A "pasta com bife" que Ryuji montou só com a imaginação: um prato ao estilo americano finalizado com as enzimas do maitake e um molho de cream cheese

Traduzido de 日本語

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Visão geral

O pesquisador culinário Ryuji encarou a "pasta com bife", um prato que ele já queria fazer havia algum tempo. Trata-se de uma comida americana em que se come bife grelhado junto com macarrão, algo que, nas palavras dele, deixaria "os italianos furiosos". Como não há receita publicada em lugar nenhum, ele o prepara de imaginação, contando apenas com fotos e com o próprio conhecimento. Desta vez é tudo no improviso, mas ele começou a cozinhar dizendo: "Estou extremamente confiante de que vai ficar gostoso".

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Um prato americano descoberto pela tradução automática do X

Tudo começou no X. Segundo Ryuji, desde que o X passou a oferecer tradução automática, publicações de usuários americanos começaram a aparecer traduzidas na sua linha do tempo. Japoneses e estrangeiros passaram a interagir mostrando uns aos outros "o que andam comendo", e ele acha isso muito interessante. Entre tudo o que viu, o que mais chamou sua atenção foi a pasta com bife.

Na publicação que apareceu para ele, um bife grelhado ao ponto para malpassado era comido junto com uma massa de fios largos. Ryuji quis fazer sua própria versão, "do meu jeito". Para uma receita viral, o custo dos ingredientes é alto, mas, como os espectadores gostam da série "pra valer" que ele faz de vez em quando, ele quis mostrar o que acontece quando coloca toda a sua capacidade em jogo.

Como não encontrou receita, ele mesmo definiu o rumo. Ryuji se inspirou no molho Alfredo, à base de creme de leite e queijo, e no costume americano de servir o bife com molho cremoso de cogumelos. Ele explicou que montaria o molho seguindo essas duas linhas.

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Ingredientes e como pensar as quantidades

Ele usou 300 g de uma grande peça de carne bovina australiana, porque era a opção mais em conta da loja. Além disso, maitake, penne, creme de leite fresco com 35% de gordura e alho. O creme de leite foi escolhido porque, como o prato é "americano, é melhor usar creme". Ele também comentou que a cebola deixa o prato mais leve e, de fato, a acrescentou picada.

São 200 g de penne. Segundo Ryuji, 200 g de penne correspondem a cerca de três porções. Como o bife também tem 300 g, ele explicou que, servido em porção farta, o prato rende uma quantidade de cardápio de festa.

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Amaciar a carne com as enzimas do maitake, técnica ensinada por Morita

Há um motivo para a escolha do maitake. Ryuji contou que já tinha aprendido com Morita a técnica de amaciar a carne com as enzimas desse cogumelo e que a usaria desta vez.

Cerca de metade de uma bandeja de maitake fica junto com a carne. Morita picava o maitake bem fino, mas Ryuji achou que assim o cogumelo perderia a presença como ingrediente e se limitou a desfiá-lo grosseiramente com as mãos. O sal segue a referência de 1% do peso da carne: para 300 g, umas três pitadas, considerando que uma pitada equivale a cerca de 1 g. Ryuji lembrou que Morita também fazia cortes nos nervos da carne.

Ryuji admite que seu método é mais desleixado, mas diz: "Não acho que os americanos sejam tão caprichosos, então pode ser no desleixo mesmo". Morita é cozinheiro profissional e por isso faz o preparo com cuidado, mas ele é pesquisador culinário e acha que "se der muito trabalho, perdi". Sua posição é que o desafio dele está em deixar a comida gostosa com o mínimo de esforço possível.

Como basta envolver a superfície da carne com o maitake, ele diz que essa etapa pode até ser pulada. Mas, já que o cogumelo seria usado de qualquer forma, achou melhor deixar a carne marinando. O restante do maitake é desfiado para entrar como ingrediente.

O maitake tem aroma forte. Ainda assim, Ryuji explicou que, combinado com o creme, ele deixa de incomodar por completo. Citando outra pessoa que dizia que o maitake precisa ser combinado com ingredientes fortes, e que colocava kimchi, ele afirmou que o creme e o alho são capazes de fazer frente ao maitake. Também brincou que acabou virando uma espécie de "soma do conhecimento de todo mundo".

Depois de uns 15 a 20 minutos de marinada, Ryuji tocou na carne e confirmou que "tem bastante efeito". A carne estava tão macia que chegava a esticar. Por outro lado, ele observou que quem gosta de carne mais firme pode achar que falta textura.

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O papel do alho e da cebola

O alho é fatiado. Como o molho Alfredo costuma levar alho, queijo e creme, a ideia é tostá-lo um pouco, como chips de alho, para que o aroma se destaque. A cebola é picada bem fina. Quem não gosta de alho pode deixá-lo de fora, mas Ryuji recomendou que a cebola seja mantida.

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"Nos Estados Unidos o creme de leite é barato"

Entre uma etapa e outra, Ryuji falou de sua opinião sobre o creme de leite fresco. Ele diz que é um ingrediente muito poderoso e que, em geral, deixa qualquer coisa mais gostosa. Ele próprio gosta, mas, como é caro, não o usa muito em suas receitas.

Já nos Estados Unidos o creme de leite é barato, diz Ryuji. Segundo sua explicação, os Estados Unidos deixam baratos os alimentos calóricos e caros os considerados saudáveis, como o peito de frango. Por isso pizza, hambúrguer e donut viraram comida do dia a dia, e o creme de leite (que lá, perguntou ele como quem confere, se chamaria double cream?) e a manteiga também são vendidos a preços baixos. O próprio Ryuji ressalvou que "há várias versões" e pediu que o corrigissem "se estiver errado", apresentando isso como algo que ouviu, e não como fato comprovado.

Ele também comentou por que os laticínios são caros no Japão. Além de a demanda ser atendida apenas com produção nacional, o país não importa manteiga e outros produtos do exterior para proteger a agricultura, entre várias outras circunstâncias. Por esse contexto, Ryuji avalia que é provável que nos Estados Unidos esse tipo de prato seja comum.

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Grelhando o bife na manteiga de alho

Derrete-se 20 g de manteiga na frigideira e refoga-se o alho. Ryuji diz que a maioria das comidas do mundo fica mais gostosa com manteiga. Quando o alho dourar até o ponto de chips de alho, ele é retirado e reservado.

Na manteiga de alho que sobra, o bife é grelhado em fogo alto. O objetivo é o ponto para malpassado. Como a carne é fina, cozinha rápido. Ryuji grelhou rapidamente, virando algumas vezes. Ele alertou que, se passar do ponto, não se obtém a cor viva do ao ponto para malpassado.

A carne pronta é embrulhada em papel-alumínio para terminar de cozinhar no calor residual. No set de gravação restava pouco papel-alumínio, mas ele embrulhou assim mesmo, dizendo que não tinha problema se ficasse um pedaço para fora.

Depois, ao ver a carne cortada, Ryuji se surpreendeu: "Supermacia". O ponto ficou no ao ponto para malpassado pretendido, e ele atribuiu isso também ao efeito das enzimas do maitake, dizendo que conseguiu aproveitar o que aprendeu.

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Por que o penne

O penne foi escolhido para ser espetado com o garfo junto com o bife. Como o prato leva pedaços graúdos de bife, Ryuji achou que, em vez de massas longas e finas ou de fios grossos, seria mais gostoso e prático espetar a carne e o penne juntos com o garfo e levar à boca. A imagem da publicação original também era de penne.

O penne cozinha por cerca de 10 minutos em água com 1% de sal. Segundo Ryuji, assim ele fica al dente, bem firme.

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Molho de cream cheese cheio de cogumelos

O molho é feito refogando cebola, maitake desfiado e cogumelos-de-paris brancos fatiados, temperados com sal e pimenta. Ele acrescentou cerca de 100 g de cogumelos-de-paris que "por acaso estavam dando sopa". Ryuji acha que, como os cogumelos encolhem ao refogar, fica mais gostoso colocar bastante. No meio do processo, passou tudo para uma frigideira grande e funda para facilitar a mistura.

A base do sabor é caldo consommé. Segundo Ryuji, o que combina com molho cremoso é o consommé, e nos Estados Unidos também se usa muito caldo de carne em tablete. O plano era colocar primeiro 100 cc de creme de leite e decidir a quantidade conforme o resultado. Do consommé, acrescentou 1 colher de chá.

Dizendo que, para ficar americano, queria colocar queijo também, adicionou umas três fatias de queijo cheddar. Ryuji disse que isso puxa o prato para o lado do macarrão com queijo e, chamando o mac and cheese que já tinha feito antes de "prato nacional americano", comentou que se parece com o prato desta vez.

O ponto a lembrar, segundo ele, é que, se o molho reduzir demais, deve-se afiná-lo com cerca de 2 colheres de sopa de água. Como também há queijo e manteiga, ele provou e concluiu que 100 g de creme de leite bastavam. Pediu aos espectadores que deixassem a consistência do creme mais ou menos assim.

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Finalização e tempero ao estilo americano

O penne cozido vai para o molho, junto com o suco que saiu do bife (gravy), e tudo é misturado. Como o penne foi cozido firme, não é preciso pressa. Colocou cerca de três pitadas de açúcar e mais uma fatia de cheddar, totalizando quatro fatias, cerca de 60 g. O queijo derrete logo.

Por fim, acrescentou o bife cortado e polvilhou pimenta-do-reino preta. Ryuji disse: "É tão americano que estou até tremendo". Depois espalhou salsinha e pimenta em pó (chili em pó; pode ser páprica). Segundo ele, o toque de vermelho deixa o prato ainda mais americano.

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Degustação: a maciez da carne e a firmeza do penne

Na degustação, espeta-se a carne, espeta-se o penne e morde-se tudo junto. Ryuji e quem estava com ele descreveram o prato como "violento" e disseram que combina com vinho.

O que mais se elogiou foi a combinação da carne macia com o penne al dente. Também se comentou que, apesar de levar bastante queijo, o prato não fica enjoativo. Ryuji atribui isso à grande quantidade de cogumelos.

Sobre a maciez da carne, houve consenso de que ela precisa ser macia assim. Por ser macia, dá para mastigá-la e engoli-la junto com o penne, e come-se sem parar. Com carne dura, a pessoa se cansa de comer. Ryuji respondeu que o ideal é carne importada e que é melhor não fazer com wagyu.

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Para o hanami e para petiscar

Ryuji disse que queria colocar tudo num pote agora mesmo e ir fazer hanami. O motivo é que o penne não fica mole mesmo depois de um tempo, então dá para levar em porções.

Também concordaram que nunca viram um restaurante que sirva esse prato. Como ninguém tem a ideia de juntar bife com penne, no começo não conseguiam imaginar o sabor.

No meio da degustação, também testaram mudar o sabor com o "Majisco", o molho de pimenta criado por Ryuji. Pela lógica de que o Tabasco também é americano e por isso combina, ele avaliou que vai bem com o creme. Ryuji descreveu o prato como a velha soma de umami, só que com tantos elementos somados que chega a "um número absurdo".

Quanto a como servir, disse que é um prato que anima quando feito para receber os amigos. Também comentou que funciona tanto como "tsumamisuta" (macarrão para petiscar), e não como fechamento da refeição, quanto como acompanhamento de um prato principal. A conclusão da degustação foi que, de vez em quando, vale um prato que vai com tudo para o lado junk. Ryuji encerrou dizendo: "O nome é meio idiota, mas o sabor é de primeira", e recomendou que os espectadores também experimentem.