Sete dias à deriva numa jangada: o desafio que o grupo de MrBeast chamou de o mais difícil que já fez

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Visão geral

O vídeo acompanha Jimmy (MrBeast) e quatro amigos durante sete dias numa jangada de madeira em alto-mar, depois que o barco de apoio se afasta e os deixa por conta própria. A proposta é simples: sobreviver uma semana com os materiais deixados a bordo por especialistas em sobrevivência. Na prática, o grupo constrói e reconstrói abrigos, enfrenta chuva, frio, calor, enjoo, falta de sono e água contaminada. Ao longo do vídeo, os próprios participantes repetem que essa foi a experiência mais dura que já fizeram.

13 min de leitura

A premissa: cinco pessoas, uma jangada e nenhuma estrutura pronta

Logo na abertura, Jimmy apresenta a situação: a jangada está, nas palavras dele, "a incontáveis quilômetros da civilização", e o grupo vai ficar preso ali por sete dias, "gostando ou não". Quando o barco se afasta, alguém comenta que já nem consegue vê-lo. Participam Jimmy, Nolan, Tareq, Chris e Lazar (LazarBeam).

Jimmy explica que pediu a especialistas em sobrevivência que equipassem a jangada com madeira, corda e o necessário para construir um abrigo. A primeira prioridade apontada é a sombra, porque sem ela o grupo se queimaria ao sol durante a semana. O desafio, porém, começa mal: Jimmy diz que escolheram "o pior dia pra começar", já que as nuvens indicavam uma tempestade a caminho, e a luz do dia já estava acabando.

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Primeiro dia: uma tenda improvisada e a chegada de Bryan

A primeira estrutura é montada às pressas, armada "como se fosse uma tenda", entre machucados nos dedos e muita confusão. No meio da construção, um pássaro pousa perto da jangada. O grupo fica empolgado e decide batizá-lo de Bryan. Alguém sugere, em tom de brincadeira, pegar um peixe ou usar a faca e a machadinha. Os outros reagem e mandam guardar as ferramentas, e a cena termina com "Calma, Bryan, era só uma piada". Bryan se torna um personagem recorrente até o final do vídeo.

Segundo Jimmy, o resto do dia foi gasto construindo o abrigo, com exceção de Tareq, que passou o tempo filmando com o drone. Nesse primeiro dia também é apresentado o estoque: um caixote com comida para os cinco durante os sete dias e dois barris com toda a reserva de água. Os primeiros goles já trazem más notícias. A água está "bem quente", e alguém reclama que havia terra no copo.

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A primeira noite: calor, enjoo e cheiro de suor

Ao escurecer, o grupo abre um caixote marcado como "dormir", na esperança de que os guias de sobrevivência tivessem preparado algo útil. Tudo está molhado. A explicação dada é que "tudo fica molhado num barco". A cobertura disponível é mínima. Um dos participantes diz que não sabia o que estava aceitando fazer, reclama do calor e do balanço constante, e afirma estar à beira de vomitar, cercado de gente suada. Outro ironiza: se o cheiro já está assim no primeiro dia, como estará no sétimo?

A noite é descrita como "muito tensa", e dormir parece impossível por causa das ondas. Para piorar, Bryan vai embora pela manhã, deixando o grupo chamando por ele.

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Segundo dia: chuva, brigas e a construção de um abrigo de verdade

No segundo dia, a meta passa a ser um abrigo permanente e resistente ao tempo. Jimmy conta que pediu bastante madeira para construir uma "casa bem maneira", mas admite não saber direito como fazer isso. Disseram a ele apenas que aquele material bastaria. Ironicamente, assim que o trabalho começa, cai uma chuva forte. Há correria para salvar objetos, como um travesseiro de tubarão, e a tensão vira discussão. Alguém grita com Nolan dizendo que nada está sendo feito direito e que é preciso escutar o grupo. Outro participante chega a dizer, em tom de desabafo, que quer bater em Nolan. O único consolo citado é que, com a chuva, ninguém precisa tomar banho.

A chuva também revela uma questão prática: onde fazer as necessidades. O grupo percebe que precisa construir tudo, incluindo privada, abrigo e fogo. Quando a chuva passa, a estrutura provisória é desmontada para dar lugar a algo melhor. O enjoo derruba parte do grupo, que pede pausas e diz não conseguir mais levantar. Um dos participantes reclama que só uma pessoa está trabalhando enquanto "os outros dois" estão largados. Ainda assim, os construtores comemoram ter erguido uma parede "todos juntos", e a narração reconhece que, apesar do enjoo, era preciso o grupo inteiro para concluir o abrigo.

No meio do trabalho, alguém avista uma baleia, e o momento é celebrado como prova de que a experiência "fica cada vez melhor". Um dos participantes resume o aprendizado até ali: abrigo, água e "não ficar perto do Nolan" são coisas que nunca mais vai desvalorizar. Uma escada é construída para facilitar o acesso ao telhado. Mesmo assim, Jimmy diz se arrepender de ter feito um desafio de sete dias em vez de um de 50 horas, como em outros vídeos, porque o balanço constante da jangada o deixa com vontade de vomitar. Ao pôr do sol, o acampamento está organizado. Na segunda noite, uma cama ainda está quebrada e alguém teme vomitar dentro do abrigo. Um dos participantes diz que nunca esteve tão cansado na vida.

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Terceiro dia: rotina, água acabando e uma pescaria fracassada

No terceiro dia, a construção ainda está de pé, o que Jimmy considera uma vitória, embora os rangidos da estrutura durante a noite tenham "alimentado os pesadelos" de alguém. A narração diz que o grupo começa a entrar no ritmo: a rotina da manhã inclui urinar num canto específico da jangada, comer barras de chocolate no café da manhã e beber a água morna do barril.

A preocupação com os recursos aparece em números: depois de 36 horas, um dos barris já está pela metade, e um participante estima que a água vai acabar no sexto dia. Com comida e água diminuindo, Jimmy tem a ideia de olhar o que há embaixo da jangada e encontra muitos peixes. O grupo decide tentar pescar o jantar, mas, segundo a narração, depois de horas não pega "absolutamente nada". A conclusão bem-humorada é que pescar é mais difícil do que ser youtuber.

Cansados, desidratados e com fome, recorrem às rações. Havia no inventário lenha para uma fogueira e panelas. Um participante explica como montar o fogo, começando por tocos menores, passando aos médios e terminando com a lenha grande. O resultado é um feijão enlatado incrementado com tomate e vagem, recebido com entusiasmo exagerado. Foi a primeira refeição quente em dias, mas, segundo a narração, consumiu boa parte das rações. Um dos participantes diz se sentir melhor e acha que os dois primeiros dias foram os piores. Outro confessa que ainda não conseguiu ir ao banheiro e que essa é sua maior preocupação. A noite seguinte volta a ser difícil, com a jangada sacudindo muito.

8:13

Quarto dia: forte danificado e água contaminada

Ninguém consegue dormir, e durante a noite o grupo perde a parte de trás do "forte". A manhã é tensa. Nolan está chateado porque a cama quebrou, e alguém diz que Nolan "está no limite". Com trovões no horizonte, um participante jura que não vai aguentar se voltar a chover.

O problema mais sério do dia é a água. Alguém deixa a concha cair dentro do barril. Como ninguém tomava banho havia dias, retirá-la com as mãos deixaria a água nojenta. Segundo a narração, por causa dessa contaminação, um terço da água deixou de ser segura para beber. Um participante diz que não vai beber daquilo de novo e pede para pular direto para quando a água acabar.

Nesse ponto, Jimmy faz um comentário sobre o próprio canal: "por algum motivo", quando ele mais sofre, o público mais assiste. Ele cita como vídeos mais populares aqueles em que se enterrou vivo e em que passou um tempo na solitária, e diz esperar que os espectadores estejam felizes por vê-lo sofrendo de novo. Depois de quatro dias, há também uma comemoração cômica: Lazar finalmente consegue usar o balde, e o momento ganha até uma música improvisada.

9:20

A maior tempestade do desafio

No fim do quarto dia, as nuvens escuras anunciam chuva a noite toda. A narração antecipa que aquela seria a maior tempestade do desafio. O grupo tenta se preparar: Tareq conserta um lado do forte, Chris conserta o telhado, e Jimmy passa a filmar. Um participante se preocupa porque não há nenhuma lona cobrindo a estrutura. O vento aumenta, os pregos acabam e trabalhar fica muito difícil.

À noite, tudo piora. O abrigo vaza por todos os lados e é descrito como "o oposto de à prova d'água". Há um buraco bem em cima da cama de alguém. Os relatos vão do humor ao desespero: alguém diz que deviam ter gravado aquilo num estúdio, "mas não, a gente tinha que ser o canal de verdade, que não faz coisas falsas". Outro participante pede para encerrar o vídeo. Jimmy responde que tentou convencer todos a não virem e que eles quiseram vir. Um dos participantes chama aquela de a pior experiência da vida.

Segundo a narração, a tempestade piorava a cada hora. Desesperados, tentaram usar as camas como proteção contra a chuva e ficaram sem lugar para dormir, congelando. Alguém duvida que o grupo aguente os sete dias daquele jeito. A chuva, de acordo com o relato, durou cerca de vinte horas sem parar, e o grupo passou a noite em pé.

12:16

Quinto dia: reconstruir, secar e fechar o abrigo

Encharcados e exaustos, os cinco se forçam a secar as coisas e reconstruir o acampamento. A jangada está "um desastre". Um participante compara a situação a desafios anteriores e diz que está mais difícil do que na Antártica e do que no vídeo do deserto. A lata da fogueira está ensopada, então não há como fazer fogo nem jantar. Além disso, a comida também molhou, e só uma parte dela era segura para comer. Um dos participantes reflete que antes tinham estabilidade, comida e camas secas e não deram valor a isso.

A resposta é fechar o abrigo para não repetir aquela noite. Com cordas e abraçadeiras, o grupo sobe e prende os painéis para deixar o espaço mais quente. O argumento é direto: na noite anterior tremiam de frio, então é melhor ficar quente e seco do que frio e molhado. Alguém improvisa um grande varal para pendurar as coisas molhadas, na esperança de ter uma toalha seca no dia seguinte. Queimados de sol, cansados e desidratados, passam o resto do dia dormindo.

Ao acordar, Bryan reaparece. O grupo comemora e chama pelo pássaro, mas ele vai embora de novo, o que rende a piada de que ele "superou" o grupo. Com dois dias restantes, comida acabando e água contaminada, alguém diz que estão "praticamente morrendo". Há ainda um cardume enorme ao lado da jangada e o balde de dejetos começando a feder.

13:48

Sexto dia: a primeira noite seca e o calor extremo

Os relatos do dia seguinte começam pela noite da tempestade, descrita como uma das piores da vida: tremendo, molhados e sem dormir no meio do oceano. Ainda assim, alguém diz que "superamos". Jimmy volta a chamar o desafio de sete dias de "uma decisão horrível". A boa notícia é que a nova fortaleza reforçada funcionou. Lazar conta que chuviscou às quatro da manhã, e outros participantes nem perceberam. Um deles diz ter dormido a noite inteira. Jimmy resume que acrescentar cinco dias a um desafio de 50 horas o deixa muito mais tenso e chama de impressionante o fato de estarem flutuando em alto-mar "num pedaço de madeira".

O novo obstáculo é o oposto do anterior: depois de tremerem de frio duas noites antes, agora sofrem com um calor insuportável. Parte do grupo pula na água para se refrescar, enquanto outros improvisam algo para gerar vento e ar fresco. A natação termina mal, porque uma água-viva queima um dos participantes, deixando inchaço e marcas vermelhas. Isso leva à pergunta: "Por que o mar odeia a gente?". Durante boa parte do dia, segundo a narração, fazia tanto calor que não dava nem para andar no deck.

15:46

A última noite e o fim do desafio

Com o pôr do sol e menos de 24 horas restantes, o grupo fica mais otimista. Um participante diz que este foi, sem dúvida, o pior vídeo de desafio de que já participou, mas que a experiência o fez valorizar coisas que normalmente não se valorizam: banho, comida e uma privada que funcione. Ele promete nunca mais usar um balde. Há uma última confusão quando a cadeira de Jimmy quebra, e alguém brinca que Jimmy comeu a comida toda. Na última noite dormindo juntos, as despedidas misturam alívio e ironia.

Depois de uma noite de sono descrita como ótima, Bryan aparece mais uma vez, agora, segundo eles, acompanhado da família, como se viesse se despedir. O grupo agradece ao pássaro e diz que ele os protegeu na noite em que estavam sem abrigo. Quando alguém sugere que ele é "só um pássaro qualquer", recebe um "cala a boca".

No balanço final, um participante fala de uma "montanha-russa" de memórias. Outro responde que a melhor memória vai ser ir embora. Jimmy contabiliza mais de 150 horas num pedaço de madeira flutuante e diz que, mesmo sendo a coisa mais difícil que já fez na vida, o grupo teve bons momentos. O vídeo termina com o barco de resgate surgindo no horizonte, os cinco gritando para sinalizar sua posição e alguém, já de saída, anunciando que vai "meter o pé daqui".