Ryuji faz uma "avaliação para valer" dos 6 pratos prontos criados com a Belc: do protótipo à produção em massa
料理研究家リュウジのバズレシピTraduzido de 日本語
Este vídeo mostra Ryuji, especialista em culinária, avaliando seis pratos prontos desenvolvidos em conjunto com a rede de supermercados Belc. As cenas de um evento com participantes selecionados por sorteio se alternam com imagens anteriores de reuniões e degustações. A questão central é se os pratos prontos baseados nas receitas de Ryuji conseguem manter, mesmo produzidos em grande escala numa fábrica, o sabor de quando são feitos em casa. Repetindo que "nunca achei gostoso tonkatsu nem karaage de rotisseria", Ryuji prova cada produto na fase de protótipo e na fase de produção em massa, comparando-os e apontando o que pode melhorar. Segundo o vídeo, esta é a terceira parceria com a Belc.
Prato 1: tonkatsu que continua crocante mesmo depois de horas
O primeiro produto é o "Tonkatsu para valer (maji) de Ryuji". Trata-se de uma nova versão, inspirada na receita de Ryuji, do tonkatsu vendido por unidade que é o mais vendido da Belc. Segundo a pessoa responsável pelas compras, tomou-se como referência o "tonkatsu que continua gostoso mesmo depois de muito tempo na marmita", apresentado por Ryuji num vídeo, e por isso a massa de empanar leva uma quantidade bem generosa de ovo. O próprio Ryuji explica que a característica da sua massa de empanar é justamente essa cobertura fofinha obtida ao misturar ovo.
O protótipo servido na reunião havia sido frito cerca de cinco horas antes. Ryuji comentou que cinco horas é bastante tempo, mas, ao dar a primeira mordida, exclamou com surpresa: "Está crocante!", e avaliou que o produto já estava bom do jeito que estava. Ao perguntar se seria possível produzi-lo em massa, a resposta foi que isso ainda estava sendo acertado com a fábrica.
Depois, foi servida uma versão pensada para a produção em massa. A carne havia sido processada na fábrica até o ponto de crua empanada e frita na loja, quatro horas antes. Ryuji avisou que o sabor muda completamente entre fazer numa cozinha apertada e produzir em grande escala numa fábrica, e que por isso seria preciso avaliar com rigor; ao provar, admirou-se de a cobertura continuar crocante mesmo depois de tanto tempo. A pessoa responsável pelas compras explicou que, além da farinha panko, o ovo na massa de empanar impediu que a umidade da carne passasse para a cobertura.
No evento propriamente dito, Ryuji recomendou acompanhar o tonkatsu com ponzu de alho. Arrancando risadas, disse: "Vocês podem achar que estou fazendo propaganda da Belc, mas já virei garoto-propaganda, então podem achar mesmo", e afirmou que, entre os tonkatsus de rotisseria que conhece, este está entre os melhores. Uma das pessoas presentes comentou que pegou um pedaço com bastante cobertura e que isso acabou sendo uma vantagem, ao que Ryuji respondeu que queria que as pessoas saboreassem justamente o gosto da cobertura.
Prato 2: donburi de salmão marinado com barriga e lombo
O segundo prato é um donburi de salmão marinado. São usados dois cortes de salmão: a barriga (harasu), bem gordurosa, e o lombo. Tomando a receita de Ryuji como referência, tentou-se reproduzir também o molho de ostra e um toque leve de picância. O arroz é temperado com vinagre, e Ryuji concordou que, para servir com peixe cru, o certo é arroz de sushi.
Ryuji elogiou o quanto o tempero havia penetrado, mas sugeriu que, como comer a porção inteira poderia ficar monótono, seria bom ter algo refrescante, como um picles. Ao saber que na loja é possível levar gengibre em conserva (gari) à vontade, pediu que se colocasse um aviso no material de ponto de venda dizendo para levar gari. Também afirmou que wasabi combina perfeitamente com este donburi e que o ideal é ir mudando o sabor com o wasabi que acompanha o prato. Como o wasabi equilibra a gordura da barriga do salmão, quem gosta de wasabi deve acrescentá-lo. Na avaliação de Ryuji, não é comum ver um donburi de salmão assim entre os pratos prontos de supermercado, então este pode ser um caminho próprio da Belc.
Prato 3: lombo de porco assado com uma tostadura que só a loja consegue fazer
O terceiro prato é o "Banquete! Lombo de porco assado para valer (maji)". A pessoa responsável pelo produto tem todos os livros de Ryuji e escolheu uma receita de chashu que usa molho de ostra e na qual basta marinar e assar a carne. Desta vez, o tempo de marinada foi aumentado, e o corte usado é a copa-lombo (sobrepaleta).
Ao ver o protótipo, Ryuji se empolgou já com a aparência e o elogiou, dizendo que parecia chashu comprado num açougue. Também comentou que, em casa, é difícil assar uma peça inteira de carne no forno até obter essa tostadura, e que por isso faz sentido comprá-lo como prato pronto.
Na versão de produção em massa, ajustada para a fábrica, passou-se a combinar carne de paleta com copa-lombo. Ryuji apontou com franqueza que a versão anterior parecia ter mais gordura e que esta provavelmente estava abaixo da anterior. Também disse que esse tipo de coisa acontece quando se cozinha em grande quantidade. A pessoa responsável explicou que, no produto final, haverá partes com mais e com menos gordura misturadas. Mesmo assim, Ryuji concluiu que o tempero estava perfeito e que "isto está gostoso".
No evento, destacou que o tempero penetrou muito bem na carne. A receita de chashu de Ryuji prioriza a rapidez no preparo, mas neste produto o sabor chega até o centro, o que traz uma qualidade diferente da receita original. Entre os seis pratos, este é um dos favoritos de Ryuji. Quando alguém da plateia pediu que fosse vendido como prato para o Ano-Novo, Ryuji concordou, dizendo que é bom ter, no Ano-Novo, algo que se possa comer frio mesmo.
Prato 4: o "donburi de corned beef com pepino", uma receita dos primeiros tempos
O quarto prato é o donburi de corned beef com pepino, batizado de "loop infinito". A pessoa responsável pelo produto gosta muito desta receita, e Ryuji achou graça na escolha de uma receita tão antiga.
Sobre o protótipo, Ryuji partiu do princípio de que estava gostoso, mas observou que, como o corned beef usado era diferente do da receita original, seria melhor mudar o tempero. Em especial, sentiu falta de óleo de gergelim. Segundo a pessoa responsável, a receita original levava óleo de gergelim, mas era difícil incorporá-lo na fábrica. Ryuji disse que, se o óleo de gergelim fosse colocado por cima, ficaria muito gostoso. Também contou que deixou de fazer receitas com corned beef porque o produto está caríssimo hoje em dia, e que este donburi, cheio de corned beef, é uma "comida dos sonhos".
Na versão de produção em massa, foi acrescentado o óleo de gergelim que estava pendente. Ryuji aprovou, dizendo que estava tão gostoso quanto antes e que podiam seguir assim. No evento, apresentou o prato para quem gosta de comidas mais "junk". Quando alguém da plateia disse que pretendia comprar corned beef e fazer sua própria versão para competir com Ryuji, foi informado que a loja vende corned beef de 340 g em embalagem verde e amarela. Ryuji achava que não era vendido e disse que compraria um depois para levar para casa.
Prato 5: karaage feito com água com gás no lugar da cerveja
O quinto prato é o "Delícia!! Karaage de sobrecoxa para valer (maji)". A pessoa responsável pelo produto conta que o karaage com cerveja do livro de Ryuji Idai naru Chicken Yarō era tão gostoso que chegou a emocioná-la. No entanto, por certas circunstâncias, não é possível levar cerveja para a fábrica, e por isso foi usada água com gás no lugar.
Este também havia sido frito cinco horas antes. Dizendo que "nunca achei gostoso karaage de rotisseria", Ryuji provou e explicou que usar água com gás deixa o frango crocante mesmo depois de frio. Segundo a pessoa responsável, as fábricas não gostam de usar ingredientes gaseificados como a água com gás, mas foi possível convencê-las. A avaliação de Ryuji foi de que o sabor estava muito bom, mas não tão forte quanto o do seu próprio karaage, o que deixa espaço para combinar com outras coisas. Considerou positivo haver várias formas de comer, como polvilhar especiarias.
Sobre a versão de produção em massa, a pessoa responsável relatou que levar a água com gás para a fábrica foi um grande obstáculo, mas que conseguiram, e que também foram adotados ingredientes que a Belc nunca havia usado. Ryuji ficou contente porque o frango continuava crocante e disse que, se conseguem fazer isso, dá para achar gostoso até karaage de supermercado. No evento, alguém da plateia comentou que o sal e as especiarias se destacam mais do que o shoyu e que parecia ideal para marmita. Ryuji concordou que, por ser gostoso até frio, é ótimo para marmita.
Prato 6: de namerō a donburi de negitoro à ocidental
O último produto foi o que ficou como tarefa pendente até o fim. A ideia inicial era transformar o namerō de Ryuji num donburi. Ryuji observou que o sabor estava igual ao do seu namerō, mas que os pedaços de peixe estavam grandes. A pessoa responsável respondeu que ficaria mais gostoso se o peixe fosse mais picado, mas que, por questões da matéria-prima, não sabia até que ponto isso seria possível. Ryuji então sugeriu que, como esse sabor só se obtém picando bem o peixe, talvez fosse melhor fazer um donburi de negitoro à ocidental.
Assim, o produto virou um donburi de negitoro à ocidental. Segundo a pessoa responsável, como a reação na degustação anterior tinha sido morna, acrescentaram azeite ao molho e colocaram uma fatia de limão para que o visual também remetesse ao estilo ocidental e fosse fácil imaginar o sabor do limão. Ryuji avaliou que estava melhor do que antes. Porém, acrescentou que, por ser toro, inevitavelmente há um cheiro, o que o incomodou um pouco, e que ficaria ainda mais gostoso com mais pimenta-do-reino ou polvilhando pimenta na hora de comer.
No evento, destacou que a acidez do limão estava ótima. Também explicou que as especiarias e o azeite mascaram o cheiro característico do peixe com aromas ocidentais. Quando uma pessoa da plateia que detesta atum comentou que, se não tivessem dito, nem perceberia que era atum, Ryuji ficou feliz e disse que esse comentário deveria virar o slogan do produto. A apresentação concluiu que todos os seis pratos receberam avaliações positivas.
Variação 1: katsuni feito com tonkatsu de rotisseria
A segunda metade é um quadro de variações caseiras com alguns dos seis pratos. Ryuji avisou que todas são preparações simples e que qualquer pessoa consegue fazê-las se anotar os passos.
A primeira é um katsuni feito com o tonkatsu. Cortar a cebola no sentido contrário às fibras faz com que ela cozinhe mais rápido. A quantidade fica a gosto; basta mais ou menos uma pitada. Em fogo médio, acrescentam-se 5 colheres de sopa de água, 1 colher de sopa e 1 colher de chá de shoyu e o mesmo de mirin, e meia colher de chá de açúcar, já que o katsuni fica mais gostoso um pouco adocicado. Pode-se usar hondashi, mas ele é muito salgado e deixa o prato salgado demais, por isso aqui se usam 4 sacudidas de Ajinomoto. Em seguida, entram 2 pitadas de katsuobushi em pó para dar sabor de caldo dashi. Flocos de katsuobushi também servem.
Para fazer donburi, usa-se 1 ovo; para comer como katsuni, podem ser 2. O segredo, segundo Ryuji, é cortar o tonkatsu antes em pedaços fáceis de comer, porque cortar depois com faca dá trabalho. Quando o caldo ferver, coloca-se o tonkatsu e despeja-se o ovo levemente batido, de modo que clara e gema ainda fiquem separadas. Tampa-se a panela e cozinha-se em fogo baixo até o ovo ficar mole; servido sobre arroz, vira katsudon, e servido num prato, katsuni.
Ryuji explicou que a vantagem deste método é aproveitar para reaquecer o tonkatsu comprado já frio. Também disse achar que o katsuni é a melhor forma de comer tonkatsu de rotisseria. Gosta tanto que, se um izakaya tiver katsuni no cardápio, pede sem falta. Em tom de brincadeira, comentou que o romantismo do katsuni está em estragar com o caldo algo que foi frito para ficar crocante, mas que não há culpa nisso, já que se trata de "ressuscitar" o tonkatsu. A pessoa responsável, ao provar, disse que, como a cobertura não é fina e sim encorpada, o katsuni fica excelente, e Ryuji respondeu que, se a cobertura não for grossa, o katsuni não fica gostoso.
Variação 2: torimeshi feito com karaage
A seguinte é um torimeshi feito com o karaage. Corta-se o karaage ao meio. Se der preguiça, não precisa cortar, mas cortado fica mais bonito. Ryuji mostrou a parte interna e observou que o karaage da Belc tem uma proporção muito alta de carne.
O molho é feito na frigideira: 1,5 colher de sopa de shoyu, 1 colher de sopa de açúcar, 1 colher de chá de saquê e 1 de mirin, e 2 sacudidas de Ajinomoto. Como o Ajinomoto reforça o umami, fica gostoso mesmo sem preparar caldo dashi. Por levar bastante açúcar, se for bem aquecido o molho engrossa como um molho teriyaki. Mas, se reduzir demais, queima, então deve-se parar quando estiver encorpado. Coloca-se o arroz numa tigela, espalha-se nori picado, colocam-se quantos pedaços de karaage se quiser, rega-se com o molho e acrescenta-se gengibre vermelho em conserva (beni shoga), e está pronto.
A pessoa responsável, ao provar, elogiou como o molho agridoce envolve bem o karaage. Ryuji explicou que esse molho adocicado combina justamente porque o sabor do karaage é simples. Também disse dar importância à sensação de "ter preparado um prato" que surge ao incrementar só um pouco um prato pronto, algo que aquece o coração tanto de quem come quanto de quem serve.
Variação 3: sanduíche de chashu com o lombo assado
A terceira, já que vinham seguidos pratos com arroz, é um sanduíche com o lombo de porco assado. Passa-se maionese nos dois lados do pão, um pouco mais de 1 colher de sopa. Assim, a umidade da alface não penetra no pão e o sanduíche não fica murcho. Como se quer um toque salgado ao comer com o pão, polvilha-se um pouco de sal com umami, como o Ajishio. Por cima, coloca-se alface já cortada, ou alface lavada e bem escorrida, e o lombo assado à vontade. Segundo Ryuji, chashu e maionese combinam muito bem.
Depois de montado, o sanduíche é embrulhado em papel-toalha, dobrando as pontas como num origami. Assim as mãos não se sujam e dá para comer com uma só, e Ryuji recomendou aprender pelo menos esse jeito de embrulhar. Por fim, corta-se o sanduíche ao meio com uma faca, e o chashu aparece em destaque no corte. Ryuji afirmou que até um chashu de estilo japonês combina muito bem com sanduíche e apresentou esta como a variação mais simples de todas, já que basta montar.
Avaliação também dos produtos de marca própria da Belc
Em seguida, Ryuji avaliou também produtos de marca própria que a Belc vende com orgulho. Sobre o peperoncino com alho em porção grande, disse que o macarrão estava mole, mas que o tempero estava muito bom. O tiramisù de hojicha foi provado pela primeira vez; Ryuji considerou que não é doce demais e que o leve amargor do hojicha combina com a suavidade do pão de ló, e deu nota A+. Por gostar de doces, disse que este estava especialmente a seu gosto. Na couve-flor frita, elogiou a cobertura bem temperada e o fato de manter a textura da couve-flor, que se perde quando cozida demais. Disse que estava gostosa mesmo fria, mas que recém-frita deveria ficar ainda melhor, e que queria provar de novo saída da fritura.
Depois, foi anunciado que, após esta avaliação, o lançamento oficial dos produtos da parceria estava confirmado e que haveria uma pré-venda para as pessoas presentes.
"Se não dá para comprar tudo, não faço": o atrito na reunião
O vídeo também inclui uma cena de reunião sobre como o evento seria conduzido. Ryuji entendia que o evento seria uma gravação aberta ao público, na qual apresentaria os pratos gostosos que finalmente haviam sido criados. Mas, segundo a explicação da Belc, embora todos os produtos fossem provados e avaliados no dia, apenas o tonkatsu e o salmão estariam nas prateleiras. Os lançamentos seriam divididos entre maio, junho e julho, e os produtos a partir da segunda leva ainda não poderiam ser comprados.
Diante disso, Ryuji questionou se havia sentido fazer o evento, já que as pessoas provariam os produtos sem poder comprá-los. Quando a Belc explicou que queria realizá-lo como um evento para anunciar o início da parceria, Ryuji respondeu que, sendo um evento com público convidado, não fazia sentido não poder comprar tudo, e disse: "É uma falta de respeito com os clientes" e "Não posso fazer um evento tão malfeito assim". Mesmo diante da possibilidade de haver limitações, pediu que, se fossem convidar o público, preparassem todos os produtos em quantidade suficiente para que todos pudessem comprar; caso contrário, que não usassem seu nome para atrair clientes. O motivo, segundo Ryuji, é que, se estivesse no lugar dos clientes, não gostaria disso.
Encerramento: sem parceria com empresas sem empenho
No fim, foi mencionado que o aniversário de Ryuji tinha sido quatro dias antes, e o público fez uma homenagem. Ryuji agradeceu às pessoas que vieram após o sorteio e disse ter ouvido que muitas não conseguiram vir. Também comentou que não é comum um evento em que o público fica sentado assistindo por uma hora e meia.
Ryuji afirmou claramente que recusa trabalhos com empresas que realmente não têm empenho. Aceitou esta parceria porque a Belc se dedicou com a disposição de criar, junto, algo realmente gostoso. Sobre os produtos com o logotipo da empresa e a indicação de sua supervisão, pediu ao público que saboreasse esse espírito de fazer algo realmente gostoso e que, quem tivesse uma Belc por perto, desse uma olhada na seção de pratos prontos — e assim termina o vídeo.
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