Ryuji refaz com óleo de arroz uma receita de cinco anos atrás: o "Taiwan mazesoba supremo"

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Visão geral

Neste episódio, o especialista em culinária Ryuji refaz sua própria receita de cinco anos atrás, o "Taiwan mazesoba supremo". Trata-se de um conteúdo patrocinado pelo óleo de arroz da J-Oil Mills, e Ryuji cozinha enquanto explica por que usa óleo de arroz. O episódio gira em torno de duas coisas: a convicção de Ryuji de que o Taiwan mazesoba é um prato ideal para fazer em casa e a explicação de por que ele escolhe óleo de arroz, e não óleo de gergelim, para o óleo do molho.

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Por que usar óleo de arroz e como esta receita foi escolhida

Logo no início, Ryuji conta que testou o sabor de vários óleos ao longo do tempo e concluiu que o óleo de arroz, de sabor leve, é o que mais combina com ele. Ultimamente usa óleo de arroz para quase tudo, inclusive para refogados, e diz que quase todos os seus vídeos anteriores também foram feitos com ele. Ele afirma que o óleo vegetal comum e o óleo de canola também são "muito, muito bons", mas acrescenta que o óleo de arroz ainda tem ótimo custo-benefício.

Ryuji também explica por que escolheu o Taiwan mazesoba como tema. Ele já fez muitos pratos de macarrão, mas ultimamente vinha se concentrando em receitas que reproduzem pratos de restaurantes. Como a receita de Taiwan mazesoba já se popularizou e cada pessoa a prepara de um jeito, ele pensava em lançá-la algum dia, mas foi deixando para depois. Ele lembrava de já ter escrito um bom modo de preparo, foi procurar e descobriu que era de cinco anos atrás, então decidiu resgatá-lo.

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Ingredientes: macarrão grosso, nirá, carne moída e ovo

Os ingredientes são macarrão chinês, ovo, nirá, carne suína moída e temperos. As quantidades dos temperos estão na descrição do vídeo. Dá para fazer com macarrão fino, mas, se possível, o ideal é o grosso. Esse ponto volta a aparecer na hora da degustação.

No meio do preparo, há uma cena em que ele cozinha enquanto bebe. Nela, Ryuji derrama um pouco da bebida e a coloca de volta, dizendo: "Desperdício de comida, não pode".

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Só se cortam o alho e a nirá

A faca só é usada para o alho e a nirá, e Ryuji destaca que a etapa de picar acaba num instante.

A referência é cerca de 10 g de alho por porção. Como desta vez são duas porções, ele usa uns três dentes, cerca de 20 g. Segundo ele, a quantidade é generosa porque o Taiwan mazesoba é, por natureza, um prato que leva alho. O alho picado é dividido: metade vai para o refogado do nikumiso, e a outra metade fica crua para a cobertura. Alguns restaurantes usam alho em pó, mas, pelo que Ryuji sabe, a maioria serve o alho cru.

Quando alguém da equipe pergunta se dá para fazer com carne moída mista, Ryuji responde que "dá". Muitos restaurantes, segundo ele, usam a mistura. Ele prefere a de porco, mas quem gosta do aroma da carne bovina pode usar a mistura sem problema.

A nirá também vai crua. Segundo ele, ao misturar tudo na hora de comer, o mazesoba fica mais marcante. A quantidade é de 25 g por porção. Como um maço tem cerca de 100 g, para duas porções vai meio maço. Ryuji conta que gosta de picá-la bem fininha.

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A convicção de que Taiwan mazesoba deve ser feito em casa

Entre uma etapa e outra, Ryuji dá dois motivos para recomendar o preparo do Taiwan mazesoba em casa.

O primeiro é que não é preciso fazer caldo. Para Ryuji, a parte mais trabalhosa do lámen é o caldo, e, como os pratos do tipo mazesoba não levam caldo, vale mais a pena fazê-los em casa. Depois de deixar claro que não está criticando os restaurantes de mazesoba, ele comenta que o aburasoba está na moda. Como não é preciso cozinhar caldo, os gastos com gás e luz são baixos, mas o preço não é muito diferente do de um lámen, por isso dizem que é um negócio muito lucrativo. Justamente por isso, segundo ele, compensa fazer em casa.

O segundo motivo é que não é preciso chashu. Dizem que lámen sem chashu por cima não vende, mas o Taiwan mazesoba é feito com carne moída, então dá pouco trabalho. Ryuji acha que pouca gente costuma fazê-lo em casa, mas que ele é surpreendentemente adequado à cozinha do dia a dia, e diz que "recomenda muito".

Ele também comenta com a equipe sobre o peso do óleo. Como desta vez usa óleo de arroz, o prato não fica tão gorduroso. Para uma versão bem gordurosa, ele usaria banha.

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Nikumiso: dourar sem colocar óleo

Para o nikumiso, ele usa 200 g de carne suína moída (duas porções) e acrescenta metade do alho picado para dar aroma. Como o porco solta gordura, não é preciso colocar óleo na frigideira.

Ele adiciona umas duas pitadas de pimenta takanotsume para dar ardência. Quem não gosta de picante pode deixar de fora. Nesse momento, Ryuji orienta refogar a carne até dourar e explica que essa parte tostada funciona praticamente como um molho.

Para temperar, usa doubanjiang: 1 colher de chá por porção, ou seja, 2 colheres de chá para duas porções, porque o Taiwan mazesoba é um prato levemente picante. Em seguida, entram 2 colheres de chá de shoyu e 2 de saquê, que ele cozinha até o álcool evaporar. Depois, acrescenta 2/3 de colher de chá de açúcar duas vezes e refoga. O resultado é um nikumiso adocicado e salgado, levemente picante.

Ele também sugere ajustes para quem não gosta de picante. Reduzindo o doubanjiang pela metade e acrescentando missô comum de supermercado, o sabor fica mais encorpado. Também dá para fazer só com missô e, nesse caso, o prato fica pouco picante.

Quando a equipe pergunta qual é a diferença em relação ao gochujang, Ryuji responde que o gochujang é um missô adocicado e deixa o prato mais doce. Quem usar gochujang precisa fazer ajustes, como não colocar açúcar, e esse jogo de somar e subtrair é importante. A conclusão de Ryuji é que o ideal, como base, é o doubanjiang.

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Molho: por que usar óleo de arroz em vez de óleo de gergelim

O molho é preparado direto na tigela. Por porção, vão 2 colheres de chá de shoyu, 2 colheres de chá de molho de ostra, 1/2 colher de chá de açúcar e 1 colher de sopa de óleo de arroz, além de 3 sacudidas de realçador de sabor e 3 sacudidas de pimenta-do-reino em pó.

O molho de ostra é da Ajinomoto. Ryuji ri e diz que, como a J-Oil Mills faz parte do grupo Ajinomoto, ele não precisa se preocupar, e que a marca deve até gostar. Ele também diz que essa empresa não reclama quando ele usa temperos de outras marcas e que é grato por isso, já que clientes assim são raros.

O ponto que Ryuji explicou com mais detalhes no episódio foi a escolha do óleo do molho. O comum é usar óleo de gergelim nesse tipo de molho, mas, como ele tem um aroma forte, nessa quantidade o prato fica com gosto quase só de gergelim. Ryuji quer valorizar o aroma da carne refogada e o do alho, e acha que o óleo de gergelim os encobriria. Por isso, aqui ele usa o óleo de arroz, que é mais leve.

Ele também responde de antemão a uma possível pergunta: então não daria para usar um óleo vegetal comum ou óleo de canola? Segundo Ryuji, quem comer com essa quantidade de óleo vai perceber que óleo tem sabor. Provando o óleo vegetal e o óleo de arroz lado a lado, o sabor é completamente diferente, e o óleo de arroz é leve e agradável de comer, explica ele.

A tigela com o molho vai direto ao micro-ondas. Como o recipiente esquenta e o molho fica pronto ao mesmo tempo, Ryuji diz que, embora a receita se chame "suprema", desta vez o método é bem prático. Pode-se aquecer antes ou depois de cozinhar o macarrão, desde que se aqueça. Ele também orienta deixar arroz pronto para o oimeshi, o arroz acrescentado no final.

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Macarrão: tirar 30 segundos antes e esfregar no escorredor

Ele recomenda macarrão fresco grosso. Ultimamente Ryuji também tem usado o Marutai (lámen em bastão), e até dá para fazer com ele. Mas, para um resultado com cara de restaurante, o melhor é o macarrão chinês vendido por menos de 100 ienes a porção.

O tempo indicado na embalagem era de 3 minutos, mas, para que o macarrão ficasse mais firme, ele o tirou 30 segundos antes. Depois de escorrer, esfrega o macarrão no escorredor. Ele pergunta à equipe se sabe o que ele está fazendo e explica que está arranhando a superfície do macarrão para o molho aderir melhor. Brincando que é "porque eu sou menhera", ele compara a técnica aos cortes discretos que se fazem nos alimentos.

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Montagem: não misturar, colocar a cobertura e guardar a clara

Depois que o macarrão vai para a tigela, não se mistura. Misturar estraga a aparência, por isso Ryuji enfatiza: "não misture de jeito nenhum".

Por cima, ele coloca metade do nikumiso em cada tigela, nirá crua, alho picado (a quantidade fica a gosto, mas, segundo ele, fica mais gostoso com alho) e a gema. Ele insiste para que a clara seja guardada, pois será usada depois.

Também entra o pó de katsuobushi, feito aquecendo o katsuobushi no micro-ondas e esfarelando com as mãos. A medida é o quanto se pega com quatro dedos. Ryuji aponta o pó de katsuobushi como o que dá ao prato a cara de Taiwan mazesoba, mas diz que é só se tiver. A cebolinha pode ficar de fora, já que há nirá, mas é bom colocar porque traz frescor. Por fim, ele acrescenta tiras de nori e o prato está pronto. O arroz é opcional, mas com ele fica "500 vezes mais gostoso", diz.

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Degustação: avaliando o eu de cinco anos atrás

Para comer, rompe-se a gema e mistura-se tudo com o tenchi-gaeshi, revirando de baixo para cima para trazer o molho do fundo.

Na primeira garfada, Ryuji ri: "O eu de cinco anos atrás mandou bem", e diz que o sabor tem a cara de uma receita antiga. Ele destaca o katsuobushi bem presente e as qualidades do macarrão grosso. A equipe comenta que não sente nada do gosto desagradável de óleo. Ryuji compara: com banha, ficaria pesado e seria difícil comer até o fim.

Sobre a picância, os dois concordam que está "na medida" e a descrevem como um picante um pouco mais forte. A equipe elogia o nikumiso com o doubanjiang bem presente e diz que gostaria de beber tendo só o nikumiso como petisco. Ryuji também dá só o nikumiso para a equipe provar. Sobre o macarrão, ele diz que foi bom deixá-lo bem firme e que o ideal é tirá-lo um pouco antes. Também comenta que, se o macarrão não for grosso, o molho não adere da mesma forma. Alguém chega a dizer que é estranho a receita nunca ter sido publicada antes.

Para Ryuji, o segredo do sabor está em realçar o doce. Ele coloca uma boa quantidade de açúcar, e é justamente essa doçura que, para ele, define o Taiwan mazesoba. Ele também repete que, para diminuir a picância, basta usar missô no lugar do doubanjiang para chegar a um resultado bem parecido.

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Oimeshi: misturar a clara guardada ao arroz

Para terminar, ele prepara o oimeshi. O ideal é deixar o arroz bem quente no micro-ondas, e, como ele tinha esfriado, Ryuji o reaqueceu. Ele coloca o arroz quente no molho que sobrou na tigela, acrescenta a clara guardada e mistura. Em contato com o arroz quente, a clara fica meio cozida e a picância também suaviza. A equipe se surpreende, diz que nunca tinha pensado nisso e conta que imaginava que a clara seria usada numa sopa ou algo assim.

Segundo Ryuji, o resultado fica parecido com tamago kake gohan, e nenhum restaurante serve o prato desse jeito, porque é algo difícil de fazer num restaurante. A quantidade de arroz recomendada é de mais ou menos uma tigela não muito cheia. Ao provar, a equipe diz "dá para abrir um restaurante", e Ryuji também se elogia: "que receita absurda". Os dois concordam ainda que, comendo com arroz, dá para perceber bem a leveza do óleo.

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Encerramento e digressão final

Na parte final dedicada ao patrocínio, Ryuji apresenta a embalagem de papel "Smart Pack" em que vem esse óleo de arroz. As vantagens, segundo ele, são o descarte fácil e o pouco espaço que ocupa. Ele afirma que trocar o óleo do dia a dia por óleo de arroz eleva a comida vários níveis e convida o público a experimentar.

No fim do vídeo, há uma digressão. Ryuji se pergunta por que, só nos episódios patrocinados, a condução fica parecida com a dos vídeos antigos, já que ultimamente dizem que é melhor agir com naturalidade. Quando a equipe sugere "Não seria porque você fica relaxado?", ele responde que fica relaxado mesmo nos patrocinados. Em seguida, conta que trabalhou mais de dez anos como assalariado e que, por isso, nos conteúdos patrocinados acaba ficando sério sem querer, e é por isso que acaba bebendo, encerrando assim o vídeo.