Ryuji avalia "sem papas na língua" os produtos de marca própria da Belc em palestra especial para funcionários da Belc
料理研究家リュウジのバズレシピTraduzido de 日本語
Ryuji, especialista em culinária, recebeu um convite para dar uma "palestra especial" em um evento interno da rede de supermercados Belc. Mas, mais do que uma palestra, o conteúdo foi uma sessão em que Ryuji provou e avaliou os produtos atuais da marca própria da Belc, a "Kurashi ni Belc", diante das próprias pessoas responsáveis pelo seu desenvolvimento. O tema foi "A avaliação para valer de Ryuji, sem papas na língua: o caminho para a renovação da Kurashi ni Belc". O formato surgiu porque, na reunião preparatória, Ryuji havia avisado que "pode tudo, não tem restrição".
A regra era a seguinte: a pessoa responsável pelo desenvolvimento de cada produto fazia uma apresentação de um minuto, e Ryuji provava e dava uma nota em três níveis, de A a C. Não se tratava de uma simples degustação: o objetivo era, caso saísse um B ou um C, receber dicas para a renovação, ou seja, saber o que fazer para chegar ao A. Ryuji fez muitas observações não só sobre o sabor dos produtos, mas também sobre se eles seriam escolhidos na gôndola.
Para acompanhar a degustação, "base para highball à vontade"
O primeiro item colocado à disposição de Ryuji foi o highball da Kurashi ni Belc. Segundo a pessoa responsável pelas compras, não se trata de uísque, e sim de um licor, e o diferencial é poder prepará-lo na concentração que se preferir. O padrão é a proporção de 1 para 5, mas quem gosta de bebida pode fazer meio a meio. O restante da degustação foi feito com esse highball na mão.
Caldo de nabe de camarão e sal: nota A por um sabor impossível de fazer em casa
O primeiro produto foi o "Caldo de nabe de camarão e sal da quitanda, com o broto de feijão como protagonista". Para Ryuji, que se diz exigente com nabe, Ito, responsável pelo desenvolvimento, explicou que a ideia era um "nabe de lámen", preparado já com o lámen desde o início. O ponto de partida foi o gosto de Ito pelo lámen de tonkotsu com camarão e sal.
Ao provar, Ryuji respondeu na hora: "Isso é bom". Elogiou o equilíbrio, nem forte nem fraco demais, e ao mesmo tempo a personalidade do caldo, e explicou o motivo comparando-o com o conceito que adotou quando lançou o seu próprio caldo de nabe. O que Ryuji buscava no seu caldo era um sabor que "ninguém faria em casa", e este produto vai na mesma linha. Segundo Ryuji, é difícil conseguir em casa dar aroma de camarão a um nabe e, além disso, não se sente nenhum sabor com cara de químico, por isso considerou o produto de alta qualidade.
A nota foi A. Em tom de brincadeira, Ryuji chegou a dizer que, se o vendessem como um produto com a sua supervisão, ninguém perceberia. Ito respondeu que, durante o desenvolvimento, sempre surgem dúvidas como "será que está bom assim?" e "será que vai vender?", e que, com essas palavras, agora poderia vendê-lo com confiança.
Ryuji, porém, acrescentou que vender é outra história. Tonkotsu com camarão e sal é um sabor pouco comum, então é preciso dar um motivo para as pessoas pegarem o produto. Ser gostoso e vender são coisas diferentes: a qualidade do produto é altíssima, mas, na avaliação de Ryuji, há espaço para melhorias em aspectos como o nome.
Hambúrguer assustadoramente gostoso: falta uma sugestão de molho
O segundo produto foi o "Hambúrguer assustadoramente gostoso", de Kuribashi, do setor de congelados. O nome oficial é "Hambúrguer assustadoramente gostoso — se não fosse eu, isso passaria despercebido", e Ryuji riu, dizendo que parecia título de um dos seus vídeos, e rebateu: "Isso é Hunter × Hunter!". É 100% carne bovina, e o preparo consiste apenas em aquecer em água fervente ou no micro-ondas.
Ryuji disse que o hambúrguer em si é muito gostoso, mas apontou que, como o produto não vem com molho, ele pressupõe que se coloque um, e é do tipo que se transforma dependendo do molho. Quando perguntaram o que combinaria, respondeu algo como um shoyu para bife, e a equipe trouxe o "Ponzu Alho, Que Tal?", também da Kurashi ni Belc. Ryuji disse "Isso aqui vai combinar com certeza" e, ao experimentar a combinação, exclamou: "Que delícia".
O ponto de melhoria levantado por Ryuji foi indicar como comer. Muita gente deve imaginar que, ao aquecer e servir, o hambúrguer já vem envolto em molho, então seria mais claro para o consumidor deixar explícito com o que combiná-lo. Ryuji contou que, como costuma desenvolver produtos mais voltados para lojas de conveniência, sentiu falta de uma sugestão de molho. Concretamente, sugeriu que o produto poderia ficar muito bom se o ponzu ou o shoyu para bife fossem colocados ao lado para venda conjunta, ou se chegassem a todas as lojas cartazes ou textos explicativos recomendando usar o molho que se tem em casa. O preço é de 359 ienes, e Ryuji também avaliou que, considerando que é 100% carne bovina, é um esforço e tanto.
Ponzu Alho, Que Tal?: alho que não deixa cheiro e serve para tudo
O ponzu usado com o hambúrguer não estava entre os seis produtos a serem avaliados desta vez, mas, quando o apresentador perguntou qual seria a avaliação, Ryuji também o comentou. O ponto forte que Ryuji afirmou com clareza foi o fato de o alho não deixar cheiro. O alho está presente na medida certa, e o produto serve para tudo. Segundo Ryuji, o melhor uso provavelmente é com bife, virando um verdadeiro molho de steak, e também funciona como molho de yakiniku.
Nigiri de maguro tataki estilo ohagi, de sushiaria: sabor nota A, mas o nome deveria mudar
O terceiro produto foi o "Nigiri de maguro tataki estilo ohagi, de sushiaria". Kimura, responsável pelo desenvolvimento, é, na verdade, quem pediu que esta palestra fosse realizada. O ohagi da seção de pratos prontos dos supermercados é feito com pasta de feijão doce e arroz glutinoso, mas o produto nasceu da ideia de que "poderia existir um ohagi que não fosse doce"; para diferenciá-lo do ohagi, foram adicionados toques de aroma e textura com cebolinha, entre outros, e usada uma generosa quantidade de maguro tataki.
Ryuji se impressionou com a aparência, conferiu que também havia toro dentro e, ao provar, aprovou: "Gostoso". O que mais surpreendeu foi o preço de 299 ienes. Como motivo, Ryuji contou que o sushi de supermercado costuma ter muito arroz e que, como alguém que gosta de beber, sempre pensou que seria bom se fosse um pouco menor. Este produto serve como petisco e também é ideal para quando se quer comer um pouco de arroz, então dá para sentir o esforço da empresa. Ryuji achou que seria melhor ter wasabi, mas ele não vem na embalagem; ao saber que na loja é possível pegar à vontade sachês de wasabi, considerou "perfeito" e deu nota A.
Kimura, porém, confessou que, mesmo sem jeito de dizer isso depois dos elogios, o produto na verdade não está vendendo. Ryuji respondeu que "produto bom não é necessariamente produto que vende" e sugeriu tirar "ohagi" do nome. Segundo Ryuji, ohagi é uma palavra que, para o público de hoje, comunica mal de um jeito curioso, e enquanto a pessoa fica pensando na gôndola "onde é que está o ohagi aqui?", o olhar do cliente já passa para o próximo produto. Como alternativa, citou nomes chamativos que fazem a pessoa pensar "que diabos é isso?", como "Nigiri bomba de negitoro" ou "Nigiri de negitoro chutando o balde". O cliente decide em poucos segundos se vai comprar, então, caprichando no nome, fica mais fácil fazê-lo pegar o produto pelo menos uma vez — essa é a visão de Ryuji sobre redação publicitária.
Shumai de camarão que vira protagonista: gostoso, mas continua "coadjuvante", nota B
O quarto produto foi o "Shumai de camarão que vira protagonista", de Matsui, do departamento de delicatessen. Quando se fala em prato principal da culinária chinesa, aparecem opções como mapo tofu, e o shumai raramente é lembrado. A ideia era transformar esse shumai coadjuvante em protagonista; foi usado camarão vannamei como matéria-prima, cortado de forma a manter a textura. O produto é refrigerado e, como já vem temperado, pode ser comido assim mesmo.
Ryuji avaliou que, entre os shumais refrigerados que já comeu, este é o mais gostoso. Os legumes são crocantes, a quantidade de camarão é bem grande, e 299 ienes por oito unidades é muito barato. Por outro lado, apontou que, para ser protagonista, faltaria uma textura um pouco mais firme e suculenta, e que hoje ele está exatamente na posição de coadjuvante: é aquele que dá alegria quando aparecem um ou dois numa marmita.
Como melhoria, Ryuji sugeriu colocar camarões graúdos, mesmo que isso eleve o preço unitário, ou misturar carne moída grossa para ajustar a quantidade de carne. Hoje, em restaurantes e afins, o shumai com recheio em pedaços graúdos está se tornando o padrão, e essa imagem é forte; por isso, com o preço atual e a praticidade de dois minutos no micro-ondas, ele não passa de um prato pronto. A nota foi B. Se não fosse gostoso, seria C, mas, como é gostoso, ficou com B — só que não é protagonista. Ryuji acrescentou que dá para perceber o grande esforço em termos de qualidade.
Reúnam-se, amantes de carne! Tempero multiuso: bom o bastante para concorrer com o produto do próprio Ryuji
O quinto produto foi o "Reúnam-se, amantes de carne! Tempero multiuso". Como também tem um tempero próprio no mercado, Ryuji não conteve um sorriso amarelo. Segundo a pessoa responsável do departamento de carnes, o produto foi desenvolvido por todo o "grupo de estudos da carne", formado principalmente por membros do departamento de carnes; trata-se de um tempero de estilo japonês, à base de missô, feito em parceria com um fabricante especializado em dashi, com base de dashi de katsuo e bastante alho. O preço é de 399 ienes, e Ryuji deixou escapar: "Não queria muito dizer isso, mas o meu é mais caro".
Para a degustação, foi preparado o lombo do "Umaibuta", a marca de porco de que a Belc se orgulha. Ryuji primeiro provou o tempero sozinho e depois o colocou sobre a carne de porco, avaliando: "Absurdamente gostoso". Ingredientes como missô em pó não são algo que se costuma comprar no dia a dia; o tempero combina bem com a carne de porco e realça o sabor de um porco saboroso com o umami e o aroma do missô. Ryuji disse que a qualidade é tal que poderia ser uma opção ao lado dos molhos no yakiniku. Também fez a piada de pedir que cortassem aquela parte, porque, se elogiasse demais, o seu próprio tempero deixaria de vender.
Ryuji apontou ainda que, embora seja vendido como tempero para carne, ele também pode ser usado em peixes e legumes. A embalagem até menciona saladas, sopas e refogados, mas Ryuji deu o conselho — "ajudar o inimigo", nas suas palavras — de que esse ponto poderia ser mais destacado. A pessoa responsável respondeu que queria incorporar as opiniões também aos produtos de outros departamentos, e Ryuji encerrou: "Isso aqui vai vender".
Hoje à noite, yakiniku, que tal?: bem equilibrado, mas sem personalidade marcante
O sexto e último produto foi o "Hoje à noite, yakiniku, que tal? — picância média", um molho de yakiniku da mesma série "Que tal?" do ponzu de alho provado antes. A pessoa responsável contou que estava com as mãos tremendo, já que até ali não havia saído nenhum C e, para fechar, havia trazido justamente o clássico dos clássicos, um molho de yakiniku. O produto usa shoyu e maçã em abundância e acrescenta a profundidade da cebola e do alho a um umami e uma doçura suaves.
A primeira reação de Ryuji foi: "Muito melhor do que eu imaginava". Avaliou o molho como tradicional, pouco doce e talvez mais voltado para o preparo de pratos. Porém, se por um lado está bem equilibrado, por outro falta personalidade, sendo apenas comum. Pelo preço, até parece suficiente, mas, para disputar com outros produtos, Ryuji gostaria de um pouco mais de ousadia; quanto a escolher justamente este, ainda falta um passo no apelo.
Em seguida, Ryuji provou outro item da mesma série e avaliou que este, sim, era marcante, com um alho que chega a subir pelo nariz. Segundo Ryuji, ele mostra seu poder em cortes com gordura para yakiniku, como a barriga.
Nesse contexto, Ryuji enfatizou a embalagem e a forma de exposição na loja. Com os produtos atuais, só pela embalagem não dá para entender para que usá-los; só foi possível entender depois de provar. Ryuji disse sentir que as marcas próprias, não só a da Belc, costumam ser discretas, e que a embalagem deveria ter muito mais poder de atração. Os produtos de supermercado não transmitem absolutamente nada de suas qualidades se não forem comprados e provados. Provavelmente há muitos produtos mais gostosos do que os supervisionados por Ryuji; eles só não foram descobertos. É importante mostrar que "este produto está aqui", e, justamente porque desta vez havia muitos produtos gostosos, Ryuji pediu que a empresa se dedicasse à apresentação na loja e à promoção.
Na avaliação do "Hoje à noite, yakiniku, que tal?", Ryuji hesitou: "Estou na dúvida", explicando que havia o ponto de vista de "é gostoso, mas eu não compraria" e que o produto poderia ir um pouco mais longe. Também perguntou qual era a direção: se a ideia era derrubar o "rei" dos molhos de yakiniku ou seguir um caminho próprio. Quando a pessoa responsável respondeu "Queremos mirar nas duas coisas", Ryuji respondeu, em linhas gerais, que seria melhor definir uma direção clara. A pessoa responsável disse que, na próxima vez, quer conseguir com certeza uma avaliação alta.
Avaliação geral: surpresa com os preços e uma postura que coloca o consumidor em primeiro lugar
Na avaliação geral, Ryuji começou com uma autocrítica. Até então, nunca havia prestado atenção aos produtos vendidos só na Belc, e sentiu que não dava para subestimá-los. O que mais surpreendeu foram os preços: no geral, Ryuji sentiu que os produtos são vendidos a preços incríveis. Vendo todos os produtos, dá para perceber o esforço da empresa para levar ao consumidor produtos de boa qualidade, e Ryuji disse sentir que é uma empresa que faz negócios colocando o consumidor em primeiro lugar.
A Belc, depois de mencionar que já fez colaborações com obras como "Ataque dos Titãs", perguntou sobre a possibilidade de uma colaboração com Ryuji. Ryuji explicou que coloca o consumidor em primeiro lugar e que sua postura é a de que basta que algo gostoso chegue ao cliente. Se as pessoas que comprarem algo como a "marmita caprichada", o "nabe caprichado" ou o "onigiri caprichado" da Belc com Ryuji ficarem felizes, pensando "como era de se esperar de uma colaboração entre a Belc e Ryuji", todo mundo sai feliz. Se for possível fazer algo nesse formato, Ryuji respondeu que gostaria muito.
A mensagem de Ryuji aos funcionários da Belc
Por fim, ao ser convidado a deixar uma mensagem aos funcionários, Ryuji disse ter se emocionado bastante desta vez. Depois de cerca de oito anos nesse trabalho, sinceramente sente que já fez de tudo, e agora quer fazer trabalhos interessantes. Dito isso, afirmou que o dia de hoje foi muito interessante e que deu para sentir que a Belc encara seus produtos com seriedade. Contou, rindo, que não imaginava que quase tudo seria resenha, e relembrou que, embora o formato fosse o de uma palestra sua, acabou sendo uma ocasião em que, ao contrário, foi Ryuji quem aprendeu.
O que mais tocou Ryuji foi o fato de as próprias pessoas responsáveis terem ido à frente fazer uma apresentação de um minuto. Ryuji disse gostar muito de ouvir coisas como "fiz com esta intenção", "fiz deste jeito", "na verdade não está vendendo muito, o que você acha?" e pensar junto a partir disso. Pensar, com prazer, no que fazer para agradar ao consumidor e criar coisas cada vez melhores é um tipo de trabalho de que Ryuji gosta especialmente, e poder conversar com as pessoas responsáveis trouxe uma sensação de satisfação. A palestra terminou com as palavras: "Resumindo, passei a gostar da Belc".
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