Ryuji prova e recria o ramen gelado de SUSURU que ficou famoso por ser "salgado"
料理研究家リュウジのバズレシピTraduzido de 日本語
Neste vídeo, Ryuji, especialista em culinária, prova o "Nōkō Tonkotsu Buta Musō", um ramen gelado para lojas de conveniência criado por SUSURU, YouTuber de ramen. O produto ganhou repercussão por causa de comentários de que seria "salgado". Ryuji prova o prato com a equipe, avalia o sal e o sabor e, em seguida, tenta recriá-lo com os ingredientes que tem à mão. O foco do episódio é saber se o prato é mesmo tão salgado, por que essa sensação aparece e até que ponto é possível chegar perto dele com temperos caseiros.
6,3 g de sal é muito para um ramen sem caldo?
Ryuji começa comentando que o produto tem fama de ser "salgado pra caramba". O teor de sal indicado na embalagem é de 6,3 g. Ele explica que ramens sem caldo costumam ter entre 3 e 4 g, e que por isso 6,3 g sem caldo é algo que as pessoas consideram bem salgado.
Ryuji também já lançou uma marmita na FamilyMart e passou pela experiência de ouvir que o karaage era "tão salgado que parecia que se estava comendo sal". Foi nessa ocasião que descobriu que o sabor varia de fábrica para fábrica. Segundo Ryuji, a distribuição fica desigual na etapa em que se misturam as especiarias em pó. Mas, como o produto desta vez usa um molho líquido, Ryuji acredita que a variação não deve ser tão grande.
Sobre a escolha de um ramen gelado, Ryuji brinca: "SUSURU normalmente não faz pratos gelados, então talvez tenha feito este na marra". Há também um momento em que começa a dizer "porque só pensa em dinheiro" e logo volta atrás, e outro em que, brincando com o bordão de SUSURU, ri dizendo "será que depois vai chegar reclamação?".
Abrindo a embalagem e a verdade sobre o toucinho
O preço é de cerca de 600 ienes, o que Ryuji considera barato. Os acompanhamentos são chashu, cebolinha, cebola frita, toucinho (sebo) e menma, e o macarrão é do tipo extragrosso. A equipe, que já tinha assistido ao vídeo de SUSURU, conta que SUSURU pedia para misturar bem. Ryuji responde: "Quer dizer que fica ruim se não misturar bem?" e "Dizem que é salgado, né?".
O caldo é pastoso, mais parecido com um molho do que com uma sopa. Em vez de o macarrão ficar encharcado, o molho gruda nele. Ryuji observa que, embora se diga que pratos frios precisam de mais sal do que os quentes, neste produto não há caldo e quase todo o sal está concentrado no molho, e fica atento a como isso vai se manifestar. Logo ao abrir, o cheiro de shoyu já é bem forte.
O toucinho normalmente endurece quando esfria, mas o deste produto não endurece. A equipe conta que, no vídeo de SUSURU, foi explicado que isso se deve a uma técnica especial. Ryuji prova só o toucinho e acha que "não parece gorduroso" e que "parece uma gordura fabricada"; mais tarde, na parte da recriação, supõe que se trata de algo mais próximo da gordura vegetal (da família da margarina) do que de toucinho de porco.
Degustação: o salgado muda conforme a parte que se come
Dizendo que "ultimamente não tem aguentado gordura", Ryuji primeiro deixa a equipe provar. Um integrante da equipe responde que "não está salgado". Outro diz que é "um sabor que nunca tinha provado" e que, se fosse para dizer se gosta ou não, não é um sabor de que gosta, mas que não é ruim, apenas estranho. Ryuji ri: "Diz logo se está bom ou não!".
A impressão de Ryuji foi: "salgado". Mas Ryuji também diz que o toucinho parece mascarar o salgado e que, na prática, não é tanto quanto dizem. Ao conferir de onde cada um comeu, descobre-se que o molho tinha se acumulado de um lado do recipiente. A equipe tinha comido a parte de cima, com mais toucinho, e, ao provar de novo uma parte bem coberta de molho, também admitiu: "aqui está salgado". Ou seja, é um produto em que a percepção do sal muda bastante conforme o modo de misturar e a parte que se come.
Ryuji avalia que quem costuma comer muito ramen deve achar tranquilo e que o nível de sal é o de uma casa de ramen. Por outro lado, afirma que, comparado aos outros produtos da loja de conveniência, é com certeza salgado, que acha que muita gente vai dizer que é salgado e que também acha um pouco salgado. Água é indispensável, e surgiu ainda a opinião de que pode ser bom para comer quando se está suando. O sabor não é ácido e lembra um hiyashi mazesoba. Ryuji diz que o macarrão extragrosso também não é ruim.
Ryuji considera que, como produto para loja de conveniência, é bastante ousado. Também lança produtos na FamilyMart, mas nunca usou esse nível de sal. A única exceção, diz, é uma marmita de karaage feita para acompanhar bebida, e acrescenta: "não estou em posição de falar dos outros".
Nota: B+
Num quadro de avaliação que imita o programa de SUSURU, Ryuji deu "B+". O nível A seria "delicioso", mas para isso faltou um pouco. O motivo é que, no geral, "não tinha uma identidade clara". Não dá para afirmar que é "delicioso", mas, mesmo assim, a avaliação é de que "não é nada descartável". Ryuji também menciona que, como o caldo vem em sachê, não dá para saber nada dos ingredientes. E brinca que, falando assim, SUSURU provavelmente vai comer todas as receitas de ramen que Ryuji lançar daqui em diante.
Recriação: um molho parecido com molho de salada
Partindo da ideia de que, se publicar esse vídeo não traz vantagem nem para Ryuji nem para SUSURU, o jeito é recriar o prato, Ryuji começa a recriação. O desafio é como obter a consistência do molho, que parece uma pasta. Ao provar, Ryuji percebe que tem "gosto de molho de salada" e conclui que a direção é algo como um molho de salada sem a acidez.
Os ingredientes do molho são os seguintes:
- Chuka Aji (tempero com extrato) 1/2 colher de chá
- Caldo de paitan de frango em pó 1/2 colher de chá. Segundo Ryuji, com ele a consistência fica bem mais encorpada
- Água 1 colher de sopa
- Shoyu (no início, cerca de meia colher de sopa; ajustado depois)
- Óleo vegetal 1 colher de sopa
- Maionese 1 colher de chá
- Açúcar 1/2 colher de chá
Ryuji diz que o óleo é "absolutamente necessário", mas que precisa ser vegetal, porque a banha endurece ao esfriar. Segundo a equipe, SUSURU tinha dito a mesma coisa. Ryuji explica que a maionese serve para dar consistência e também ajuda na emulsificação. Ao misturar, a cor fica praticamente igual à do molho do produto, e a equipe se surpreende: "está muito parecido". Ryuji concluiu que também havia açúcar e o acrescentou, mas não usa vinagre. Para chegar ao sabor de SUSURU, seria preciso um pouco mais de shoyu, então decidiu ajustar depois, provando.
Chashu e macarrão
O macarrão usado é o de um buta ramen que Ryuji tinha à mão. Ryuji acredita que é "100% este macarrão", o mesmo do produto. Para servir gelado, o tempo de cozimento é longo, de 10 a 11 minutos, e na prática Ryuji cozinhou por cerca de 9 minutos e 45 segundos. Também comenta que o ideal seria usar bem mais água.
O chashu é só carne de porco para yakiniku grelhada dos dois lados com shoyu e uma pitada de realçador de sabor umami. A espessura também é parecida com a do chashu do produto e, segundo Ryuji, assim fica com cara de chashu industrializado. Como o prato não fica gelado se o molho e os acompanhamentos estiverem quentes, os dois são resfriados.
Enquanto trabalha, Ryuji conta que o momento de que mais gosta é quando está cozinhando, e que é divertido como uma experiência de ciências. Quando criança, misturava bebidas na máquina de refrigerante. A equipe também comenta que a série de recriações de ramens industrializados tem, inesperadamente, muitos fãs, e que vários comentários pedem que ela continue. Houve até espectadores que fizeram a recriação anterior, do "Curry Misokin", então Ryuji sente que a série tem dado retorno.
Fazendo a cebola frita em casa
Quando a equipe pergunta "até onde vai", Ryuji, como tem tempo, refoga 25 g de cebola em fogo alto e faz também a cebola frita, porque quer dar um toque tostado. Mas diz aos espectadores: "é trabalhoso, então não façam, a industrializada serve", e comenta ainda que, como é algo parecido com um condimento e provavelmente não tem muito sabor, dá para pular essa etapa.
Enquanto refoga, Ryuji enfatiza que conhece SUSURU pessoalmente, que não tem nenhuma intenção de zombar e que mentir seria falta de respeito. Feita essa ressalva, recomenda: o shoyu ramen do restaurante de SUSURU, "Kita no Shoyu", é realmente delicioso, tão caprichado que nem parece coisa de SUSURU, e vale muito a pena ir. Ryuji também diz que quer provar o abura soba da mesma rede.
Finalização: o "toque áspero" do shoyu foi mantido de propósito
Ao misturar o macarrão com o molho e provar, a consistência do molho estava muito boa, e a forma como ele envolvia tudo também era parecida. Para finalizar, Ryuji acrescentou estes três itens:
- Realçador de sabor umami 2 pitadas
- Shoyu 1/2 colher de chá
- Alho em pó 4 pitadas
Como o produto não tinha um gosto muito forte de alho, Ryuji usou pouco alho em pó. Por fim, coloca por cima a cebola frita, a cebolinha, o chashu, o menma e a pimenta em fios, e o prato fica pronto. A equipe comenta: "está ficando com cara de restaurante" e "visualmente é igual", e chama Ryuji de "especialista em recriações".
Degustação: "este aqui está mais gostoso"
Depois de provar, Ryuji e a equipe concluíram: "este aqui está mais gostoso". O aroma da cebola frita é ótimo, e todos concordam que é melhor tê-la. A equipe avalia que a sensação de sabor marcante do produto de SUSURU também foi bem reproduzida. Segundo Ryuji, o toque áspero do shoyu foi mantido de propósito.
Para explicar por que ficou tão bom, Ryuji aponta o papel do paitan de frango. Misturado ao óleo, ele emulsiona um pouco e envolve bem o macarrão. Dá para fazer sem o paitan de frango, mas, segundo Ryuji, com ele fica muito mais gostoso. O macarrão também agradou a equipe. Em certo momento, alguém diz "é totalmente diferente", e vem a provocação: "se fosse totalmente diferente, não seria uma recriação"; a pessoa então corrige, dizendo que estava falando da textura do macarrão.
Ryuji gostou tanto da recriação que chegou a dizer que é "o número 1 dos macarrões gelados deste ano". Por outro lado, admite que, como aconteceu com o Curry Misokin, é um pouco constrangedor quando a recriação acaba ficando melhor que o produto original. Dizendo que certamente haverá quem, a partir desta recriação, decida comprar o próximo produto de SUSURU, Ryuji pede que, quem encontrar o produto, compare os dois, e encerra o vídeo recomendando que todos experimentem sem falta o Kita no Shoyu.
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