Pântano do Inferno, a refeição picante para emagrecer feita só na panela de arroz: a versão adaptada de Ryuji

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Visão geral

Ryuji, que se dedica à pesquisa culinária, volta neste vídeo, depois de um bom tempo, a falar de "comida para emagrecer". O prato é uma adaptação própria do "pântano", uma refeição para perder peso em que todos os ingredientes vão juntos para a panela elétrica de arroz. Como sempre ouve que "engordou" ao aparecer na mídia, Ryuji diz querer recuperar a forma com comida para emagrecer. No vídeo, o prato é chamado de "Pântano do Inferno", e na descrição a receita aparece como "A refeição definitiva para emagrecer: 'Faiga'". Ao longo do preparo, Ryuji repete que comida para emagrecer só se mantém se for fácil e que, sem satisfação, não serve como dieta.

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O que é o "pântano" e por que desta vez ele é vermelho

Segundo Ryuji, o "pântano" é um prato feito na panela de arroz com arroz e peito de frango como base e bastante verdura. O resultado fica parecido com um mingau de arroz. Por não usar óleo, tem poucas calorias, e a ideia é que, comendo isso, a alimentação fique nutricionalmente equilibrada. Ryuji também aponta como vantagem o fato de render bastante de uma vez e de as sobras poderem ser guardadas na geladeira ou no freezer.

Quando a equipe pergunta "É verde?", Ryuji responde: "É vermelho." Comparando-o ao lago de sangue do inferno, explica que se trata de um pântano picante. Na avaliação de Ryuji, a ardência é leve e dá para comer sem problemas. Para quem quiser mais picância, a resposta vem em tom de brincadeira: é só colocar um frasco inteiro de shichimi que fica picante de vez.

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Ingredientes

Os ingredientes são os seguintes. Quase não se usa faca.

  • Arroz: 1 gō (150 g)
  • Komatsuna: 100 g
  • Quiabo congelado (picado): 150 g (1 pacote)
  • Alho: 15 g
  • Peito de frango: 350 g (1 unidade)
  • Kimchi: 150 g
  • Doubanjiang: 1 e 1/2 colher de chá
  • Sal: uma pitada
  • Hondashi: 2 colheres de chá
  • Água: 650 cc
  • Natto, para mudar o sabor
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Preparo: é só ir colocando os ingredientes

Primeiro, coloque 150 g de arroz na cuba da panela e lave. Pode lavar do jeito de sempre; Ryuji comenta que "sinceramente, nem precisaria lavar", mas lava pensando em quem se incomoda.

Da komatsuna, corte só a pontinha da base e rasgue o resto com as mãos direto na panela. Ryuji diz que há quem jogue fora a parte perto da raiz, mas que ela é gostosa e merece ser comida, e pede que se reduza o desperdício de alimentos. O quiabo, já picado e congelado, vai direto. Como derrete durante o cozimento, não precisa descongelar. Coloque cerca de 150 g de kimchi. Mencionando que é um alimento fermentado, Ryuji diz que também faz bem para a saúde intestinal.

O peito de frango vai inteiro. Perguntado sobre a pele, Ryuji responde que quem se incomoda pode tirar, mas que não tira. Embora a pele em si seja calórica, Ryuji considera que a quantidade que vem no frango não causa problema. Também não gosta da ideia de ter que jogar fora o que tirar. A posição de Ryuji é que as pessoas mais rigorosas podem tirar, e que um pouco de gordura até faz bem à saúde.

O alho é opcional, mas deixa o prato bem mais gostoso. Basta cortá-lo em uns dois pedaços; quando o arroz estiver pronto, ele já estará macio e é só misturar para desmanchar.

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Tempero: doubanjiang e o ajuste da picância

A base do tempero é o doubanjiang. Ryuji usa doubanjiang de Sichuan, mas diz que outros servem. Como ele é bem salgado e bem picante, a quantidade fica em 1 e 1/2 colher de chá. É esse ingrediente que dá o "ar de inferno". Ryuji também afirma que o componente picante da pimenta tem efeito de queima de gordura. Quem não gosta de picante pode trocar o doubanjiang por missô; assim, a ardência fica só por conta do kimchi.

Em seguida, acrescente 2 colheres de chá de hondashi e uma pitada de sal e, por fim, 650 cc de água. Ryuji usou água filtrada. Diz ter a impressão de que, com água filtrada, o prato fica mais gostoso, que esse tipo de intenção é importante e que aquilo que se faz certo de que vai ficar delicioso fica delicioso. A quantidade de líquido é bem generosa.

Como leva kimchi e alho, o prato fica marcante e dá sensação de ter comido de verdade, explica Ryuji.

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O cheiro fica na panela de arroz?

Ao cozinhar ingredientes de aroma forte, como kimchi e alho, na panela de arroz, o cheiro não fica impregnado? Segundo Ryuji, essa é uma dúvida frequente. A resposta é "não fica". Ryuji faz pântano com frequência na panela de casa, cozinhando bastante alho, e confirmou com a equipe que nunca notou nada ao fazer arroz branco depois. Afirma com clareza que, lavando direito, o cheiro não fica e não há motivo para se preocupar.

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Cozimento: modo normal, sem a etapa de manter aquecido

Com a cuba no lugar, cozinhe no modo normal de arroz, e não no modo de arroz temperado. Segundo Ryuji, no pântano original recomenda-se deixar mais cerca de 1 hora no modo de manter aquecido depois de pronto, mas essa etapa pode ser dispensada. Só com o cozimento normal, o frango já fica macio a ponto de desfiar com a espátula de arroz. Quem quiser ainda mais macio pode deixar uns 30 minutos no modo de manter aquecido. Se estiver com pressa, pode comer assim mesmo. Até ficar pronto leva cerca de 1 hora, e durante esse tempo dá para deixar a panela sozinha.

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Natto, acrescentado depois para mudar o sabor

Ryuji recomenda, para mudar o sabor, o natto, que não tinha sido mencionado na apresentação dos ingredientes. O natto é um alimento fermentado, tem textura pegajosa e poucas calorias. Mas, se cozido junto, aí sim deixa cheiro, então não vai para a panela. Ele é acrescentado e misturado na hora de comer. Quem gosta de natto pode preparar; quem não gosta pode comer o prato como está.

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O "pântano" original do Muscle Grill

Ryuji explica que a versão original do pântano foi apresentada no canal do YouTube "Muscle Grill". O Muscle Grill também publica receitas como "Magma" e "Cimento". Originalmente é um prato voltado para quem está ganhando massa muscular, mas, como também serve para dieta, Ryuji o tomou como referência. Ainda assim, enfatiza que todo o tempero é criação própria.

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Comida para emagrecer só se mantém se for fácil

No meio do preparo, Ryuji expôs sua visão sobre comida para emagrecer. Como é algo do dia a dia, receitas trabalhosas não se sustentam. Dá para entender quem quer se dedicar mais em nome da saúde, mas, em geral, se não for fácil, não dura, e o motivo de as pessoas abandonarem a comida para emagrecer é a preguiça. Por isso, na visão de Ryuji, quanto mais fácil, melhor é a receita de comida para emagrecer. Ryuji afirma ainda ter certeza de que sua comida para emagrecer é a mais fácil e a mais gostosa de todas, e declara ter "superconfiança" nisso. Esta receita, em que quase não se usa faca, segue essa mesma lógica.

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Pronto: o peito de frango desfia sem precisar cortar

O pântano pronto não ficou tão ralo quanto um mingau, e sim cremoso. O alho também ficou macio. O ponto principal é o peito de frango, que se parte só de passar a espátula de arroz. Normalmente há quem o tire da panela para cortar na tábua, mas aqui tudo se resolve dentro da cuba. Ao desmanchar, a carne vai desfiando cada vez mais. O quanto desfiar fica a gosto, e dá para usar tesoura. Misturando tudo, o peito de frango se espalha pelo prato como fonte de proteína.

A equipe se surpreendeu com o volume, que nem parece vir de 1 gō de arroz. Mesmo depois de servir uma tigela bem cheia, ainda sobrou bastante na panela, e Ryuji diz que rende várias refeições. Uma tigela já basta para encher a barriga, e o sabor lembra o de um jjigae.

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Degustação

Ryuji e a equipe reagiram em uníssono: "Que delícia". A picância foi tolerável até para a equipe. Ryuji deixou o tempero um pouco mais suave e recomenda acrescentar sal a quem achar que falta algo. Não leva nenhum óleo, e Ryuji estima que cada tigela tenha uns 30 g de arroz, talvez até menos. Mesmo assim, é farto.

O natto foi misturado com o molho e a mostarda que vêm junto antes de ir para o pântano. Combina bem com o kimchi, e a equipe também aprovou a versão com natto. Ryuji diz que, com isso, o prato tem bem poucas calorias e ainda assim fornece proteína e verduras na medida certa. Por levar quiabo, komatsuna, kimchi e natto, também é equilibrado. Ryuji diz ainda que a satisfação é tanta que nem parece um prato de poucas calorias. No entanto, nenhum valor calórico específico é apresentado.

Quando a equipe perguntou sobre conservação, Ryuji respondeu que pode ser congelado. Como é muita comida para uma vez só, basta colocar em potes, congelar e descongelar na hora de comer. Quem achar que vai ficar picante demais pode reduzir o doubanjiang.

Por que é importante uma comida de dieta que satisfaça

À medida que comiam, tanto a equipe quanto Ryuji começaram a suar. Ryuji interpretou isso como sinal de que o metabolismo estava sendo estimulado e avaliou o prato como uma comida para emagrecer praticamente perfeita, na própria opinião. Já fez vários pratos da série pântano, mas diz que esta adaptação própria é a favorita.

Ryuji reconhece que há quem não goste de comidas de dieta com sabor marcante. Ainda assim, considera que, como comida de dieta, é muito melhor quando há a sensação de satisfação. Isso porque, sem satisfação, é comum a pessoa acabar comendo outras coisas.

Ryuji afirma, como opinião própria, que substituir uma refeição por dia por este prato com certeza trará resultados. Para encerrar, lembra que vem aí a época em que esquenta e cada vez mais gente pensa em emagrecer, e convida todos a prepararem este "Pântano do Inferno".