"Tantanmen frio sem caldo" sem pasta de gergelim: a receita de Ryuji com leite de soja e gergelim moído
料理研究家リュウジのバズレシピTraduzido de 日本語
Neste episódio, Ryuji prepara a versão fria do tantanmen sem caldo. Segundo Ryuji, a gravação foi feita às pressas porque muitos comentários pediam "faça um tantanmen frio sem caldo" e, de fato, essa receita ainda não tinha sido feita. Em vez da tradicional pasta de gergelim, o molho é feito com leite de soja e gergelim moído. A carne com missô também é temperada com missô comum, e não com tianmianjiang. O eixo da receita é permitir que ela seja feita em casa com ingredientes fáceis de encontrar. Na segunda metade, Ryuji também apresenta um acompanhamento, o "moyashi com missô", que pode ser feito na mesma panela, e prova os dois pratos juntos.
Abertura e ingredientes
Na abertura, Ryuji conta que acabou fazendo, sem aviso, a "adivinhação do gelo" que costuma fazer. Trata-se de uma adivinhação em que a sorte do dia é definida pela quantidade de gelo que cabe no copo, e que os espectadores às vezes pedem. Em seguida, diz "hoje sem enrolação" e vai direto ao assunto.
Os ingredientes do tantanmen são apenas carne de porco moída, macarrão achatado, cebolinha e alho. O macarrão não precisa ser achatado: pode ser de espessura média, um pouco mais grosso ou o que a pessoa preferir. Mas Ryuji diz que fios médios ou mais grossos combinam melhor do que os finos. Dá para acrescentar uma verdura como komatsuna, mas a posição de Ryuji é que, basicamente, não é necessário. Quase nada precisa ser cortado com faca, e Ryuji enfatiza que a receita é "facílima".
Por que usar leite de soja e gergelim moído no lugar da pasta de gergelim
Segundo Ryuji, o tantanmen normalmente leva pasta de gergelim de bisnaga ou de pote. Mas a pasta de gergelim é cara e, depois de comprada, é comum não saber em que mais usá-la além do tantanmen. Por isso, desta vez o molho, parecido com uma pasta de gergelim, é feito com leite de soja e gergelim moído.
O gergelim moído tem validade longa, não endurece, conserva-se bem e ainda é barato. Ryuji aponta isso como vantagem. Com pasta de gergelim o resultado fica, de fato, mais encorpado, mas um tantanmen frio sem caldo não precisa ser tão encorpado, então o gergelim moído é suficiente, na avaliação de Ryuji.
Quando alguém da equipe pergunta se dá para substituir por gergelim torrado em grãos, Ryuji responde: "não dá de jeito nenhum". Gergelim moído e gergelim torrado são coisas diferentes: o torrado continua em grãos e não se mistura ao leite de soja. Ryuji mostra na prática como o gergelim moído se incorpora ao leite de soja só de misturar.
A carne com missô é feita primeiro e esfriada em temperatura ambiente
A primeira tarefa é refogar a carne. Na visão de Ryuji, no tantanmen frio a carne fica mais gostosa se também estiver razoavelmente fria. Por isso, ela é refogada primeiro e deixada de lado.
A carne de porco moída vai direto para a frigideira, sem óleo. Segundo Ryuji, não é preciso, porque o porco solta gordura. O tempero é cerca de 1 colher de chá de missô. Ryuji usa uma marca cujo nome soa como "Yamabuki Miso", mas missô comum serve. Como o missô se dissolve com dificuldade, o ideal é misturá-lo à carne enquanto ela doura. Fica pronto quando surgem partes tostadas e a carne moída fica crocante. Quando alguém da equipe comenta "é saudável, né?", Ryuji concorda que a carne está sendo refogada na própria gordura, e em seguida os dois caem na risada.
Antes, a carne com missô era feita com tianmianjiang. Mas muita gente não tem tianmianjiang em casa, e os usos dele são limitados. Recentemente o tianmianjiang acabou na casa de Ryuji, que imaginou que muita gente passa pela mesma situação. Por isso, desta vez a escolha foi propositalmente pelo missô.
A carne refogada esfria na própria frigideira. Ryuji também comenta que assim sobra menos louça para lavar. Quem estiver com pressa pode colocá-la na geladeira. Mas, se ficar gelada demais, a carne endurece, então o melhor é deixá-la esfriar em temperatura ambiente, diz Ryuji.
Como fazer o molho e a função de cada ingrediente
O molho é feito em uma tigela e vai para a geladeira na própria tigela. A ordem em que Ryuji coloca os ingredientes e as explicações para cada um são as seguintes.
Primeiro, cerca de 2 colheres de sopa de gergelim moído e, depois, leite ou leite de soja. Ryuji acha que o leite de soja combina melhor, mas diz que, se não houver, leite comum serve. Em seguida, cerca de 1 colher de chá de missô. Segundo Ryuji, com o missô o molho fica encorpado de uma vez.
A picância vem do doubanjiang. A quantidade é meia colher de chá, o que deixa o prato "razoavelmente apimentado". Quem não tiver doubanjiang ou não quiser picância pode substituí-lo pela mesma quantidade de missô. Assim o tantanmen fica quase sem ardência, e a receita pode ser comida até por crianças. Ryuji prefere com doubanjiang, mas diz que a versão com missô também fica muito boa.
Depois, cerca de 1 colher e meia de chá de óleo de gergelim, que realça ainda mais o aroma do gergelim. Caldo de frango em pó, meia colher de chá. Segundo Ryuji, o caldo de frango que está usando se dissolve com facilidade.
O vinagre é 2/3 de colher de chá, e Ryuji enfatiza que essa parte é "importante". Como o vinagre dá firmeza ao sabor, Ryuji insiste: "coloquem sem falta", e explica que o tantanmen também costuma levar um pouco de vinagre.
O alho é ralado. Se não houver, dá para usar cerca de meia colher de chá de alho em pó, mas o fresco fica mais gostoso. São 7 sacudidas de realçador de sabor. Esse molho praticamente só tem o missô como pilar de sabor, e o gosto não chega a se definir. Por isso, a explicação de Ryuji é que vale colocar um pouco mais de realçador de sabor. Em seguida, entra o shoyu. Segundo Ryuji, o tantanmen comum também leva shoyu. Uma leve pitada de pimenta-do-reino preta também é preferência de Ryuji.
Aqui Ryuji prova o molho, diz "muito gostoso" e então percebe que esqueceu o açúcar. Acrescenta cerca de meia colher de chá e complementa que um pouquinho de açúcar define o sabor e dá profundidade. O molho pronto vai para a geladeira na própria tigela.
Acompanhamento "moyashi com missô": cozido na mesma água
Enquanto a água para o macarrão ferve, Ryuji encontra um moyashi "quase morrendo". Decide então fazer um acompanhamento que serve de petisco para beber.
O moyashi é escaldado por cerca de 1 minuto na água antes de o macarrão ser cozido. Também dá para fazer no micro-ondas, mas cozido fica mais gostoso. Normalmente, ao fazer acompanhamentos de moyashi, Ryuji às vezes usa sal para tirar a água. Mas desta vez, além de dar trabalho, o sal passaria para a água e deixaria o macarrão salgado, então o moyashi é apenas escaldado. A água que sobra depois de cozinhar o moyashi fica com um leve cheiro de moyashi, mas para cozinhar macarrão isso não incomoda nem um pouco, diz Ryuji.
O moyashi cozido é resfriado rapidamente em água corrente e espremido de leve, porque está quente demais para manusear. Vai para uma tigela com cerca de 2 colheres de chá de missô e 6 sacudidas de Ajinomoto. Segundo Ryuji, o missô se dissolve melhor quando massageado com as mãos. Mostrando o resultado, Ryuji explica que o missô absorve a água, então o prato não fica aguado. Para dar aroma, entra shichimi togarashi a gosto e, "por ser de beber", uma pitada de sal. Quem quiser mais picância pode colocar bastante ichimi togarashi.
A equipe comenta que não é comum ver a combinação de apenas missô e Ajinomoto. Ryuji responde que, surpreendentemente, pouca gente usa o missô dessa forma. E cita o próprio "missô lámen supremo": uma receita com sabe-se lá quantos milhões de visualizações, que quase não leva dashi e é construída com o umami do missô e do Ajinomoto. Mesmo assim, dizem que fica "melhor que o de restaurante". O argumento de Ryuji é que a boa combinação entre realçador de sabor e missô também fica evidente nesta receita de moyashi. Ryuji diz ainda que, desta vez, tanto o tantanmen quanto o acompanhamento são "missô do começo ao fim".
Quando usar Ajinomoto e quando usar Hi-Me
Quando alguém da equipe pergunta "dá para fazer com Hi-Me?", Ryuji responde que com Hi-Me também fica gostoso, e que o Hi-Me dá mais profundidade. Mas, como o Hi-Me é caro, Ryuji não o usa em tudo. Usa quando quer chegar ao sabor de restaurante. O exemplo citado é o molho de enguia feito há pouco tempo, para o qual Ryuji explica ter usado Hi-Me "para superar os restaurantes". A equipe acrescenta que há profissionais da culinária japonesa que também usam Hi-Me.
Cozinhar o macarrão, resfriá-lo e espremê-lo bem
O macarrão usado é um macarrão achatado comprado no supermercado Life. A embalagem indicava 3 minutos e meio para macarrão frio, mas Ryuji diz que cerca de 3 minutos basta "porque todo mundo gosta mais firme", e que, basicamente, pode-se seguir a indicação da embalagem. Na hora de colocar o macarrão, houve dificuldade porque ele não cabia na panela. Ryuji diz que, mexendo, ele cozinha e vai afundando, e brinca: "o ser humano não pode desistir".
O macarrão achatado é largo e um pouco espalhado. Ryuji diz gostar da textura, que não é nem de fio médio nem de fio grosso. Como o molho adere bem, ele combina com molhos mais viscosos como o desta receita. Na falta de macarrão achatado, Ryuji recomenda fios médios ou um pouco mais finos. Diz que somen e similares também combinam. Já o macarrão extragrosso não combina, porque pede um molho mais concentrado.
O macarrão cozido é passado na água fria e depois resfriado em água com gelo. Segundo Ryuji, a água com gelo dá mais firmeza ao macarrão e o deixa mais gostoso. Depois de resfriar até as mãos ficarem geladas, o macarrão é espremido com força nas mãos. Isso porque, se sobrar água, o molho fica diluído.
Misturar e montar
O molho gelado sai da geladeira, e o macarrão é colocado e envolvido fio a fio. O molho está levemente avermelhado. Ryuji levanta o macarrão para mostrar que não sobra molho no fundo da tigela. Segundo Ryuji, é sinal de que o macarrão achatado está envolvendo muito bem o molho.
Por cima vai a carne com missô, esfriada em temperatura ambiente. A carne está fria e crocante. Em seguida, bastante cebolinha picada e, para finalizar, óleo de pimenta (rayu). Se houver, também vão gergelim torrado e pimenta de Sichuan. Segundo Ryuji, na cobertura o gergelim torrado fica mais bonitinho. A função é diferente da do gergelim moído usado no molho. A pimenta de Sichuan, segundo Ryuji, pode ser omitida que fica igualmente ótimo. Assim fica pronto o tantanmen frio sem caldo e sem pasta de gergelim, servido com o moyashi com missô ao lado.
Degustação: a cremosidade do gergelim moído e a textura do moyashi
Depois do brinde, começa-se pelo moyashi com missô. A equipe diz que "a leve picância é ótima" e elogia o aroma e a ardência acrescentados pelo shichimi. Alguém também comenta: "isso já é petisco para beber". Segundo Ryuji, esse tipo de prato de moyashi normalmente leva óleo de gergelim ou outro óleo. A equipe concorda que, no caso do namul, a impressão é de que leva óleo. Mas Ryuji diz que, mesmo sem óleo, fica muito gostoso, tão bom quanto um namul. Como não há óleo, quase não tem calorias.
Ao levantar o tantanmen, o macarrão sobe em um grande bloco. Ryuji explica que isso é prova de que o molho está aderindo. Só com leite de soja o molho ficaria aguado, por isso o gergelim moído é usado para dar cremosidade. Sobre a importância desse gergelim moído, surge na conversa com a equipe a frase "desde o dia de Ochiai". Parece referir-se a algo ocorrido em um episódio anterior.
Depois da primeira garfada, Ryuji diz "すりごまったぐるめ (o gergelim moído está gostoso)" e "que incrível", e comenta que está levemente picante. A equipe diz que lembra um pouco aburasoba.
Comendo junto com o moyashi, acrescenta-se uma textura crocante que o tantanmen sem caldo não tem, e a satisfação aumenta, enfatiza Ryuji. A equipe concorda que é bom ir colocando por cima enquanto come. O moyashi com missô também funciona como acompanhamento, mas a intenção de Ryuji é que ele foi feito, na verdade, para ser comido junto com o tantanmen.
Avaliação da picância e doubanjiang extra
As opiniões sobre a picância se dividiram. A equipe diz que a ardência está bem suave e que talvez pudesse ser mais picante. Quando Ryuji responde "mas eu coloquei bastante rayu", alguém da equipe brinca que talvez seja porque ficou calejado de tanto comer o superpicante "Hokkyoku".
Ao acrescentar mais doubanjiang, a equipe avalia que fica mais gostoso. Ryuji admite que talvez valha a pena adicionar e diz que, com mais doubanjiang, o sabor combina ainda mais com bebida. Mas a posição de Ryuji é que, para este macarrão, a picância original está boa. Por outro lado, Ryuji também comenta que, em comparação com o teor de sal habitual das próprias receitas, esta está relativamente suave, então acrescentar um pouco de doubanjiang pode ser uma opção. No fim, recomenda que cada um adicione doubanjiang a gosto. Outra pessoa da equipe diz "não está bem picante?" e comenta que a ardência aparece no meio da refeição. Ryuji explica que é por causa da meia colher de chá de doubanjiang.
Conclusão: um prato de cardápio limitado de casa de mazesoba, feito em casa
Enquanto come, Ryuji diz que o sabor lembra o de um prato por tempo limitado de uma casa de mazesoba. Se dá para fazer isso em casa com tanta facilidade, vale muito a pena experimentar, diz Ryuji. Por fim, comenta que, na estação quente, dá para acrescentar doubanjiang e comer como macarrão-petisco, ou servir no almoço, e que é um prato que refresca o corpo, encerrando com um convite aos espectadores para fazerem o tantanmen frio sem caldo.
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