De um chip no cérebro a foguetes para Marte: a escada de preços das tecnologias "do futuro" no vídeo de MrBeast

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Visão geral

O vídeo parte de uma pergunta simples: como seria o futuro se pudéssemos ver hoje as tecnologias que o estão construindo? Para responder, Jimmy (MrBeast) e sua equipe sobem uma escada de preços. Ela começa com uma luz de um dólar e termina em um foguete de um bilhão de dólares. No caminho aparecem um implante cerebral, um braço biônico, carros voadores, carne de frango cultivada, a "desextinção" de animais e uma biosfera que funcionaria como protótipo de moradia em outro planeta. A posição do apresentador fica clara desde o início e se repete no fim: o que ele viu o deixou otimista. Segundo ele, essas tecnologias são menos distantes do que parecem.

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A abertura: de uma lâmpada de um dólar a uma casa em Marte

O vídeo começa pelo topo da escala, mostrando um foguete de um bilhão de dólares. O narrador o apresenta como a tecnologia que um dia levaria pessoas a Marte para morar numa biosfera de 500 milhões de dólares. Em seguida promete mostrar espécies extintas trazidas de volta e carros voadores. A ponta mais barata da escala aparece só de passagem: uma luz de um dólar que, segundo o narrador, combinada a milhões de outras, pode simular o futuro da humanidade ou de Marte. O vídeo não volta a explicar essa luz em detalhe. Ela serve como ponto de partida simbólico.

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Neuralink: controlar um computador apenas com o pensamento

A primeira tecnologia detalhada é a Neuralink, que o vídeo apresenta como uma tecnologia de 10 mil dólares. Trata-se de um chip de computador implantado cirurgicamente no cérebro. Quem demonstra é Noland, paralisado do pescoço para baixo. Ele conta que passou cerca de oito anos tentando encontrar algum propósito na vida. Depois do implante, diz que consegue fazer qualquer coisa que outra pessoa faz num computador.

A equipe filma as mãos de Noland para mostrar que elas não se movem. Ele digita "oi" usando apenas a mente. O narrador explica que a Neuralink traduz os impulsos neuronais do cérebro em movimentos. Depois, Noland joga um videogame pensando nas direções: pensa "esquerda" e o personagem vira para a esquerda. Ele diz que nunca imaginou que a tecnologia permitiria algo assim.

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O braço biônico de Kai

O vídeo então passa do cérebro para o corpo. Kai é um menino de 12 anos que nasceu sem uma mão. Segundo o narrador, ele foi abandonado à beira de uma estrada e depois adotado na China. Kai acredita estar num consultório comum para receber uma prótese simples. O consultório é falso, e o "médico" é o próprio Jimmy. Jimmy diz que a prótese prevista não era boa o bastante e entrega o que chama de braço biônico mais futurista do planeta, avaliado em 25 mil dólares.

O ponto técnico destacado é a ausência de comandos mecânicos. O braço tem sensores internos que captam os sinais dos nervos, então Kai consegue usar a mão sem precisar puxar nada. Ele dobra o antebraço, pega um pedaço de madeira e aperta a mão de Jimmy. Kai diz que é o melhor dia da vida dele e que já tinha visto muitos vídeos do canal ajudando pessoas, mas nunca pensou que seria com ele.

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Corrida: carro voador contra carro comum

A escala sobe para um carro voador de 150 mil dólares. O teste é uma corrida até o "trabalho" entre o carro voador e o carro normal em que estão Jimmy e a equipe. Em tom de brincadeira, Jimmy promete um milhão de dólares ao piloto se ele vencer.

A comparação mostra o argumento central do segmento. O carro comum precisa obedecer às leis de trânsito, parar nas placas e seguir as estradas. O carro voador vai em linha reta e chega a cortar caminho pelo mar. Quando a equipe ainda está no começo, o veículo já passou da metade do percurso. O narrador convida o público a imaginar quanto tempo pouparia se o trajeto diário caísse pela metade. Um integrante chuta "umas mil horas por ano" e logo admite que não fez as contas. No fim, o piloto diz que tinha chegado dez minutos antes. A promessa do milhão é desfeita na piada: Jimmy alega que nunca disse que pagaria.

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Mochila a jato e o carro que anda de cabeça para baixo

Outro integrante chega ao trabalho usando uma mochila a jato de meio milhão de dólares. Segundo o vídeo, ela passa de 130 km/h e tem autonomia de quase cinco quilômetros.

Em terra, o destaque é um carro de um milhão de dólares que o vídeo apresenta como o mais rápido do mundo. Jimmy dirige e se assusta com a aceleração. A característica mais marcante, porém, é outra. O carro tem duas turbinas de sucção tão potentes que consegue andar de cabeça para baixo. Jimmy passa alguns instantes invertido e diz sentir o sangue subir para a cabeça. O narrador ressalva que o carro só aguenta essa posição por pouco tempo.

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O conceito da Mercedes de dez milhões de dólares

Dez vezes mais caro é um carro-conceito da Mercedes. Segundo o vídeo, a própria Mercedes estimou o preço futuro desse conceito em dez milhões de dólares. Ele representa uma visão de carro para daqui a "uns dois séculos" e é inspirado no universo de Pandora. Jimmy diz que o carro parece mais uma criatura do que uma máquina. Ele reage ao toque, e Jimmy chega a fazer carinho nele.

A demonstração mostra a forma de dirigir: empurra-se um controle para a frente para andar e puxa-se para trás para parar. A parte de cima gira, o que permite dirigir de lado. Os bancos captam os batimentos cardíacos e outros sinais vitais e ajustam a temperatura automaticamente. Jimmy dirige com a mão esquerda, sob o lembrete de que o carro vale dez milhões de dólares.

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Upside Foods: frango sem abate

A próxima parada é a Upside Foods, apresentada como uma tecnologia de 200 milhões de dólares. É o valor que, segundo o vídeo, a empresa já investiu em pesquisa e desenvolvimento. A promessa é produzir centenas de milhares de quilos de carne de frango sem matar nenhum animal. O narrador contextualiza o número com outro: mais de 220 milhões de frangos seriam abatidos todos os dias para atender à demanda.

O processo é explicado em etapas. Em 2018, a empresa quebrou um ovo de galinha, retirou uma pequena quantidade de células e as congelou a cerca de 80 graus negativos. Segundo o vídeo, essas mesmas células serviram de base para as centenas de milhares de quilos produzidos. No segundo passo, as células são descongeladas com cuidado num ambiente que simula o corpo de uma galinha, onde se multiplicam. No terceiro, recebem um alimento com proteína, gordura e açúcar, que percorre os tubos da fábrica até os recipientes. Por uma janela dá para ver as células se movendo. Jimmy pergunta se o sistema produz a carne de um frango inteiro a cada dois segundos, e a resposta é "em poucos segundos". O vídeo cita mais uma vantagem: os frangos cultivados não pegam doenças. Assim, não haveria o risco de uma enfermidade se espalhar pela granja e alguém comer carne de um animal doente.

Jimmy diz que aquilo parece bom demais para ser verdade e propõe uma prova às cegas. O chef Nick DiGiovanni prepara dois sanduíches de frango. Num deles, a carne veio de um frango abatido naquele dia. No outro, a carne foi cultivada em laboratório. Nick aposta que, se fizer tudo direito, ninguém vai notar a diferença. Jimmy e Tareq provam os dois e dizem que não conseguem distinguir. Jimmy aponta um como o cultivado e erra. O narrador conclui que, num futuro próximo, essa tecnologia poderia salvar trilhões de galinhas e outros animais. Essa é uma projeção do vídeo, não um resultado apresentado.

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Colossal: mamutes, um rato-lanoso e lobos-terríveis

A escala chega a 400 milhões de dólares com a Colossal. O vídeo diz que a empresa "literalmente ressuscitou" o lobo-terrível e agora trabalha para trazer de volta o mamute-lanoso e o dodô. O fundador, Ben, convida Jimmy a agir como cientista em todas as fases do processo. Jimmy responde que não é qualificado.

O narrador explica que os mamutes dominaram o continente dezenas de milhares de anos atrás e se extinguiram depois do fim da Era Glacial. Deixaram DNA, por exemplo, em presas fossilizadas. Jimmy segura uma presa autêntica do Alasca, com 43 mil anos, e coleta uma amostra de DNA dela. Quando pergunta quantas décadas faltam para recriar um mamute, ouve que mamutes serão vistos "ainda nessa década". Essa é uma previsão da empresa.

Em seguida vem a clonagem. Jimmy usa um laser para perfurar uma célula e uma pipeta para extrair o conteúdo pelo orifício aberto. O momento cômico vem antes: a senha do equipamento que ele digita é "1, 2, 3, 4". A extração dá certo. Na hora de inserir o material em outra célula, ele exagera, e o resultado é, nas palavras da equipe, o oposto do que deveria acontecer. Jimmy admite que precisa de mais prática.

O vídeo explica que, antes do mamute, a Colossal combinou DNA de mamute com o de um rato e criou um rato-lanoso. Segundo o narrador, a mesma tecnologia será usada em poucos anos para recuperar o mamute. Jimmy é apresentado como a primeira pessoa fora da equipe de operações com animais a tocar um rato-lanoso, chamado Dale. Ele comenta que está segurando um animal que, até pouco tempo atrás, nunca tinha existido.

A Colossal também se apresenta como projeto de conservação. O vídeo diz que os mais de 400 milhões investidos servem tanto para trazer animais de volta quanto para evitar novas extinções. A empresa mantém um biobanco com mais de mil espécies que podem um dia desaparecer. Ben deixa Jimmy etiquetar amostras de dezenas de espécies ameaçadas, que podem ficar armazenadas por décadas. A lógica, segundo a equipe, é que, se alguma dessas espécies for extinta, será possível usar sangue e tecidos guardados para cloná-la. Jimmy se pergunta por que mais pessoas não sabem disso.

O segmento termina com um pedido. Jimmy entrega um bolo de carne e pergunta se a equipe pode dá-lo aos dois lobos-terríveis, que têm acesso restrito, e filmar a cena. Ben aceita, e o vídeo mostra os animais comendo. O narrador os descreve como os únicos dois lobos-terríveis do universo.

14:04

Uma biosfera de meio bilhão como protótipo de vida em outro planeta

O narrador faz a transição dizendo que a diferença entre salvar os animais e salvar a humanidade seria de 100 milhões de dólares. O destino é uma biosfera de meio bilhão de dólares, apresentada como protótipo de como seria a vida humana em outros planetas. A premissa é que, para sobreviver em Marte, uma estrutura assim precisa produzir o próprio oxigênio, a própria água e uma fonte de alimento autossustentável. A equipe também afirma que ela poderia salvar a humanidade caso a Terra se tornasse inabitável.

A equipe entra de traje, tranca a porta e só então tira os trajes. O local tem cinco biomas, comparados aos do Minecraft. Na floresta tropical, algumas plantas vivem ali há mais de 30 anos, e o sistema consegue fazer chover dentro do prédio. Jimmy pede chuva só de um lado, o que deixa parte da equipe molhada e com frio. Ele compara a biosfera a um globo de neve: uma mini-Terra que, segundo ele, poderia ser colocada em qualquer planeta do Sistema Solar.

A savana é descrita como o clima ideal para cultivar alimentos e, por isso, o bioma mais importante dos cinco. Lá a equipe prova pimenta-fantasma, e Nolan, um integrante, sofre com a ardência. No deserto, o grupo sente um vento artificial. O vídeo explica que ventos assim ajudam as árvores a crescer fortes e eretas e cita isso como uma das descobertas que saíram da biosfera. No pântano, provam uma planta crocante e salgada que, segundo eles, lembra batata frita. Comentam que ela poderia servir para salgar a comida em Marte. O último bioma é um oceano, com uma praia de verdade dentro da estrutura.

Para o "jantar marciano", o vídeo mostra um jardim vertical. Segundo o vídeo, ele pode produzir tanta comida quanto dois hectares e meio de terra cultivável. A equipe também sugere que o frango cultivado da Upside Foods seria uma opção de proteína em Marte. No fechamento do trecho, alguém observa que tudo aquilo parece futurista, mas não está tão distante. Diz que, se Nolan um dia tiver um filho, existe uma realidade em que essa criança cresce em Marte. Um colega retruca, em tom de piada, que tudo é possível, menos Nolan ter um filho.

18:09

Starship: o foguete de um bilhão de dólares

O narrador lembra que nada disso chegaria a Marte por teletransporte: é preciso um foguete. O foguete apresentado é a Starship, a tecnologia de um bilhão de dólares da SpaceX. Segundo o vídeo, a empresa convidou a equipe para conhecer os planos de lançar milhares de Starships para Marte e tornar a humanidade uma espécie multiplanetária.

A Starship é fabricada num dos maiores prédios do planeta. A explicação para o tamanho é que as matérias-primas entram por um lado e os foguetes completos saem pelo outro. O vice-presidente da Starship guia a visita e mostra o interior da nave. Ele diz que, em alguns anos, a empresa vai levar pessoas à Lua e, logo depois, a Marte. Quando Jimmy pergunta se dá para comprar passagens para Marte, ele responde "sim" e diz que falarão disso depois. Confirma que a intenção é enviar milhares de Starships e que cada uma pode levar 100 pessoas. Jimmy pergunta se a Starship já encontrou algum objeto não identificado no espaço. A resposta é "ainda não, que a gente possa comentar". Questionado se responderia diferente sem câmeras, ele diz que não.

O vídeo descreve as Starships como totalmente reutilizáveis. Na reentrada na atmosfera, elas enfrentariam temperaturas maiores que as da lava derretida, e por isso a SpaceX projetou um sistema próprio de escudo térmico. Cada nave usa 18.000 placas, e Jimmy se surpreende com o quanto cada uma é leve. A equipe da SpaceX afirma que a placa aguenta um calor que nem um maçarico consegue perfurar e propõe um teste. Jimmy segura a placa com a mão atrás dela enquanto Karl aplica o maçarico. A placa fica laranja, e o vídeo diz que ela chega a mais de dois mil graus. Jimmy diz que não sente nada na mão.

A visita também enfatiza a escala de produção. Segundo o vídeo, a SpaceX constrói centenas de Starships ao mesmo tempo, num processo descrito como praticamente uma linha de montagem, "como se fossem carros". Jimmy recebe permissão para algo que, segundo ele, normalmente é proibido a civis: instalar uma placa do escudo térmico. A equipe explica o procedimento. Coloca-se a placa, dobram-se as bordas e encaixa-se a peça. Só é possível fazer isso uma vez, porque, se der errado, a placa precisa ser destruída para sair. Jimmy hesita, tenta primeiro do lado errado e depois consegue. Assina a placa com "MB" e brinca que, se o foguete explodir por causa dela, todos devem dizer que o vídeo foi feito por IA.

A visita termina com a Starship totalmente montada. O narrador diz que a câmera não faz jus ao tamanho dela e que há grande chance de o público um dia voar numa delas para outro planeta. Por fim, a equipe vê as outras Starships que aguardam lançamento no campus da Starbase.

22:25

A conclusão: um futuro que, para o apresentador, dá esperança

No encerramento, Jimmy contrapõe o que viu ao tom das redes sociais e do noticiário, que, segundo ele, fazem o futuro parecer sombrio. Ele diz que o vídeo lhe deu esperança e retoma os temas do percurso. Cita as biotecnologias que dão uma nova chance a pessoas com deficiência e os carros voadores que podem redefinir o deslocamento. Cita também a tecnologia de DNA que poupa animais do sofrimento e da extinção, e o aprendizado de como viver em outros planetas e chegar até eles. A última frase resume a posição do apresentador: em sua avaliação, é um futuro bem empolgante.