O "Hiyashi Koshō Soba" da Seven é mesmo tão salgado quanto água do mar? Ryuji prova, compara e refaz em casa

Traduzido de 日本語

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Visão geral

O "Hiyashi Koshō Soba" (soba gelado de pimenta) da Seven-Eleven virou um grande assunto nas redes sociais por ser "salgado demais", e Ryuji recebeu uma enxurrada de mensagens pedindo: "Deem isso para o Ryuji comer". No vídeo, Ryuji prova e avalia esse produto e também o "Hiyashi Iekei Ramen", igualmente supervisionado pela Ramen Walker, e, no final, recria um soba de pimenta "do jeito que eu faria". Ryuji avisa de antemão que, se até Ryuji disser que algo é salgado, é porque é muito, e aceita a tarefa de julgar.

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Fama de ser mais salgado que o "SUSURU"

Segundo Ryuji, antes mesmo de provar, já tinham chegado tantas informações sobre esse soba de pimenta que a sensação era de estar "de barriga cheia". Entre as opiniões recebidas, havia quem dissesse que era "como comer água do mar", e, em comparação com o produto "SUSURU", que já tinha ficado famoso por ser salgado, diziam que era "tão salgado que nem dá para comparar". Ryuji conta ainda que havia comentários dizendo que a Ramen Walker, responsável pela supervisão, "comeu tanto ramen que ficou com o paladar estragado".

Segundo a tabela nutricional, o teor de sal é de 8,0 g, e Ryuji diz que o produto "SUSURU" que deu o que falar tinha cerca de 6,2 g. Ryuji também observa que a fama de salgado se concentra, de modo geral, nos produtos servidos gelados.

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Hiyashi Iekei Ramen: alho demais

O primeiro a ser provado foi o Hiyashi Iekei Ramen. Tem 728 kcal e 300 g de macarrão. Ao abrir a embalagem, havia uma grande quantidade de alho picado em separado, o que surpreendeu toda a equipe. O caldo leva óleo vegetal, e o macarrão é mais para achatado, lembrando o estilo iekei. Por cima, vai um pouco de alga nori. O preço é de 594 ienes, e Ryuji comenta: "Uns 600 ienes, mais ou menos, é normal". O teor de sal é de cerca de 6,1 g.

Primeiro, a equipe provou sem ouvir a opinião de Ryuji. As impressões foram "só tem gosto de alho", "salgado" e "não é gostoso", ou seja, nada boas.

A impressão do próprio Ryuji foi a de que tinha "o gosto de quando você coloca todo o alho que fica disponível no balcão de uma casa de iekei". O estilo iekei de fato aparece, mas há alho demais. Ryuji apontou que, em vez de projetar o produto para que se coloque todo o alho que vem junto, seria melhor ajustar a quantidade desde o início. Ainda assim, disse que não chega a ser intragável. A equipe comentou também que, por causa do alho forte demais, quase não dava para sentir o sal. Ryuji interpretou isso como o sal sendo mascarado pelo alho.

A nota foi "B menos". O iekei já é naturalmente salgado, então isso foi bem representado. Ryuji também valoriza o esforço de reproduzir um caldo no estilo iekei. Por outro lado, surgiu a opinião de que talvez não precisasse ser gelado, e que um iekei normal já estaria bom. Ryuji demonstrou compreensão, dizendo que não existe nenhuma casa de iekei gelado, então, ao tentar fazer um, acaba-se criando um sabor totalmente novo, o que deve ser difícil.

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Hiyashi Koshō Soba: só macarrão e cebolinha

Em seguida, veio o prato principal, o soba de pimenta. É mais barato que o iekei e tem 570 kcal. Os ingredientes são shoyu, pimenta e afins, sem nada de especial. O conteúdo é apenas macarrão e cebolinha. O caldo usa óleo vegetal. Ryuji explicou que provavelmente usaram óleo vegetal porque a gordura animal endurece quando esfria. No fundo da embalagem também há pimenta, em quantidade bem grande. O macarrão é mais fino que o do iekei, e houve a observação de que ele parece absorver o sal com facilidade.

Ryuji disse: "Não pode reclamar sem comer; tem que comer antes de reclamar, sem falta", e então provou. A reação da equipe foi: "É tão salgado quanto o SUSURU". Ryuji avaliou: "É tão salgado que o SUSURU não chega nem perto". Um dos membros da equipe começou a dizer "a segunda garfada talvez nem seja tanto", mas Ryuji negou: "Continua salgado demais". Essa pessoa disse que talvez fosse porque tinha suado no caminho até ali, o que arrancou risadas. Ryuji brincou que, beliscando um fio de cada vez enquanto se bebe, até dá.

O iekei ficou no B porque dá para comer tudo, mas este aqui, segundo o julgamento de Ryuji, não dá para comer.

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Soluções para conseguir comer à força

Para quem ainda assim quiser comer, Ryuji testou algumas soluções.

A primeira foi colocar bastante pimenta-branca. A pimenta de mesa comum deixaria o prato ardido demais, mas a pimenta-branca tem uma ardência mais suave, então ela "buga" o paladar e torna possível comer. O raciocínio era que acrescentar um tempero qualquer só deixaria tudo ainda mais salgado. No entanto, a equipe achou ardido e difícil, e houve quem dissesse que, como estratégia, era até mais sofrido.

Em seguida, Ryuji testou ovo e óleo de gergelim. Ryuji disse que estava "gostoso", mas a equipe ficou em silêncio e respondeu: "Está salgado, né". Sobre essa diferença, Ryuji comentou que, depois de comer algo ruim, quando se come algo só um pouco ruim, ele parece gostoso.

A explicação de Ryuji é que, ao colocar mais óleo, o macarrão fica revestido, e o sal não atinge a língua diretamente. Vira uma espécie de aburasoba, mas Ryuji ri: "Acho que aburasoba já está bom". Acrescentou, porém, que o óleo do produto original não é óleo de gergelim.

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Suspeita de "marketing de polêmica" e insatisfação com o preço

Na avaliação final, Ryuji concluiu: "Não dá para comer". Com a ressalva de que, mascarando com óleo de gergelim, até vira algo comível.

Depois disso, meio de brincadeira, lançou uma suposição: será que a Ramen Walker não cria de propósito sabores que dividem opiniões, para que viralizem no X (antigo Twitter)? O "SUSURU" também deu muito o que falar, e todo mundo caiu e comprou. Mas este é ainda mais salgado: "Isso é água do mar", diz Ryuji.

Ryuji também mostrou insatisfação com o preço. Custar quase 500 ienes sendo só macarrão, shoyu, cebolinha e pimenta é caro, e Ryuji disse: "Acho meio abusivo". Para quem quiser muito comer, colocando óleo de gergelim e ovo até dá, mas mesmo assim não fica gostoso. Nesse caso, a sugestão de Ryuji foi comprar na Seven um macarrão chinês, como o vendido para lámen de missô, passar na água fria e comer com shoyu e Ajinomoto.

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Como fazer o soba de pimenta do jeito do Ryuji

Ryuji disse que, do jeito que está, quem comeu o soba de pimenta nunca mais vai querer comer soba de pimenta, e que queria salvar isso. Então preparou o seu próprio soba de pimenta como uma "culinária de resgate". Também disse: "Quero salvar a Ramen Walker".

Como cobertura, seguindo o produto original, usou apenas cebolinha japonesa (naganegi), cortada em rodelas finas, cerca de 25 g. Ryuji acredita que o produto original usa uma base de caldo de ramen. Como é uma base de ramen de shoyu, limitou o shoyu a 2 colheres de chá e meia. Afinal, como o produto já está sendo tão criticado por ser salgado, a ideia é não exagerar no sal.

Quanto ao óleo, havia bastante boiando no produto original, mas sem aroma de óleo de gergelim. Por isso, usou cerca de 2 colheres de chá e meia de óleo de farelo de arroz. A avaliação é que fica mais gostoso com essa quantidade envolvendo o macarrão.

Coloca-se pimenta-do-reino preta moída grosseiramente, umas 10 sacudidas. Nesta etapa, o objetivo não é tanto dar aroma, mas dissolver a pimenta no molho. Pensando que um ramen de shoyu provavelmente teria sabor de niboshi (sardinha seca), acrescenta-se 1/3 de colher de chá de caldo de iriko. Ele serve para dar um sabor mais de ramen, e, se não tiver, pode ser caldo dashi japonês granulado. Depois, entram 1/3 de colher de chá de caldo de frango em pó, 4 sacudidas de Ajinomoto e 1/4 de colher de chá de açúcar. O açúcar pode ser substituído por mirin. Ao misturar, o molho fica levemente encorpado, com uma aparência próxima à do soba de pimenta original. Também se acrescentam 3 sacudidas de alho em pó, mas, como vai muita pimenta, Ryuji explica que o alho tem apenas papel de apoio.

O macarrão foi o de espessura média da Topvalu, cozido por 3 minutos. Na visão de Ryuji, o macarrão chinês gelado, para começo de conversa, é liso demais, e nunca lhe pareceu gostoso. Ryuji também defende a ideia de que, para servir gelado, é melhor um macarrão mais "firme e duro", como o do estilo Jiro, porque mesmo o macarrão refrigerado mantém a textura.

A tigela deve ser gelada no freezer. O macarrão cozido é passado na água fria, mas, se houver água com gelo, fica melhor. Para não diluir o molho, escorra bem a água. Na tigela gelada, misture o macarrão com o molho como se fosse um aburasoba e coloque a cebolinha por cima. É preciso cuidado, porque cebolinha demais deixa o prato ardido. Por fim, cubra com bastante pimenta-do-reino preta moída grosseiramente, e está pronto. Ryuji estima o custo dos ingredientes em cerca de 100 ienes por porção, e 200 ienes mesmo fazendo o dobro. O teor de sal é menos da metade do produto original.

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Degustação: mesma proposta, mas gostoso

A equipe provou o prato pronto e reagiu: "Gostoso", "Tem mesmo cara de soba de pimenta". Ryuji enfatizou que não virou um aburasoba, mas sim um soba de pimenta de verdade. O próprio Ryuji avaliou: "Ficou gostoso, hein", e disse que a proposta de sabor é bem parecida com a do produto original.

A partir daí, Ryuji supõe que o produto original, na fase de testes, com certeza estava gostoso, e que talvez algum erro tenha acontecido. A lógica da sua receita é reduzir o sal, suavizar com niboshi e açúcar e amaciar o salgado com realçador de sabor. Acrescentou que não usou nenhum tempero especial. A equipe também comentou que, apesar da grande quantidade de pimenta, não ficou ardido demais.

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Rigor e expectativas em relação à comida de konbini

Por fim, Ryuji falou sobre o que pensa da comida de loja de conveniência em geral. Ryuji também supervisiona produtos de konbini, mas acha que o limite, para uma loja de conveniência, é chegar ao nível de "muito gostoso". Basicamente, fazer em casa fica mais gostoso, e Ryuji diz que as críticas duras aos produtos que supervisiona vêm justamente de pessoas dizendo "a sua receita é mais gostosa". A equipe também é muito exigente com comida de konbini, e Ryuji diz que provavelmente é porque costumam cozinhar com as receitas de Ryuji. Ryuji ressalta que não está se elogiando com isso.

Por outro lado, Ryuji acredita que dá para fazer muito mais coisas gostosas como comida de konbini. A comida de konbini de 10 ou 20 anos atrás era intragável, mas hoje já aparecem coisas razoavelmente boas, como o biryani recente. Ryuji afirmou que a comida de konbini de hoje existe porque se coletaram dados reais com produtos assim e se foram fazendo melhorias para deixá-los mais gostosos, e que, por isso, desafios como este não devem ser abandonados. Também se comentou que, comendo junto com um onigiri, o sal talvez fique mais suave e chegue ao ponto certo.

Ryuji convida os espectadores a experimentarem de fato o soba de pimenta e o ramen iekei da Seven. E encerra dizendo que, se acharem que há algo errado, experimentem a versão de Ryuji, que se faz apenas cozinhando o macarrão e misturando com os temperos.