Ryuji recria em casa o "Supachiki" do McDonald's: a montagem do molho e como fazer o "Supachiki genérico"
料理研究家リュウジのバズレシピTraduzido de 日本語
Neste episódio, Ryuji, especialista em culinária, recria em casa o "Spicy Chicken (Supachiki)" do McDonald's, que sai do cardápio em fevereiro. A ideia partiu de uma proposta de Taya (grafia das legendas), membro da equipe. Na primeira parte, os dois produtos que vão sair de linha são provados e avaliados; na segunda, Ryuji mostra a receita do molho que levou cerca de uma semana para montar e o passo a passo do "Supachiki genérico", feito com peito de frango e pão de forma. O objetivo de Ryuji não é copiar o original com perfeição. A proposta é seguir a linha do original e, ao mesmo tempo, fazer algo mais gostoso do que ele.
O ponto de partida: dois produtos que os fãs do McDonald's vão perder
Taya admite ter vício em McDonald's. Segundo a explicação de Taya, o Supachiki vai sair de linha em fevereiro, e os fãs do McDonald's estão lamentando no X e em outras redes. Nem Ryuji nem a equipe tinham ouvido falar no nome Supachiki.
Junto veio o "Shaka Chicken" sabor pimenta vermelha, que também sai de linha em fevereiro. O pedido de Taya era que Ryuji provasse primeiro e, se achasse gostoso, fizesse a recriação. Ryuji impõe uma condição — "se não for gostoso, não vou recriar" — e começa a degustação.
Degustação do Shaka Chicken sabor pimenta vermelha
O primeiro é o Shaka Chicken. É o tipo em que se coloca o pó que acompanha o frango e se sacode dentro do saquinho, e custa 220 ienes. O pó leva missô em pó, alho em pó, entre outros ingredientes. Segundo Ryuji, no dia a dia só costuma comer nuggets, e não sabia que esse tipo de produto existia.
A impressão ao provar foi "bastante alho". Lembra os salgados quentes de loja de conveniência, e Ryuji chegou a dizer "acertaram". É bem picante e tem um "sabor viciante", então dá para entender por que os fãs lamentam o fim do produto. Na análise do sabor, embora os ingredientes incluam missô em pó e shoyu, a base é alho em pó e sal, com um toque que lembra queijo. A pimenta também está bem presente. O recheio é de peito de frango, com textura próxima à de nugget, e o fato de ter pouco cheiro forte também foi apontado como positivo. Ao comer de novo mais tarde, Ryuji se surpreendeu por não sobrar nada do pó dentro do saquinho. Na avaliação de Ryuji, a cobertura não é do estilo Famichiki, e sim mais próxima de um frango crocante.
Degustação do Supachiki: o protagonista é o molho
Em seguida vem o Supachiki. Ao saber que o preço avulso é o mesmo do Shaka Chicken, Ryuji comentou: "então é por isso que todo mundo corre para comprar".
O que chamou a atenção primeiro foi o vermelho do molho. Quanto ao frango, Ryuji acredita que não seja simplesmente peito de frango. Seria uma carne moída e moldada, parecida com o recheio de um nugget.
O molho recebeu avaliações altíssimas, e Ryuji repetiu "absurdamente gostoso" e "o molho é assustadoramente gostoso". É bem picante, tem um aroma forte de alho, e Ryuji o descreveu como uma "maionese de alho e pimenta". O ponto central do produto é o molho, e a conclusão foi que, se conseguir recriar o molho, só resta o trabalho de fritar o frango.
Na avaliação final, o Shaka Chicken sabor pimenta vermelha ficou com "S", e o Supachiki, com S ou mais. Os motivos citados foram, primeiro, o preço baixo e, depois, o molho, que é simplesmente gostoso demais.
A hipótese para a recriação: molho de pimenta doce com maionese
Já na degustação, Ryuji analisou o molho como "algo como molho de pimenta doce com maionese". Por isso, a recriação talvez fosse um pouco difícil. Se pudesse usar molho sriracha, seria simples; sem ele, o melhor seria provavelmente combinar Tabasco, ketchup e maionese com muito alho. Com essa ideia em mente, Ryuji pediu um tempo para pesquisar.
O molho final, depois de uma semana
Cerca de uma semana depois da avaliação anterior, o molho finalmente ficou pronto. Ryuji também disse que "foi fácil". A quantidade é para 2 porções, e como o molho não estraga mesmo feito em maior quantidade, pode-se fazer a mais.
A base é 40 g de ketchup, ao qual se juntam 30 g de maionese. Como referência, são 24 sacudidas de Tabasco (cerca de 8 g), 2 pitadas de sal e 6 g de alho ralado. Molho sriracha combina bem, mas não é usado porque Ryuji não tem em casa. Segundo a explicação de Ryuji, o sriracha é um condimento vendido em supermercados, na Kaldi e em outras lojas, e dá para criar um sabor que o substitua com ketchup, Tabasco e alho. Ou seja, o molho é estruturado como se, ao mesmo tempo em que se faz o molho do Supachiki, se fizesse um sriracha caseiro.
Quando alguém da equipe comentou que "parece de kebab", Ryuji respondeu que o molho de kebab precisa de cominho e outros ingredientes, então é um pouco diferente. Mas acrescentou que o molho original do Supachiki talvez tenha um pouco de cominho, e que a sensação de que lembra molho de kebab está correta.
O "mel" acrescentado após comparar com o original
O molho passou por mais um ajuste. Para conferir, Ryuji comprou um Supachiki de verdade e comparou os dois, e percebeu que o original era mais doce. Com a conclusão de que "a doçura é absolutamente necessária", decidiu acrescentar mel. A quantidade é provavelmente uns 8 g, o equivalente a pouco mais de 1 colher de chá. Ryuji recomenda pesar em gramas para quem quiser chegar exatamente ao mesmo sabor.
Durante a pesquisa, Ryuji não tinha o original à mão, mas reconhece que ter o produto real aumenta a precisão da recriação. Com um pouco de mel, o veredito foi "perfeito" e "virou Supachiki". O argumento de Ryuji é que, guardando essa receita de molho, tudo em que ele for usado ganha o sabor de Supachiki, e dá para comer Supachiki a qualquer momento mesmo depois que ele sair de linha.
Peito de frango batido para uma textura "tipo nugget"
Para o frango, usa-se peito. Ryuji imaginou que a carne do original, moída e moldada como a de um nugget, não deve ter tanta gordura. Por isso, peito de frango seria adequado.
Fazem-se cortes no peito, cobre-se com filme plástico e bate-se até ficar fino e achatado. É uma técnica habitual de Ryuji. Ao bater, as fibras da carne se rompem e ela fica macia, além de se aproximar da textura batida de um nugget. Um peito inteiro é cortado ao meio, e cada metade vai em um hambúrguer. Segundo Ryuji, esse é provavelmente o limite de tamanho. A pele pode ficar ou ser retirada; quem quiser chegar mais perto do original pode tirá-la.
Tempero simples e empanamento com farinha para pão
O tempero do frango em si é bem simples. Como o molho do Supachiki é picante, Ryuji supõe que o frango não leve grandes temperos. A leitura é de que o produto combina um frango frito bastante simples com um molho forte. Massageia-se a carne com sal, 10 sacudidas de Ajinomoto, 12 sacudidas de pimenta-do-reino de mesa e 10 sacudidas de alho em pó. Segundo Ryuji, isso resulta em algo como "o frango padrão do McDonald's", e ainda mais gostoso, por usar um peito inteiro.
Houve uma pequena dúvida sobre a farinha do empanamento. Com farinha para bolo também fica gostoso, mas, para uma textura bem crocante, o ideal é a farinha para pão. Ryuji citou ainda uma ocasião anterior em que usou farinha para pão num frango estilo Kentucky. No fim, escolheu a farinha para pão, com o argumento de que quem gosta de crocância é do time da farinha para pão. Com farinha para bolo, o processo é exatamente o mesmo; só a textura fica mais macia.
Massageia-se a carne com 1 colher de sopa de farinha para pão e 2 colheres de sopa de água, formando uma massa simples dentro do saco. Como não leva ovo, é econômico. Como a carne foi batida, os temperos penetram bem mesmo sem marinar por muito tempo.
Os pedidos de recriação e os japoneses no exterior
Entre uma etapa e outra, Ryuji também falou sobre como surgiram os pedidos de recriação. Chegaram cerca de 10 mensagens diretas pedindo "recria o Supachiki, porque ele vai acabar". Ryuji riu e disse que, se o produto tem tantos fãs, era só não tirá-lo do cardápio. Quando alguém da equipe mencionou a possibilidade de uma reformulação, Ryuji respondeu que, nesse caso, a recriação perderia o sentido.
Ryuji também comenta que não deve haver muita gente que realmente faça essa recriação trabalhosa. Mas, para quem mora no exterior, fica mais fácil reproduzir. Segundo Ryuji, é comum receber agradecimentos de japoneses que vivem fora e sentem vontade de comer comida japonesa. O cardápio do McDonald's no exterior é diferente do japonês, e no McDonald's da França não havia nada parecido com o Supachiki. Ryuji também contou que o Yoshinoya tem cardápios diferentes conforme o país, e que, ao visitar um Yoshinoya em Singapura há uns 20 anos, encontrou curry verde.
A alface é uma "erva aromática"
Enquanto o tempero descansa, pica-se a alface. Aqui Ryuji enfatizou o papel da alface. O aroma da alface remete fortemente ao McDonald's, e, no McDonald's, a alface funciona mais como erva aromática do que como verdura. Ryuji deu o exemplo do Big Mac, que sem alface deixa de parecer um Big Mac, e disse que pouca gente se dá conta disso.
A alface do Supachiki vinha picada bem fina, então ela é picada fina da mesma forma. Uma folha grande é suficiente. Quem quiser pode colocar bastante, mas como o original também não leva muita, essa quantidade basta.
O pão: pão de forma de 6 fatias
Se tiver pão de hambúrguer, pode usá-lo, mas desta vez é usado pão de forma. Como o frango é grande, o pão de 6 fatias é o ideal; o de 8 fatias é fino demais e fica apagado diante do frango. O motivo é que o pão do original também é fofinho. O pão é tostado até ganhar cor.
Como fritar: fritura rasa, aumentando a temperatura uma única vez
Empana-se a carne com bastante farinha para pão e frita-se numa frigideira pequena, em pouco óleo. Mesmo que a carne tenha sido batida demais e esteja um pouco desmanchando, ela se firma ao fritar. Como a farinha gruda e as mãos ficam sujas, Ryuji brincou que "é muito melhor deixar o McDonald's fazer isso". Ainda assim, disse que, quando algo deixa de estar disponível, dá vontade de recriar, e que esse tipo de trabalho é divertido.
O fogo é médio-alto. No começo a cobertura fica esbranquiçada, mas vai dourando à medida que frita. Quando alguém da equipe perguntou se fritar por muito tempo não deixaria a carne dura, Ryuji respondeu que não. A explicação é que o frango frito fica revestido de óleo, então a umidade não escapa. Quando tudo estiver dourado, aumenta-se a temperatura uma única vez e frita-se até a farinha ficar bem dourada. O interior termina de cozinhar com o calor residual. Não há segunda fritura; o acabamento é feito numa fritura só.
Montagem: embrulhar em papel-manteiga
Para a montagem, Ryuji recomenda usar papel-manteiga. No pão tostado, passa-se primeiro só um pouco de molho. Assim, os sabores ficam mais integrados. Por cima vão o frango e a alface picada, e então mais molho, em abundância. O motivo é que, para comer essa quantidade de frango, é melhor caprichar no molho. Por fim, fecha-se com a outra fatia de pão.
Depois, embrulha-se dobrando o papel-manteiga. É o método que Ryuji sempre usa nos sanduíches de pão de forma; assim fica fácil de cortar, e a embalagem, como a do McDonald's, não suja as mãos. Pode dobrar de qualquer jeito. Como são 2 porções, foi feito mais um igual.
Degustação: o frango supera o original, e o molho é bem parecido
Ao abrir o embrulho, ouviu-se: "nossa, que cara boa". O suco da carne escorria. Ryuji declarou com orgulho que, mesmo que o Supachiki acabe, já não há problema, e passou à degustação.
A primeira avaliação da equipe foi "superou". Sobre o frango, a equipe se surpreendeu com a cobertura crocante e a carne macia, e comentou que, feito do zero, fica gostoso assim. Já sobre o molho, todos concordaram que ficou bem próximo ao do Supachiki. Ryuji também disse que, provando só o molho, dá para perceber como é parecido. A ardência também está bem presente, tão picante quanto o original. Houve consenso ainda de que a alface é absolutamente indispensável.
Taya, com seu vício em McDonald's, respondeu: "acho que ficou muito parecido". E concluiu que, como a qualidade do frango é completamente diferente, isso seria uma violação das regras, mas que, mesmo como outra coisa, está gostoso demais.
Questões em aberto e uma alternativa sem fritura
No final da degustação, surgiu a pergunta se precisa ser peito de frango. Alguém sugeriu que talvez sobrecoxa também funcione, mas não se chegou a uma conclusão. Ryuji alerta que, se o tempo de fritura não for bem ajustado, o frango pode ficar cru por dentro. Também diz que é uma boa ideia fazer mais molho e usá-lo em outros pratos.
Para quem acha trabalhoso fritar frango, Ryuji também sugere outro caminho: comprar um McChicken sem molho e colocar este molho nele. Como a recriação do molho ficou muito fiel, Ryuji acredita que deve funcionar bastante bem, e disse que gostaria de ouvir o relato de quem experimentar.
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