O "supremo frango ao alho e manteiga" refeito após 6 anos: por que usar só frango e alho para acompanhar o arroz, e as estratégias de Ryuji para manter o canal por muito tempo

Traduzido de 日本語

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Visão geral

Neste episódio, o especialista em culinária Ryuji refaz o frango ao alho e manteiga (garibata chicken) como parte da série "Supremo". Há 6 anos, Ryuji publicou uma versão simples de frango ao alho e manteiga com o título "Matador de arroz". Desta vez, a proposta é dedicar um pouco mais de trabalho e mostrar até que ponto o prato pode ficar gostoso nas mãos do Ryuji de hoje. A receita em si foi criada há cerca de 3 anos, e Ryuji comenta que talvez a tenha incluído em um livro. Na segunda metade, a conversa se afasta da cozinha, e Ryuji fala com franqueza sobre o que considera mais importante para manter o canal.

12 min de leitura
1:33

Os ingredientes são apenas frango e alho

Segundo Ryuji, os ingredientes são apenas sobrecoxa de frango e alho. Algumas receitas de frango ao alho e manteiga levam cebola, mas desta vez ela fica de fora. O motivo é que, quanto menos tipos de ingrediente, mais fácil é preparar. Quem quiser acrescentar legumes pode fazê-lo.

Um dente e meio de alho é fatiado para virar chips de alho, e o meio dente restante é apenas descascado e reservado para depois ser ralado no molho. Ryuji repete que o "uso duplo", com alho frito e alho ralado, é essencial neste prato. Ele também acrescenta que normalmente se recomenda usar tábuas separadas para carne e vegetais, mas que, desta vez, não há problema, pois ambos serão cozidos.

O frango é cortado em pedaços do tamanho de uma mordida. Em casas onde crianças vão comer, pode-se cortar em pedaços menores. Ryuji diz que tanto o tempero quanto o modo de preparo são "completamente diferentes" da receita anterior e, rindo, comenta que depois de 6 anos o tempero muda, que já não é a mesma pessoa daquela época.

5:09

Frango ao alho e manteiga: um prato novo e típico do Japão

Quando a equipe pergunta se "garibata" tem algum significado além de garlic butter (alho e manteiga), Ryuji explica o que entende sobre a origem do nome do prato. Segundo Ryuji, a Cook Do (ao que parece) lançou um produto de garibata chicken e veiculou uma enorme quantidade de comerciais, o que fez muita gente passar a comer o prato. Um prato chamado "garibata chicken" não existia originalmente; trata-se de um prato relativamente novo e típico do Japão.

5:20

Pré-tempero com uma fina camada de fécula de batata

Para que o molho grude bem, o frango recebe um pré-tempero. Polvilha-se um pouco de sal e pimenta e massageia-se cerca de 1 colher e meia de sopa de fécula de batata (katakuriko) para formar uma fina camada. O segredo é usar fécula de batata, e não farinha de trigo: Ryuji explica que essa camada fina faz o molho de alho e manteiga, adicionado depois, aderir bem, além de deixar o frango macio e mais encorpado.

A equipe comentou que "parece uma receita dos primeiros tempos". Daí a conversa passou para as tendências recentes, e alguém observou que vídeos com pratos temperados só com sal costumam ter mais visualizações. Ryuji supõe que o público esteja se cansando de temperos fortes.

6:23

A posição sobre "cozinhar sem Ajinomoto"

Nesse embalo, Ryuji explicou o que pensa sobre o Ajinomoto. Ryuji usa bastante realçador de sabor umami, mas consegue preparar pratos sem ele sem nenhum problema. Há quem zombe perguntando "você consegue cozinhar sem Ajinomoto?", mas isso é um mal-entendido, diz. A explicação de Ryuji é a seguinte: fazer algo gostoso sem Ajinomoto é fácil em si, mas custa mais em ingredientes e trabalho. Então, a ideia é apenas que é mais inteligente usar o Ajinomoto.

Ryuji faz pratos sem aditivos e também faz normalmente pratos com aditivos, sem pender para nenhum dos lados. Às vezes ouve que está "envenenado pelo Ajinomoto", mas acha gostosos os pratos sem ele, e a equipe pensa o mesmo. Por isso, argumentou Ryuji, o Ajinomoto não é um tempero que estraga o paladar.

Um dos membros da equipe contou que, certa vez, ao preparar o "supremo gengibre com fatias de porco", esqueceu de colocar Ajinomoto. Achou que, para comer com arroz, ficava mais gostoso com ele, mas que, para acompanhar bebida, podia ficar sem. Também surgiu uma história de bastidores: a equipe tem "treinado o paladar" ultimamente em vídeos de teste em que precisam adivinhar qual prato usa qual tempero, e Takao, que supostamente não tem interesse por culinária, costuma acertar.

8:14

As proporções do molho e a insistência no mel

O molho pode ser feito depois, mas Ryuji diz que prepará-lo antes poupa trabalho. As proporções são as seguintes:

  • Shoyu: 1 colher de sopa
  • Molho de ostra: 1 colher de chá
  • Mirin: 1 colher de sopa
  • Saquê: 1 colher de sopa (para dar aroma)
  • Alho ralado: meio dente
  • Mel: 1 colher de chá
  • Ajinomoto: 4 sacudidas

Ryuji define o frango ao alho e manteiga basicamente como um prato de "sabor manteiga com shoyu", e diz que acrescentar molho de ostra traz umami. Como o alho frito e o alho ralado têm aromas diferentes, é importante temperar com ambos.

Ryuji demonstrou especial apreço pelo mel. Na falta dele, pode-se usar 1 colher de chá de açúcar, mas o mel acrescenta profundidade e aroma. Como esse sabor e essa profundidade só vêm do mel, Ryuji recomendou fortemente usá-lo.

9:42

A teoria de Ryuji sobre aminoácidos e saciedade

Ao colocar o Ajinomoto no molho, Ryuji expôs sua teoria sobre a relação entre o Ajinomoto e a saciedade. O que segue é a explicação de Ryuji.

O Ajinomoto é um aminoácido, e há pesquisas indicando que os aminoácidos estimulam o centro da saciedade. Por isso, com Ajinomoto, fica mais fácil se satisfazer com pouca comida. Para comer com arroz, isso é adequado, pois uma pequena quantidade de acompanhamento rende muito arroz. Por outro lado, quando se come só a carne como petisco, a pessoa fica satisfeita com pouco. Assim, quem quer comer bastante deve evitar o Ajinomoto.

Ryuji citou como exemplo a alimentação de atletas e, ressalvando que não há dados de que isso seja saudável, disse que sem Ajinomoto às vezes é possível comer mais. Já quem não quer comer muito nem ingerir muitas calorias deve usá-lo. Ryuji disse ainda que, como suas receitas levam bastante Ajinomoto, é possível se satisfazer com pouco, o que facilita emagrecer, e que sempre coloca aminoácidos em suas "receitas para emagrecer". Mencionou também que recentemente há pesquisas sobre adicionar aminoácidos ao leite em pó infantil para ajudar a prevenir a obesidade em bebês.

A conclusão de Ryuji é que o aminoácido é um componente dos temperos, então vale a pena usá-lo bem. Desta vez, como a ideia é comer com arroz, o Ajinomoto entra.

11:30

Chips de alho para dar o toque tostado

Agora começa o preparo. Coloque um pouco de óleo de arroz ou óleo vegetal na frigideira (na receita da descrição, 1 colher e meia de chá), adicione o alho fatiado e só então acenda o fogo. A quantidade de alho fica a gosto; Ryuji diz que, por gostar de alho, coloca mais.

Aqueça lentamente em fogo baixo até virar chips de alho. Ryuji explica que os chips trazem um aroma tostado e um ar sofisticado que o frango ao alho e manteiga anterior não tinha. É aí que está a diferença da série "Supremo". Quando o aroma subir, retire os chips por um momento.

12:08

Grelhar pelo lado da pele, sem deixar partes brancas

Na mesma frigideira, coloque o frango com a pele para baixo. Começar pelo lado da pele deixa a pele crocante. Ryuji demonstrou que, passando a carne uma vez pelo óleo antes de grelhar, tudo fica crocante e não sobram partes brancas.

Basta pouco óleo, porque depois entra a manteiga e a própria pele do frango solta gordura. Ryuji mostrou que, mesmo com pouco óleo, a pele já estava ficando crocante, e disse: "Isso é realmente gostoso." Se durante o preparo sobrarem restos queimados de alho, é bom retirá-los, mas, se ficarem, não há problema.

À pergunta da equipe sobre se dá para fazer com peito de frango, Ryuji respondeu que sim. Também se passa a fécula e se grelha pelo lado da pele, mas é melhor cortar em pedaços um pouco menores, e fica mais fácil se não grelhar demais. Ryuji comentou que, há 3 anos, comia coisas gordurosas sem problema, mas que hoje talvez preferisse fazer com peito. Para acompanhar arroz, sobrecoxa; como petisco, peito também é uma opção.

14:33

Finalizar envolvendo no molho e na manteiga

Quando tudo estiver crocante, adicione o molho e 10 g de manteiga e deixe reduzir envolvendo o frango. A pimenta-do-reino é a gosto; se for para crianças, não precisa colocar muito. Ryuji explicou que o ponto mais gostoso é quando o molho acumulado no fundo da frigideira se reduz, se une à fécula e envolve tudo. Por fim, espalhe os chips de alho e está pronto. Os chips são "a alma do prato", diz.

16:11

Degustação: suavidade e impacto ao mesmo tempo

Comendo com arroz, Ryuji e a equipe foram unânimes: "combina com arroz". Ryuji disse "por que eu não publiquei isso antes?" e comentou que o prato é suave e, ao mesmo tempo, tem impacto. A equipe destacou que a profundidade do mel faz diferença e que o resultado não fica salgado demais. Também comentaram que, como não é picante, crianças podem comer, e que é melhor preparar bastante arroz.

A equipe deu opiniões como "se tivesse esse prato feito num restaurante, eu iria" e "se eu chegasse do treino do clube da escola e tivesse isso, voltar para casa seria uma alegria". Ryuji disse que o prato também funciona como petisco e, por fim, resumiu: "uma receita com cara dos primeiros tempos, mas um pouco mais refinada".

18:47

O canal no oitavo ano e as "conversas de bastidores" para seguir em frente

A segunda metade é uma conversa longe da cozinha. O canal entrou em seu oitavo ano. Ryuji disse que oito anos já conta como bastante experiência no YouTube e que, embora novos YouTubers jovens devam surgir, quer continuar por muito tempo. O canal tem elementos de entretenimento, mas, em essência, é "um canal de vídeos de receitas do dia a dia", e os diversos elementos servem para deixá-lo um pouco mais vistoso.

Ryuji fez uma pergunta ao público: o que é mais importante para continuar no YouTube? Muita gente cita ser divertido, ter boas ideias de quadros ou incorporar assuntos do momento, mas a resposta de Ryuji é a motivação. YouTubers que trabalham sozinhos acabam se cansando. Por isso, sem fazer em grupo, não dá para continuar, e talvez acabasse desistindo. Ryuji revelou que fazer isso por 7 anos nesse formato foi duro e que chegou a pensar em parar.

Ryuji explica que as muitas conversas de bastidores com a equipe nos vídeos servem para manter a própria motivação. Esse formato é um meio-termo para não reduzir as atualizações diárias, e Ryuji prometeu que a parte da culinária será feita direito. Para quem não quer ouvir conversa fiada, também há livros e vídeos curtos, feitos com dedicação, que podem ser vistos no lugar.

As pessoas ao redor dizem que tudo bem descansar um pouco, mas, como Ryuji acredita que suas receitas fazem parte da mesa do público, quer continuar enquanto puder. Quando o canal começou, Ryuji tinha pouco mais de 30 anos; hoje tem 40, e beber grandes quantidades de álcool ou manter a energia lá em cima o tempo todo ficou mais difícil. Ninguém consegue estar empolgado 365 dias por ano. Além do YouTube, há entrevistas para revistas e gravações para a TV, então a ideia é distribuir um pouco essa energia. Ryuji falou abertamente sobre essas circunstâncias.

Também agradeceu aos fãs que acompanham o canal desde o início. Disse entender que há quem ache que antes era melhor, mas pediu compreensão, pois esse formato é a única forma de conseguir continuar.

22:49

A visão da equipe e ideias para o futuro

A equipe contou que, originalmente, ninguém ali é do tipo que fala muito. Ryuji também admitiu que faz a equipe falar porque não dá conta de falar sozinho o tempo todo. A equipe sugeriu incluir, no início ou no meio dos vídeos, um quadro no estilo de rádio com as últimas notícias de gastronomia.

No entanto, no decorrer da conversa, também se revelou que, mesmo nas confraternizações, todos da equipe ficam em silêncio olhando o celular. Ryuji respondeu: "É por isso que eu digo para todo mundo beber." A diretriz de seguir por muito tempo com conversas de bastidores ficou clara, mas o vídeo termina com a questão de como, na prática, animar essas conversas ainda em fase de busca.