e tentou, mas não teve efeito nenhum. Pediu aos espectadores que, se alguém souber um jeito de evitar a coceira nas mãos, ensine. Disse ainda que, quando há nagaimo descascado no meio da louça e acaba encostando nele, a sensação é de "pronto, acabou", e que é um verdadeiro inferno, dói de verdade.
Depois, na hora de fritar a massa, Ryuji mostra um jeito de manusear sem tocar com as mãos, e A-ko comemora: "isso é prático", "chegou na hora certa". Pelas legendas é difícil captar todos os detalhes, mas o processo é usar o saco em que o nagaimo foi batido para despejar a massa na frigideira e, em seguida, jogar o saco fora. Ryuji comentou que muita gente deve querer conhecer técnicas assim.
Como fazer o nagaimo batido assado com shiso
O nagaimo vai num saco plástico, junto com 10 folhas de shiso. Não adianta deixar shiso sobrando, então usa-se tudo. Enrole as folhas e corte transversalmente, num picado grosso. Também dá para rasgar com os dedos, e, cortando com tesoura, nem é preciso faca.
Acrescenta-se cerca de 1 colher de sopa e 1 colher de chá de amido de batata (katakuriko), e o tempero é 1 colher de chá de caldo de frango em pó (torigara). Feche o saco e bata com uma garrafa. Quem tem rolo de macarrão pode usá-lo; o próprio Ryuji tem um, mas, como dá preguiça de pegar, usou uma garrafa que estava por ali. Ele ainda comenta: "garrafa é o que não falta aqui em casa". Para o saco não rasgar, é melhor fazer isso sobre a tábua de corte.
Quando A-ko pergunta por que não ralar, Ryuji responde que é para a textura ficar crocante. Batendo a casca junto, ela também se desfaz e não incomoda nos dentes. Pode triturar bastante.
Unte levemente a frigideira com óleo, leve ao fogo médio, despeje a massa e frite. Ryuji explica que, como o amido dá liga, a massa toma forma direitinho, mas também comenta que desta vez talvez tenha ficado um pouco mole. Uma frigideira com bom revestimento antiaderente facilita, e uma espátula de silicone ajuda a soltar. Como o centro da frigideira é onde o fogo é mais forte, vá virando conforme forem ficando prontos. Como o nagaimo pode ser comido cru, basta dourar.
Para finalizar, Ryuji coloca um pedaço de manteiga (cerca de 10 g) e deixa derreter. Dá para comer com limão, de forma mais leve, mas ele é do time da manteiga. Ryuji diz que shiso e manteiga combinam bem. Como a massa só leva caldo de frango, depois de servir ele polvilha um pouco de Ajishio, coloca pimenta-do-reino preta e dá o prato por terminado.
Ryuji recomenda o prato como petisco ou acompanhamento e, como ele fica firme, também serve para marmita. A-ko diz que parece algo de que as crianças gostariam, e Ryuji concorda que é divertido fazer batendo junto com as crianças e que até quem não tem jeito para cozinhar consegue.
Por outro lado, Ryuji diz que pratos assim são simples demais e raramente viram vídeo; antigamente ele também fazia vídeos desse tipo. Conta que, como agora tem um canal de acompanhamentos, pensava em usar a receita lá também, e, quando A-ko diz "talvez este vídeo vá para lá", ele ri e diz que acha que vai.
Como fazer o Popeye udon: o caldo é só ferver
Udon para 2 pessoas. Na mesma frigideira usada para o nagaimo, coloque 600 ml de água. Como no fim vai manteiga, não tem problema a frigideira ainda ter manteiga. A barriga de porco é cortada com tesoura direto na água, sem refogar. Ele fala em cerca de 80 g por porção, mas vai acrescentando e, no fim, coloca uns 120–140 g. Pode colocar quanto quiser, e frango também serve.
O tempero é parecido com o do nagaimo: 2 colheres de chá de caldo de frango e 2 colheres de chá de dashi de kombu. Ryuji explica que juntar frango e kombu resulta num caldo de sal muito saboroso. A-ko gosta de sabor de sal e prefere coisas leves.
Em seguida, 6 sacudidas de pimenta de mesa e 12 sacudidas de alho em pó (6 por porção). Manteiga, 10 g. Como já ficou a "lembrança" da manteiga usada no nagaimo, Ryuji diz que cerca de 10 g para duas pessoas deve bastar. Quem gosta desse tipo de sabor pode usar o dobro, e dá para acrescentar depois. "Nós já estamos velhos", brinca Ryuji, e A-ko responde que muita gordura não dá.
Então entram 200 g de espinafre congelado. Ryuji diz que o congelado é muito prático, porque é só colocar. O segredo é usar espinafre em abundância, e ele enfatiza que é assim que fica mais gostoso.
Aqui, Ryuji comenta que, quando entra gordura animal, "fica com gosto do espinafre do ramen iekei". Lembra o seabura (gordura de porco), já que este udon também leva barriga de porco. A-ko responde que mais ou menos entende.
Depois é só ferver e, quando estiver borbulhando forte, colocar o udon congelado e cozinhar. Ryuji diz que, se bobear, fica pronto em 5 minutos.
"Habilidade para a vida" e cozinhar todos os dias
Enquanto cozinha, Ryuji descreve seu canal como "ultraprático". Diz, em tom de brincadeira, que quem quer aprender a cozinhar para viver o dia a dia deve assistir a este canal, que ali não se faz nada desnecessário e se pensa também na nutrição, e que quem quer cozinhar por hobby pode ir para outros canais.
Ryuji também diz que, mesmo entre cozinheiros profissionais, surpreendentemente muitos não conseguem quando alguém pede "faça dois pratos em 15 minutos". Na avaliação dele, a diferença está em quanto cada um cozinha em casa. O próprio Ryuji cozinha em casa todos os dias e disse que cozinhar é um hobby, mas também uma necessidade, porque precisa preparar a própria comida.
Sobre o espinafre, A-ko se empolga: é rico em nutrientes, tem ferro e vitaminas, e talvez seja seu vegetal favorito. Quando Ryuji diz "você nem come verdura" e "só tenho a imagem de você comendo comida de pobre", A-ko rebate que só come comida de pobre porque dá menos trabalho e que adora vegetais. Ryuji, por sua vez, disse que não é bem que goste de vegetais, mas que come porque precisa.
Na hora de servir, ele diz que é mais rápido dividir primeiro o macarrão em duas partes e depois despejar o caldo. Para finalizar, um pouco de pimenta-do-reino preta. Ryuji batiza o prato de "Popeye udon em 5 minutos" e diz que está tão bom que gostaria que o Marugame Seimen o colocasse no cardápio.
Hora de comer: nagaimo "saku-toro" e o ponto certo de sal
Comendo primeiro o nagaimo assado com shiso, A-ko o descreve como "crocantinho" e "saku-toro" e se alegra com o aroma do shiso. Ryuji diz que acertou com a manteiga, que fica mais gostoso com um pouco de untuosidade, que dá para comer quantos quiser e que é petisco para acompanhar bebida.
Sobre o Popeye udon, Ryuji diz que o sal está no ponto, e A-ko responde que, entre as receitas de udon, esta é a favorita. Diz que adora o fato de ter bastante espinafre e que sente ali o "espinafre salteado na manteiga". Quando Ryuji retruca "é porque é espinafre com manteiga", A-ko ri: é isso mesmo, mas é justamente isso que é gostoso.
Depois de comer tudo, A-ko diz que estava tudo ótimo. Ryuji confirma: o udon estava num ponto de sal em que um pouco mais já pareceria errado, e, mesmo junto com a manteiga do nagaimo, não ficou enjoativo, certo?
A liberdade dos vídeos de makanai e as visualizações
A-ko diz que os vídeos de makanai são livres e ótimos. Não buscam viralizar, e dá para gravar sem pensar demais. Nos vídeos normais, como é um trabalho em equipe, acaba pensando demais e tende a ficar em silêncio. Ryuji observa que, mesmo assim, os vídeos nesse formato têm mais visualizações; A-ko menciona que, outro dia, um vídeo com cebolinha e shiso teve cerca de 600 mil visualizações, e conta que ficou muito feliz.
Hoje em dia, as pessoas puxam conversa com A-ko na rua; na recente viagem de trabalho a Hiroshima, umas três pessoas vieram falar com A-ko. Disse ter ficado contente quando lhe disseram que gostam das suas tiradas, mas que não tem facilidade para conversar com as pessoas: com os clientes que vêm ao estúdio quase não consegue falar e fica só no cumprimento, então pede desculpas caso isso tenha passado uma impressão antipática.
Problema de filmagem com uma emissora de TV em Hiroshima
O assunto passa para aquele evento em Hiroshima. Ryuji não estava presente, mas A-ko e a pessoa responsável pela câmera estavam lá, e a gravação para o YouTube coincidiu, no mesmo local, com a filmagem de uma transmissão ao vivo da Hiroshima TV. Os dois lados tinham autorização para filmar.
Pelo que Ryuji ouviu, um membro mais velho da equipe da TV mandou que saíssem do caminho praticamente dizendo "saiam daí" e falou: "Por favor, não avancem mais". A-ko conta que, mesmo sem costumar retrucar, acabou retrucando: "mas nós também estamos filmando". É do tipo que não consegue responder nem quando alguém esquisito puxa briga na rua, mas dessa vez soltou sem pensar: "olha, a gente também está gravando". Disse que, em vez de haver concessões mútuas, sentiu um ar de superioridade da parte deles, e isso causou um enorme mal-estar.
Ryuji expressou a visão de que, no Japão, a TV tende a olhar de cima os YouTubers e o YouTube. Mesmo que a influência do lado deles fosse maior, isso não os tornaria superiores; não se trata de quem está acima, e ele quer que conversem em pé de igualdade — essa é a posição dele. Disse também que o pessoal da TV provavelmente vê YouTubers como pessoas comuns, mas que ele considera que celebridades também são pessoas comuns.
Como pedido concreto, Ryuji menciona uma conversa prévia. Como a equipe da TV estava esperando ali havia dezenas de minutos, ele gostaria que, nesse momento, tivessem dito algo como: "Vocês estão gravando para o YouTube, né? Nós vamos filmar daqui, então vocês não vão entrar no enquadramento". Se fizessem isso, daria a boa impressão de que o pessoal da TV é atencioso, e o lado deles também procuraria não atrapalhar. Ryuji disse que é inevitável que trabalhos se choquem, mas que, se há gente de TV assistindo, o importante não seriam as concessões mútuas? Ele quer ser visto em pé de igualdade. Também disse que, se agirem com arrogância, vai dizer diretamente que tem autorização e faz o canal de culinária com convicção, então quer poder filmar direito.
Por outro lado, houve agradecimentos à pessoa que operou a câmera na viagem. Graças à sua habilidade técnica e às várias orientações que deu, a filmagem correu sem problemas. Ryuji disse que, quando falam que a qualidade de imagem dos vídeos de review recentes mudou, é porque essa pessoa está filmando com capricho, e que, se acharem as imagens boas, perceberem isso serve de incentivo.
Reações aos comentários e a história da conta secreta
A-ko apresentou comentários sobre os vídeos de makanai, como "perfeito para ouvir antes de dormir" e "sempre têm assunto para conversar". Diz que lê todos os comentários e vai dando curtidas com outra conta, separada da sua.
Em resposta, Ryuji revela que antigamente também tinha uma conta secreta, onde desabafava coisas como "a equipe de tal emissora foi desagradável". Parou porque alguém de dentro criou uma conta do tipo "A verdade sobre o Buzz Recipe" e postou ali coisas que eram uma espécie de exposição. Ryuji descobriu quem estava por trás da conta, e a pessoa apagou todas as suas contas.
Segundo Ryuji, divulgar de propósito algo que não foi tornado público é rebaixar a reputação do outro e pode até virar processo. Espalhar que fulano famoso disse tal coisa, mesmo que seja verdade, configura difamação se prejudicar a reputação — essa é a explicação dele. Muita gente acha que não tem responsabilidade pelo que diz na internet, mas na verdade tem, e ataques e ofensas podem ser cobrados mesmo anos depois. Ryuji enfatizou que isso é como entregar seu ponto fraco a alguém de quem você não gosta, então é melhor parar, para o seu próprio bem. Ele entende que dá estresse, então é melhor escrever num diário ou conversar com amigos de verdade; escrever críticas e falar mal em lugares que qualquer um pode ver é arriscado.
Mas Ryuji acrescentou que ele próprio fala ciente dos riscos. Às vezes menciona emissoras específicas ou o caso em que foi bloqueado, mas parte da premissa de que ele próprio não faz muita coisa errada.
Encerramento com "não vai bombar, né?"
Por fim, quando A-ko diz que quer muito que as pessoas experimentem os pratos deste vídeo e que espera que ele bombe, Ryuji nega rindo: a conversa ocupa quase metade do vídeo e o udon fica pronto em 5 minutos, então não vai bombar. Em seguida, pede que deem like se gostaram do clima, e o vídeo termina.
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